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Luciano Pires -

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Há 25 anos colocando a inteligência a serviço do agro. 

Osvaldo Coelho da Malásia me escreve um depoimento de impressionar. Começa assim: “Sou profissional na área de telecomunicações, trabalho já há 20 anos no exterior como Contractor. Eu sou um brasileiro espião que subi a torre de microondas na década de 70, abandonei o ginásio jubilado no terceiro ano. Aos 19 anos, parei de trabalhar com outros peões, pois achava que poderia fazer algo melhor. Arranjei emprego onde pudesse trabalhar com técnicos e engenheiros, e chupar o cérebro deles. Aí eu vi que eles, apesar de terem saído da Poli e da USP, não estavam com essa bola toda. Resolvi competir com eles e ganhar o dinheiro deles. Eu gastava mais dinheiro com livros do que com comida, eu lia cinco livros por semana. Subi a auxiliar técnico, passei a técnico, daí a técnico sênior. Estudei inglês aos sábados pela manhã por 2 anos e meio, saí do Brasil e fui ser engenheiro de projetos de uma multi alemã na África. Estudei em duas bibliotecas, a do Consulado Americano e a do British Council durante 4 anos dos 8 e meio que eu fiquei lá. Daí passei a supervisor, passei a Project Manager, e hoje eles me chamam de Transmition Project Director. Mas, ganhar mais dinheiro que cara que tem PHD não é o suficiente, ainda quero chegar a presidente de uma companhia antes de parar de fazer esse negócio aqui”.

Bem, esse depoimento está no Café Brasil 108- Pobreza e Riqueza, que eu publiquei na pré-história, lá atrás em 2008. E hoje vamos revisitar aquele programa.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia aí, Luciano, Ciça, Lalá, Bárbara, você também é parte da equipe, até a Babica, mas isso aí, Bárbara duas vezes, tá?

Luciano, eu ainda não acabei de escutar completamente o podcast, o episódio do casamento. Cara, mas que baita episódio.

Ah, eu não falei. Eu sou o Ulisses, aqui dos Estados Unidos. Você me conhece muito bem.

Baita episódio, cara. Ele mexeu muito comigo, mexeu não, está mexendo, porque ainda não acabei. Eu só assisti a cerimônia, curti a cerimônia, mas ainda tenho aí sete minutos pela frente.

Mas cara, baita seleção aí de vocês na trilha sonora, com uma musiquinha da Disney aí, a Bela e a fera, o Toy Story, essa musiquinha chegou no momento certo da emoção. Eu gostei muito da ideia. Eu não sei o que falar, um podcast muito diferente, essa ideia maluca que teve esse cara aí, mas eu gostei, eu gostei.

E gostei muito mais de você ter aceitado. Você Luciano começou a falar no episódio, que você recebeu o e-mail e ainda não tinha dado a resposta, a minha mãe te falou, eu aceitei. E um segundo depois você fala, eu aceitei.

Eu teria aceitado também, é que é muito diferente, muito maluco. Eu gostaria de pensar que você teve uma experiência ótima aí, que você ficou muito contente com você mesmo, as pessoas ficaram muito contentes com você, por ser especial a cerimônia essa aí.

Mas cara, não sei o que falar. Não sei o que falar.  Eu só gostaria de desejar o melhor a eles, para o casal e eu dou um abraço para você, Luciano, por ter aceitado, ter compartilhado com todos nós essa baita experiência.

Eu agradeço muito ao casal por ter aceitado colocar a experiência de todos vocês aí aqui no podcast, ter compartilhado com o mundo todo.

Cara, muito obrigado. Eu não sei o que falar. Só muito obrigado. Até mais. Tchau.”

