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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Frases que começam com as expressões “Então…” ou “Veja bem…” não têm como dar certo. Caso o cidadão receba resposta principiando com essas pérolas, pode esperar: Vem chumbo. Você pergunta ao mecânico se o carro vai ficar pronto antes do fim de semana e o nobre profissional engata um “Então…” já sabe qual a resposta – e é não. Ou questiona se vão pagar aquela dívida atrasada há meses, e o devedor saca, em vez do dinheiro, um suspiro profundo e um “Veja bem…”; não, você não vai receber sua grana tão cedo.

Essas expressões, entre outras, têm a função de servir como colchão, um consolo eufemístico pra não deixar a vítima desanimada logo de cara, talvez tentando evitar uma reação mais indignada de quem “então” não está “vendo muito bem”. São uma espécie de amaciante de palavras. Até aí, tudo bem. Faz parte dos imprevistos do dia a dia. Complicado mesmo é usar expressões desse quilate para explicar o inexplicável, a quadratura do círculo, ou aquela decisão desastrosa, travestida de salvadora.

Recentemente, os governos de três países (dois deles riquíssimos) tiveram de lançar mão de expressões homólogas para acalmar suas populações; ao que consta, sem muito sucesso. Bom mocismo de fachada e bobagens politicamente corretas são sempre péssimos conselheiros. A boa e velha realidade é implacável.

Na Alemanha: Há uns anos, a ideia fofa foi cancelar os projetos de novas usinas nucleares e fechar as existentes. Mas de onde viria a energia? Simples, disse o governo… Vamos comprar gás da Rússia! Simples, sem muita queima de carbono e politicamente correto. A vitória do amor e da empatia sobre os feios, bobos e chatos destruidores do mundo. Mas havia uma guerra no meio do caminho e a alemãozada, sem energia nuclear nem gás russo, aumentou a queima de carvão. Sim, carvão, responsável por 40% da energia daquele país. Mas os fofos que iam limpar o mundo e garantir o clima são os responsáveis pelo enorme aumento na queima de combustível altamente poluente? “Então…”.

No empobrecido Sri Lanka (antigo Ceilão) a ideia genial, salvadora, linda, poética, foi de seu presidente Gotabaya Rajapaksa: Anunciou em 2021 que o pequeno país asiático seria o primeiro do mundo a ter agricultura totalmente orgânica. Fertilizantes e pesticidas estavam terminantemente proibidos. Seria o paraíso das Gretas, dos Duviviers, dos ambientalistas de butique. Como uma ideia sensacional, lindinha como essa, poderia dar errado? Simples: Bom mocismo não mata a fome. A produção agrícola desabou e o Sri Lanka entrou numa profunda crise de abastecimento. Os preços explodiram e as exportações do ramo naufragaram. O então presidente Rajapaksa fugiu do país um ano depois, caçado pela população furiosa com o desastre anunciado. Mas não seria a salvação do país, segundo os ecodelírios? “Veja bem…”.

Holanda: Fazendeiros denunciam há meses a ideia (como sempre, genial, simplista, fofa, etc) governamental de criar uma agricultura menos intensiva e mais limpa, segundo os gênios de plantão. Trocando em miúdos: Proibição de fertilizantes e redução obrigatória da produção agropecuária em, ao menos, 30%. A população, revoltada, apóia os produtores, alertando que essa medida não vai melhorar em nada o meio ambiente, mas causará desemprego, aumento de preços, queda nas exportações e abalo na economia; a fatura vai chegar, apesar da fofice eterna dos ativistas de sempre. E como vão explicar mais esse fracasso óbvio? “Então…”.

Apesar das Gretas, Anittas e dos Duviviers espalhados pelo mundo, cheios de ideias tão milagrosas quanto inúteis, tudo o que essa gente consegue é um balaio cheio de “boas intenções”, de conselhos do bem, de desejos lindos, todos com a profundidade de um pires. Solução que é bom, nada. Deveriam ser condenados a viver da maneira que pregam, viajando pelos rios de barco a vela, comunicando-se por carta escrita em papel reciclado e comendo só o que produz a hortinha nos fundos de seus quintais numa periferia modesta. Mudariam de ideia rapidinho, rezando por um carro luxuoso, internet rápida e um belo supermercado, bem abastecido, perto de seus apartamentos luxuosos. Aprenderiam a enxergar os fatos, a realidade, essa implacável, que não faz parte dos contos de fadas que habitam a cabeça tosca dos ingênuos. Então… vejam bem, ok?

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