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Luciano Pires -

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Nossas opiniões e atitudes políticas são parte fundamental de quem nós somos. E de como construímos nossas identidades. Se eu pedir sua opinião sobre escolhas ou fatos políticos, você provavelmente a compartilhará comigo, mas também provavelmente resistirá a qualquer tentativa que eu fizer de tentar persuadi-lo a adotar um outro ponto de vista, não é? Afinal, se há algo que nos parece certo, são nossas próprias atitudes. Ou não, hein? Mas… e se esse não fosse o caso?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Fala Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui quem fala é o Lucas, eu sou natural de Florianópolis, mas este ano eu tive que tomar uma atitude, fazer uma escolha e decidi me mudar aqui pro Brasil.

Infelizmente acabei perdendo o prazo e não me liguei na questão do prazo, e acabei perdendo o direito do voto em trânsito, de poder votar aqui.

E conversando com alguns amigos meus, às vezes aí no Brasil, eu… até aqui mesmo no Canadá, alguns colegas que a gente já fez e tudo mais, eu vejo como tem gente que quer jogar essa oportunidade fora, joga no lixo, sabe? Não tem noção de qual a importância de poder ir lá no dia e votar.

Às vezes porque, ah eu vou perder uma hora de vida lá na fila e não sei o que. Eu digo assim, digo assim pra eles: pô, tenta refletir um pouco assim, sabe? Não é porque tu não gosta de um ou de outro que tu acha que deve se abster de um direito teu que vai gerar consequências, não só pra tua vida, mas pra vida dos teus filhos, dos teus netos, ou sei lá quantos anos à frente.

Eu acho incrível, realmente eu concordo com a fala do nosso presidente, quando ele diz que olha o que o ]Brasil tem, não é? E olha o que os outros países não tem e olha o que eles são. Tenho certeza absoluta, sem sombra de dúvida, que o Brasil tem capacidade de bancar qualquer outro país do mundo. China, Rússia, Estados Unidos.

Nós temos uma terra abençoada por Deus, né? Belezas naturais e tudo de bom, só o que nos falta acho que é um cérebro tanquinho mesmo, né? Um fitness intelectual.

Eu tive que mandar esse áudio hoje porque, ouvindo o hino, eu não tive como não cantar junto, estava no metrô, me emocionei, chorei, bateu aquela saudade de casa. Fez eu me lembrar quando eu era criança e lá no pátio da escola, antes de começar a aula, hastear a bandeira, cantar o hino. E ver como isso foi se perdendo com o tempo, tiraram de nós esse gosto de patriotismo, esse gosto que só vem a cada quatro anos na copa do mundo e quando perde um jogo numa quarta, numa semifinal, isso vai tudo jogado por água abaixo.

Mas, graças a Deus eu estou vendo que muita gente aí tá… muita gente aí meio que voltando com isso, espero que este ano a gente consiga fazer a diferença e que também consiga alcançar essas pessoas que ficam meio indecisas e acham que está tudo bem, que não vai fazer diferença nenhuma, mas espero que eles consigam se tocar até dia 30, né? E, realmente, uma decisão muito importante que tem que ser.

Eu agradeço muito ao teu trabalho que tu tens feito aí…não tenho nem muitas palavras pra dizer porque é um trabalho fenomenal. E o Café com Leite também. Não perco nenhum e isso que eu nem tenho filhos, sobrinho, nem nada, mas acho que seria isso mesmo, Luciano.

Eu tenho que agradecer, porque pessoas como você que conseguem influenciar de certa forma uma grande massa, um grande número de pessoas e poder fazer essa galera pensar um pouco, sabe?

