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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Então, chega mais! Eu quero fazer uma perguntinha pra você: você quer pegar seu carro, moto ou caminhão e chegar com muito mais tranquilidade e conforto onde quiser? Então escuta essa aqui, ó:  com a Nakata você chega muito mais longe! Porque a Nakata é a marca líder em suspensão que garante a qualidade das peças do seu veículo, pra chegar sempre mais longe.

Tudo para você seguir o seu caminho com mais segurança. Quer chegar sempre numa boa, hein?

Então, não esqueça, quando chegar lá no seu mecânico de confiança para uma revisão ou quando precisar daquele reparo, peça Nakata. Seu mecânico sabe das coisas e com Nakata na mão, ele vai te ajudar a chegar ainda mais longe.

Porque só com a Nakata a gente sabe: é tudo azul pela frente.

Chega mais! Em nakata.com.br.

Vivemos uma revolução das mídias, que tem mudado não só a forma como se produz e distribui informação, mas principalmente como a consumimos. E isso significa o aumento da responsabilidade sobre a análise e escolha da informação que vamos consumir. Mas muita gente ainda não percebeu isso.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Fala, Luciano Pires! Aqui quem fala é o Diego Domingos, de São Paulo nascido em Santa Cruz do Rio Pardo, uma cidade próxima a Bauru.

Luciano: gostaria de parabenizar pelo excelente trabalho do Cafezinho, do Café Brasil, Lídercast, inclusive do Café com Leite. Eu tenho um filho de 6 anos que é seu fã. Tá bom?

Gostaria também de agradecer Luciano, por todo seu conteúdo e dizer que demorou muito pra eu ter coragem de mandar uma mensagem aqui, mas eu não poderia deixar de te mandar uma mensagem ainda este ano.

Eu comecei escutando o Café Brasil, no episódio chamado O vale, e desde então, Luciano Pires vem mudando a minha vida, mudando a minha forma de pensar e aquele episódio que eu escutei mais, pelo menos umas… algumas vezes, vamos dizer assim. Foi um episódio chave, que mudou a minha história, tá Luciano?

A partir de então passei a buscar o meu Everest. Claro que não é o mesmo Everest do Luciano Pires, mas foi o meu Everest também a partir de então. E estou muito legal.

Luciano: muito obrigado por tudo. Por todos os seus conteúdos. E eu não poderia deixar de mandar, ainda este ano, esta mensagem pra você de agradecimento.

E aproveitar, desejar um… que 2023 seja um ano fantástico aí pro Luciano, pra toda equipe que faz o Café Brasil acontecer e mudar a vida de muita gente.

Sempre que existe uma virada de ano, virada de ciclo, sempre as vibrações são positivas. Então, vida longa ao Cafezinho e mais uma vez obrigado e que 2023 seja repleto de realizações para toda equipe aí, para os ouvintes, que essas vibrações positivas se realizem de maneira positiva na vida de quem te ouve aí. Um abraço, Luciano”.

Grande Diego, muito obrigado! O ano que está começando promete ser no mínimo intenso, cara… só este comecinho aqui já está assustador! Não tem como escapar do clima de preocupação e apreensão que tomou conta do país, eu acho que não tem ninguém tranquilo, viu? Mas estamos aí para enfrentar os desafios e fazer acontecer, não é isso? O programa de hoje é um lembrete sobre a parte que cabe a cada um de nós. Grande abraço, meu caro!

Desde que desceu das árvores, o homem espalhou conhecimento contando histórias. Por muito tempo, boca a boca, até que ele começou a encontrar formas de registrar as histórias na parede de uma caverna, depoois num papiro e depois em livros.

Mas os livros eram muito caros e raros durante a Idade Média. Cada cópia de um livro tinha que ser escrita à mão por um monge, copiada página por página, produzindo o que se chamava iluminuras. Até que em meados de 1400, um artesão alemão chamado Johannes Gutenberg desenvolveu uma maneira de lidar com esse processo usando uma máquina – a primeira prensa tipográfica.

