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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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Café Brasil 935 – O que faz a sua cabeça?
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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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Café Brasil 932 – Não se renda
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LíderCast 329 – Bruno Gonçalves
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LíderCast 328 – Criss Paiva
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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Café² – Live com Christian Gurtner
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Rubens Ricupero
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Memórias de um grande protagonista   “Sem as cartas, não seríamos capazes de imaginar o fervor com que sentíamos e pensávamos aos vinte anos. Já quase não se escrevem mais cartas de amor, ...

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A Lei de Say e a situação fiscal no Brasil
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Protagonismo das economias asiáticas
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Protagonismo das economias asiáticas   “Os eleitores da Índia − muitos deles pobres, com baixa escolaridade e vulneráveis, sendo que um em cada quatro é analfabeto − votaram a favor de ...

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Cafezinho 630 – Medo da morte
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A Intimação

A Intimação

Luciano Pires -

Fui intimado. Tenho que ir à delegacia prestar contas num processo no qual fui envolvido pelo jogador Zé Roberto, ex-Santos e ex-Seleção Brasileira de Futebol. O Zé Roberto sentiu-se ofendido pela divulgação de uma carta bem pouco elogiosa ao Brasil, que ele teria escrito quando voltou para a Europa. Zé Roberto nunca escreveu a tal carta, que circulou pela internet em 2007 e foi polêmica. Muita gente – acreditando na autoria do jogador – deu-lhe razão enquanto outros o criticaram fortemente. Tão fortemente que o jogador decidiu processar quem divulgou a carta falsa. Recolheram o que foi publicado na internet e eu entrei no rolo, pois assino tudo que escrevo. Em meu artigo “Absurdos Possíveis” reproduzi parte da tal carta:

“(…) Por muitos anos vivi com minha família na Alemanha e me identifiquei completamente com o país.(…). Minhas filhas mal falam português e são totalmente fluentes em alemão. (…) Todo o tempo que estivemos no Brasil, ainda que livres fisicamente, éramos reféns psicológicos. (…)Assistir o noticiário televisivo alimentava ainda mais nossos medos. Por sorte, minhas filhas não entendem muito bem português. Se entendessem, descobririam um país em que o crime está por todos os lados: está nas escolas, está nas faculdades, está no Judiciário, está no Congresso e está até mesmo na família do presidente. (…) Me ponho no lugar delas e penso como deve ter sido desagradável esta estadia no Brasil.(…) Hoje, a felicidade de minha família tem como pré-requisito afastá-la do Brasil. Por isto que, ainda que com tristeza, faço o melhor para elas. Aos meus fãs, muito obrigado. Ao Brasil, boa sorte.”

E após reproduzir o texto da tal carta, eu escrevi:

“Forte, né? Zé Roberto descreve o lado negro do Brasil. (…)Mas tem um detalhe. Essa carta é falsa. Zé Roberto desmentiu oficialmente. Alguém escreveu, colocou seu nome e lançou na internet, como vem acontecendo com centenas de outros textos.”

Escrevi no artigo, com todas as letras, que a carta era falsa. Portanto trabalhei a favor do Zé Roberto. Mas os advogados não leram meu artigo. Ou, se leram, não entenderam. Que absurdo…

Perderei horas preciosas visitando uma delegacia para explicar o que já está explicado, além de ter que pagar o advogado, é claro. Esse é apenas mais um prejuízo provocado pela burrice que assola o Brasil.

Mas ao rever essa história uma coisa me chamou a atenção. Naquele artigo – citando fatos absurdos que ganhariam credibilidade instantânea – eu afirmava:

“… no Circo Brasil do novo milênio nenhum absurdo é tão absurdo que não possa ser possível. A situação está tão confusa que já não sabemos mais o que é verdade e o que é mentira. E assim, atitudes absurdas que algum tempo atrás eram absolutamente impossíveis, por imorais, não éticas, desumanas, burras ou preconceituosas, passam a ser – ao menos no imaginário das pessoas – possíveis.”

Pois depois daquele artigo tivemos os mensaleiros no STF; o Renan sendo salvo pelo Congresso; aquele horror da morte da Isabela Nardoni; o Ronaldo e os travecos; o escândalo do Paulinho da Força; Dantas preso, Dantas solto; o pai e a madrasta esquartejando as crianças; Exército a serviço de políticos no Rio; Lula III; os índios atacando com facões; o padre voador; a demarcação das terras na Raposa Serra do Sol; a seleção do Dunga; Corinthians na série B; os arapongas no Planalto…

No Circo Brasil do novo milênio nenhum absurdo é tão absurdo a ponto de não ser possível.