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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.


Após décadas aprendendo e praticando a arte da liderança, duas perguntas me incomodam.

Por que tanta falta de líderes se nunca se falou tanto sobre liderança como hoje?

E por que alguns líderes são agradáveis, úteis e atraentes, mas outros são desagradáveis, inúteis e repulsivos?

Bem, ou ninguém está entendendo nada ou está aprendendo coisas erradas.

Com o Café Brasil Premium eu ensino você a se desenvolver como líder que não apenas lidera, mas atrai, inspira, educa e serve como modelo. Um Líder Nutritivo. Você acessará textos, livros, palestras, cursos, podcasts, jornadas de aprendizado exclusivas e uma comunidade de líderes e empreendedores nutritivos. O lugar ideal para você deixar de gastar tempo de vida sendo apenas mais uma pessoa “normal” e previsível.

Quanto custa? Menos de meia pizza por mês. Você ouviu, hein? Metade de uma pizza. Por mês!

Torne-se um líder nutritivo que encanta e provoca mudanças. Assine o Café Brasil Premium agora mesmo acessando canalcafebrasil.com.br.

E aí, hein? A partir de qual janela você vê o mundo? Você é liberal ou progressita? Hummm, talvez seja um conservador? Quanto rótulo, não é? Mas o que quer dizer ser liberal ou progressista ou conservador? Pra que serve isso? Não tá confuso não, hein? Vamos ver?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Café Brasil. Estou eu aqui limpando uma piscina de um amigo meu numa chácara que estava abandonada aqui, uma piscina muito boa, estou limpando aqui ouvindo o episódio Vá com tudo, e puxa vida, cada episódio, cada tapa na cara da gente, cada reflexão que…parabéns, viu! Vocês estão…

Faz tempo já que eu ouço seus podcasts, nunca opinei, nunca mandei mensagens e estou eu aqui numa terapia muito grande, limpando a piscina, passando na piscina, ouvindo podcast e aí depois eu falei: agora tenho que dar uma refletida.

Coloquei um álbum aqui de umas músicas que eu sou muito fã, sou aqui do sul de Minas, e logo, coloquei pra jogar aleatório no álbum, são músicas que retratam aí… pagodes, pagodes de viola, Luciano Pires gosta muito. Lembro de alguns episódios que ele fala sobre viola.

Enfim, vou mandar pra vocês aí os álbuns, o álbum que chama Tributo aos mestres violeiros, que foi um álbum agora lançado em 2023 ou no final de 2022, que tem muitas músicas legais aí, são diversos pagodes de viola e abordando diversos temas que antigamente, há vinte, trinta anos atrás cai muito bem pra hoje e eu queria…. vai que dá certo vocês encaixarem alguma música, algum repertório, nesse repertório lindo de vocês aí, nesse repertório sensacional, que vocês incluem aí nos podcasts.

E essas músicas, elas dizem muita coisa, tem muita filosofia embarcada sem… então daqui a pouco eu mando pra vocês aí, que agora estou sem sinal, mas vou mandar pra vocês aí o álbum.

É isso aí. Vida longa ao nosso Café. E só pra complementar, eu falei, eu preciso mandar uma mensagem, um comentário porque o episódio que eu acabei de ouvir o Vá com tudo, inclusive eu ouvi duas vezes, aí eu fui ouvir uma música e caiu num pagode de viola regravado, que foi um pagode que se chama Caminho certo. E foi sensacional. Até me arrepiei aqui porque caiu que é uma luva. Foi sensacional. Tanto o tema da música, quanto o tema do podcast, nossa, foi maravilhoso.

Um abraço a todos do Café Brasil.”

Esse é o grande Ju Ubiracy, limpando a piscina com a ajuda de uns passarinhos ao fundo… isso é que é terapia, viu? Muito obrigado pela dica dos pagodes, meu caro. Sensacionais. Em algum momento vai encaixar aqui. Aliás… Lalá, manda aí a dica do Ubiracy.