Rarararararararar esse é o Ulisses, nosso ouvinte de muuuuuuitos anos. é um cubano que vive nos EUA e que é assinante do Café Brasil desde que lançamos nossos programas de assinatura. É fascinante ver como alguém de uma cultura tão diferente da nossa possa ser atingido pela emoção que vivemos aqui. Sim, caro Ulisses, a experiência foi sensacional. Ainda vou encontrar com você para tomar uma cerveza! Grande abraço, meu caro.

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Ulisses ganhou um livro, mas como ele está nos EUA, vai ter de ser um e-book. Ulisses, mande um whatsapp pra gente, vamos escolher qual e-book você vai ganhar.  Entre em contato conosco pelo 11 96429 4746, aliás no teu caso é 55 11 96429 4746. Muito obrigado!

Então, muita gente me pede pra fazer Café Brasil musical, com mais quantidade, pra abordar uns temas mais voltados pro interior das pessoas, pra fazer uma pesquisa sobre temas que eu não domino, que eu não conheço, pra mergulhar mais fundo … até nos podsumários, tudo mais.

Cara, eu amaria fazer isso e sabe por que? É que eu mais gosto de fazer na vida é fazer o podcast, sentar aqui, antes de sentar aqui, escrever o texto lá atrás, fazer a pesquisa toda, montar o programa, musicar o programa, escolher cada música em seu exato lugar, vir aqui pra dentro, gravar o texto, depois com o Lalá acompanhar a edição, e tirar cada episódio como sendo uma pequena obra que é pra ficar pro resto da vida. Isso eu amo fazer, eu adoro fazer e eu adoraria fazer isso o dia inteiro. Mas não dá, cara!

Não dá. Não dá porque não se paga. Não tem patrocinador, não tem ninguém bancando isso aqui. Quem banca somos nós aqui.

Então, se eu não dedicar meu tempo a fazer palestras, a fazer consultoria, a escrever pra terceiros, a sair por aí tentando me virar pra ganhar dinheiro, eu não consigo tocar isso aqui adiante.

A única forma de resolver isso aqui era se você, que ouve o podcast Café Brasil, ouve o LíderCast, ouve o Cafezinho, ouve o Café com Leite, gosta do trabalho da gente, é vir pra cá e se transformar num assinante.

Sabe por que? Porque aí você vai ajudar a gente a manter financeiramente esse negócio aqui. É muito legal receber os legal, ok, lindo, maravilhoso… Mas cara, eu converso com um monte de gente. Toda vez que eu pergunto, vem cá, você já é assinante? A pessoa diz não. Cara, é por que é caro? Não, é barato. Por que que você não assina, cara? Ah, não sei.

E esse não sei, não sei, não sei, o que acontece? Uma parcela ínfima dos ouvintes da gente virou assinante. E não é suficiente. A gente precisa aumentar essa base grandemente.

Então, aqui fica um convite, cara. Você gosta do trabalho da gente? Venha pra cá, torne-se um assinante. Olha: canalcafebrasil.com.br. canalcafebrasil.com.br.  Vem, torne-se um assinante. A gente está aqui esperando.

Você está ouvindo ao fundo um pouco de música instrumental da Malasia.

Olha, não tive mais contato com o Osvaldo que trabalhava lá. Não sei onde ele está hoje. Mas tem gente que vai achar o Osvaldo um cara sortudo, teve sorte em ser chamado para trabalhar em empresas importantes, sorte em estar no lugar certo e na hora certa, teve sorte de sair do Brasil, teve sorte de ter seu trabalho reconhecido. Teve sorte. Teve sorte, enquanto milhões de azarados estão batendo cabeça e sendo injustiçados aqui no Brasil, mas…

Será que foi sorte ele decidir aos 19 anos que não queria ficar no meio dos peões? Foi sorte procurar trabalhar com gente mais educada para poder crescer? Foi sorte gastar mais com livros do que com comida? Foi sorte estudar inglês aos sábados por conta própria em bibliotecas? É sorte a sua gana de querer crescer cada vez mais? Bem, tem gente que jura que é sorte, cara.

