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Luciano Pires -

Você tem o desejo de se tornar um empreendedor ou abrir um novo negócio, hein? Estabelecer uma nova fonte de renda? Mas é difícil, tá tudo muito caro, né?

Então eu vou te dar uma dica: conheça a Santa Carga, que é uma microfranquia que oferece totens carregadores de celular com tela grande para exibir anúncios em vídeos e notícias em tempo real. Também, além disso, os totens fornecem acesso à internet via WiFi.

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E o que é que você faz? Você vende para os comerciantes da região a veiculação de uma mensagem em vídeo ali no totem.

Quem produz o vídeo é a própria Santa Carga que dá pra você todo o suporte. Olha, tem gente ganhando uma grana aí, cara, que já tem três, quatro, cinco, seis, dez totens!

Tudo isso sem estoque, funcionários ou aluguel.

Reconhecida como a melhor microfranquia do segmento, a Santa Carga tem investimento inicial de R$ 19.900, levando um totem, com a possibilidade de ganho de até R$ 8.000,00 por mês.

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Nos últimos tempos tem ficado cada vez mais complicado dar uma opinião contrária àquilo que uma determinada elite determina que é o consenso. Não importa se é mesmo consenso, importa que haja uma percepção da sociedade de que aquilo é consenso, mesmo que seja só uma narrativa. Que nem precisa estar bem amarrada. O que vale é o grito, sacou? O que vale é a narrativa. E aí, os dissidentes viram negacionistas…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano Pires, Ciça, Lalá, toda a equipe aí do Café Brasil.

Meu nome é Josué, eu falo de Osasco e cara, esse último podcast que você falou pra gente aí… deu um puxão de orelha em todos nós que somos ouvintes, referente ao seu trabalho e tudo mais.

Que podcast maravilhoso, Luciano. Eu amei esse puxão de orelha que você deu na gente, esse boom que você jogou na nossa cabeça, porque, honestamente, Luciano, eu posso dizer que você muda vidas com o seu conteúdo gratuito e eu acho que é um egoísmo da nossa parte, sabendo que você muda a vida, que o seu conteúdo é algo que agrega valor, não só pra nossa vida, mas o conhecimento e tudo mais, na academia, de forma acadêmica, no nosso trabalho, em tudo, cara.

E é um egoísmo da nossa parte não pagar por esse conteúdo, sabendo que a gente tem condição disso, entendeu?

Uma coisa é uma pessoa não ter condição, viver como salário mínimo e não poder investir nada porque está tudo… seu salário já está aplicado pra sua família e tudo mais.

Agora, você sabendo que tem cinquenta reais, cem reais, duzentos reais sobrando todo mês, esse dinheiro você vai gastar com balada, bebida, coxinha, cafezinho de manhã, independente, sabendo que a gente pode usar esse dinheiro pra dar valor pra um trabalho de uma pessoa que mudou a nossa vida, é muito egoísmo da nossa parte, sinceramente, é muito egoísmo da nossa parte.

Cara, eu com 17 anos, fui pesquisar na internet, eu estava tendo aula de sociologia na escola e o professor enchendo a nossa cabeça com Karl Marx e não sei o que mais, aquilo não entrava na minha cabeça que ele estava defendendo aquele tipo de coisa e eu fui pesquisar sobre e quando eu pesquisei sobre capitalismo, socialismo em podcasts, o seu foi o primeiro que apareceu.

Cara, você mudou a minha cabeça de um jeito com aquela explicação da analogia que você fez dos talentos que está escrito na Bíblia, eu sou cristão, eu nunca tinha pensado com aquele olhar que você usou naquela explicação, Jesus nos dez talentos, também você explicou muito bem a transição que o capitalismo trouxe pro mundo, que antigamente, a minha diferença com o patrão, lá na época do feudalismo, é que o patrão tinha tênis e o funcionário ficava descalço.

Hoje, a minha diferença é com o magnata, que o magnata tem um carrão de um milhão de reais, dez milhões de reais e eu um Celtinha de segunda mão que eu comprei aqui em Osasco. Mas, tenho a mesma função o carro. Tira do destino A e vai para o destino B.

E cara, que visão maravilhosa. Diversos outros podcasts você explicou pra gente, a minha sobrinha amou aquele do hino nacional que você fez no Café com Leite.

