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Luciano Pires -

Aquela votação pelo impeachment na Câmara dos Deputados incomodou você, hein? Você se sentiu envergonhado com a quantidade de figuras estranhas proferindo votos que mais pareciam discurso de quermesse? Não se sentiu representado por eles, é? Pois é…

Posso entrar?

Amigo amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí ó, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é o Ednaldo de Almeida.

“Olá Luciano Pires, olá ouvintes do Café Brasil. Aqui quem fala é Ednaldo, tenho 32 anos, sou natural de São Paulo, trabalho como operador logístico. Gostaria de comentar os últimos programas feitos por você, Luciano, seguem mais ou menos a mesma linha, né? Mas, mais especificamente o programa 504, As visões se clareando. Bem. Eu, assim como muitos brasileiros me encontro muito chateado com os últimos acontecimentos na política do país, né? Eu, pela idade que tenho, passei pelo impeachment do ex presidente Fernando Collor mas, obviamente era uma criança, não havia como entender o que estava acontecendo como entendo agora, né?. Mas eu fui avisado por pessoas mais velhas, que participaram de maneira ativa daquele momento, de que o que estava por vir na sessão do impeachment, seria um circo de horrores. Depois que recebi o aviso acompanhei a sessão inteira. Sim. Tive paciência e principalmente estômago pra isso. E de fato, foi um circo de horrores. Circo esse que ironicamente teve como um de seus poucos integrantes sérios um ex palhaço, como muito bem dito no seu programa. Mas o que me chateou, não foi nem o resultado, que eu mais ou menos já esperava qual seria. Mas, foi a maneira como ele foi conduzido e as consequências daquilo para nossa política. Foi o retrato daquele congresso, que querendo ou não, é um reflexo da nossa sociedade. E isso me deixou pessoalmente triste porque eu participei da primeira manifestação pró impeachment, contra a Dilma e contra o PT, né? E naquele momento eu estava sendo movido por pura indignação, pura emoção. Um defeito meu, admito, né? Eu sou combativo em relação aos meus ideais, eu defendo com muito afinco aquilo que acredito. E isso, por vezes, nos cega, a realidade dos fatos, né? Eu, naquele momento, quando gritava fora Dilma, fora PT, não fazia ideia do cenário atual. Quando eu gritei fora Dilma, fora PT, foi a esse congresso quem eu dei poder. A minha indignação serviu a esse congresso, não a mim. Mas claro, não só de defeitos nós somos constituídos, nós temos qualidades também. Uma das minhas é o senso crítico. Senso esse que me permitiu enxergar isso agora. Nós devemos em todo debate, ou deveríamos, dar direito à defesa. Ouvir o outro lado. É algo saudável. E é algo que eu acredito que não está acontecendo. Não aconteceu comigo e não acontece no Brasil. Estamos com a visão partidarizada, polarizada. Naquele momento eu achava que todo mal era oriundo do PT. Hoje eu tenho uma visão um pouco mais ampla. Isso não significa claro, que eu sou isento, ou que eu não escolho lados, isso é quase impossível numa democracia. Mas eu eu faço com a mente aberta. E que tendo escolhido um lado, eu obrigatoriamente ouço o outro. E aí vai uma pergunta: será que isso não está faltando à nossa democracia? Será que isso não está faltando no Brasil hoje? Eu acho que enquanto a gente não aprender isso, a gente pode colocar ou tirar quem quiser na política, nada vai mudar. A gente precisa, urgentemente amadurecer politicamente. É o que eu espero que os últimos acontecimentos nos tragam. Amadurecimento politico. Um abraço, Luciano Pires, abraço ouvintes. Até a próxima”

É, meu caro Ednaldo, num cenário como o que vivemos hoje, é realmente complicado tentar permanecer em equilíbrio, viu. Existem excessos de todos os lados e temos de lidar inclusive com o fogo amigo, de gente que defende o mesmo que nós mas que acaba contribuindo para exacerbar os ânimos e ampliar o confronto. Vamos falar a respeito disso hoje.

