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Luciano Pires -

 

Cara, é inexplicável como alguns políticos conseguem capturar corações e mentes das pessoas. Conquistam seguidores que acabam se transformando em torcidas organizadas. Tudo pelo meu time, até mesmo pregar a extinção do time adversário… Não é estranho isso, hein? Há quem diga que sofremos uma espécie de psicose de formação de massa. Vamos dar uma outra olhada nesse tema?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Fala Luciano Pires. Tudo bom? É o Luis, da Bahia. Como é que você está?

A gente sempre ouve você falando da importância que tem da gente conhecer aquilo que está lendo, a fonte, aquilo que está ouvindo, de onde vem, né? Quais são as fontes daquele material, daquele estudo, daquela opinião, daquela informação. O que está contido atrás das linhas da informação, do objetivo que aquela informação tem, se é de esclarecer ou se é de promover o entendimento para um fim, então a gente sempre aprender isso com você, né? Só que no meio disso tudo, tem a coisa que, se a gente não tem, pleno conhecimento.

Diante disso, eu gostaria de propor uma sugestão pra você. Porque a gente conhece o Luciano Pires, por aquilo que a gente ouve, você comentar da sua carreira, tudo mais, da indústria, como radialista, comunicador, com o seu trabalho.

Mas, tem dois exemplos que eu gosto muito, que são dois podcasts, que quando eu quero fazer algo produtivo, ou seja, quando eu estou desenvolvendo um trabalho que eu preciso de motivação, que eu preciso de dedicação, produtividade, sempre esses dois estão tocando, que é o do Giba Lopes, que pra mim é de todos os que eu ouvi até hoje, eu acho que é o que mais tem pegada, porque além de ter uma parte emocional, pessoal, que traz a gente pra um lado mais social, também tem uma baita de uma história de um cara que não perdeu a simplicidade mas que conquistou, né?

E o outro é o do Negão, que vai na mesma linha, né? Que é um cara que é batalhador, que, né? Acho que é a realidade da maioria dos brasileiros.

Só que, em contrapartida, o Luciano Pires que é esse cara que traz toda essa informação pra gente, a gente conhece só o que a gente ouve de relance. Profundamente, é óbvio que deve ter materiais mas, a minha ideia, a minha proposta, seria de, quem sabe, você sair do Luciano Pires, né? E promover uma entrevista a você mesmo, quem sabe fazer um LíderCast, entrevistando a ti mesmo. É óbvio que vai demandar um pouco de edição, mas nada que vocês não consigam resolver.

Seria interessante ver você mesmo promovendo as perguntas tão intrigantes que você promove, intrigantes no sentido de buscar explorar o assunto e ver essas perguntas aplicadas a você mesmo. Como você se sairia dessas… desses questionários, dessas perguntas. Então, eu acho que seria legal ouvir um LíderCast onde você, com toda sua experiência, pudesse promover essas perguntas e trazer a sua história um pouco mais pra gente, né?

Então, fica aí a sugestão. Seria muito prazeroso, com certeza, ouvir um LíderCast dessa natureza. Valeu? Forte abraço… vida longa…”

Grande Luís! Meu caro, a ideia de um LiderCast comigo mesmo é interessante, mas já tem um monte de programas que me entrevistaram, viu? Na internet, lá no Youtube, tem de montão. Em podcast e em vídeos no Youtube. De qualquer forma, vou anotar aqui pra ver se a sugestão de entrevistado passa pela nossa peneira. Se passar, quem sabe? Grande abraço!

Em 30 de outubro de 1938, o então radialista Orson Welles transmitiu um episódio do drama de rádio americano Mercury Theatre on the Air. O título era ‘A Guerra dos Mundos’ e o episódio foi baseado em um romance de HG Wells, e relatava aos ouvintes que uma invasão marciana estava ocorrendo.

Na atmosfera tensa dos dias que antecederam a Segunda Guerra Mundial, muitas pessoas perderam ou ignoraram os créditos de abertura do programa e tomaram o drama de rádio como um noticiário verdadeiro. O pânico tomou conta das pessoas, que começaram a fugir, algumas até mesmo relatando que podiam ver flashes de luz a distância e sentir o cheiro de gás venenoso.

Evidentemente, era apenas uma espécie de rádio novela… Aquele caso, e o pânico que ele gerou, é prova suficiente de que a histeria em massa pode nos atingir a qualquer momento. Mas existem outros casos também.