Caminho Certo
Antonio Marciano de Souza

Olhando do infinito estive pensando
A nossa humanidade não se une mais
O povo no mundo inteiro pensa em guerra
Temos que pensar melhor pra viver em paz

Casa dia que se passa a coisa piora
A nossa sobrevivência já está em jogo
Tenho impressão que vai ser como muitos dizem
Busque cada um pra si e Deus para todos

Pra ver o mundo melhor o caminho certo
E cumprimos a missão para qual nascemos
Devemos dar nosso amor mesmo que em troca
Somente a incompreensão e mal recebemos

Não aprendi a odiar quem me faz o mal
Convivo com as pessoas com muito amor
Se alguém me atirar pedra não digo nada
Como prova de carinho dou-lhe uma flor

Existe um certo ditado que é verdade
Verdade que é muito fácil para aprender
Quem não vive neste mundo para servir
No mundo também não serve para viver

Ahahahah, sensacional. Goiano & Paranaense, com Caminho certo, composição de Antonio Marciano de Souza. Muito obrigado, Ubiracy!

E você aí que está aí me ouvindo, hein? Acha que omeu trabalho traz algum valor para sua vida? Deve trazer, né? Ou você não estaria aí dedicando tempo de vida para ouvir o Café Brasil. Olha, a gente quer crescer e precisa que todos que dão valor ao nosso trabalho, façam mais que agradecer, tornem-se assinantes. Assim ajudam a gente a financiar este trabalho.

Acesse o canalcafebrasil.com.br e escolha sua assinatura. Pule pro barco, meu, vamos juntos seguir combatendo o emburrecimento nacional.

Vai! Dá uma parada no podcast e tome nota: canalcafebrasil.com.br. A gente aguarda uns segundos…

Hummmm…. É com Tiago Abreu no vilão, ao som de Paisagem da Janela, o clássico de Lô Borges e Fernando Brandt, que vamos entrar na dança.

E aí, hein? Você é um liberal? Alguém que valoriza a liberdade individual, a autonomia e a responsabilidade pessoal? Que acredita que as pessoas devem ter a liberdade de escolher e seguir seu próprio caminho, sem serem impedidas ou coagidas por forças externas, como o Estado ou grupos dominantes?

Que bom. Na política, os liberais geralmente defendem o livre mercado, o estado mínimo, a propriedade privada e a proteção dos direitos individuais, como a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e a liberdade de imprensa. Eles também costumam ser favoráveis à igualdade de oportunidades, ao respeito aos contratos e à justiça social baseada na meritocracia. Além disso, os liberais costumam ser defensores do progresso e da inovação, acreditando que a criatividade e o empreendedorismo são forças-chave para o desenvolvimento humano e social. Em resumo, ser um liberal é ser alguém que valoriza a liberdade, a igualdade de oportunidades, a inovação e o progresso.

E por essa definição, eu acho que você acaba de descobrir que é um liberal, não é?

Mas quem sabe você está mais ao extremo do liberalismo e seja um Libertário? O libertarianismo é uma corrente do liberalismo que coloca forte ênfase na liberdade individual e na propriedade privada. Os libertários são a favor do livre mercado, da redução da intervenção do Estado na economia e da liberdade de escolha em áreas como saúde, educação e estilo de vida.

Ou talvez você esteja ainda mais no extremo do espectro do liberalismo e seja um Anarcocapitalista?  Essa vertente é uma forma extrema de libertarianismo que defende a eliminação total do Estado e a privatização de todas as áreas da sociedade, incluindo segurança, justiça e defesa. Os anarcocapitalistas acreditam que o mercado livre é capaz de fornecer todos os serviços necessários e que o Estado é uma ameaça à liberdade individual e à propriedade privada.

Seja como for, se você está no extremo do espectro, isso é problemático.

Mas talvez você seja um… progressista! O progressismo é um conjunto de ideias políticas que defendem mudanças para melhorar a sociedade. Quem é que pode ser contra, hein? Os progressistas acreditam que a sociedade pode e deve progredir e melhorar para que as pessoas possam viver melhor e serem mais felizes. Algumas ideias progressistas incluem coisas como igualdade de direitos para todas as pessoas, independente de sua raça, gênero ou orientação sexual. Os progressistas também tendem a apoiar políticas que protegem o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores, e que ajudam a reduzir a pobreza e a desigualdade.

Os progressistas geralmente acreditam que as mudanças sociais devem ser feitas de forma gradual e pacífica, mas sempre com o objetivo de melhorar a vida das pessoas. Por isso, muitas vezes eles são chamados de reformistas.

Melhorar a sociedade… quem é que pode ser contra? Hummm… talvez você seja um progressita.

Mas há os progressistas que acreditam que as mudanças sociais devem ser feitas da forma mais rápida e radical, e não apenas de forma gradual. Esses estão no extremo do espectro do progressismo. São pessoas não se consideram necessariamente progressistas, mas podem ser chamadas de radicais ou revolucionárias. Eu as chamo de progressistas com c cedilha. Esses são problemáticos. São os adeptos do progressismo da porrada, aquele que impõe o amor mesmo que tenha que matar você.  O progressimo tirânico.