Muito bem. O Ednaldo receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Ih! Hoje tá cheio de gente aqui. Olha aqui. eu quero ouvir então de petralhas e coxinhas:

Na hora do amor, use

Todos – Prudence

Olha só: aquela votação na câmara só espantou a moçada mais nova, que não sabe que a votação da constituinte e a do impeachment do Collor, quase trinta anos atrás, foi igual.

Mas, para começar, eu preciso aqui buscar aqui algumas definições do Dicionário Aulete.

Circo: Cena que chama atenção ou que choca pelo aspecto grotesco, excêntrico ou exótico.

Palhaço: Pessoa que age de forma ridícula ou que não merece respeito

Explicar: Tornar inteligível ou claro (o que é ambíguo ou obscuro); esclarecer.

Justificar: Provar a inocência de (alguém ou si próprio).

Está combinado então, hein? Sempre que eu utilizar “circo”, “palhaço”, “explicar” e “justificar”, será conforme as definições que eu acabei de passar. Assim eu evito aqueles que vem aqui com: “Ah! Luciano! Você ofendeu os palhaços”, ou então: “Ah Luciano” O circo é uma coisa boa”.

Quando Francisco Everardo Oliveira Silva se candidatou a deputado Federal em 2010, causou polêmica. Everardo era conhecido como comediante, fazia sucesso na TV interpretando Tiririca, personagem que aliava a inocência infantil à picardia do brasileiro. Um tipo popular, presente nos programas populares e que falava o idioma da população. Seu mote “Vote no Tiririca, pior que tá não fica” logo fez sucesso e ele recebeu mais de um milhão… na verdade 1,4 milhões de votos, sendo o deputado mais votado no Brasil naquelas eleições. Assumiu o cargo e praticamente desapareceu da televisão. Reeleito em 2014 com pouco mais de 1 milhão de votos,  jamais apresentou algum projeto de impacto e se notabilizou por ser um dos deputados mais assíduos na Câmara. Sempre que instado a se pronunciar ele o fez com piadas, mas isso me pareceu resultado de sua consciência de que era nada mais que um aprendiz. Tiririca ouve muito mais que fala e surpreendeu a todos por não desempenhar papel de palhaço na Câmara.

No domingo da votação na admissibilidade do processo de impeachment, havia uma expectativa com relação a seu voto. Tiririca manteve em segredo sua decisão e foi colocado na lista dos indecisos. Na hora do voto ele disse simplesmente assim:

E ponto final.

Do palhaço veio o voto objetivo, sério e compenetrado. O humor ficou por conta do meio sorriso estampado no rosto de Eduardo Cunha e dos deputados que gritaram e o abraçaram.

Mas havia outros que agiram como palhaços e provocaram momentos de imensa vergonha. Dois se destacaram.

Um foi o Jair Bolsonaro que em seu voto disse assim:

Olha! Eu consigo explicar o Bolsonaro, viu. Ele nada mais fez que bolsonar: disparou a bala que julgou que atingiria, que machucaria, que ofenderia seus adversários. E conseguiu. Entendo e explico sua intenção e sua indignação, mas Bolsonaro foi um desastre. Diferente de outros palhaços que também deram votos lamentáveis, ele não é um deputado obscuro qualquer, está declaradamente na corrida pela presidência em 2018. Você pode não gostar, mas as palavras dele têm peso, mesmo que só para alvoroçar o Fla Flu em que se transformou o Brasil. Como um militar que aceita “danos colaterais”, Bolsonaro se comportou como criança birrenta, de pouca inteligência. Não fosse apenas absurda, sua homenagem a alguém que é considerado um torturador ainda deu aos adversários todas as justificativas para legitimarem a ideia do “golpe”, da “elite fascista”. Deu-lhes as justificativas para a retórica vitimista que utilizam na perseguição a quem não segue suas doutrinas. Bolsonaro trabalhou para o inimigo e eu acho que ali liquidou suas pretensões de voos políticos mais altos. Sua metralhadora giratória atingiu também a todos que lutam contra o projeto criminoso de poder que tomou conta do país. Todos que lutam pela liberdade.