Em 1989, 150 crianças estavam participando de um programa de verão em um centro para jovens na Flórida. Todos os dias, ao meio-dia, as crianças se reuniam no refeitório para serem servidos almoços pré-embalados. Um dia, uma garota reclamou que seu sanduíche não estava gostoso. Ela sentiu náuseas, foi ao banheiro e voltou relatando que havia vomitado. Quase imediatamente, outras crianças começaram a se queixar de sintomas como náuseas, cólicas abdominais, dores de cabeça e formigamento nas mãos e nos pés. A supervisora anunciou que a comida podia estar envenenada e que as crianças devem parar de comer. Em 40 minutos, 63 crianças ficaram doentes e mais de 25 vomitaram.

As crianças foram prontamente enviadas para um dos três hospitais, mas todos os testes realizados nelas deram negativo. Amostras de refeições foram analisadas, mas nenhuma bactéria ou veneno foi encontrado. Os padrões de processamento e armazenamento de alimentos foram escrupulosamente mantidos e nenhuma doença foi relatada em nenhum dos outros 68 locais em que os almoços pré-embalados foram servidos.

Tal como no caso da transmissão de Orson Welles, criou-se um clima de tensão e ansiedade, neste caso, pela divulgação dois dias antes de um artigo de jornal sobre problemas de gestão e financeiros naquele centro juvenil. As crianças sem dúvida perceberam a ansiedade da equipe, e isso as tornou particularmente sugestionáveis às queixas da primeira menina. Uma vez que a figura de autoridade anunciou que a comida poderia estar envenenada, a situação simplesmente saiu do controle.

A psicose é quando as pessoas perdem algum contato com a realidade. A psicose de formação de massa é quando uma grande parte de uma sociedade concentra sua atenção em um líder ou uma série de eventos e sua atenção se concentra em um pequeno ponto ou questão. Os seguidores de um determinado líder podem ser hipnotizados e conduzidos a qualquer lugar, independentemente dos dados provarem o contrário. Um aspecto-chave do fenômeno é que as pessoas identificam líderes – aqueles que podem resolver o problema ou questão sozinhas – e seguirão esses líderes, independente de quaisquer novas informações ou dados. Além disso, quem questiona a narrativa do líder é atacado e desconsiderado. Você já viu coisa parecida?

Existem quatro componentes-chave necessários para que um ambiente experimente uma psicose de formação de massa: falta de laços sociais ou dissociação de conexões sociais, falta de sentido (as coisas não fazem sentido), ansiedade flutuante e psicológico flutuante. Descontentamento. A ansiedade flutuante é uma sensação geral de desconforto que não está ligada a nenhum objeto específico ou situação específica. Todo mundo ansioso sem saber porque.

Quando os seguidores começam a participar de uma estratégia para lidar com o objeto da ansiedade, novos vínculos sociais normalmente emergem e as pessoas mudam de um estado mental negativo e de isolamento, para exatamente o oposto: um nível extremamente alto de conexão. E aí, meu, é a patota contra todos.

Us and them
Roger Waters

Us and them
And after all we’re only ordinary men
Me and you
God only knows it’s not what we would choose to do

Forward, he cried from the rear
And the front rank died
The general sat and the lines on the map
Moved from side to side

Black and blue
And who knows which is which and who is who
Up and down
And in the end it’s only round and round, and round

Haven’t you heard? It’s a battle of words
The poster bearer cried
Listen, son, said the man with the gun
There’s room for you inside

(I mean, they’re not gonna kill ya)
(So like, if you give ’em a quick short, sharp, shock)
(They won’t do it again)
(Dig it? I mean he got off lightly)
(‘Cause I would’ve given him a thrashing)
(I only hit him once!)
(It was only a difference of right and wrong, innit?)
(But really, I mean good manners don’t cost nothing do they, eh?)

Down and out
It can’t be helped but there’s a lot of it about
With, without
And who’ll deny it’s what the fighting’s all about?

Out of the way, it’s a busy day
I’ve got things on my mind
For want of the price of tea and a slice
The old man died

Nós e eles

Nós e eles
E, afinal de contas, somos apenas homens comuns
Eu e você
Só Deus sabe que não é o que queríamos fazer</stro