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Luciano Pires -

Você tem o desejo de se tornar um empreendedor ou abrir um novo negócio, hein? Estabelecer uma nova fonte de renda? Mas é difícil, tudo muito caro, né?

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A inteligência a serviço do agro.

A vida do autor independente no Brasil é uma dureza, cara. Aliás, a vida de qualquer brasileiro é uma dureza, não é? Mas quem se mete a trabalhar com produtos culturais, sem jogar a regra das grandes organizações, sem ter dinheiro do estado, enfrenta um bando de leões por dia, cara. Tudo é inho, nada é ão. A gente bate cabeça, trabalha, se esforça e no final do dia é um inho. Pequenininho…pouquinho… E a turma pergunta: Luciano, mas você vai continuar fazendo livros?

Pois é…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. Aqui é o Ladir, Ladir Almada Neto, natural de Rezende, residente em Campinas, São Paulo, e eu queria dizer, cara que você matou a pau agora.

Você agora, realmente, você vai conseguir assinantes. Porque eu estava percebendo que meio na virada do ano, você vem, entre aspas, “suplicando” né? Pra assinar, pra ser premium, enfim pra ter algum nível de assinatura e ajudar com o seu trabalho.

Que não seja só áudios como este, de agradecimento, tapinha nas costas como você mesmo diz.

E agora, eu acredito que você fez a estratégia correta. Porque só o grilo ali, o cri cri, o por favor, vamos lá, vamo engajá, pelo visto não tá virando, né? E você, realmente merece.

E aí, essa estratégia nova de deixar um finalzinho, uma pitada, certamente vai provocar, e muito, e você vai conquistar novos adeptos.

E agora vou te contar a minha história. Eu já assinei há muito tempo, antes da pandemia, até o momento da pandemia. Na pandemia, pra mim, foi muito difícil. Negócio, cinquenta funcionários, semana do lockdown 90% de faturamento, semana seguinte 95%, na outra semana quase 100%. Minha primeira filha nascendo, enfim. E aí eu fui ali meio que cortando da igreja ao Luciano Pires. Além da questão de tempo, eu já não conseguia mais ouvir, por outras prioridades, o meu lockdown não foi em casa, tinha que sair todo dia na rua pra trabalhar e na rua não tinha trabalho, não tinha oportunidade. Meu segmento de bares e restaurantes, enfim, evento, shopping center, tudo que eu mexo, tudo que eu produzo e vendo não tinha… eu estava de portas fechadas, eu precisava buscar novas soluções.

Bom, fim da pandemia, as coisas se acertaram, muito esforço, ainda muita dívida em banco, mas as coisas se acertaram e também meu tempo se acertou e eu venho ouvindo, venho matando dois, três podcasts por semana dos que eu deixei de ouvir.

Nosso relacionamento, assim entre aspas, ficou tão próximo que eu percebia muito que você estava ali pedindo pra assinar, mais assinantes e o Café Brasil precisa ficar de pé, você quer crescer, você quer ter uma renda meio que garantida, sem depender de patrocinador e foi, foi, até que um dia eu falei: está ficando até chato isso.

No que eu pensei isso, no próximo podcast você falou eu sei que eu estou sendo chato e tudo mais, e assim, assado, mas é isso mesmo e tal, e tal, mas agora, novamente, você matou.

Eu estou no grupo do Telegram desde então, apesar de eu ter cancelado a minha assinatura e também um ou outro não entendimento meu, assim, o Telegram nunca saiu de 900, 850, 800 participantes ali.

Então, realmente, você tem tudo pra criar uma rede muito maior e pode ser que tenha faltado esse gatilho, né? E o meu gatilho de retorno vai ser tão logo hoje, chegando em casa, abrindo o computador e assinando o Café Brasil e podendo curtir os minutinhos finais dos podcasts.

Cara, você me ajuda muito. Eu te indico muito. Eu uso muito você com a minha equipe e, certamente, você ganhou ouvintes por mim, tenho certeza disso, por vários feedbacks e tudo mais. Não sei se você ganhou assinantes, por mim, mas ouvintes por mim, você ganhou. E você voltará a ter, novamente, mais um assinante.