Principalmente essa parte aí do Café com Leite, de tocar na criança, voltar aquele gostinho de patriotismo, de poder cantar o hino, de poder olhar a bandeira com orgulho, não fazendo que nem outas pessoas aí que querem tacar fogo, pisar em cima, jogar no chão. Um sentimento de raiva, de nojo assim. Esse pessoal não sabe o que está fazendo, sabe? Parece que não tem… às vezes eu tento ser incrédulo: é muita maldade no coração de uma pessoa dessa, sabe? Ou se é só lavagem cerebral mesmo.  Essas pessoas acabaram tipo sendo vítimas.

Então, eu espero que consiga mudar esse quadro. Eu tenho fé ainda no meu país, tenho fé, apesar de estar fora e não conseguir votar por perder o prazo, eu me arrependo de não ter conseguido, mas eu tenho fé que as coisas vão mudar. Porque eu ainda quero voltar pro país e quero desfrutar dessa terra, desfrutar da minha casa, porque, querendo ou não é a minha casa. E eu não quero que, tipo chegue qualquer um aí, baderneiro e destruir o que, querendo ou não, também é meu.

Eu acho que seria isso mesmo. Foi tanta coisa assim na cabeça que, às vezes, a gente fica assim sem saber direito o que falar, né?

Só queria mesmo agradecer pelo teu trabalho. Um grande abraço, obrigado aí por dar novamente esse gostinho da minha terra, esse gostinho de volta, que querendo ou não, faz falta. Quando tu sai é aqui que a gente vê, sente saudade e às vezes a gente reclama quando está aí dentro, mas depois que sai a saudade bate e é tenso. Mas, vida longa ao Cafezinho. Deus abençoe vocês.”

Grande Lucas no Canadá, cara. Obrigado por manter a fé no seu país. É isso que estamos precisando, mais brasileiros com fé na nossa capacidade de resolver nossos problemas. Mesmo longe de casa. Mas cada um reage como pode, não é? Uns vão para as ruas, outros fazem posts no Instagram, outros ficam em casa, outros fingem que não é com eles… mas o que existe mesmo é um Brasil só, que precisa de cada um de nós. Essa é a nossa crença aqui no Café Brasil, e contamos com você e com nossos ouvintes para continuar. Mas não tá muito legal não, viu? As pessoas pararam de comentar, pararam de dar likes, pararam de compartilhar, o engajamento nas redes caiu… de tudo pra todos. Eu tenho certeza que isso  é reflexo dessa tristeza, dessa angústia e desesperança que tem capturado as mentes de muita gente. Mexam-se! Não vai ter paizão nenhum pra tirar a gente dessa letargia.

Roda viva
Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Essa é Roda Viva, o clássico de Chico Buarque, na interpretação do grupo Francisco El Hombre, banda de rock brasileira, mexicana e latino-americana formada em 2013 pelos irmãos mexicanos-brasileiros  Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte na cidade de Campinas. O som deles é sensacional…

Então, para que as coisas funcionem, deveríamos ter uma nação coesa, não é? Todo mundo remando na mesma direção. Isso é óbvio. Mas já vimos que não é assim. Fomos capturados por grupos compostos por elites, dispostas a nos levar para onde eles querem. E para isso, praticam a engenharia social, substituindo a realidade por narrativas. Embalam a realidade da forma que querem e vendem para nós como sendo a verdade.

Olha: como é difícil é mudar as crenças políticas fundamentais das pessoas, não é? É muito difícil. Quando interagimos com outras pessoas, estamos expostos a questões biológicas, neurológicas, culturais, de personalidade e temperamento, que são fundamentais. Quando propomos mudanças, temos de quebrar resistências em todas essas esferas, por isso é sempre muito difícil.

Um estudo de 2012 da University of Western Australia sugeriu que narrativas e mitos, mesmo que totalmente desmascarados, mantém-se em nossas mentes, porque para nossas mentes é muito mais fácil não desafiar os entendimentos já existentes. E experimentos mostraram que mesmo quando você apresenta a verdade mencionando as informações mentirosas, muita gente apenas reforça sua crença anterior na mentira. É impressionante.

Outro estudo mostrou que quanto menos as pessoas sabem sobre um assunto, mais extremas costumam ser suas opiniões sobre esse assunto. Aliás, eu fiz um Café Brasil que trata sobre isso,  é o 638 – O efeito Dunning-Kruger.

E as pessoas naturalmente se agrupam em torno de ideias comuns. Especialmente quando lidamos com pequenas comunidades, que frequentemente sofrem do pensamento tribal.

Os estudiosos do comportamento já apontaram que esse pensamento tribal apresenta sintomas que cobrem três áreas:

Primeiro – O poder e a moralidade do grupo são superestimados; só eles são do bem, só eles sabem da verdade, só eles detêm a hegemonia da virtude.

Segundo – A mente se fecha para novas ideias; especialmente aquelas que ameacem as verdades estabelecidas;

Terceiro – Os indivíduos buscam a uniformidade. Uniformidade gera familiaridade, que gera conforto e segurança.

Olha: isso é fundamental para entender como os profissionais trabalham para convencer você a mudar algum pensamento.

O escritor Jonathan Calder, em seu blog sobre política, observou que grupos LGBT nos Estados Unidos, por exemplo, conquistaram simpatizantes ao discutir sua busca por igualdade não em demandas agressivas por direitos iguais, mas com linguagem que os conservadores se referiam a seus próprios casamentos: amor, compromisso e família. Sacou? Passaram a se identificar em torno dos mesmos valores que os grupos que discordam deles, têm.

A The Association for Psychological Science concluiu que falar sobre as mudanças climáticas em termos de ‘pureza’ e ‘santidade’ do planeta Terra, poderia conquistar as pessoas tradicionalmente despreocupados com a mudança climática.

Outros experimentos mostraram que é possível enganar as pessoas para que mudem suas visões políticas. Na verdade, poderíamos fazer com que algumas pessoas adotassem opiniões diretamente opostas às originais. As descobertas indicam que devemos repensar algumas das maneiras como pensamos sobre nossas próprias atitudes e como elas se relacionam com o clima político polarizado atualmente. Quando se trata das atitudes políticas reais que praticamos, somos consideravelmente mais flexíveis do que pensamos.

Um poderoso fator de formação de nossos mundos social e político é como esses mundos são estruturados por pertencimento a grupos e identidades. Por exemplo, os pesquisadores descobriram que as mensagens morais e emocionais sobre tópicos políticos controversos, como controle de armas e mudança climática, se espalham mais rapidamente dentro do que entre redes ideologicamente afins.

É a tal da bolha, a câmara de eco.

Esse problema é agravado pelos algoritmos das empresas de mídia social que nos enviam conteúdo cada vez mais extremo para se adequar às nossas preferências políticas.

Também estamos muito mais motivados a raciocinar e argumentar para proteger nossas próprias opiniões ou as de nosso grupo. Na verdade, alguns pesquisadores argumentam que nossa capacidade de raciocínio evoluíram para servir a essa função: proteger nossas crenças. Muito mais que mudá-las.

Num estudo recente, os participantes foram designados para seguir contas do Twitter que retuítam informações contendo pontos de vista políticos opostos aos seus. Assim, a esperança era expô-los a novos pontos de vista políticos. Mas o tiro saiu pela culatra – aumentou a polarização nos participantes. Simplesmente sintonizar mídias em polos opostos dos espectros políticos, pode apenas ampliar o conflito.

Mas então, o que podemos fazer para que as pessoas abram suas mentes, hein?

Em 2005 uma equipe de pesquisadores suecos realizou experimentos que mostraram um fenômeno conhecido como cegueira de escolha.

Eles apresentaram aos participantes duas fotos de rostos de pessoas e pediram que escolhessem a foto que achavam mais atraente. Em seguida, entregaram essa foto aos participantes, usando um truque inteligente inspirado na magia do palco, trocando a foto pela  aquela que pessoa não escolheu – a foto menos atraente.

A maioria dos participantes não percebeu a troca e, surpreendentemente, aceitou a foto como sendo aquele que ele escolheu, em seguida, passou a apresentar argumentos sobre o porquê deles terem escolhido aquele rosto em primeiro lugar. Isso revelou uma notável incompatibilidade entre nossas escolhas e a nossa capacidade de racionalizar os resultados.

Essa mesma descoberta, desde então, foi replicada em vários domínios, incluindo gosto por geléia, decisões financeiras e depoimentos de testemunhas oculares.

Embora seja notável que as pessoas possam ser manipuladas para escolher uma foto atraente ou uma geléia doce no momento, seria possível usar esse feedback falso para alterar as crenças políticas de uma forma que resistisse ao teste do tempo?

Num experimento, primeiro os pesquisadores deram feedback falso sobre as escolhas dos participantes, mas desta vez com relação a questões políticas reais (como por exemplo, impostos climáticos sobre bens de consumo). Os participantes foram então convidados a expor seus pontos de vista uma segunda vez no mesmo dia e novamente uma semana depois. E os resultados foram surpreendentes. As respostas dos participantes mudaram consideravelmente na direção da manipulação. Por exemplo, aqueles que originalmente eram a favor de impostos mais altos, ficaram mais propensos a ficar indecisos ou mesmo contra a sua ideia inicial.

Esses efeitos duraram até uma semana depois. As mudanças em suas opiniões também foram maiores quando eles foram solicitados a apresentar um argumento – ou racionalizar – para sua nova opinião. Parece que dar às pessoas a oportunidade de raciocinar reforçou o falso feedback e as afastou ainda mais da sua atitude inicial.

Por que as atitudes mudaram no experimento, hein? A diferença é que, diante do falso feedback, as pessoas ficam livres dos motivos que normalmente as levam a se defender ou a defender suas ideias, de críticas externas. Você entendeu? O falso feedback as liberta dos compromissos com visões e crenças anteriores.

Em vez disso, elas podem considerar os benefícios da posição alternativa àquela posição original.

Para entender isso, imagine que você escolheu uma calça para usar numa festa. Colocaa calça sobre a cama. Seu parceiro chega e critica sua escolha, dizendo que você deveria ter escolhido uma calça azul em vez da preta. Você provavelmente ficará na defensiva sobre sua escolha e a vai defende-la – talvez até mesmo se tornando ainda mais certo de sua escolha das calças pretas.

Agora imagine que, em vez de discutir com você, seu parceiro trocou as calças enquanto você está distraído. Você se vira e descobre que escolheu a calça azul e não uma calça preta. Você tinha escolhido uma azul, será? Nesse caso, você precisa reconciliar a evidência física da sua preferência (a calça que está em cima da cama) com o que quer que esteja dentro do seu cérebro normalmente o faça escolher as calças pretas. Talvez você tenha cometido um erro ou teve uma mudança de opinião que escapou da sua mente. Mas agora que as calças foram colocadas na sua frente, seria muito fácil vesti-las e continuar se preparando para a festa.

Ao se olhar no espelho, você conclui que essas calças azuis até que estão legais?

As pessoas têm um alto grau de flexibilidade sobre suas visões, uma vez que você retira as coisas que normalmente as deixam na defensiva, inclusive visões políticas. Se ficarmos cientes de que nossas atitudes políticas não estão gravadas em pedra, pode ser mais fácil buscar informações que possam mudá-las.

Não há solução rápida para a polarização atual e o conflito político-partidário que está destruindo este país e muitos outros. Mas compreender e abraçar a natureza fluida de nossas crenças pode reduzir a tentação de se gabar sobre nossas opiniões políticas. Em vez disso, a humildade pode novamente encontrar um lugar em nossas vidas políticas.

Então o que poderia ser feito para reduzir esse confronto político que só amplia a polarização, hein?