Mas quem sabe você é um tradicionalista, hein? Os tradicionalistas são aqueles que compreendem a importância da tradição e buscam preservá-la em meio às mudanças sociais e culturais. Eles podem ser ligados a diferentes correntes políticas, religiosas ou culturais que valorizam a tradição em suas crenças e práticas.

No âmbito político, os tradicionalistas defendem a manutenção de instituições, leis e valores que se baseiam nas tradições culturais ou religiosas. Eles podem se opor a mudanças que consideram prejudiciais às suas crenças e às tradições que valorizam.

No contexto religioso, os tradicionalistas procuram preservar as doutrinas e práticas que se baseiam em textos sagrados e tradições ancestrais. Eles podem resistir a mudanças na religião que acreditam ser contrárias às suas crenças e à tradição.

Os tradicionalistas reconhecem a importância das tradições e acreditam que elas desempenham um papel fundamental na preservação da identidade cultural, política ou religiosa de uma comunidade. E isso é muito bom. A menos que você seja um tradicionalista radical.

O perigo do tradicionalista radical está em sua tendência de adotar uma visão extremista e inflexível em relação às tradições e aos costumes que valoriza. Isso pode levar a comportamentos intolerantes, autoritários e discriminatórios em relação a outras pessoas ou grupos que não compartilham de suas crenças e valores.

Os tradicionalistas radicais podem se opor a mudanças e avanços sociais importantes, como a luta pelos direitos humanos, a igualdade de gênero, a diversidade cultural e a liberdade de expressão. Eles podem considerar essas mudanças como ameaças às tradições e costumes que valorizam e, assim, se tornar resistentes a qualquer tipo de progresso social.

Além disso, o tradicionalismo radical pode ser utilizado como justificativa para a discriminação e a exclusão de grupos minoritários e vulneráveis, como pessoas LGBT, mulheres, pessoas de diferentes etnias e religiões. Essa atitude pode ser prejudicial para a sociedade como um todo, pois impede a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa para todos.

Sacou, hien? Eu falei rapidamente dos liberais, dos progressistas e dos tradicionalistas. Esses três posicionamentos têm pontos muito bons, fazem muito sentido e devem ser seguidos e defendidos por quem quer um mundo melhor. O problema é quando vão para os extremos.

O liberal extremista, o progressista extremista ou o tradicionalista extremista são perigosos, venenosos e fazem mais mal do que bem à sociedade e aos grupos que defendem.

Além disso, ainda existem o anarquismo, o socialismo, o comunitarismo, o nacionalismo e o fascismo, entre outros. Cada uma dessas visões políticas tem suas próprias ideias sobre o que é importante na sociedade e como alcançar seus objetivos políticos.

Pelo que tenho visto, a maioria das pessoas mais jovens que conheço se definem como liberais. Conviver com eles não é um problema, desde que não sejam os extremos. Essa turma é de boa, tem um discurso sensato e muito racional. Eu gosto de quem se define como liberal.

Mas muitos liberais tem se deixado seduzir pela moda do identitarismo, aquele conjunto de ideias que dizem que a raça, o gênero, a orientação sexual e outras características das pessoas são as coisas mais importantes para entender quem elas são e como devem ser tratadas. Algumas pessoas acham que isso é bom, porque ajuda a dar mais atenção e direitos para pessoas que foram tratadas de maneira injusta no passado. Por exemplo, pessoas negras, mulheres, homossexuais e transsexuais já foram muito discriminadas e hoje em dia muitas pessoas acham que é importante dar mais atenção e oportunidades para elas.

No papel o identitarismo parece ser algo legal. Mas na prática pode ser muito ruim porque, ao focar tanto nas diferenças entre as pessoas, podemos acabar esquecendo que todos somos iguais e devemos ser tratados com igualdade e respeito, independentemente de nossas características identitárias. Além disso, o identitarismo também pode levar a uma divisão entre as pessoas, já que alguns grupos podem começar a se ver como superiores ou inferiores a outros grupos por causa de suas características identitárias. O pêndulo foi para o outro lado e os oprimidos se transformam em opressores, exigindo que você dê mais atenção e valor a seus sentimentos do que à realidade.

De novo: é no extremo que está o perigo.