Forte abraço, vida longa. Até mais.”

Grande Ladir, muito obrigado pelo seu comentário, viu? Você levanta uma boa lebre, ao dizer que eu estive “entre aspas” suplicando por assinantes e engajamento. Sim cara, isso me incomoda imensamente. Eu sou um péssimo vendedor do meu trabalho, que é levado a fazer a venda, na busca por uma monetização do podcast. Nunca foi fácil e agora ficou ainda mais difícil, cara. O mundo do podcast virou de cabeça para baixo depois que o nome podcast foi dado para lives do Youtube pilotadas por humoristas. Esse povo sequestrou o nome e agora ninguém mais sabe o que são podcasts, especialmente os possíveis patrocinadores. A experiência de conversar com uma agência de propaganda, que sempre foi algo horrível, agora é pavorosa. Só restam os contatos diretos com poucos patrocinadores e… os ouvintes. Por isso sou obrigado a apelar para a consciência dos ouvintes, correndo o risco de me tornar chato e repetitivo mas, como já me disseram antes: você quer vender, é? Tem de fazer.

Obrigado por entender, já vi sua assinatura ativa aqui! Seja sempre bem-vindo!

E você aí que está ouvindo a gente. Se você dá valor ao trabalho que nós fazemos aqui no Café Brasil, torne-se um assinante. É só acessar canalcafebrasil.com.br e escolher seu plano. Cara, o plano mais barato é uma latinha de cerveja por mês. Vai lá, cara. A gente espera.

Então… esse comentário do Ladir me levou a retomar uma profunda reflexão que já fiz de forma fragmentada em diversos programas anteriores: a qualidade da audiência que eu tenho.

Na página @aformacaodoimaginario no Instagram, encontrei um texto muito interessante. A ilustração do post são os irmãos Lucas e Felipe Neto, com seu cabelo azul. Ouça só:

“Submeter-se ao julgamento do mundo nos leva à ruína.

Qualquer um que queira agradar a todo mundo terminará se vendendo e mesmo assim continuará com a audiência insatisfeita.

Reflita:

Diante de quem você atua, hein? Para quem você encena? Para qual plateia você está representando o papel de você mesmo?

Para que façamos da vida uma peça boa o suficiente para ser acompanhada, devemos primeiro eleger um público decente.

Alguém diante de quem valha a pena viver e cuja opinião valha a pena se levar em conta.

Porque opiniões de “todo mundo” não devem ser encaradas no mesmo nível e em alguns casos, devem ser solenemente ignoradas.

Só interessa a opinião de quem é sincero e ama a verdade. Ou, claro, só importa a opinião Daquele que é a verdade mesma.

Caso contrário, teu showzinho é uma farsa.”

Ouviu, hein? “Para que façamos da vida uma peça boa o suficiente para ser acompanhada, devemos primeiro eleger um público decente.”

Um público decente.

É exatamente isso que eu faço há quase 20 anos: que 20, 30 anos. Procurar um público decente. Estou interessado em fazer um trabalho que faça sentido para mim. Mesmo que você ache que estou exagerando ou, como disse o Ladir, “entre aspas implorar” por assinantes, não estou me importando com quantidade de likes, em ser adorado por todo mundo ou com a estética da coisa, cara. Fosse assim eu já teria mudado meu estilo no Café Brasil, teria adotado outro tipo de música, abordado outros assuntos, criado algumas tretas, reduzido o tamanho do episódio, convidando só celebridades para o LíderCast. Mas não estou interessado nisso, não. A estética, a abordagem e o assunto têm de ser bons para mim.

Hummmmm… escolhi essa versão do o 2Cellos de Hallelujah do Leonard Cohen porque as canções do Cohen embora possam ser interpretadas de várias maneiras, tocam em temas da honestidade, autenticidade e espiritualidade, destacando a importância de se manter fiel às próprias convicções.

Há um vídeo no Youtube com uma entrevista com o norte-americano Saul Bass que foi um renomado designer gráfico e diretor de cinema americano. Saul nasceu em 1920 e faleceu em 1996. Ficou famoso por suas contribuições no campo do design de títulos de filmes, criando aberturas icônicas que se tornaram marcos na história cinematográfica. O homem virou referência, e sua entrevista é uma delícia quando ele diz assim, ó:

“Eu não estou lidando com dinheiro, estou lidando com aquilo que um designer deve se preocupar. Estética é um problema seu, na sua mente, de ninguém mais. Eu quero que tudo que eu faço pessoalmente, que meu escritório faça, seja lindo. Não dou a mínima se o cliente entende que isso vale alguma coisa, ou se isso, realmente, vale alguma coisa. Vale para mim. Essa é a forma como quero viver a minha vida. Eu quero fazer coisas lindas, mesmo que ninguém se importe. Algumas vezes você não consegue fazer tudo que você conhece, mas essa é a minha intenção. E estou disposto a pagar o preço disso. E é daí que o dinheiro vem, porque você pode chegar muito mais rapidamente a uma solução se você não se importar com essas coisas. Custa muito dinheiro para um designer fazer coisas lindas, porque você tem de gastar tempo, esforço e energia, e isso tudo é dinheiro. Você está consumindo seu orçamento, mas isso é um compromisso que você faz ou não. Há uma porção de empresas e designers que simplesmente fazem o trabalho, são pagos, constroem sua fortuna e são felizes. E há outro tanto que está pronto para se importar com essas coisas, mas acho muito importante não ficar na ilusão de que qualquer outra pessoa se importa.”

Pois é, cara. Eu tenho um compromisso comigo mesmo, de como deve ser o meu trabalho. Quero fazer coisas lindas, como o Saul, mesmo que ninguém se importe com isso. Esse é o desafio. E é aí que entra aquele trecho do texto anterior: “Para que façamos da vida uma peça boa o suficiente para ser acompanhada, devemos primeiro eleger um público decente.”

Mas o que é um público decente?

Para mim, um público decente é composto de pessoas educadas, interessadas e capazes de expressas sua gratidão pelas coisas boas que recebe. Não se trata de faixa etária, posição social, quanto dinheiro têm ou em que ponto da hierarquia está. Se trata de gente educada, interessada e capaz de expressar gratidão.

Vamos ver como isso se compõe. Olha, eu vou voltar ao básico, tá? Pense em você criança ouvindo sua mãe falando com você assim, ó:

Uma pessoa educada é alguém que demonstra respeito, consideração e cortesia em suas interações com os outros. Ser educado envolve ter boas maneiras, ser atencioso, empático e ter consciência do impacto de suas palavras e ações sobre os demais. Ao vivo ou – especialmente – em redes sociais.

Uma pessoa educada trata os outros com gentileza e cortesia, independentemente de sua posição social, origem étnica, gênero ou idade. Ela valoriza o respeito mútuo, evita comportamentos ofensivos ou desrespeitosos, e busca estabelecer uma atmosfera de harmonia e inclusão em seus relacionamentos.

Uma pessoa educada não precisa de leis malucas que digam quem ela deve respeitar. Está dentro de si.

Em resumo, uma pessoa educada é alguém que trata os outros com respeito, gentileza e consideração, demonstrando empatia, habilidades de comunicação eficazes e responsabilidade em suas ações. É alguém que segue a velha regra de ouro: trata os outros como gostaria de ser tratado.

Você é uma pessoa assim? Educada? Então aceite minhas boas-vindas.

Já uma pessoa interessada é alguém que demonstra curiosidade e engajamento em relação ao mundo ao seu redor. Ela está aberta a aprender, descobrir e explorar novos assuntos, ideias e experiências.

Uma pessoa interessada busca constantemente expandir seus conhecimentos e horizontes. Ela está disposta a fazer perguntas, ouvir ativamente e buscar informações para aprofundar sua compreensão sobre diversos temas.

Ser uma pessoa interessada também implica em estar aberta a diferentes perspectivas e opiniões. Ela valoriza a diversidade e está disposta a ouvir e considerar diferentes pontos de vista, mesmo que sejam contrários aos seus próprios.

Além disso, uma pessoa interessada demonstra entusiasmo e paixão por aquilo que a envolve. Ela se engaja ativamente em atividades e projetos, demonstrando motivação e dedicação em suas realizações. Não se limita a dizer “bom trabalho”, mas pula para o barco, para ajudar a construir algo que acha que tem valor. Sacou? A ponto de comentar ativamente e até de virar um assinante.

Você é uma pessoa assim? Interessada? Então aceite minhas boas-vindas.

Uma pessoa capaz de demonstrar gratidão é alguém que reconhece e aprecia as coisas boas que recebe em sua vida. Ela valoriza as pessoas, as experiências e as oportunidades que contribuíram positivamente para o seu bem-estar e crescimento. E expressa isso de forma clara, sincera e genuína. Ela reconhece os benefícios recebidos e demonstra agradecimento de várias formas, como expressando palavras de gratidão, escrevendo notas de agradecimento, realizando atos de bondade, mostrando apoio aos outros ou até virando um assinante, cara.

Além disso, uma pessoa grata reconhece o valor das pequenas coisas e encontra gratidão mesmo nas situações mais simples. Ela tem consciência das bênçãos diárias e não apenas se concentra nas grandes conquistas ou momentos especiais.

Uma pessoa grata também é capaz de compartilhar sua gratidão com os outros. Ela expressa seu reconhecimento e valoriza as contribuições e esforços alheios. Ela reconhece que não alcançou tudo sozinha e valoriza as relações e conexões que a apoiaram em seu caminho.

Ser capaz de demonstrar gratidão também implica em não dar as coisas por garantidas. Uma pessoa grata reconhece que nada é garantido e aprecia sinceramente o que tem, cultivando um sentimento de contentamento e satisfação em sua vida.

Você é uma pessoa assim, é? Capaz de demonstrar sua gratidão? Então aceite minhas boas-vindas.

 

Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção. Certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe porquê?

Oras: porque é Nakata!

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Tudo azul, tudo Nakata.

A palo seco
Belchior
Amelinha

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos, lhe direi
Amigo, eu me desesperava

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente, eu grito em português
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente, eu grito em português

Tenho vinte e cinco anos
De sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Ah você sabe e eu tambem sei
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues

Ah, Belchior em 1973 com A Palo Seco, canção reflexiva que aborda a busca pela verdade interior e a importância de expressar a própria essência, mesmo quando isso envolve enfrentar dificuldades. 

Estamos entendidos, então? Público decente é composto de pessoas educadas, interessadas e capazes de expressar sua gratidão pelas coisas boas que recebe. É desse público que eu estou atrás há trinta anos, cara. É ele que eu cultivo. É ele que eu respeito e que quero atrair.

Nesse público não tem lugar para gente interessada exclusivamente em entretenimento, tretas e naquele trinômio de violência, sexo e gente em situação constrangedora, que garante milhões de seguidores.

Nesse público não cabe gente interessada em fofoca ou em modinhas. Não cabe gente preguiçosa ou que acha que sabe tudo. Não cabe gente que confunde gosto pessoal com verdade absoluta.

Nesse público não cabe gente que fica nervosa, se ofende e ofende ou desiste quando ouve ideias diferentes das suas.

Sacou? Nesse público não cabe gente mal educada, desinteressada, incapaz de ser grata, rasa, treteira, fofoqueira, doente da normose, preguiçosa, com o rei na barriga, arrogante, grossa e intolerante.

Se você é assim cara, com essas coisas horrorosas, olha, existem dezenas, eu diria até que centenas ou milhares de podcasts que você vai adorar. Nos meus, não.

Mas afinal, qual é o objetivo de perseguir um público decente, hein?