Sua invenção combinou peças móveis de metal que poderiam ser reutilizadas com uma prensa que poderia produzir impressões nítidas no papel repetidas vezes. Na prensa de Gutenberg, um tipo móvel que continha uma letrinha, era organizado sobre uma placa de madeira plana chamada chapa inferior. Imagine que para escrever a palavra “imagine”, era preciso alinhar os tipos com o i, o m, o a, o g, o i, o outro n e o e, formando assim a palavra. E assim aconteceria com todo o texto. Um texto do roteiro deste podcast, que tem por volta de 15 mil caracteres, precisaria de 15 mil tipos móveis alinhados, formando cada uma das palavras. Obtinha-se então uma placa com todo o texto escrito com os tipos.

Tinta era aplicada sobre os tipos e uma folha de papel era aplicada em cima. Uma placa superior pressionava a folha sobre a placa inferior, onde estava a tinta. E assim o texto dos tipos era carimbado sobre o papel. Este tipo de impressora de madeira poderia imprimir cerca de 250 folhas por hora.

A prensa de Gutenberg tornou possível produzir livros e outros textos de forma muito rápida, precisa e muito, mas muito mais barata, o que permitiu que eles fossem reproduzidos em maior número. Antes da prensa, os livros pertenciam principalmente às classes altas. Mas com os livros mais baratos e mais prontamente disponíveis, as classes médias também poderiam acessá-los. Isso levou a um aumento na alfabetização e educação do público. E da prensa veio a imprensa, cujo desenvolvimento tem sido creditado por ajudar a inaugurar a era moderna, permitindo a disseminação de informações em todos os níveis da sociedade.

A imprensa passou por muitas alterações e melhorias nos séculos desde a sua criação. Os jornais evoluíram para um método chamado impressão offset, que podia imprimir cerca de 70.000 folhas por hora, ou cerca de 280 vezes mais folhas do que a impressora de Gutenberg.

E aí surgiram os computadores e a internet…

Por cerca de 500 anos, fomos treinados a pegar um livro, uma revista e um jornal nas mãos e lê-los. Era um canal com uma só via: do autor para o editor para o consumidor. Foi assim que fomos treinados a produzir e consumir informação.

A internet veio implodir esse sistema provocando mudanças fundamentais:

–  ela abriu uma via com duas mãos. Do autor para o editor, para o consumidor e vice-versa. Hoje um texto escrito é comentado em segundos via redes sociais

– a internet reduziu ainda mais o tempo e custo de produção e distribuição de informação. Se os jornais traziam as notícias de ontem e as revistas as da semana passada, agora, é a notícia do momento. Imediata.

– a internet aumentou a quantidade de fontes de informações. Hoje praticamente todos os habitantes do planeta que possuam um celular, são fontes de informação imediata. Sem editores, sem cuidados de produção.

– a internet abriu acesso a qualquer informação em qualquer parte do planeta

– a internet permitiu que o consumidor escolha o que, quando, como, quanto e onde vai consumir, sem ter de se submeter somente àquilo que a rede de televisão ou o editor do jornal quer informar.

– a internet trouxe a flexibilidade de mudar a informação imediatamente. Se os jornais tinham de publicar uma errata no dia seguinte, hoje a informação muda no mesmo momento em que é publicada.

– a internet fez com que surgisse a tecnologia que nos livrou da obrigação de ter de comprar um aparelho para poder acessar a informação. Não é preciso ter uma televisão, um rádio ou um computador. A sua janela para o mundo é o seu telefone celular.

– a internet reduziu o custo de entrada, da produção de informação, para quase zero. Não são mais necessários equipamentos caríssimos, grandes equipes ou torres sofisticadas para produzir e transmitir informação. Está tudo aí, no seu bolso.

– a internet fez com que o acesso do consumidor até o produtor fosse total. Você pode conversar com o autor de um texto, de um podcast, mandando uma mensagem pelo Instagram ou pelo Twitter. E corre o risco de ser respondido diretamente por ele.

– a internet abriu caminho para que conheçamos tudo que é publicado, fazendo comparações, lendo os comentários de outros leitores e ouvintes, acessando o histórico da produção e detalhes que antigamente eram inacessíveis.

– a internet integrou texto com música, com imagem e com a interação do consumidor.