Primeiro, entender que os polarizados estão nos extremos. São uma minoria que grita muito alto e que contamina a sociedade com uma histeria que só ajuda a suas ambições políticas. Somos instrumentos dessas elites. Temos muito mais concordâncias do que discordâncias com membros das outras tribos, mas eles têm sido pintadospra nós como monstros.

Comece criticando seu próprio grupo. Aponte os defeitos, a intolerância, a agressividade dentro de sua tribo. Criticar o próprio grupo indica o que é aceitável para os membros do grupo de uma forma que os ataques dos adversários não conseguem.

Pare com as piadas que empregam retórica violenta ou desumanizam pessoas, comparando-as a animais ou a insetos. Linguagem desumanizadora remove as inibições de perpetrar violência, especialmente quando a linguagem cultiva queixas pré-existentes e o falante é respeitado por seu grupo.

Cuide do comportamento online. Primeiro, lembre os usuários que o discurso online tem consequências offline no mundo real, tanto para quem postou, já que os empregadores podem ver as postagens, quanto para a pessoa ou grupo visado. Faça uma conexão pessoal ou empática com quem está dando sua opinião. Palavras ou imagens bem-humoradas sobre a ideia original também podem neutralizar a propagação do discurso de ódio.

Sempre temos visões distorcidas sobre quem compõe o outro lado. Por isso, fornecer informações reais que derrubem essas crenças pode reduzir a polarização.

Ajude as pessoas a imaginar um grupo de que não gostam, de maneira empática. Isso pode reduzir as crenças maliciosas sobre esse grupo. Assim, as histórias que encorajam as pessoas a ter a perspectiva ou a empatia com a outra parte podem reduzir o preconceito das pessoas. No grupo adversário, tem gente igual a você, meu caro, que gosta das mesmas coisas, que quer o melhor. Não são apenas monstros.

Evite repetir desinformação, mesmo para desmascará-la. A repetição leva nosso cérebro a pensar que as coisas são verdadeiras, independente da precisão da informação que está sendo repetida. Essa tendência é ainda mais forte quando as pessoas querem acreditar em uma informação falsa, porque nosso cérebro busca informações que queremos ouvir.

A polarização que enfrentamos hoje não é apenas acreditar que o outro lado está errado. Os partidários agora veem os membros do partido da oposição como forças malévolas e imorais.

Cara: isso não pode acabar bem!

É assim então, ao som de Roda Viva com Cantorias e o multi  instrumentista Breno Viricimo, músico brasileiro que vive em Amsterdã,  que vamos saindo pensativos…

Olha, consertar a rachadura construída pacientemente ao longo de 40 anos, vai levar um bom tempo, cara e exigir muita humildade e disposição. E não estou vendo nada disso por aí, pelo contrário.

Ei vejo arrogância, ódio e vingança. Só vejo gasolina sendo jogada na fogueira.

Que Deus nos ajude. Mas o problema é que tá cheio de gente que não acredita nele.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

E olhe: aproveite que sexta feira agora eu estou lançando uma black friday como nunca lancei na história do Café Brasil. Aproveitando o embalo do meu curso novo, que é o Inteligência acima da mídia, pra dar a você uma oportunidade de receber um conteúdo maravilhoso com um bônus que vão a mais de mil e duzentos reais, em algum lugar aqui na descrição deste programa, tem um link. Clique nesse link. Entre para o grupo só na sexta feira, dia 25 de novembro, vai ter uma oportunidade aí de uma black friday, como eu nunca fiz antes. Não deixe de participar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa aqui cara, tem muito, mas tem muito mais. Acesse mundocafebrasil.com. Venha fazer parte aqui da nossa Netflix do conhecimento, ajudar a gente não só a despocotizar o Brasil, mas a mandar conteúdo gratuito pra muito mais gente.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do pintor e escritor belga Erik Pevernagie:

Se protestos desenfreados criam polarização desenfreada, o medo pode criar medo, medo dos outros e medo de si mesmo. No final, pode matar sentimentos de cura, boa vontade universal e compreensão mútua.