A história do Osvaldo mostra que é possível construir a própria sorte, mesmo partindo de baixo, sem pai rico, sem escola famosa, sem amigos influentes. Você conhece histórias como a dele? Pois neste país dos conformados, cheio de gente que acha que tudo depende da sorte, do santo, do chefe, do padrinho, o Osvaldo é uma exceção.

Sorte dele.

O Pobre e o Rico
Caju & Castanha

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

Rico come caviar come picanha filé
Na vida o rico tem tudo e come tudo o que quer
Aonde o rico bota o dedo o pobre não bota o pé
O pobre come bolacha tripa de porco e sardinha
Farofa de jerimum bucho de boi com farinha
Come cuscuz com manteiga e batata com passarinha

O rico leva a família para o salão de beleza
Manda cortar o cabelo e na pele faz limpeza
E a filha volta tão linda que parece uma princesa
O pobre leva a família num salão barato e fraco
Manda raspar a cabeça e o cabelo do sovaco
E o filho fica igualmente a um filhote de macaco

O rico quando adoece vai pro melhor hospital
No outro dia seu nome sai na página do jornal
Dizendo que o danado já não tá passando mal
E o pobre quando adoece é feliz quando ele escapa
E quando tá internado a comida é pão e papa
Se gemer muito de noite o café que vem é tapa

O filho do homem rico tem uma vida bacana
Seu papai paga os estudos e no final de semana
Ele sai com sua gata pra passear de santana
O filho do homem pobre vai passear de jumento
Bota a nega na garupa sai correndo contra o vento
Quando o jegue dá um pulo mete a bunda no cimento

A mulher do homem rico se vai pra maternidade
Dar a luz a um menino falam com sinceridade
Ganha milhões de presentes da alta sociedade
A mulher do homem pobre quando ela vai descansar
O presente que ela ganha é bolacha e guaraná
E um bala de chupeta que é pro guri chupar

A mulher do rico sai num sapato bom de couro
Cabelo bem penteado brinco que vale um tesouro
Pulseira e colar de prata relógio e cordão de ouro
A mulher do pobrezinho só anda sem gabarito
O cabelo é assanhado o casaco é esquisito
E a saia tem mais buraco que tábua de pirulito

Filha de rico se forma pra trabalhar em cartório
Gabinete especial telefone escritório
Engenheira medicina exame laboratório
A filha do pobrezinho fica velha sem leitura
Quando aparece um emprego é na rua da amargura
Pra jogar tambor de lixo no carro da prefeitura

O filho do homem rico só toma banho no chuveiro
Uma caixa de sabonete dois três perfumes estrangeiros
Cada banho é uma roupa e cada perfume é um cheiro
O filho do pobrezinho só se molha no açude
Não pode ver empregada que ele fé que nem lhe ajude
E o pescoço e as costela tem quase um baú de grude

A filha do homem rico se arranja um namorado
Ele vai pra casa dela num carro novo zerado
Pois é filha de doutor de prefeito ou deputado
A filha do pobrezinho quando arranja um mané
Ela diz: Meu pai é rico e o povo sabe quem é
É o que vende pipoca na porta do cabaré

A filha do rico vai fazer curso no Japão
Na Grécia na Argentina até Afeganistão
Porque a filha de rico só viaja de avião
A filha do pobrezinho no interior grosseiro
Passa quatro cinco dias olhando o livro primeiro
Engasgada na fumaça do farol do candieiro

Rarararararra… Caju e Castanha fazendo uma crônica sobre riqueza e pobreza. Que tal? 

Então eu encontro um texto do escritor e empresário João Luiz Mauá, que escreveu “Vamos falar de riqueza e não de pobreza.” Adaptei o texto livremente para funcionar aqui no Café Brasil, até mesmo suavizando, mas que vai incomodar muita gente aí,  vai, cara.