Então, Luciano, seu trabalho muda sim vidas. Hoje, só pra você ter ideia: tenho 23 anos, eu sou gerente no meu serviço e sou um dos cabeças do serviço que eu trabalho, todo mundo que está abaixo de mim, são pessoas mais velhas do que eu, entende? Todo mundo. Eu sou o menino mais novo aqui do mercado, que eu estou trabalhando do supermercado e cara, todo mundo vem perguntar pra mim, pessoas com mais experiência do que eu, entende?

Mas, o conhecimento que eu tenho que é a confiança que eu conquistei, a liderança que eu conquistei aqui com os funcionários é algo que 10, 50, 60% vem de você, Luciano. O conteúdo e o conhecimento que você soltou no seu podcast, seus vídeos no Youtube, seus blog, tudo mais.

Continuando. Eu me formei em Comércio Exterior recentemente, agora estou fazendo Marketing, estou esperando o resultado da eu Faculdade Federal aqui de Osasco que eu me inscrevi pra Relações Internacionais e eu creio que eu vou passar, provavelmente vou pra terceira e, se não fosse você, nada disso teria acontecido. Provavelmente eu seria um desses moleques dando um grau na rua, de moto, sabe? Com as novinhas na garupa, dois filhos que eu engravidei de duas mulheres diferentes, pagando pensão e vivendo com um salário mínimo. Mas eu escolhi ouvir o seu podcast, escolhi acompanhar o seu conteúdo e escolhi mudar de vida.

Então, cara, é muito egoísmo não pagar pelo consumo do seu conteúdo. Obrigado por essa luz que foi esse puxão de orelha e eu vou me inscrever aí no canalcafebrasil.com.br, vou fazer a minha inscrição e quero te ajudar de toda maneira possível por todos esses anos que você tem me ajudado. Tá bom, Luciano? Grande abraço aí. Cara, estou sem palavras. É a maior satisfação falar com você. Grande abraço pra você, pra sua equipe aí e vida longa ao nosso eterno Cafezinho. Abraço, Luciano”

Grande Josué, muito obrigado pelo seu comentário, viu? Olha, eu não chamaria de egoísmo, não. Egoísmo significa que há uma intenção, tipo “não, não eu não vou assinar o Café Brasil”. O que eu aprendi ao falar com diversos ouvintes, quando pergunto porque não assinam, a resposta,na maioria das vezes é: “não sei”. Não reclamam do preço, só dizem assim “não sei”. O que talvez signifique que, diferente de você, eles não estão percebendo o valor que o podcast agrega em suas vidas. Muito obrigado, meu caro. A sua mensagem ajuda as pessoas a acordar pra vida, tirar o escorpião do bolso e entrar aqui para o barco. Sucesso aí, meu caro! Quero ver você gerenciando esse supermercado, depois virando diretor da rede e um dia, quem sabe, dono. Assim você patrocina a gente, né? Rarararararar. Ué, por que não?

Então vamos lá… se você, como o Josué, vê valor no trabalho que fazemos aqui no Café Brasil, torne-se um assinante. É só acessar canalcafebrasil.com.br e escolher seu plano. Vai lá. A gente espera.

Todo mundo apavorado com uma pandemia que surgia, sem entender o que é que estava acontecendo, informações desencontradas e, de repente, aparece um youtuber dizendo que poderiam morrer um milhão nos próximos meses. Cara, eu me arrepiei.

Na verdade, me indignei. E nunca consegui acreditar naquele cenário de catástrofe. Afinal, quem era aquele sujeito que aparecia pregando o fim dos tempos? Quais credenciais, baseado em que, se ninguém sabia de coisa nenhuma?

– Pô Luciano, mas o cara é um especialista! Você é um ignorante no tema!

Eu sei cara, mas eu estava vendo diversos outros especialistas falando coisas diferentes! Na televisão, no Youtube, em podcasts, gente pintando quadros terríveis e gente dizendo que não era bem assim. E eu cada dia mais incomodado.

Pô cara, se a coisa começou agora, se tudo que existiam eram teorias, não se sabia direito a origem do vírus, como é que ele se comportava, por que infectava umas pessoas e não outras, se haviam tantas opiniões que se chocavam, como abraçar uma certeza, hein?

Mas eu não passava de um ignorante. Ou melhor, um negacionista. Com mais um monte de negacionistas em volta…

Eu usei os termos “negacionista” e “dissidente” na abertura deste episódio, que descrevem atitudes diferentes em relação a uma determinada ideia, evento ou crença. A diferença entre negacionissta e dissidente está no contexto em que são aplicados.

Um dissidente é alguém que discorda de uma opinião predominante, uma ideologia estabelecida ou um sistema de crenças. O dissidente pode ter uma visão alternativa ou crítica em relação a certos aspectos, mas geralmente se baseia em análises, evidências ou experiências pessoais. Os dissidentes podem questionar ou desafiar as normas, mas não necessariamente rejeitam completamente a ideia principal ou os fatos.

Um negacionista é alguém que nega ou rejeita de forma veemente – atenção – fatos estabelecidos, amplamente apoiados por evidências científicas ou históricas. O negacionista pode ignorar ou distorcer informações, muitas vezes para sustentar uma visão pessoal ou promover uma agenda específica. Os negacionistas tendem a rejeitar amplamente consensos científicos, eventos históricos ou fatos bem estabelecidos, sem fundamentação adequada.

Quando alguém acusa um dissidente de negacionista, está questionando a validade das opiniões ou posições divergentes desse indivíduo. A acusação pode ser motivada pela percepção de que o dissidente está ignorando ou distorcendo informações relevantes, e pode surgir em debates sobre questões científicas, históricas, políticas, entre outras.

Ou… – agora dá uma paradinha aí, tome um pouco de ar, sente-se ou segure-se –  ou a acusação pode acontecer porque a parte que acusa está enviesada, defendendo uma ideologia ou uma posição política, e assim tenta deslegitimar o dissidente, xingando-o de negacionista. O que é uma canalhice.

Ou a pessoa xinga o dissidente de negacionista simplesmente porque ignora o assunto e repete o que ouviu.

Ah, caiu o disjuntor aí é? Eu avisei!

Em resumo, a diferença fundamental entre dissidentes e negacionistas reside na forma como abordam informações e evidências. Os dissidentes questionam ou desafiam ideias predominantes com base em análises críticas. Os negacionistas rejeitam, de forma infundada, fatos ou consensos científicos amplamente aceitos.

Quem chama todo dissidente de negacionista, ou é ignorante, ou burro ou canalha. Ou qualquer combinação dos três.

Ei, psiu? Ouviu que eu disse “todo”?

Michael Shermer é autor de um livro muito interessante chamado “Negando a História: quem diz que o Holocausto não aconteceu e porque eles dizem isso.”

Para escrever o livro, Michael se encontrou com diversos negacionistas do Holocausto, tentando entender como funcionam suas mentes. Aliás, esse termo “negacionista”, ganhou popularidade exatamente com os que negam o Holocausto. Mas serve para os que negam que o homem chegou à lua, que a terra é redonda, que a terra tem milhões de anos de idade, etc.

E durante a pandemia, o termo “negacionista” virou rótulo aplicado por muitos ignorantes a quem fez perguntas incômodas.

Michael Shermer é um cético profissional, mas não é o cético bobo, que duvida por crença, para ficar bem com a patota ou por fé cega. Ele duvida por ciência, aplicando o método científico para contestar ou até desmascarar afirmações falsas. Michael quer neutralizar seu próprio viés, seus preconceitos e sua ignorância.

Como um cético profissional, Michael é um grande defensor da liberdade de expressão. Ele precisa que os absurdos sejam expressos para poder contrapor-se a eles. E esclarece: não é preciso dar palanque para os negacionistas, especialmente os que defendem absurdos. É preferível ignorá-los e desmascará-los. E eu acrescento: é preciso gozar da cara deles. Mas quando banimos, cancelamos e censuramos os negacionistas, ajudamos a transformá-los em vítimas, naquelas minorias que serão fortalecidas ao se apresentarem como oprimidas pelas elites.

O ponto que Shermer defende é fundamental: precisamos da liberdade dos negacionistas para garantir a nossa própria liberdade.

E dá para ampliar, cara: precisamos da liberdade dos dissidentes para garantir a nossa própria liberdade.

O que Shermer defende é a liberdade quase irrestrita de expressão. Por que esse  “quase”? Porque o discurso de ódio dirigido a grupos específicos, precisa ser contido.

O princípio está certíssimo. O problema, como sempre, é a execução, por causa de duas incômodas questões:

Primeira questão: quem define o que é discurso de ódio?

Quer um exemplo? Ouça só este texto aqui:

“No ano em que eu nasci, em 1956, enquanto fabricávamos nossos primeiros automóveis no Brasil, os chineses andavam de carro de boi; os indianos, de elefante; os coreanos, a pé.

E andavam em estradas destruídas pelas guerras.

Aqueles países eram conhecidos pela miséria industrial, política e econômica. Gigantescos fracassos, que se apagavam diante da exuberância de um Brasil emergente.

Qualquer um apostaria em nós!

Pois é… Levamos quase setenta anos para inverter as apostas.

E hoje importamos automóveis da China, da Índia e da Coréia.

A expectativa dos loucos chineses, indianos e coreanos é de conquistar o mundo, como queriam os brasileiros de sessenta, setenta anos atrás.

A expectativa dos normais brasileiros de 2023 é ter um dinheirinho pra comprar um carrinho. De preferência chinês, na esperança de que seja mais baratinho. E até bonitinho.

É a expectativa de quem vive na média, acostumado com o que é meio-bom, meio-suficiente, meio-competente, meio-confortável, meio-saudável.

A expectativa de quem é meia-boca, de quem não percebe que meio-bom é meio-ruim, meio-honesto é meio-desonesto, meio-competente é meio-incompetente.

Com qual metade você fica?”

Ouviu o texto? Eu o publiquei nas minhas redes sociais esta semana e ele foi sumariamente deletado pelo Linkedin, que o classificou como discurso de ódio. Disccurso de ódio, cara!

Quem define o que é discurso de ódio?

Olha, a segunda questão, que é a mais complicada, é a seguinte: e se o dissidente estiver certo?

Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que que eu faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção. Certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe porquê?

Oras: porque é Nakata!

Assine gratuitamente o boletim em nakata.com.br e receba as últimas novidades em seu e-mail.

Tudo azul, tudo Nakata.

Why
Annie Lennox

How many times do I have to try to tell you
That I’m sorry for the things I’ve done
But when I start to try to tell you
That’s when you have to tell me
Hey… this kind of trouble’s only just begun
I tell myself too many times
Why don’t you ever learn to keep your big mouth shut
That’s why it hurts so bad to hear the words
That keep on falling from your mouth
Falling from your mouth
Falling from your mouth
Tell me
Why
Why

I may be mad
I may be blind
I may be viciously unkind
But I can still read what you’re thinking
And I’ve heard it said too many times
That you’d be better off
Besides
Why can’t you see this boat is sinking
(This boat is sinking this boat is sinking)
Let’s go down to the water’s edge
And we can cast away those doubts
Somethings are better left unsaid
But they still turn me inside out
Turning inside out turning inside out
Tell me
Why
Tell me
Why

This is the book I never read
These are the words I never said
This is the path I’ll never tread
These are the dreams I’ll dream instead
This is the joy that’s seldom spread
These are the tears
The tears we shed
This is the fear
This is the dread
These are the contents of my head
And these are the years that we have spent
And this is what they represent
And this is how I feel
Do you know how I feel?
‘Cause I don’t think you know how I feel
I don’t think you know what I feel
I don’t think you know what I feel
You don’t know what I feel

Por quê?

Quantas vezes eu tenho que tentar lhe dizer
Que sinto muito pelas coisas que fiz?
Mas quando começo a tentar lhe dizer
É aí que você tem de me falar
Ei… esses tipos de confusão apenas começaram
Eu digo a mim mesma várias vezes
Por que você nunca aprende a manter sua boca grande fechada?
É por isso que machuca tanto ouvir as palavras
Que continuam caindo de sua boca
Caindo da sua boca
Caindo da sua boca
Diga-me
Por quê?
Por quê?

Posso estar louca
Posso estar cega
Posso estar sendo cruelmente má
Mas ainda posso ler o que você está pensando
E eu ouvi isto ser dito várias vezes
Que você estaria bem melhor sozinho
Além disso
Por que você não pode ver que este barco está afundando?
(este barco está afundando, este barco está afundando)
Vamos para a margem
Nós podemos nos livrar daquelas dúvidas
Certas coisas não devem ser ditas
Mas elas ainda me reviram por dentro
Revirando por dentro, revirando por dentro
Diga-me
Por quê?
Diga-me?
Por quê?

Este é o livro que nunca li
Estas são as palavras que nunca falei
Esta é a trilha que nunca seguirei
Estes são os sonhos que sonharei ao invés
Esta é a alegria que é raramente espalhada
Estas são as lágrimas
As lágrimas que derramamos
Este é o medo
Este é o temor
Este é o conteúdo da minha cabeça
E estes são os anos que gastamos juntos
E isto é o que eles representam
E é assim que me sinto
Você sabe como me sinto?
Porque eu não acho que você saiba como eu me sinto
Eu não acho que você saiba o que eu sinto
Eu não acho que você não saiba o que eu sinto
Você não sabe o que eu sinto

Ah, essa canção… Essa é Annie Lennox cantando Why, composição da própria Annie.

Escolhi essa canção para este programa porque ela, conforme dito pela própria Annie: “É basicamente sobre o ponto a que nós, humanos, inevitavelmente chegamos quando percebemos que os nós e reviravoltas nos relacionamentos simplesmente não podem ser desembaraçados, e ficamos pendurados com um enorme ponto de interrogação sem resolução aparente. Por que? Por que? Por que? Não fizemos todos essa pergunta a nós mesmos e ao universo?”

Pois é… Isso vale não só para os relacionamentos amorosos… Por que? Por quê?

Bret Swanson é um analista que se concentra na política de internet e no impacto da tecnologia na economia, além de outras inovações emergentes em tecnologia de saúde, inteligência artificial e Web3 e criptomoedas.

Ele escreveu no The Wall Street Journal em 7 de julho de 2023 um artigo chamado “A censura Covid se mostrou letal – Como o governo e as empresas de mídia social conspiraram para sufocar os dissidentes que estavam certos.”

Pare de gritar e ouça:

Após a explosão do ônibus espacial Challenger em 1986, o físico vencedor do Prêmio Nobel Richard Feynman sabia que a verdade alimentaria o progresso e acalmaria a tristeza da nação. “Para uma tecnologia bem-sucedida”, disse ele, “a realidade deve ter precedência sobre as relações públicas, pois a natureza não pode ser enganada”.

Durante três anos, as relações públicas da pandemia zombaram da natureza, gerando medo, doenças, inflação e excesso de mortes além do que o vírus causou. A censura digital dobrou suas apostas no esforço para esconder a realidade, mas a realidade está ganhando sua hora no tribunal.

Em 4 de julho, o juiz distrital dos EUA, Terry Doughty, proibiu temporariamente várias agências federais e a Casa Branca de colaborar com empresas de mídia social e grupos terceirizados na censura do discurso sobre a pandemia.

O caso Missouri v. Biden, uma ação judicial movida pelo estado do Missouri contra o governo federal dos EUA, é emblemático. O estado do Missouri alega violação da Segunda Emenda e interferência na autoridade estadual, por medidas relacionadas ao controle de armas implementadas pelo presidente Biden. O caso expôs as relações entre agências governamentais e empresas de mídia social, revelando uma camada adicional de centros universitários e autodenominados “vigilantes da desinformação” e suas estruturas para verificação de fatos.

A divulgação de alguns dos arquivos internos do Twitter por Elon Musk mostrou que pelo menos 80 agentes do FBI estavam envolvidos com empresas de mídia social. A maioria dos agentes não estava lutando contra o terrorismo, mas procurando e acusando “pensamentos errados” de cidadãos americanos. Inclusive cientistas eminentes que sugeriram caminhos diferentes na política da Covid.

Sabe os resultados dessas relações? O Twitter colocou em sua lista negra o médico e economista da Universidade de Stanford, Jay Bhattacharya, por mostrar que a Covid ameaçava quase exclusivamente os idosos. Foi reduzida severamente a visibilidade de seus tweets. Quando o especialista de políticas de saúde de Stanford, Scott Atlas, começou a aconselhar a Casa Branca, o YouTube apagou seu famoso vídeo contra os lockdowns. O Twitter baniu Robert Malone, um pioneiro da tecnologia de vacinas de mRNA, por ele chamar a atenção para os perigos das vacinas. O YouTube desmonetizou o biólogo evolutivo Bret Weinstein, que sugeriu que o vírus poderia ser modificado e previu o surgimento de variantes resistentes à vacina. E esses são apenas alguns exemplos.

As plataformas de mídia social agiram como instrumentos poderosos para censura ampla, mas não estavam sozinhas. Escolas de medicina, conselhos médicos, revistas científicas e a mídia leiga, em massa, cantaram no mesmo tom.

Legiões de médicos ficaram quietas depois de testemunhar a demonização de seus pares que desafiaram a ortodoxia das políticas adotadas durante a pandemia. Como resultado, milhões de pacientes e cidadãos foram privados de recursos importantes.

As autoridades de saúde e os médicos da TV insistiram que os jovens eram vulneráveis, exigiram que as crianças usassem máscaras, fecharam escolas, praias e parques e relutaram em aceitar análises cruciais de custo-benefício. A economia? A Saúde mental? Nunca ouvimos falar deles.

Esses “especialistas” negaram os efeitos protetores da imunidade adquirida, um fenômeno que conhecemos desde a Praga de Atenas 430 a.C. Eles proibiram medicamentos genéricos aprovados pela Food and Drug Administration, como azitromicina e ivermectina. Medicamentos que nações de baixa renda em todo o mundo estavam implantando com sucesso. Eles falharam em apreciar a dinâmica evolutiva da vacinação em massa durante uma pandemia.

O governo dos EUA gastou US $ 6 trilhões para impulsionar a economia durante os lockdowns – e a maioria das pessoas pegou Covid de qualquer maneira. Pior de tudo, os lockdowns e mandatos resultaram em danos sem precedentes para jovens e pessoas de meia-idade nos países ricos.

O excesso de mortalidade na maioria dos países de alta renda foi pior em 2021 e 2022 do que em 2020, o ano inicial da pandemia. Muitas nações mais pobres com menos controle do governo tiveram resultados melhores. A Suécia, que não fez lockdown, teve um desempenho melhor do que quase todas as outras nações avançadas.

Depois de passar por 2020 com relativo sucesso, pessoas saudáveis jovens e de meia-idade em nações ricas começaram a morrer em números sem precedentes em 2021 e 2022. Dentre as principais causas: embolias, insuficiência renal e câncer.

Esconder essas e outras realidades tornou-se mais difícil na era da internet. A explosão de informações permitiu que mais pessoas identificassem rapidamente os erros dos funcionários do Estado e aprendessem a verdade. Isso mudou a relação entre as autoridades e seus governantes. Os responsáveis agora começam a se sentir ameaçados.

E qual é a resposta deles para essa crise de autoridade?  A intensificação da censura digital.

A verdade é que a desinformação é desenfreada online, mas era muito pior antes da internet, quando os mitos podiam persistir por séculos. As novas tecnologias nos permitem compilar dados rapidamente, corrigir erros, encontrar fatos e dissipar falsidades. A ciência, apoiada por uma internet aberta, é o processo pelo qual reduzimos a desinformação e nos aproximamos da verdade.

A inteligência artificial melhorará nossa capacidade de filtrar, analisar, editar, autenticar e organizar informações. Quando você ouvir pedidos para licenciar ou centralizar o controle da IA, lembre-se da arrogância da censura da Covid.

“Ataques contra mim”, insistiu o famoso Dr. Anthony Fauci, “francamente, são ataques contra a ciência”.

Feynman teria ficado horrorizado. “Ciência”, ele observou sabiamente, “é a crença na ignorância dos especialistas”.

Você ouviu bem?

“Ciência é a crença na ignorância dos especialistas”.

This has gotta stop
Eric Clapton

This has gotta stop
Enough is enough
I can’t take this BS any longer

It’s gone far enough
If you wanna claim my soul
You’ll have to come and break down this door

I knew that something was going on wrong
When you started laying down the law

I can’t move my hands
I break out in sweat
I wanna cry
Can’t take it anymore

This has gotta stop
Enough is enough
I can’t take this BS any longer

It’s gone far enough
If you wanna claim my soul
You’ll have to come and break down this door

I’ve been around
Long long time
Seen it all
And I’m used to being free

I know who I am
Try to do what’s right
So lock me up and throw away the key

This has gotta stop
Enough is enough
I can’t take this BS any longer

It’s gone far enough
If you wanna claim my soul
You’ll have to come and break down this door

Thinkin’ of my kids
What’s left for them
And then what’s coming down the road

The light in the tunnel
Could be the southbound train
Lord, please help them with their load

This has gotta stop
Enough is enough
I can’t take this BS any longer

It’s gone far enough
If you wanna claim my soul
You’ll have to come and break down this door

