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Luciano Pires -

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Porque só com a Nakata a gente sabe: é tudo azul pela frente.

Chega mais!

Problemas, problemas, problemas…. todo mundo tem problemas. Hoje vamos tentar descobrir como lidar com problemas, porque que é tão importante entender os “problemas”, como eles são e pelo que são. Nosso relacionamento com problemas pode ser o problema. Como é que a gente lida com isso, hein?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Bom dia, meus amigos de todas as manhãs. Me chamo Simey, tenho 29 anos e sou uma ouvinte nova, tem uns dois meses que escuto o Café Brasil e os Cafezinhos. E já incluí na minha rotina matinal diária.

Todo dia de manhã eu saio pra caminhar, coloco a voz do Luciano no ouvido e entre os Cafezinhos e um jogo de celular que incentiva a caminhada, eu acabo me distraindo bastante. Quando vejo já caminhei uma hora e meia e tenho que voltar correndo pra trabalhar.

Eu queria dizer pra vocês que nessa história de exercitar o corpo e a mente junto, que vocês proporcionam, acabou me ajudando muito com uma situação em que, apesar do marketing de doença do século e muita gente achar que é bobagem, é uma situação muito séria sim, que é a depressão.

Eu tenho depressão e vocês estão me ajudando muito a melhorar isso, menos pela distração e mais pelo conteúdo dos podcasts. Porque os seus textos, Luciano, me mostram um outro modo de olhar o mundo. Me mostram um lado das coisas que sobrepõem o preto e branco por um colorido bem brilhante.

Eu queria apenas agradecer a vocês pelo trabalho incrível que vocês fazem, que considero vocês já meus amigos, por fazer parte da minha vida, querendo ou não, e ser uma parte importante dela, que me bota em movimento.

Queria deixar aqui também uma pequena dose de incentivo pra vocês não deixarem a bola cair, continuar com esse Café, porque eu sei que o incentivo, apesar de raro, é o que bota a gente em movimento.

Então, fica aqui uma pequena dose de incentivo que eu boto pra misturar com o Cafezinho e ajudar no dia a dia, porque, afinal de contas eu também não quero ser mais um pocotó. 

Olá Simey! Olha: é isso mesmo: podcasts fazem bem para a mente e para o corpo, quando você caminha ouvindo! Não são todos os podcasts, mas tem uns que fazem, rararrarar.

Olha: que depoimento delicioso esse seu, viu? Ficamos extremamente felizes em saber que, de alguma forma, estamos contribuindo para você enfrentar seus problemas. E fique tranquila que a gente não vai deixar a bola cair, não. Muito obrigado!

Pouco antes do lançamento do primeiro episódio da segunda temporada do Podcast Café Com Leite, publicamos um pequeno conto falando sobre problemas. Vamos a ele?

Dragões não existem!

Bárbara – Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou a Bárbara e estou aqui.

Babica -E eu sou a Babica. O avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela.

Bárbara – Somos as apresentadoras do podcast Café com Leite. E estamos aqui hoje pra contar uma historinha muito interessante.

Babica – Sim. Está num livrinho chamado There’s No Such Thing as a Dragon, ou “Não existem dragões” do autor e ilustrador Jack Kent. É um pequeno livro, publicado pela primeira vez em 1975. Você conta, Bárbara?

Bárbara – Claro que eu conto, Babica.

O livro começa quando Billy Bixbee fica surpreso ao acordar uma manhã e encontrar um dragão em seu quarto. Era um pequeno dragão do tamanho de um gatinho. O dragão balançou a sua cauda alegremente quando Billy afagou sua cabeça. Billy desceu correndo para contar à mãe, mas ela respondeu assim:

–           Dragões não existem, menino!

Billy voltou para seu quarto e começou a se vestir. O dragão se aproximou dele de novo e balançou a cauda, mais uma vez, mas Billy dessa vez não o afagou.

–          Se dragões não existem, então que bobagem é essa fazer carinho neles!.

Billy lavou as mãos e o rosto e desceu então para o café da manhã. O dragão apareceu, mas já tinha crescido! Ele estava quase do tamanho de um cachorro, agora!

Billy sentou-se à mesa. O dragão sentou-se em cima da mesa, algo que a mãe de Billy jamais admitiria! Mas ela já havia dito que dragões não existem, então ela não podia falar para o dragão descer da mesa.