O outro a agir como palhaço foi Jean Wyllys. Envolto numa espécie de echarpe vermelha, em seu voto ele disse assim:

Para coroar a performance, ao terminar o voto, Jean Wyllys cuspiu em Jair Bolsonaro e saiu correndo.

Também consigo entender o voto e a reação de Jean Wyllys. Ele apenas wyllysou, fez o papel histriônico, afetado e teatral ao qual está acostumado, tentando ofender seus adversários. E conseguiu o que queria.

Consigo entender e explicar Bolsonaro e Jean Wyllys. Os dois cumpriram o que se esperava deles. E também entendo que enquanto existirem Jeans Wyllys (e toda aquela patota de PSOL, PCB, PC do B, PSTU, PT) louvando terroristas e ditadores, Jair Bolsonaro será necessário. E vice versa. Um é cria do outro. Um sobrevive do outro. Um se explica pelo outro. É preciso um para neutralizar o outro.

Mas não consigo justificar o comportamento de ambos. Entendo, explico, mas não justifico.

Ambos estavam no Congresso, na casa do povo. Ao agir como palhaços, transformaram uma cerimônia que representa um dos momentos mais importantes da história recente do Brasil, num circo. Tivessem se limitado a dizer “senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim” e “senhor presidente, pelo meu país, meu voto é não”, teriam cumprido um papel digno, decente. Mas aí não seriam nem Bolsonaro e nem Wyllys.

Tudo explica. Nada justifica.

Bolsonaro e Wyllys, como diria aquela lá, são duas abominações políticas, éticas e cognitivas. São dois extremos do mesmo erro, excrescências que ofendem a quem joga o verdadeiro jogo da democracia. Existe um lugar para eles na sociedade? Claro que sim. Eles representam alguns milhões de brasileiros, foram eleitos por voto popular e, ao menos aparentemente,  defendem aquilo no que acreditam. Mas consomem nosso tempo, nossa energia, nossos neurônios para… nada.

Olha só o tempo de vida que gastei para escrever este texto, meu…

Jair Bolsonaro e Jean Wyllys me deram a certeza que “sua excelência” mesmo é o Tiririca. É com ele que vou gastar meu tempo.

Estou no poder
Tiririca

Eu estou no puder
Todo mundo está vendo
Eu estou no puder
E agora estou pudendo

Me criticaram bastante
Disseram que eu não sabia ler
Fizeram muitas fofoca
Que eu não sabia escrever

Fiz o teste e passei
E todo mundo riu
E os que me criticaram
Vão pra ….

Refletindo sobre os representantes que elegemos, eu lembrei-me de um poema-manifesto chamado O POLÍTICO  EXCELENTE, de autoria de Hudson Ribeiro. Ouvi-lo nos dias de hoje, chega a ser chocante.

O Político excelente

Não pode ser refém de interesses escusos
Por mais poderosos que sejam
E nem se arvorar em salvador da pátria
Da população mais esfomeada
Há de ter o cuidado extremo
Para não perder o sentido das direções.

O Político excelente
Deve ser aberto ao franco diálogo
Sem que isto signifique delegar decisões
Que só a ele competem
Por isso a necessidade de cultivar a maestria
De ouvir muito e falar pouco
E quando agir fazê-lo tão serenamente
Que até os seus opositores se admirarão
Com a presença da longa reflexão.

O Político excelente
Deve ser filho da terra
Ou ter sido, amorosamente, adotado por ela
Para que na hora dos grandes desafios
Perceber os fluxos da situação
Com o olhar e os poros dos seus conterrâneos.

O Político excelente
Deve ser humilde o bastante
Para estar sempre disposto a aprender
Tudo de importante que faça a sua cidade crescer
Em direção ao desenvolvimento pleno
Tanto o material como o humano
E sobretudo cuidar das crianças
Para poder demolir as prisões.

O Político excelente
Deve ser cioso da sua sapiência
Na crença inabalável
De que são as classes populares
Que promovem as verdadeiras transformações
Por isso há de propiciar pão e liberdade
Para todo e qualquer cidadão.

O Político excelente
Será capaz de gargalhar em plena praça
Quando uma iniciativa sua for bem sucedida
E dançar com o povo nas ruas e comemorar
Sem esquecer por um só instante
De que a luta deve continuar.

Também deverá ser corajoso o bastante
Para chorar rios de lágrimas
Quando alguma calamidade assombrar
O seu povo e a sua terra
Sem esquecer por um só instante
Que é contra o mal que o bem prospera.

O Político excelente
É aquele irmão que se tornou amigo
É aquele amigo que se tornou irmão.
Mediante a prática constante
De se dizer o não ao não.

Em seu blog no Estadão, Daniel Martins de Barros publicou um texto excelente chamado Os políticos e você – ou por que não adianta quebrar o espelho. Lá vai:

O brasileiro deu de cara consigo mesmo, e parece que não gostou do que viu. A votação na Câmara dos deputados, no domingo, já foi chamada de tudo: show de horrores, patifaria, palhaçada. Só não foi chamada do que realmente é: espelho. Pela primeira vez vimos e ouvimos a um só tempo o conjunto das pessoas que falam em nosso nome e foi assustador. E não adianta dizer que só poucos deputados foram eleitos pelos próprios votos, que a maioria foi “puxada”. Isso é conversa de quem quer negar a imagem que vê no espelho. Porque os “puxados” também receberam votos, e, principalmente, porque essa é a regra que nós mesmos criamos para eleger nossos representantes.

Só que um dos maiores problemas não foi o fato de eles nos representarem. Ao contrário, foi a postura explícita de não nos representar. Os votos “pela minha mulher”, “pela minha família”, “por Deus”, “pela memória do meu pai” sobrepujaram, ao que parece, os que deveriam predominar: “pelos meus eleitores”, “pelas pessoas que me puseram aqui para representá-las”. Ou seja, ficamos com o pior dos mundos: os políticos que espelham a sociedade são de uma qualidade lamentável, e ainda assim trabalham por interesses próprios e não por nós.

Se bem que até isso é um bom reflexo da nossa sociedade. Em sua extensa pesquisa publicada no livro A cabeça do brasileiro, o sociólogo Alberto Carlos Almeida ouviu de praticamente um em cada cinco entrevistados que eles concordavam com a sentença Se alguém é eleito para cargo público deve usá-lo em benefício próprio, como se fosse sua propriedade. Bem, é exatamente o que eles estão fazendo.

O mais perturbador para mim foi perceber que até mesmo o ódio que cresce entre as pessoas estava ali presente. Quando Jean Wyllys se diz provocado e cospe (afirmando que faria de novo, não foi só o calor da hora) em Bolsonaro, que por sua vez exalta a memória de um torturador, temos o retrato do extremismo mais tacanho, que não só impede o diálogo, mas o próprio convívio. Quem está de um lado deseja nada menos que a aniquilação de quem está de outro. Vejo aí um dos mais sérios problemas do país hoje. Crimes de ódio florescem nesse clima. Guerras civis começam assim. Encarar essa situação como “culpa deles” só aumenta a gravidade. Passou da hora de uma atuação ativa para reverter esse quadro.

Podemos não gostar do que vemos no espelho, mas não adianta tentar negar a imagem refletida – quem se recusa a examinar a si mesmo só se aprofunda em sua doença. Ouvi muita gente dizer que o brasileiro precisaria votar melhor para que o Congresso Nacional ganhasse em qualidade. Mas se ele é de fato um espelho, a única maneira de mudar a imagem que ele reflete é mudar a nós mesmos.

Ah! Tá!
Tiririca

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá turururu

Por de trás daquela casa
Tem um pezim de caju
Toda vez que eu vô lá
Me dá vontade de se senta

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu

O cachorro quando late
No buraco do tatu
Bota espuma pela boca
E chocolate pelas venta

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu

Quando eu era piquinino
Tomava banho de cacimba
A menina me chamava
Pra puxa na minha pimba

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu

Quando eu era piquinino
Vivia dando um grito
Eu era doido pra pega
Nas pena de um piriquito

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu

Minina olha pra mim
Que eu olho para tu
Quando tu vira as costa
Empurro o dedo no teu bolso

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu

Essa vai por dispidida
Por dispidida essa vai
Tua mãe morreu sem dente
De tanto morde meu pai

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu

Essa musica que eu fiz
Foi na beira de um rio
Se gosto muito obrigado
Se não gosto
Vai pra puta que pariu

Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá Turururu
Ah! tá

Olha! Eu não sei se você já ouviu falar na Teoria da Ferradura que diz que o espectro político ideológico não é uma linha reta tendo numa extremidade a extrema esquerda e na outra a extrema direita. Na verdade essa linha teria a forma de uma ferradura, onde cada extremidade se aproxima da outra e ambas usam a violência e o autoritarismo a fim de alcançar o poder e purificar sua ideologia. Os dois extremos são perigosos.

E neste cenário de alta temperatura política, é importante lembrar o que disse o economista Ludwig von Mises: “A terminologia usual da linguagem política é estúpida. O que é esquerda e o que é direita? Por que Hitler é de ‘direita’ e Stalin, seu amigo e contemporâneo, de ‘esquerda’? Quem é ‘reacionário’ e quem é ‘progressista’? Reação contra políticas pouco inteligentes não deve ser condenada. E progresso em direção ao caos não deve ser elogiado.”

Já repeti aqui diversas vezes que no mundo de hoje, o confronto, a crítica e até mesmo o ódio são mais socialmente aceitos que as expressões de apreço. Isso é muito ruim, porque apreço é uma atividade que cria valor. O apreço energiza as pessoas, faz com que elas excedam seus objetivos e limites percebidos. Quando substituímos o apreço pela negação, pela contrariedade, pelo rancor, só temos o confronto que paralisa, intimida e canaliza a energia para a defesa. E aí meu, todos perdem.

Sacou, hein? Quando substituímos o apreço pela negação, pela contrariedade, pelo rancor, só temos o confronto que paralisa, intimida e canaliza a energia para a defesa. E todos perdem.

E progresso em direção ao caos não deve, não pode ser elogiado.

Deixe-me então aproveita uma citação do jornalista Alon Feuerwerker que vou usar no próximo programa:

“Não brigue com seu amigo por causa da política. Depois os políticos se entendem, mas você perdeu um amigo.”

E é assim então, ao som de Ah, tá, com sua excelência Tiririca que este Café Brasil vai saindo na dancinha…

Com o assombrado Lalá Moreira na técnica, a indignada Ciça Camargo na produção e eu, que não sou candidato a nada, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Ednaldo Almeida, Hudson Ribeiro, Daniel Martins de Barros, Jair Bolsonaro, Jean Wyllys e…Tiririca!

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem uma página no Facebook repleta de informações interessantes para quem gosta de automóveis. Dê uma olhada lá, cara!Aliás, passa lá, deixa um recadinho pra eles. facebook.com/componentesnakata .

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E se você está fora do país: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram com o canal Café Brasil.

E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil vai achar  muito mais se entrar pra Confraria, cara! Olha só: acesse podcastcafebrasil.com.br, e clique no link CONTRIBUA e venha pra cá juntar-se a um timinho que está fazendo chover, cara!

E pra terminar, uma frase de Orson Scott

Se porcos pudessem votar, o homem que lhes alimenta seria sempre eleito, não importa quantos porcos matasse ao longo do tempo.