Cara, tudo isso é uma revolução sem precedentes, mais impactante até que a prensa de Gutenberg, porque integrou definitivamente você, que é quem consome a informação, ao processo. Você não é mais aquele zumbi inerte sentado diante de um televisor esperando para ouvir o que o Cid Moreira vai dizer no Jornal Nacional.

Agora você é parte do processo.

É por isso que há anos eu coloco a voz do ouvinte aqui dentro do Café Brasil. Não leio mais uma carta, mas eu quero a sua voz, com os ruídos de fundo, com a sua intepretação dos fatos. E é por isso que eu digo sempre que este podcast é feito por quatro pessoas, incluindo você, o ouvinte, no processo.

Olha: não tem mais volta, viu? Quem produz pensando que está falando com uma massa inerte, ficou no século passado.

Bem: mas e daí, cara? O que é que isso tudo quer dizer?

Que você tem um trabalho de casa a ser feito. Que para consumir e tirar proveito dessa revolução da mídia, você vai ter de mudar a forma como foi treinado para consumir informação. E terá algumas responsabilidades que antigamente ou não tinha ou tinha muito pouco.

E essa é uma mudança em várias frentes.

Nós somos da geração Disney. Por quase cem anos fomos treinados a consumir histórias com começo, meio e fim. Até a internet trazer para nosso dia a dia uma coisa chamada hipertexto. A informação que não navega mais do começo para o meio para o fim. Na internet, navegamos para a frente, para trás, para os lados, para cima, para baixo, para dentro e para fora. Você está lendo um texto e de repente encontra nele uma referência com um link. Clica no link e é levado para outro lugar, outra plataforma, outra história, um áudio, um vídeo… que leva você a outras descobertas e assim vai, infinitamente. A jornada não termina mais no final da página ou do texto.

Você percebe que isso é muito diferente de ler um gibi do jeitinho que você fazia nos anos noventa, hein? E que isso demanda novas habilidades? Sua curiosidade está sendo aguçada, a preguiça sendo desafiada, a capacidade de conectar informações está sendo ampliada. Tão ampliada que, se você não cuidar, vai passar quatro horas vendo sequências de dancinhas no TikTok.

Você saca qual o perigo disso, hein?

Essa revolução pode afastar as pessoas do mundo real, dos relacionamentos pessoais, do cheiro da chuva, do contato físico com o mundo. E a pandemia com seus lockdowns mostrou o resultado disso…

Então surge aqui uma primeira responsabilidade: você tem de controlar quanto mergulha nos canais de comunicação. Quanto do seu tempo de vida você dedicará ao processo de adquirir informação. Se seu avô fazia isso diariamente lendo o jornal da manhã, seus pais fizeram diariamente assistindo o Jornal Nacional, agora você carrega consigo a fonte de informação. Vinte e quatro horas, cara! E ela vibra no seu bolso avisando que algo aconteceu. Você percebe como isso mudou tudo?

A outra responsabilidade tem a ver com o processo de seleção daquilo que você consome. Antigamente era muito fácil. Quatro redes de televisão, quatro redes de rádio, quatro grandes jornais e deu. Era dali que vinha a informação, e era o que tinha, cara. Para acessar outras informações, você teria de contar com algum amigo trazendo um livro ou revista do exterior. Teria de se enfiar numa biblioteca. Era tudo muito penoso e o consumo de tempo e energia era proibitivo.

Agora é SNAP! Estalou os dedos, está tudo na sua frente. Zilhões de toneladas de informação, produzidas por gente que é do ramo e sabe como trabalhar a sua emoção para que você escolha as informações que eles querem.

Antigamente você escolhia um livro pela capa, um elepê pela capa. Pegava nas mãos, saboreava o trabalho gráfico, era convencido pelo olhar, pelo tato, pelo cheiro. Hoje é um thumbnail, que não tem espaço para um trabalho gráfico sofisticado. Você não toca nele, você não sente, não cheira. É um bit, que desaparece numa fração de segundos, pois existem outros milhares de thumbnails lutando para aparecer para você.

Mais que isso: não existe mais por acaso. O thumbnail apareceu para você porque o sistema sabe do que você gosta… Você não liga mais na Globo “pra ver o que está passando”… o Youtube vai mostrar aquilo que ele acha que você vai consumir…

Sacou como isso muda tudo, cara? E traz consigo uma baita responsabilidade que é a de selecionar o que você precisa, e não apenas o que você quer. Olha a diferença: o que você precisa ou o que você quer.