A mãe fez panquecas para Billy, mas o dragão comeu todas. Ela fez mais, e o dragão comeu também. E a mãe continuou fazendo panquecas até acabar a massa. Billy só conseguiu pegar uma panqueca, mas ele disse que era o suficiente.

Quando Billy subiu para escovar os dentes, sua mãe começou a limpar a mesa. O dragão tinha crescido mais ainda, já estava do tamanho de uma pessoa, agora. O bicho se achou confortável no tapete do corredor e tirou uma soneca. E continuou crescendo.

Quando Billy voltou lá para baixo, o dragão tinha crescido tanto que ocupou todo o corredor. Billy teve que dar a volta pela sala de estar para chegar até a sua mãe.

–          Eu não sabia que os dragões crescem tão rápido!  disse Billy.

–          Não existe essa coisa de dragão!  disse a mãe de Billy com muita firmeza.

A mãe de Billy levou a manhã toda para limpar o andar de baixo, pois com o dragão no caminho, ela teve de entrar e sair pelas janelas para chegar até os quartos. Ao meio-dia, o dragão tinha crescido tanto, mas tanto, que encheu toda a casa. Sua cabeça saiu pela porta da frente, sua cauda saiu pela porta dos fundos e não havia um quarto na casa que não tivesse uma parte do dragão nele.

Quando o dragão acordou de seu cochilo, estava com fome. Um caminhão de padaria passou; o cheiro de pão fresco era demais para o dragão resistir e ele saiu correndo pela rua atrás do caminhão da padaria. A casa, que agora parecia a concha de um caracol sobre ele, foi junto!

Quando o pai de Billy chegou em casa para almoçar, viu que a casa tinha desaparecido. Assim, de repente. Um dos vizinhos então lhe disse para onde a sua casa foi. Ele entrou no carro e foi procurar por sua casa.

Finalmente, ele viu a casa! Billy e sua mãe estavam acenando de uma janela lá em cima, com o dragão se movimentando embaixo.

–          Como isso aconteceu? Como isso aconteceu? O pai de Billy perguntou.

–          Era o dragão, disse Billy.

–          Mas dragões não existem!  sua mãe começou a dizer.

–          Há um dragão; um muito grande! Billy insistiu, então, enquanto dava um tapinha na cabeça do bicho. O dragão balançou a cauda alegremente.

Então, ainda mais rápido do que tinha crescido, o dragão começou diminuir de tamanho. Logo, ficou do tamanho de um gatinho outra vez.

–          Eu não me importo com dragões deste tamanho”, disse a mãe de Billy. Por que tinha que crescer tão grande?

–          Não tenho certeza, disse Billy, mas acho que só queria ser notado!

Sabe qual a moral da história, Babica?

Babica – Sei. Fingir que problemas não existem, não faz com que eles desapareçam. Na verdade, faz com que eles cresçam cada vez mais. E fiquem mais difíceis de lidar ainda.

Bárbara – Isso mesmo Babica. A melhor coisa é enfrentar de uma vez nossos dragões, em vez de fingir que eles não existem ou ficar esperando que vão embora.

Olha: essa história do dragão é só uma das muitas que a gente tem aqui no repertório do podcast Café com Leite. Então acesse: podcastcafecomleite.com.br. podcastcafecomleite.com.br. O podcast para crianças e jovens inteligentes e pais que se importam.

Bárbara e Babica – Tchauuuu!

Muito bem. Você ouviu o conto na voz da Bárbara e da Babica, as apresentadoras do Café com Leite, o nosso podcast feito para o público infantojuvenil. E a segunda temporada já começou. O tema dos dois primeiros episódios é filosofia.

Fala a verdade: onde mais você vê temas assim para o público infantojuvenil? Ué? Você não ouviu ainda não? Dá tempo: podcastcafecomleite.com.br.