Eu me situo no espectro do liberalismo light, a caminho do conservadorismo. Ali eu encontrei as pessoas mais tolerantes, que concordam com os direitos humanos, valorizam a iniciativa individual, colocam a prioridade absoluta da liberdade econômica. E querem defender as coisas boas que deram certo até hoje, mudando aos poucos as que não deram. Sem revolução, sem acabar com tudo que está aí.

Entendeu? Conservadorismo não é tradicionalismo. E é a posição mais madura que eu encontrei entre as várias formas de enxergar o mundo. Me defino como um liberal eternamente a caminho do conservadorismo. Ou como um conservador eternamente com um pé no liberalismo.

O que significa isso, hein?

Que eu valorizo a tradição, a história e a autoridade, buscando manter a ordem e a estabilidade social.

Que eu respeito as instituições sociais e políticas existentes,  que eu sou crítico em relação a mudanças radicais ou rupturas institucionais.

Que eu defendo a liberdade individual e a propriedade privada, que eu sou crítico em relação a políticas que interferem nessas áreas.

Que pratico o ceticismo em relação ao papel do Estado na sociedade. Quero eu quero manter o poder político descentralizado e assegurar a autonomia das comunidades locais.

Que eu procuro a conservação da cultura e dos valores tradicionais da sociedade. Que eu quero preservar esses aspectos diante de mudanças culturais ou sociais.

Em outras palavras: eu quero preservar tudo aquilo que temos de bom e melhorar o que é preciso, sem bater em ninguém, sem cancelar, sem calar a voz dissonante, dando a todos o direito de discutir opiniões. E eu quero distância dos progressistas com cedilha, dos liberais hidrófobos e dos tradicionalistas radicais.

– Mas, Luciano, então ser conservador é o mesmo que ser tradicionalista?

Não, cara. Não mesmo. Eles compartilham de alguns valores, mas existem diferenças. Os conservadores valorizam a tradição, mas também acreditam que a mudança e a evolução são inevitáveis e necessárias para a sociedade. Eles acreditam que a ordem social deve ser mantida, mas não necessariamente a qualquer custo. Os conservadores também tendem a ser mais críticos em relação ao Estado e às políticas públicas, acreditando que a sociedade deve ser organizada de baixo para cima, com base na iniciativa privada e na liberdade individual.

Enquanto os tradicionalistas valorizam a tradição e a autoridade como guias para a tomada de decisões políticas e sociais, os conservadores acreditam que a mudança e a evolução são inevitáveis e necessárias para a sociedade, aceitando-as na tomada de decisões.

Você entendeu, hein? Ou você é daqueles que pensam que conservador é uma caricatura?

O problema desses rótulos que tentam classificar as pessoas como se houvessem caixas estanques, é que eles são reducionistas. Reduzem a complexidade de opções e escolhas a um conjunto acabado de regras, como se isso fosse possível. E, por conta da extrema ignorância da maioria das pessoas que falam a respeito, transformam-se nisso mesmo: em caricaturas.

E aí fica fácil usar a abordagem 4D de Ben Nimmo que eu expliquei no Cafezinho 550: descartar, distorcer, distrair e desanimar.

O primeiro D é de Dispensar ou Descartar:  se você não gosta do que seus críticos dizem, insulte-os. A pessoa diz: não ouça o Luciano porque… E coloca ali uma ofensa. Porque é um aproveitador, é um maluco, é um desonesto, é um progressista, é um conservador, é um liberal… E aqui que cabe qualquer hashtag, cara, que é construída pacientemente: #bolsonarista, #genocida, etc. É a primeira e mais fácil técnica usada: insulte, dispense, descarte.

O segundo D é o de Distorcer:  se você não gosta dos fatos, distorça-os, crie seus próprios fatos. Caricatura é uma festa pra isso.

O terceiro D é o de Distraia:  se você for acusado de algo, acuse outra pessoa da mesma coisa. Se a conversa estiver desconfortável, focando em algo que seja desconfortável, de verdade, mude de assunto, cara. Acuse a pessoa da mesma coisa, de modo que ela passe a se defender e fuja do assunto principal.

O quarto D é de Desânimo:  diz respeito a assustar o público-alvo com advertências verbais ou com imagens e vídeos tão perturbadores que elas nem pensem em agir contra seus interesses.

Ao transformar o liberal, o progressista, o conservador em caricaturas, os 4Ds fazem a festa, cara.  Fica muito fácil Dispensar, Distorcer, Distrair e Desanimar quando se lida com caricaturas, entendeu?