Adam Smith, considerado o pai da moderna economia, deu a sua mais famosa obra ainda em pleno Século XVIII, o nome de “Uma Investigação Sobre a Natureza e as Causas das Riquezas das Nações.” Evidentemente ele não perdeu seu precioso tempo investigando as causas da pobreza das nações, pois sabia que a mesma não tem causas, já que é o estado natural do ser humano, e consequentemente das nações. A pobreza, portanto, é o resultado da inércia. Se você é daquele tipo meio alucinado, que deseja experimentar o sabor da penúria, simplesmente não faça nada. Livre-se dos seus bens, deite-se eternamente em berço esplêndido, como diz a anedota, digo, o hino, e eu garanto que a miséria virá fazer-lhe companhia. Não por acaso, durante a maior parte da história humana, a pobreza foi a norma, a condição natural de nossos antepassados. Extraordinária mesmo é a riqueza. Adam Smith sabia perfeitamente disso desde o Século XVIII, mas infelizmente ainda hoje há muita gente que não compreendeu essa singela questão e continua perguntando equivocadamente o que causa a pobreza?

A resposta mais frequente para essa falsa questão, costuma ser uma completa falácia, “fulano é pobre porque beltrano é rico. Ou a nação X é rica, porque explora a nação Y”. (imitando Lula) “fulano é pobre porque beltrano é rico. Ou a nação X é rica, porque explora a nação Y”. Entendeu? O raciocínio, se é que há algum por trás dessa enormidade, é que existe uma quantidade fixa de riqueza na natureza, da qual os ricos ficam com a maior parte. Isso é um absurdo. De fato, a riqueza é criada pelo homem, através da produção, do empreendedorismo, da especialização e da divisão do trabalho. E acima de tudo, pelo mecanismo de trocas no mercado. Por isso, no lugar de tentar tomar a riqueza dos ricos e redistribuí-la aos pobres, deveríamos implementar as condições necessárias para que o maior número de pobres pudesse juntar-se ao mundo dos criadores de riqueza. Eu vou repetir devagar para que você não entenda errado. Por isso, no lugar de tentar tomar a riqueza dos ricos e redistribuí-la aos pobres, deveríamos implementar as condições necessárias para que o maior número possível de pobres pudesse juntar-se ao mundo dos criadores de riqueza.

As nações pobres da África não vão tornar-se ricas porque os países ocidentais lhes dão esmolas, pelo contrário, elas só sairão da pobreza produzindo e trocando bens e serviços. A verdadeira batalha é criar um ambiente ideal para um enriquecimento das sociedades como um todo, e dessa forma melhorar as condições de vida de todos que nelas vivem. Boa parte das nações do mundo ocidental já venceu essa batalha, e hoje encontra-se sob o modelo de organização social que se convencionou chamar de capitalismo democrático liberal. O capitalismo democrático liberal prevê um ambiente com poucas restrições à atividade econômica privada, ele desenvolve-se dentro de um sistema que defende o direito à propriedade e o respeito aos contratos. Nesse ambiente, florescerá competição e esforço de empresas e indivíduos.

No Brasil, infelizmente, estamos ainda muito longe desse tal capitalismo democrático liberal, temos uma mentalidade avessa ao lucro, extremamente assistencialista. Nutrimos grande admiração pela intervenção do governo na economia. São centenas de milhares de regulamentações, exceções, reservas de mercado, tarifas aduaneiras protecionistas, impostos e taxas às pencas.

Sem falar das Legislações Trabalhistas e Sindical, que transformam a contratação de mão de obra num ônus pesadíssimo e arriscado. Junte-se a isso um sistema tributário boçal que além de pesado e ineficiente, transforma o contribuinte em empregado do fisco. Enfim, tudo o que o estado brasileiro pode fazer para atrapalhar a livre iniciativa, ele faz e faz com presteza.

E o direito de propriedade, hein? Começa achincalhado desde a Constituição Federal, que o coloca subordinado à tal da função social. Qualquer coisa que você possua, inclusive a força do seu trabalho, na verdade pertence ao Estado. E é sua somente porque os príncipes eleitos delegam a você certos privilégios temporários em relação a ela. Como o respeito aos contratos e o Estado de Direito não estão plenamente assentados nem em termos das Leis e da Ética, a falsificação e pirataria correm soltas, sem que as autoridades, os prejudicados e a população em geral tomem qualquer atitude. Basta percorrer as ruas das principais capitais do país para verificar a total impunidade com que os camelos vendem mercadorias pirateadas, quando não contrabandeadas ou roubadas.

Como se vê, ainda temos um longo caminho a percorrer até que consigamos estabelecer no Brasil os requisitos básicos para o nosso progresso. Para início de conversa, será necessário reverter a mentalidade tacanha que impera por essas bandas, cujo mote é a demonização da riqueza e apologia da pobreza como valor moral. Sem isso, nunca chegaremos a parte alguma. Você conhece a piada dos dois operários? Um brasileiro e outro americano que trabalhavam numa obra de rua em Miami, ao verem passar uma Ferrari, o americano cujo pensamento foi certamente moldado pela velha ganancia Yankee diz assim, “vou trabalhar muito, de sol a sol se preciso for, até poder comprar uma dessas”. Já o brasileiro, extravasando toda a sua raiva contra os ricos, vomita, “esse ladrão deve ter roubado muito”.

Homenagem ao malandro
Chico Buarque

Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
Não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

Pois é.. esse é Ney Matogrosso com o clássico Homenagem ao Malandro, de Chico Buarque. A letra é uma delícia, né?

Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal

Né?

Olha, e nós que não somos malandros, começamos 2024 com tudo com a minha Mentoria MLA – Master Life Administration, um programa de treinamento contínuo em que reunimos pessoas interessadas em conversar sobre temas voltados ao crescimento pessoal e profissional. Cara, a gente juntou um grupo de pessoas que tem a inteção de melhorar a capacidade de comparar e avaliar as diferentes versões da realidade que nos são servidas todos os dias. No MLA formamos um círculo de honra e confiança entre pessoas que buscam o bem comum. Um círculo de conspiradores, aonde você pode dar a sua opinião que ninguém vai te encher o saco, cara!

Ainda temos vagas disponíveis, se você se interessa em estar comigo, acesse mundocafebrasil.com e clique no link para saber mais.

E se você é assinante do Café Brasil agora vem o conteúdo extra, falando sobre o livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith. Se não é assinante, vamos ao fechamento

Muitos estudiosos sustentam que alguns países são pobres, enquanto outros se tornam mais ricos, por conta das instituições e da sua geografia.

A geografia certamente desempenhou um papel crucial no desenvolvimento das sociedades. A Eurásia, por exemplo, se beneficiou de condições geográficas favoráveis que permitiram a transição da sociedade de caçadores-coletores para a agricultura. Isso possibilitou a produção de alimentos excedentes e o crescimento de sociedades mais complexas, especialmente aquelas que não dependiam da irrigação. E as ajudou a se tornarem mais democráticas. Quando as sociedades podiam produzir mais comida do que o necessário e não precisavam da irrigação, isso permitia a formação de estruturas sociais complexas, que precisavam de instituições de governança mais sofisticadas e democráticas para lidar com as crescentes complexidades sociais.

Mas as instituições desempenham um papel ainda mais significativo na determinação da prosperidade econômica do que a geografia. Países com instituições inclusivas, que envolvem todos os cidadãos em decisões e oportunidades econômicas, tendem a prosperar. Por outro lado, instituições extrativas, que beneficiam apenas as elites, impedem o crescimento econômico sustentável e podem manter um país na pobreza.

Uma conclusão importante é que a geografia não deve ser vista como um destino final. Mesmo quando as condições geográficas são desfavoráveis, as instituições podem superar essas limitações e determinar o sucesso econômico de uma nação. Isso é claro, cara, por exemplo como as Coreias e Alemanhas divididas, que mostram como instituições diferentes podem levar a resultados econômicos drasticamente diferentes em áreas com geografias semelhantes.

Em resumo, embora a geografia tenha influenciado o desenvolvimento inicial das sociedades, são as instituições que desempenham um papel mais crítico na determinação da riqueza de uma nação. Instituições inclusivas são essenciais para o crescimento econômico sustentável.

Você está entendendo o porque de todo esse banzé todo aqui no Brasil?

Samuel Johnson, escritor inglês que morreu em 1784, escreveu algo que faz a gente pensar.

“Quando eu era muito pobre e vivia a perambular por essa cidade Londres, eu era um grande defensor das vantagens da pobreza, embora estivesse ao mesmo tempo aborrecido por ser pobre. Todos os argumentos propostos para sustentar que a pobreza não é um mal, revelam que ela é e evidentemente um grande mal. Você jamais encontrará alguém empenhado a convence-lo de que você poderá viver feliz com uma abundante fortuna. É comum ouvirmos as pessoas comentarem quão miserável deve ser a vida de um rei, e, no entanto, todas elas anseiam por estar no lugar dele.”

What a wonderful world
George David Weiss
Robert Thiele

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself: What a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed days, the dark sacred night
And I think to myself: What a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying: How do you do?
They’re really saying: I love you!

I hear babies crying, I watch them grow
They’ll learn much more, than I’ll never know
And I think to myself: What a wonderful world
Yes, I think to myself: What a wonderful world

Que mundo maravilhoso

Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer para mim e para você
E penso comigo: Que mundo maravilhoso

Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas
O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite
E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Estão também nos rostos das pessoas que passam
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: Como vai você?
Eles realmente dizem: Eu te amo!

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber
E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso
Sim, eu penso comigo: Que mundo maravilhoso

Pois é, e assim ao som de What a Wonderful World, clássico de Bob Thiele e George David Weiss que Louis Armstrong imortalizou em 1967, que o Café Brasil que falou de pobreza e riqueza vai chegando ao fim.

Cara: tem uma curiosidade sobre essa canção. Armstrong tinha assinado recentemente com a ABC Records, e o presidente da ABC, Larry Newton, queria uma canção pop swingada como “Hello, Dolly!”, um grande sucesso de Armstrong quando ele estava em outra gravadora.  Quando Newton ouviu o ritmo lento de “What a Wonderful World”, tentou parar a sessão. Newton foi removido e trancado pra fora do estúdio por sua interrupção, o que fez com que ele se recusasse a promover a canção. Não adiantou nada, cara…

Escolhi essa canção para fechar este episódio por causa da mensagem dela que dispensa riquezas para apreciar as coisas boas do mundo. Sim, dinheiro não traz felicidade, e eu já disse que alguns dos momentos mais felizes de minha vida foram quando eu estava completamente duro. Mas ainda assim, prefiro ser feliz com dinheiro…

Se você não gostou deste episódio, não perca tempo escrevendo para me xingar de porco capitalista, viu? Eu estou ocupado demais trabalhando para gerar riquezas.

Reitero aqui meu convite: junte-se aos conspiradores do Café Brasil: canalcafebrasil.com.br. Pule pro barco, escolha seu plano e venha conosco produzir conteúdo que presta.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que  completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais. E se você gosta de podcast, imagine uma palestra minha ao vivo. E eu já tenho mais de mil e cem no currículo com uma porção de conteúdos. Conheça os temas que eu abordo em mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, que tal uma frase do sábio chinês Confúcio?

“Se um país é regido pelos princípios da razão, a pobreza e a miséria são objeto de vergonha. Se um país não é regido pelos princípios da razão, a riqueza e as honras são objeto de vergonha”.