Tears In Heaven
Eric Clapton

Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Would it be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
‘Cause I know I don’t belong
Here in Heaven

Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?
I’ll find my way
Through night and day
‘Cause I know I just can’t stay
Here in Heaven

Time can bring you down
Time can bend your knees
Time can break your heart
Have you begging please
Begging please

Beyond the door
There’s peace, I’m sure
And I know there’ll be no more
Tears in Heaven

Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Would you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
‘Cause I know I don’t belong
Here in Heaven

Lágrimas no Paraíso

Será que você saberia o meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Será que as coisas seriam iguais
Se eu te visse no Paraíso?
Eu preciso ser forte
E seguir em frente
Porque eu sei que não pertenço
Aqui ao Paraíso

Será que você seguraria na minha mão
Se eu te visse no Paraíso?
Será que você me ajudaria a levantar
Se eu te visse no Paraíso?
Eu encontrarei o meu caminho
Através da noite e do dia
Porque eu sei que não posso ficar
Aqui ao Paraíso

O tempo pode te deixar deprimido
O tempo pode te deixar de joelhos
O tempo pode despedaçar o seu coração
Te fazer implorar por favor
Implorar por favor

Além dessa porta
Há paz, eu tenho certeza
E eu sei que não haverá mais
Lágrimas no Paraíso

Será que você saberia o meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Será que você seria o mesmo
Se eu te visse no Paraíso?
Eu preciso ser forte
E seguir em frente
Porque eu sei que não pertenço
Aqui ao Paraíso

Bem, eu queria fazer um episódio falando sobre problemas e procurava uma música que falasse de… problemas. Acabei me lembrando de Eric Clapton e seu clássico Tears In Heaven de 1992 que nasceu de circunstâncias trágicas. A canção é um lamento pela morte do filho de quatro anos de Clapton, Conor, que em 20 de março de 1991 caiu da janela do 53º andar de um prédio de apartamentos em Nova York.

O episódio de hoje faz dobradinha com o Café Brasil 488 – O problema do problema, que foi lançado em 2015.

E olhaA: Achei um texto de Meg Selig, autora do livro Changepower! 37 Segredos para o Sucesso da Mudança de Hábitos, que adaptei para utilizar neste episódio. Vamos a ele, hein? Lálá, acho melhor mudar o clima.

Opa! Lamentos, o clássico de Pixinguinha, é? Aqui com Altamiro Carrilho… grande pedida….

Um sábio terapeuta uma vez me disse que havia três soluções universais para qualquer problema recorrente. Para ajudar seus clientes, ele começaria descrevendo essas três soluções. Então ele perguntava: “Qual destas você gostaria de aplicar à sua situação atual?”

Vamos tentar isso agora mesmo! Pense em um problema recorrente que você tem — com outra pessoa, consigo mesmo ou com uma situação, uma coisa, um lugar, um sentimento. Alguns exemplos de problemas persistentes podem ser:

– Muitas vezes você perde suas chaves e depois entra em pânico sobre onde elas podem estar.

– Ou então: quando você pensa no seu futuro, tende a imaginar o pior. Sua mente fica tão cheia de cenários negativos que você sofre mentalmente – mesmo que nada de ruim tenha acontecido ainda.

– Ou ainda: sua amiga muitas vezes chega atrasada para seus encontros. Embora ela geralmente tenha boas razões, você se sente desvalorizado. Você às vezes pensa nessa situação por horas.

Qual é a situação-problema recorrente na sua vida?

OK, agora vou descrever os três métodos gerais que você pode usar para lidar melhor com o problema. Os dois primeiros podem parecer familiares, mas nem sempre são o que parecem. O terceiro é definitivamente incomum. Enquanto você lê, pergunte a si mesmo: “Quais dessas soluções eu gostaria de aplicar à minha situação?”

As três soluções são:

  1. Aceite a situação como ela é.

A Solução de Aceitação funciona com coisas e pessoas que você não pode controlar, como a maioria dos outros adultos em sua vida. Sua amiga vai parar de beber como um gambá, só porque você pediu? Você a confrontou várias vezes e foi rejeitado, então ela não vai mudar.

Você poderia “culpar seu cérebro” e aceitar que se preocupar é apenas parte da sua programação genética. Com sua amiga atrasada, você pode dizer a si mesmo: “É assim que ela é”.

Com relação às chaves perdidas, simplesmente encolha os ombros e continue procurando…

Aceite que o problema existe. Mas a aceitação não é necessariamente um processo passivo e não é apenas “desistir”. É preciso dizer a si mesmo a verdade sobre uma realidade interior desagradável — como sentir ciúmes de alguém — ou sobre uma realidade externa desagradável — como uma viagem que custa mais do que você pode pagar. Requer consciência de como você se sente e a capacidade de reconhecer esses sentimentos. Isso pode ser difícil.

Pelo lado positivo, a aceitação significa que você para de bater a cabeça na parede. Você pode trabalhar com sua realidade atual, por mais que não goste dessa realidade. Pode ser um alívio parar de “empurrar o rio”; você pode deixá-lo fluir por si mesmo e voltar sua atenção para outros assuntos. Tomar a decisão consciente de deixar algo em paz pode até capacitá-lo a mudar outras coisas que você pode controlar. Por exemplo, mesmo se você perceber que não pode mudar os hábitos de bebida de sua amiga, você pode se proteger insistindo que você será o único a dirigir para casa depois de uma festa.

E isso nos leva à segunda solução universal:

  1. Mude alguma coisa.

A Solução de Mudança é uma ótima opção quando o “algo” que você decide mudar é você mesmo. Você também pode usar esta solução para melhorar o mundo ao seu redor, desde arrumar sua casa até fazer a diferença no mundo em geral.

No caso de sua amiga sempre atrasada, você pode optar por uma mudança de atitude e reinterpretar a espera de 15 minutos de atraso dela como sendo um “tempo livre”. Você pode trazer um livro e se acomodar e ler enquanto espera. Ou você pode reavaliar o atraso dela como uma falha de caráter única e não como algo que você precisa levar para o lado pessoal. Alternativamente, você pode decidir que manter essa amizade simplesmente não vale a pena e parar de ligar para marcar encontros. Mude alguma coisa.

Se você estiver sonhando com um cenário catastrófico novamente, pode decidir se distrair no instante em que perceber que está viajando mentalmente para o Mundo das Preocupações. Ou você pode substituir os pensamentos perturbadores por outros mais realistas – “Isso é tão improvável de acontecer”. “Aconteça o que acontecer, eu posso lidar com isso.”

A mudança pode ser pequena e ainda ser satisfatória. Em vez de aceitar “a confusão das chaves perdidas”, você pode colocar um porta-chaves e treinar-se para pendurar as chaves assim que entrar em casa. Apenas “faça uma coisa diferente”.

A Solução de Mudança exige trabalho ativo. Você tem que descobrir o que quer mudar, porque quer mudar e como vai mudar. Em algum momento, você pode experimentar contratempos e até mesmo falhas abjetas. Mas, se você persistir, descobrirá que experimentar maneiras melhores de viver sua vida construirá confiança.

E finalmente, há a terceira solução criativa, que é…

  1. A Solução para Acelerar: reconheça que você está tendo o mesmo problema novamente e descubra como superá-lo mais rapidamente.

Essa solução funciona muito bem com problemas que você repetidamente causa a si mesmo. Olha! Eu penso na solução nº 3 como “A solução de discagem rápida” porque você ainda está ligando para o mesmo número, mas está fazendo isso mais rápido.

Tomando sua amiga perpetuamente atrasada, como exemplo, você normalmente se torturaria com pensamentos como: “Por que ela está sempre atrasada? Ela não respeita meu tempo? Ela não me valoriza como pessoa? Ela não valoriza nossa amizade? Devo dizer algo? Não, isso não funcionou…”

Olha! Uma vez que você percebe que soa como um disco quebrado, você pode dizer a si mesmo: “Aqui estou eu, de novo, tocando novamente a mesma música antiga. OK, eu vou tocar mais rápido. Ressentimento. Ansiedade. Sinta-se desvalorizado. Ok, passou!”

Você acabou de reduzir seu tempo de sofrimento de uma hora para um minuto!

Quando você perceber que está perdido em seu cenário catastrófico típico, aprenda a fugir o mais rápido possível. Mesmo que você nunca consiga parar completamente os pensamentos catastróficos, você minimizará o estresse e o tempo que eles absorvem. Eventualmente, você os levará menos a sério e será capaz de dizer a si mesmo: “Ah! São apenas pensamentos”.

Você também pode atribuir um rótulo a um padrão de pensamento recorrente ou padrão de comportamento.

Digamos que você e seu parceiro tenham discussões acaloradas sobre quais alimentos devem ser usados ​​e quais devem ser jogados fora. Às vezes, essa briga representa tudo o que você acha irritante no seu parceiro. Mas, em vez de passar uma hora sentindo ressentimento, diga a si mesmo: “Ok. O argumento da geladeira” e acabe com o conflito. O rótulo pode ajudá-lo a colocar o problema em seu lugar.