A máquina sabe que você quer sexo, sangue e pessoas em situações constrangedoras. E é isso que ela vai oferecer. Por isso é sua responsabilidade aprender quando estão lhe manipulando e ir muito além disso.

A internet talvez seja a mais maravilhosa invenção da humanidade, se você a fizer trabalhar para você, e não você para ela.

Então a outra responsabilidade é se preparar para consumir a informação. Se antigamente quem não lia não podia assistir televisão sem ser manipulado, hoje quem não lê muito mais, não pode acessar os diversos canais sem ser manipulado a cada clique.

Para quem você escolheu dar seu tempo de vida, hein? Ao escolher dar 30 minutos para o Café Brasil, você tomou uma decisão consciente. Ao dar 30 minutos para a dancinha do TikTok, dificilmente terá sido consciente. Você foi capturado pela máquina de conquistar atenção.

Sacou o tamanho dessa responsabilidade, hein? Como você vai gastar seu tempo de vida. Ontem, entre o jornal de ontem e o de hoje,tinha 24 horas, cara. Agora são 24 nanossegundos…

Bem, por fim, eu vou para a terceira responsabilidade que tem a ver com como você influencia e impacta todo o processo.

De novo: nos anos 70 e 80 a gente via a família, como zumbis, hipnotizados diante de uma televisão. Um só aparelho, na sala. Sem lugar de fala, só consumindo o que jogavam sobre você. O único impacto que você causava era indireto: dar audiência para os programas. E fim.

Hoje, a audiência, sob forma de cliques, views e downloads, ainda é importante, cara. Mas tem coisas muito mais importantes.

Hoje você dá engajamento. Os sistemas estão de olho na capacidade que os produtores de conteúdo têm de engajar seus seguidores. Seu like, seu comentário, seu compartilhamento, são fundamentais para que os grande sistemas de distribuição entendam se devem, ou não, mostrar o programa para mais gente. Você entendeu a diferença?

A rede Globo lançava um sinal para o ar e todo mundo que tivesse um aparelho de televisão podia capturar.

O Facebook e o Instagram, o TikTok não lançam ao ar. Escolhem para quem mostrar. E mostram conforme as pessoas reagem…

O que significa que o seu comportamento impacta imensamente na própria distribuição. Não adianta nada eu publicar um vídeo no Youtube se a minha audiência não interagir com ele. O sistema não vai distribuir.

Você então faz parte da engrenagem de distribuição, você não é só a ponta do consumo, cara.

Use seu dedo para clicar nas teclas que mostrarão para os sistemas de distribuição que o assunto que você está vendo, vale a pena. Você jamais deveria terminar de ouvir um podcast, assistir um vídeo, ler um post, sem dar um like ou dislike no final. Isso tem de ser automático, cara. E se gostou mesmo, tem de comentar, e comentar bastante, não apenas com um “gostei”. Esse é a parte que lhe cabe no processo, e que faz uma tremenda diferença.

A responsabilidade então é: reaja ao conteúdo que você recebe. Nunca, jamais, consuma algo que lhe seja útil, sem devolver com um like, um compartilhamento, um comentário. Essa a sua responsabilidade.

E ainda na praia do seu impacto: a comunicação está indo para as mãos dos independentes. Não são mais apenas grandes conglomerados, grandes empresas com grandes patrocinadores que determinam até onde elas podem ir. A comunicação está nas mãos de independentes, de gente como eu, que não tem estrutura, não tem uma grande empresa, não tem grandes patrocinadores. Mas tem liberdade, cara.

Para que eu continue existindo, preciso da sua contribuição. Aliás, contribuição coisa nenhuma, cara.

Preciso do seu dinheiro. O mesmo dinheiro que você não pensa duas vezes antes de dar para a Netflix, para a Amazon Prime, para a Net, para revista Veja, pro Estadão. Sempre foi a coisa mais normal do mundo assinar esses canais todos, mas a internet trouxe a concepção de que o que está nela é de graça. Bem, eu tenho uma notícia pra você, cara: não é de graça não. Custou produzir, e isso tem de ser remunerado.