Por isso tanta gente não se mostra disposta a compreender em detalhes os diversos tons dos espectros de visão de mundo. Escolhe-se um ponto, normalmente um extremo e usa-se para rotular a todos.

Assim, todo progressista é um revolucionário alucinado, todo liberal é um ingênuo que acha que o mercado resolve tudo e todo conservador é um reacionário parado no tempo. E dá-lhe hashtag e gritaria.

You can’t always get what you want
Keith Richard
Mick Jagger

I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she was gonna meet her connection
At her feet was a footloose man

And I said
That you can’t always get what you want, honey
You can’t always get what you want
You can’t always get what you want
But if you try sometimes, well, you might just find
You get what you need!
Oh, yeah, yeah

So, I went down to the Chelsea Drugstore
To get your prescription filled
I was standing in line with your friend Jimmy
And, man, did he look pretty ill

We decided that we would have a soda
My favorite flavour is cherry red
I sung my song to my friend Mr. Jimmy
And he said one word to me, and that was: Dead
And I said

That you can’t always get what you want, honey
You can not always get the man that you want
And you can not always get the man that you want
But if you try sometimes, you just might find
You just might find
You get what you need!
(Oh, babe, oh, yeah!)

I saw her today at the reception
In her glass was a bleeding man
She was practiced at the art of deception
I could tell by her blood-stained hands
And I said

That you can’t always get what you want
You can’t always get what you want
You can’t always get what you want
But if you try sometimes, you just might find
You just might find
You get what you need!
Oh, yeah!

And you can’t always get what you want
You can’t always satisfy your greed
You can’t always get what you want
But if you try sometimes, you just might find
You just might find
You get what you need!

Yeah, yeah, yeah, yeah
Yeah, babe
Oh, babe

Você não pode ter sempre o que quer

Eu a vi hoje na recepção
Uma taça de vinho em sua mão
Eu soube que ela encontraria seu contato
Aos seus pés estava um homem descomprometido

E eu disse
Você não pode ter sempre o que quer, querida
Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes, bem, você pode descobrir
Que consegue o que precisa!
Oh, sim, sim

Então, eu fui até a Farmácia Chelsea
Para pegar a sua receita
Eu estava na fila com seu amigo Jimmy
E, cara, ele parecia muito doente

Decidimos tomar um refrigerante
Meu sabor favorito é cereja
Eu cantei esta canção para meu amigo Sr. Jimmy
E ele me disse uma palavra: Morto
Eu disse a ele

Que você não pode ter sempre o que quer, querida
Você não pode ter sempre o homem que quer
Você não pode ter sempre o homem que quer
Mas se você tentar algumas vezes, você pode descobrir
Você pode descobrir
Que consegue o que precisa!
(Oh, amor, oh, sim!)

Hoje a vi na recepção
Em seu copo havia um homem sangrando
Ela era habilidosa na arte do engano
Bem, eu podia ver pelas suas mãos manchadas de sangue
E eu disse

Que você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes, você pode descobrir
Você pode descobrir
Que consegue o que precisa!
Oh, sim!

Ah, você não pode ter sempre o que quer
Você não pode sempre satisfazer a sua ambição
Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes, você pode descobrir
Você pode descobrir
Que consegue o que precisa!

Sim, sim, sim, sim
Sim, amor
Oh, amor

É ao som de You Can´t Always Get What you Want, com os Rolling Stones, que vamos saindo pensativos, cara…

Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes, sim,
Você encontra o que precisa!

Estamos entendidos, então, hein? Classificar as visões do mundo em caixinhas independentes não funciona, cara. É melhor usar algum sistema dinâmico onde num momento eu sou liberal, no outro sou progressista, em seguida eu sou conservador. Pegando o melhor de cada visão, entendeu? Desde que se mantenham os valores fundamentais, alguma flexibilidade faz muito bem.

Ah, Luciano e os socialistas e comunistas, hein? Bem, esses não têm jeito. Isso aí é caricatura por definição. Mas caricaturas que a história provou cara, faça você o malabarismo retórico que quiser, que matam.

Aí,meu caro,  não tem conversa.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você vai nos ajudar na independência criativa, financeira, a levar conteúdo para muito mais gente.

E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo. E eu já tenho mais de 1000 no currículo. Conheça os temas que eu abordo em lucianopires.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar uma fala do escritor, intelectual e comentarista político norte americano William F. Buckley Jr:

O conservadorismo é a ideologia que reconhece que as soluções para nossos problemas existem no passado, no presente e no futuro.