Cara, depois de anos de reflexão, para mim o objetivo é um só: um público decente é aquele que me faz crescer. É aquele que, ao participar, ao se manifestar, faz com que eu queira ir sempre mais longe, mais alto, cara. É aquele que chega num nível tal que faz com que eu saiba que não posso condescender com determinadas atitudes ou comportamentos.

Recentemente, quando comecei a fazer os cursos online, trombei com isso de forma clara. Eu avisei a agência que meu público não é composto de idiotas babões que se sentem motivados quando alguém diz que tem de comprar agora ou o carrinho vai fechar. Que o produto que custa 15 mil reais será vendido só agora por 12 parcelas de 19,90. Aquela malhação babaca de vendas que os especialistas garantem que é o que vende.

Mas vende pra quem cara pálida?

O público que só compra motivado pela escassez mentirosa ou por um desconto falso, não me interessa. Eu quero quem está além disso.

Público decente é aquele que é inteligente é aquele que eu gosto de tratar como inteligente, sacou? Sem truquezinhos, sem apelos. Por isso pra mim é um sofrimento ter que, entre aspas, suplicar por assinantes. Isso é parte fundamental do negócio, mas é aquela parte que me constrange, que desvia o meu foco, que incomoda a quem está me ouvindo. Mas infelizmente, é necessária. Assim como é necessário colocar três ou quatro chamadas de patrocinadores na abertura e durante o programa. Se não fizer assim, a conta não fecha, sacou?

Público decente é aquele que entende isso. E que pula pra dentro do barco.

Por isso você nunca verá os podcasts do Café Brasil com milhões de seguidores. Até porque, para mim já ficou claro, cara: quanto mais seguidores, menor é a qualidade do público.  Eu aprendi isso observando e estudando a área de comentários de minhas redes sociais.

Quando faço um post que viraliza, daqueles que atraem centenas de milhares de pessoas e milhares de comentários, a quantidade de merda escrita é proporcional ao volume de engajamento. Cresce o público, cai a qualidade.

Então para mim é muito claro: estratégias de crescimento só têm sentido se for para crescer o público decente. O público indecente eu deixo para os digital influencers milionários.

Sujeito de sorte
Belchior

Presentemente, eu posso me
Considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço
Me sinto são, e salvo, e forte

E tenho comigo pensado
Deus é Brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer
No ano passado

Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro

Presentemente, eu posso me
Considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço
Me sinto são, e salvo, e forte

E tenho comigo pensado
Deus é Brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer
No ano passado

Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro

E é assim então, ao som do grupo Terra Celta, lá de Londrina, com Sujeito de sorte, do Belchior, que vamos saindo, eu espero que provocados.

Essa canção reflete sobre a liberdade de ser quem somos e a importância de seguir nossa própria jornada, independentemente das convenções sociais,

Bem, tudo que eu tratei no episódio de hoje reflete diretamente em minha capacidade de produzir conteúdo que presta. E pagando um preço por isso.

Na parte do bônus para assinantes, depois do final do programa aqui, vou falar um pouco mais sobre esse desafio do independente, trazendo um depoimento de um colega. Cara, não é fácil, viu? Mas a gente é chato…

E lembrando o Saul Bass: quero fazer coisas lindas, disso não abro mão. E por isso sou um independente. Não presto contas pra ninguém, não jogo o jogo da editora. Faço o produto do jeito que eu quero pra mim, assumindo o custo. E com isso, o Café Brasil está a caminho de seu 18º. Aniversário.

Obrigado a você que faz parte do meu público decente.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você nos ajuda na independência criativa e financeira, a levar conteúdo para muito mais gente.

E se você gosta do podcast cara, imagine uma palestra ao vivo. Eu , Luciano Pires sou um palestrante com mais de 1100 palestras no currículo. Conheça os temas que eu abordo no lucianopires.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar a parte gratuita do episódio – já que os assinantes vão receber uma cereja do bolo em seguida – uma frase de ninguém menos que Freddie Mercury:

“O que vocês devem entender é que minha voz vem da energia do público. Quanto melhor eles forem, melhor eu fico.”