Rararararar…. isso me lembra da frase que tenho repetido com cada vez mais frequência: “Cheguei na etapa da minha vida em que não quero mais estar certo, quero é que não me encham o saco.”

Então, cara: você quer ir, vai. Não quer, não vai. Quer falar, fala, não quer, não fala. Cara: só não me encha o saco!

O Método de Aceleração utiliza aceitação e mudança. Você aceita que seus sentimentos, pensamentos e ações seguirão um certo padrão, mas decide acelerar a sua maneira usual de lidar com o problema para passar menos tempo sofrendo com isso. Reconhecer sua estratégia de enfrentamento habitual também pode levar a uma maior consciência de seus pensamentos, sentimentos e ações, abrindo caminho para usar a Solução de Mudança no futuro.

Agora pense no problema aí que você gostaria de resolver. O que você vai usar, hein?

A solução da Aceitação; a solução da Mudança ou a Solução de Aceleração?

Olha: se o seu problema for complicado, talvez seja necessário dividi-lo em uma série de etapas; você pode descobrir que pode aplicar uma solução diferente para cada etapa. E se a solução escolhida não estiver funcionando, tente uma diferente e veja como se sente.

Qualquer que seja a solução escolhida, você sentirá um impulso ao tomar uma decisão consciente sobre como lidar com o seu problema.

Então vamos lá: a solução da aceitação: cara, aceite que o problema existe e viva com ele. Segundo: solução da mudança: cara, mude alguma coisa. Algo tem que ser mudado, algo tem que ser alterado. E terceiro: a solução a aceleração. Já que não dá pra mudar, já que o problema existe, sofra o menos possível. Passe pelo sofrimento o mais rápido que você puder.

Solução da aceitação, solução da mudança, solução de aceleração.

Você consegue pensar em algum problema recorrente que não pode ser resolvido de uma dessas três maneiras?

Lamento
Pixinguinha
Vinícius de Moraes

Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão te esquecer
Mas, ai, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em prantos, sou tão infeliz
Não há coisa mais triste meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz

Sozinho, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem, fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque eu estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que o meu carinho por você

Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão te esquecer
Mas, ai, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em prantos, sou tão infeliz
Não há coisa mais triste meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz

Sozinho, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem, fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque eu estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que o meu carinho por você

 

É assim então, ao som de Lamento, com o MPB4, agora com a letra de Vinícius de Moraes, que vamos saindo com a cabeça pensando em problemas.

Olha só: problemas existem na vida de todo mundo e normalmente são a interpretação de uma situação. Coisas que representam um problema para você, podem ser consideradas uma bênção para o seu vizinho. A minha filha certamente vai considerar um problemão se não puder ter filhos. Já o meu filho vai considerar um alívio… sacou? Cada um interpreta de um jeito. Para o Zé é um problemão morar um apartamento pequeno, com esposa e filho. Para a esposa do Zé é uma bênção, pois ela tem muito menos trabalho para gerenciar a casa.

Problemas são interpretações de situações. A única coisa que você não pode fazer é deixar o dragão crescer até que seja impossível controlá-lo.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

Olha: a gente criou o Café Brasil Premium pra reunir as pessoas num lugar especial onde há um conteúdo de primeira linha que eu vou buscar. O conteúdo que eu uso pra preparar o podcast, pra preparar as minhas palestras, eu trago pra dentro do Café Brasil Premium sob forma de e-books, de vídeos, de palestras. Cara: todo tipo de material você tem encontrado ali. E ali você pode também participar de grupos do Telegram, onde a turma se reune pra bater um papo sobre coisas que estão acontecendo no mundo, coisas do momento, fala até de política, como não falar de política neste momento, né? Ou então no grupo do próprio Premium, onde se discute os assuntos do Café Brasil Premium. Cara: vai lá. Chama-se mundocafebrasil.com o link que te leva pra dentro do ecossistema do Café Brasil. mundocafebrasil.com.

Quando você acessa acontecem duas coisas: primeiro: você pode ter acesso ao conteúdo de primeira linha, segundo, você pode se tornar um contribuidor deste programa. Você vai ajudar a gente a financiar a produção de conteúdo que chega de graça pra milhares de pessoas e que ajuda um monte de gente pelo Brasil. Mas que precisa da contribuição dos ouvintes. Então, de novo: mundocafebrasil.com.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. De novo: 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do poeta Mário Quintana:

O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.