This has gotta stop
Enough is enough
I can’t take this BS any longer

It’s gone far enough
If you wanna claim my soul
You’ll have to come and break down this door

(This door)
(This door)
(This door)
(Break down this door)

Isso tem que parar

Isso tem que parar
Já é suficiente
Eu não agüento mais essa merda

Já foi longe o suficiente
Se você quer reivindicar minha alma
Você terá que vir e quebrar esta porta

Eu sabia que algo estava acontecendo de errado
Quando você começou a estabelecer a lei

Eu não consigo mover minhas mãos
Eu começo a suar
Eu quero chorar
Não aguento mais

Isso tem que parar
Já é suficiente
Eu não agüento mais essa merda

Já foi longe o suficiente
Se você quer reivindicar minha alma
Você terá que vir e quebrar esta porta

Eu estive por perto
Muito tempo
Vi tudo
E estou acostumada a ser livre

Eu sei quem eu sou
Tente fazer o que é certo
Então me tranque e jogue a chave fora

Isso tem que parar
Já é suficiente
Eu não agüento mais esse BS

Já foi longe o suficiente
Se você quer reivindicar minha alma
Você terá que vir e quebrar esta porta

Pensando nos meus filhos
O que resta para eles
E então o que está vindo pela estrada

A luz no túnel
Pode ser o trem para o sul
Senhor, por favor, ajude-os com sua carga

Isso tem que parar
Já é suficiente
Eu não agüento mais esse BS

Já foi longe o suficiente
Se você quer reivindicar minha alma
Você terá que vir e quebrar esta porta

Isso tem que parar
Já é suficiente
Eu não agüento mais essa merda

Já foi longe o suficiente
Se você quer reivindicar minha alma
Você terá que vir e quebrar esta porta

(Esta porta)
(Esta porta)
(Esta porta)
(Derrube essa porta)

E é assim então, ao som de This has gotta stop, com Eric Clapton e Van Morrisson, que vamos saindo, assim, levemente cancelados, rarararara

Olha, antes da pandemia, Eric Clapton era um dos intocáveis mais velhos do rock, um ídolo multigeracional com a mesma posição de Billy Joel, James Taylor e Elton John. Seu álbum de 1992, “Unplugged”, continua sendo o lançamento ao vivo mais vendido de todos os tempos, com mais de 25 milhões de cópias. Eric é o único artista introduzido três vezes diferentes no Rock and Roll Hall of Fame.

Em um mundo cada vez mais polarizado, Eric Clapton sempre ficou fora da política. Ele nunca foi de aparecer em comícios ou passeatas. Mas quando começou a falar contra medidas como o lockdown e contra vacinas sobre as quais não se tinha consenso, especialmente depois de perder o movimento temporariamente nas mãos por conta de efeitos adversos da vacina contra a Covid, Clapton foi cancelado, humilhado e perdeu shows e contratos.

Não adiantou afirmar e reafirmar que ele é um grande defensor da liberdade de escolha, o que justifica sua posição sobre as vacinas. Nem que suas opiniões sobre outros assuntos refletiriam essa crença na liberdade de escolha. Clapton foi rotulado como trumpista, negacionista, porque cantou…

Eu sabia que estava acontecendo algo de errado
Quando você começou a ditar regras
Não consigo mexer minhas mãos
Eu começo a suar
Quero chorar
Não aguento mais

Pois é. Eric Clapton ousou dizer que não concordava com aquilo que diziam ser o consenso. Clapton acreditou na ignorância dos especialistas…

Na parte do bônus para assinantes, vou falar um pouco mais sobre a diferença entre dissidentes e negacionistas, para que possamos aprender a diferenciá-los. E exercer um pouco mais de humildade.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você vai nos ajudar na independência criativa e financeira, a levar conteúdo para muito mais gente.

E se você gosta do podcast, imagine só uma palestra ao vivo. E eu já tenho mais de mil e cem palestras no currículo. Sobre uma série de conteúdos diferentes. Conheça os temas que eu abordo no lucianopires.com.br.

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E para terminar a parte gratuita do episódio – já que os assinantes vão receber a cereja do bolo em seguida – uma frase do filósofo germano-austríaco Emanuel Wertheimer.

“Não há mais severo moralista do que o caloteiro, quando é caloteado.”