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50 tons de uma mulher

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Jorge De Lima - Iscas Olhos&Alma -

Existe hoje no Brasil a liberdade para as mulheres assumirem sua sexualidade? A mulher hoje está livre dos preconceitos, do machismo, pode assumir publicamente que quer gozar?

O erotismo no Brasil sempre foi uma característica de nossa cultura.”Não existe pecado do lado debaixo do equador” há anos foi cantada em tema de novela. Toda obra de Jorge Amado especialmente em “Dona Flor e seus dois maridos” deixou muita senhora púdica de cabelo em pé. E o que falar da poesia erótica de Carlos Drummond de Andrade  como Carmina burana; ou das taras da deliciosa ninfomaníaca baianinha com corpo feito para o pecado, personagem principal de a Casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo ribeiro? Erotismo é nada de novo por estas bandas.

A revolução sexual ocorrida na década de 1950 e por aqui importada na década de 1960 todavia não foi integrada a nossa cultura. Entre o enunciado, o discurso e a prática de vida ao contrário. A repressão sexual, a culpa, o não se permitir é intenso na vida social e sexual de muitas mulheres. Vivemos uma cultura machista reforçada pelas próprias mulheres. Falamos de direitos iguais, mas quantas realmente lutam por respeito nos dias de hoje? E quantas não estão deliberadamente vendendo se sem a menor dignidade?

O arquetípico dilema entre Puta e Santa faz parte do universo psíquico feminino. O livro “A Prostituta Sagrada – A face eterna do Feminino”, de Nancy Qualls-Corbett (Editora Paulus 1990, fala deste drama. E pobre da mulher que não souber vivenciar os dois universos em seus referidos espaços.

Na década de 2010 continuamos vivendo um vitorianismo travestido de libertinagem. De um lado temos o excesso do discurso de ousadia, do outro o patrulhamento de um pseudo moralismo decretado por seitas religiosas mercantilistas. De um lado o machismo feminino que denunciamos neste artigo, do outro o excesso da vida instintiva. E qual é o meio termo?

Fui interpelado estes dias pela discussão social da obra pornô literária que agora virou filme, 50 tons de cinza. Uma leitura básica aos moldes de Crepúsculo com pequenas nuances eróticas, porém sem a graça da filosofia da Alcova de Marquês de Sade, e toda sua reconfiguração sócio política. É apenas um filme que atiça as fantasias eróticas de pacatas damas entediadas com a mesmice da vida, rotina criada pela própria apatia frente ao destino. Nada de novo, lamento.

No enredo a personagem principal, a jornalista Anastasia funde a pseudo inocência de Polyana com o estereótipo de uma Artemis mal resolvida. Na trama seu parceiro é Christian, sonho de consumo da ilusão feminina na atualidade, um rapaz rico, belíssimo, sedutor e safado.

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