E é aí que entra uma outra responsabilidade: a de mergulhar pra dentro do processo. Cara, se você gosta do Café Brasil, por que que não assina, meu? Acha que não vale a pena? Então, se não vale, não perca seu tempo ouvindo, cara! Não perca o tempo com ele. Mas se você acha que vale o tempo, tem de valer uma assinatura.

Eu tenho sido tentado a passar a fazer como a revista Veja ou a Netflix: quem não assina, não recebe, mas não é esse meu propósito, cara. Não quero distribuir o Café Brasil só para quem quer, mas para quem precisa. Eu quero que meu conteúdo chegue ao maior número de pessoas, porque eu acredito que estou cumprindo uma missão nobre ao informar e provocar com algo além da trivialidade. Por isso eu não quero fechar o podcast exclusivamente para assinantes. Mas tá complicado, viu?

Todo produtor independente de conteúdo está vivendo o drama de monetizar seu trabalho, e a assinatura tem sido a solução mais segura, estável e confiável. Patrocinadores são ótimos, mas eles vêm e vão embora ao sabor de suas vontades, cara. Não dão segurança e criam uma relação de dependência que é complicada. Especialmente quando a pressão sobre eles, os patrocinadores, é usada para calar a boca de quem fala coisas que uma certa elite aí não quer ouvir.

Eu não quero transferir o Café Brasil para nenhuma plataforma, pra nenhum grupo, eu não quero ter gente dizendo o que e como fazer e, principalmente, não quero gente me colocando limites.

Nesta revolução da mídia, ou você é independente ou morre.

Percebeu que a responsabilidade por viabilizar a existência dos canais de comunicação independentes que você curte, é sua?

A respopnsabilidade é sua, cara.

Assim é com o Café Brasil. Criamos uma página nova para isso: o canalcafebrasil.com.br e eu convido você a entrar no nosso barco de maneira ativa. Cara: assine o Café Brasil se você acha que ele agrega alguma coisa na sua vida.

Se você acha que não vale cara, fica na sua. Não vindo aqui me encher o saco já é um bom caminho.

Sina
Fagner

Eu venho desde menino
Desde muito pequenino
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhor

Não nasci pra ser guerreiro
Nem infeliz estrangeiro
Eu num me entrego ao dinheiro
Só ao olhar do meu amor

Carrego nesse meus ombros
O sinal do Redentor
E tenho nessa parada
Quanto mais feliz eu sou

Eu nasci pra ser vaqueiro
Sou mais feliz brasileiro
Eu num invejo dinheiro
Nem diploma de doutor

E é assim então, com o clássico Sina, numa versão que não saiu em disco, de e com Raimundo Fagner, que vamos saindo animados para enfrentar mais um ano. Mas olha: só se você vier conosco.

Cara: você entendeu a mensagem deste programa aqui? Ela é muito direta, bicho, é muito direta.

A gente só vai sobreviver se quem ouve o programa entrar com a gente no barco. Squin on the game.

Ah, você gosta, você acha legal? Então assina, pô. Assina, reduz a sua assinatura da NET, pega metade daquele dinheiro e distribua pelos podcasts que você curte, cara. Pelas pessoas que estão fazendo produção independente.

Sem esse suporte, sem a vinda dos ouvintes, sem um grupo de assinantes que seja grande, forte, coeso, não dá pra continuar. Isso está muito claro! 2022 foi um ano terrível, cara, um ano de abandono de patrocinadores, um ano de redução, de pressão, um monte de concorrentes aparecendo pra todo lado e a gente se agarrou pra sobreviver nos nossos assinantes.

Cara: tem que crescer esse número de assinantes. Estamos fazendo uma série de ações aí pra trazer mais gente, mas você pode começar: canalcafebrasil.com.br. De novo: canalcafebrasil.com.br. Venha ser um assinante!

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que assina e ao assinar, completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você vai nos ajudar na independência criativa, a levar conteúdo para muito mais gente.

E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo, cara. E eu já tenho mais de 1000 no currículo. Conheça os temas que eu abordo no lucianopires.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase atribuída a Leonardo da Vinci. Eu duvido que foi ele cara, mas a frase é ótima:

Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro.