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Café Brasil 921 – A Praça e a torre

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Luciano Pires -

Você que pertence ao agronegócio ou está interessado nele, precisa conhecer a Terra Desenvolvimento.

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Há 25 anos colocando a inteligência a serviço do agro. 

O livro “A Praça e a Torre: Redes, Hierarquias e a Luta pelo Poder Global” do escocês Niall Ferguson oferece uma perspectiva inovadora sobre a história. Ele argumenta que, ao lado das hierarquias tradicionais, as redes sociais têm desempenhado um papel fundamental em importantes transformações históricas. Ferguson sugere que as redes foram cruciais desde a Reforma até a Revolução Americana, passando pelo Iluminismo, as grandes guerras e até a crise econômica de 2008/2009. Ele propõe que estamos vivendo a Segunda Era das Redes, com o computador pessoal substituindo a prensa móvel de Gutenberg. E ele adverte que as redes são suscetíveis a agregações, contágios e até mesmo interrupções, trazendo paralelos inquietantes com conflitos dos séculos XVI e XVII com a era atual do Facebook, do Estado Islâmico e do mundo de Donald Trump​​.

A análise de Ferguson se concentra nas redes, abordando desde as do Iluminismo e os Illuminati, até as redes contemporâneas que incluem a gênese da internet, o ciberespaço, e movimentos políticos como as primaveras árabes, o Brexit e a ascensão de Trump. É a partir de sua abordagem que no episódio de hoje vamos falar de alguns acontecimentos recentes no Brasil.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Oi Luciano. Bão? Aqui é o Pugas. Cara, eu já vim aqui vezes, eu mandei o áudio e falei, não vou mandar não porque é chato. Quase que eu mandei duas vezes dois áudios falando que quando você chega no final do episódio você fala: vem assinar, vem assinar, vem assinar. É chato, cara. É chato.

Agora, a dica lá do confrade falou assim: fala o que você tem. O episódio completo é muito mais fácil, muito mais cativante,

muito melhor do que ficar pedindo, ah, vamos assinar, vamos assinar. Isso é chato.

Então, concordo com ele, em vez de você ficar pedindo assinante, fala o que tem no restante do episódio e pronto.

E liga o foda-se. Tá bom?

Segunda coisa: eu adoro os patrocínios, cara. Eu adoro, cara, porque assim, quando vem o patrocínio de uma marca no podcast, eu já fico antenado: pô, essa empresa é diferente.

Acabei de fazer uma compra aqui no Bahamas, eu fiquei olhando massas Francine. Não tem aqui em Uberlândia, Minas. Mas se tivesse, eu ia comprar, não ia nem olhar a etiqueta do preço, cara. Se tivesse essa marca no Bahamas, eu tinha comprado por conta do podcast. E eu teria feito isso pra você.

Então, a respeito das propagandas e dos comerciais, cara, eu adoro. Eu adoro, porque na TV fico vendo um monte de coisas, quando eu vejo um comercial dentro do episódio de vocês, eu: ôpa, essa empresa é especial, é diferenciada e merece a minha atenção.

Pronto. Deixa eu ver outra coisa que eu queria comentar com você.

Ah! O negócio dos ouvintes. Eu adoro. Se você cortar vai perder o encanto do seu podcast. Eu adoro o feedback porque no comentário do ouvinte o ouvinte tem uma visão, eu imagino uma coisa, mas o ouvinte tem uma visão diferente do episódio. Isso pra mim é bem positivo.

Por quê que eu estou gostando cada vez mais do seu episódio, Luciano? Eu estou detestando, cara, gente que abre…hoje eu acompanho mais o Youtube porque tem o podcast seu. É fato. Mas, cada vez mais, não estou suportando canais de pessoas que pega, abre o canal e passa lá uma, duas horas falando sem um script, sem um roteiro definido como você tem.

Meu tempo é precioso, o tempo de quem faz também, então, isso que você faz de listar, de fazer um script, antes de falar, isso pra mim é ganho de tempo. Gosto também.

Bom, acho que a princípio… ah! Também fiz uma doaçãozinha pro pix do Café com Leite. Tá bom?”  

Graande Pugas, esse é um assinante e participante ativo da Confraria. De quando em quando me manda áudios com sugestões. É um barato. Está sempre ativo aqui. E a posição do Pugas com relação aos patrocinadores é sensacional! Cara, é isso mesmo! Podcasts gravam as marcas dos patrocinadores no coração dos ouvintes.

Você quer um exemplo? Você deve estar aí há uns dois anos, três anos quase, sem ter propaganda aqui da DKT e da Prudence. Mas lembra até hoje, nunca mais vai esquecer. Esse é po poder do podcast, cara!

Fica frio aí Pugas, eu não vou cortar a voz do ouvinte, não. Ela é parte integrante do nosso conteúdo. E o que você chamou de “ganho de tempo” eu chamo de respeito pelo tempo.

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Pugas… ganhou um exemplar, deixa eu escolher um bem legal aqui… Pronto! Os Ungidos: a Fantasia das Políticas Sociais dos Progressistas, de Thomas Sowell. Sowell apresenta uma crítica aguçada às bases das fracassadas políticas sociais esquerdistas, mostrando como a esquerda ocidental ressuscitou a autoridade pseudorreligiosa dos ungidos, uma espécie de casta intelectual e política que se permite balizar os costumes, as leis e até mesmo as moralidades sexuais dos indivíduos sob uma retórica pueril de “bem-estar social geral” e “controle de danos”.  Cara, esse livro é uma porrada.

Mais um livro delicioso que você encontra na livrariacafebrasil.com.br.

Pugas, entre em contato conosco pelo whatsapp 11 96429 4746 para combinarmos a remessa do livro. Muito obrigado, viu?

Então as pessoas pedem mais programas musicais, mais reflexões mais, mais, mais, a gente vai criando mais, estamos inventando moda aqui uma atrás da outra, mas a única forma de conseguir fazer isso com quantidade, mantendo qualidade e mantendo a independência, é se nós tivermos uma rede de financiamento do trabalho que nós fazemos aqui, completamente independente.

A gente não está embaixo de nenhum portal, não tem ninguém bancando a gente aqui, não tem dinheiro da CIA, não tem grana de lugar nenhum, a gente vive aqui da ajuda que os ouvintes dão, especialmente aqueles ouvintes que veem tanto valor no trabalho que a gente faz que saem do ouvinte inativo pra se transformar num assinante ativo.

Quando você vem pra cá e torna-se um assinante, com qualquer dos planos que nós temos aqui, você passa a fazer parte de uma rede que amplia nossa capacidade de financiamento no trabalho que a gente executa de forma independente.

Quando mais gente vier, quanto mais dinheiro a gente levantar, mais oportunidade nós vamos ter de dedicar mais tempo a produção de conteúdo que você ama tanto.

Então, dá uma parada aí e agora acesse canalcafebrasil.com.br  e torne-se um assinante, cara. A gente espera.

Pare o casamento
Arthur Resnick
Kenny Young
Luiz Keller

Antes de continuar a cerimônia deste casamento
Se alguém souber de algo que impeça esse matrimônio
Que fale agora
Por favor
Pare agora
Senhor juiz
Pare agora
Senhor juiz, este casamento
Será pra mim todo o meu tormento
Pois, se o senhor esse homem casar
Morta de tristeza sei que vou ficar
Por favor
Pare agora
Senhor juiz
Pare agora
Senhor juiz, eu quero saber
Sem este amor, o que vou fazer?
Não faça isso, peço por favor
Pois minha alegria vive desse amor
Por favor
Pare agora
Senhor juiz
Pare agora
Senhor juiz
Eu sei que o senhor é bonzinho
Por favor, ele é tudo que eu quero
É tudo que eu amo
E eu estou certa de que ele também me quer
Por favor
Pare agora
Senhor juiz
Pare agora
Por favor
Pare agora (por favor!)
Senhor juiz (não me deixa sofrer assim, senhor juiz!)
Pare agora (escute, isto não se faz!)
Por favor (todo mundo sabe que eu amo esse rapaz)
(Pare agora…)

Rararararraar… eu queria uma canção que tivesse como referência um Juiz, é claro que tinha de ser a Wanderléia com Pare o Casamento, que foi um tremendo sucesso em 1966. Essa canção é uma versão de Luiz Keller para “Stop de wedding”, de Resnick e Young, música incluída no LP “A ternura de Wanderléa”, que foi um disco que contou com acompanhamento do conjunto Renato e Seus Blue Caps. Bem, aqui é o Café e Brasil, não é? Então você vai ouvir a versão original com as The Charmettes…

Que tal? Tem outra canção com esse nome, com a Etta James, mas aí a coisa fica séria. Vai pro blues, aí fica legal. Mas eu vou usar num outro episódio.

Renato Corrêa é um católico e jornalista não praticante que, depois de se formar pela UFSC, tentou ganhar a vida e mudar o mundo enquanto publicava na Folha, UOL, Globo e Abril. Uma coleção meio estranha. Bom. Como não alcançou nenhum dos dois objetivos, foi ganhar dinheiro empreendendo na construção civil e no mercado imobiliário. Ele publicou um texto que eu, gostei muito eu gostei tanto, que eu decidi montar este episódio aqui. O nome do texto é O encontro entre a Torre e a Praça. Vamos a ele.

Com o aniversário de um ano do fatídico 8 de janeiro, muito já está sendo escrito na imprensa sobre o STF, Alexandre de Moraes e suas decisões judiciais relativas ao ataque às sedes dos Três Poderes e ao uso das redes digitais por perfis de direita. Invariavelmente, algum colunista fará alusão ao caso do Monark e leremos todos os clichês de sempre (a depender da linha editorial de cada veículo): que as decisões de Moraes foram censura prévia; ataque ao direito constitucional de livre expressão; combate legítimo às fake news; proteção do estado democrático etc., etc., etc.

Aquilo que não iremos ler nos jornais é o que essas sentenças representam de fato: uma disputa de poder muito antiga, anterior mesmo à existência das próprias redes digitais; uma disputa de poder entre hierarquia e networking ou entre a “torre” e a “praça”, como chamou o historiador escocês Niall Ferguson em sua bela metáfora sobre o centro medieval dacidade de Siena.

Na histórica cidade italiana, a imponente Torre del Mangia projeta sua sombra sobre o formato em leque da Piazza del Campo. Para Ferguson, esse é o cartão postal que melhor retrata a justaposição das duas formas de organização humana de poder: a torre representa a hierarquia vertical de comando centralizado das instituições estabelecidas; enquanto a praça simboliza as redes informais (o networking) de indivíduos envolvidos em reciprocidade horizontal, cujas transações se dão pela influência das pessoas e não por decretos administrativos.

A tensão entre essas duas organizações de poder é tão antiga quanto a própria humanidade e não nos faltam exemplos históricos dessa disputa: o networking dos cristãos ameaçou a hierarquia romana (uma disputa entre a soberania exclusiva de Cristo e de César), assim como o networking dos iluministas era uma ameaça ao Ancien Régime da realeza francesa. E se a “torre” é poderosa o suficiente para alocar grande quantidade de recursos e agentes, por outro lado a “praça” sempre soube utilizar as ferramentas mais modernas para propagar suas ideias de maneira viral e subversiva. Assim como o networking luterano fez uso da recém-criada tecnologia da prensa móvel de Gutenberg contra a hierarquia papal, hoje influenciadores como Monark fazem uso das redes digitais contra a hierarquia do STF, personificada em Alexandre de Moraes.

Claro que Moraes não é a única representação do poder hierárquico da “torre”. Todos os que pertencem ao status quo estatal também o são e a eles interessa calar as redes. É o interesse, por exemplo, do presidente Lula há muito tempo (pelo menos desde a época do infame “Conselho de Jornalismo” em meados dos anos 2000), e também seria o de Bolsonaro em algum momento futuro caso tivesse sido reeleito.

Se o ex-presidente Bolsonaro nunca pareceu uma grande ameaça às redes sociais é porque ele mesmo conseguiu utilizar a “praça” digital a seu favor para alcançar a “torre” estatal. O que não deixa de ser curioso, pois a internet é inquestionavelmente uma arena dominada por usuários jovens e as Big Techs, propriedade de bilionários progressistas do Vale do Silício, deixaram que as redes digitais fossem instrumentalizadas de maneira tão eficiente pelo público mais velho e conservador, tanto na vitória de Trump em 2016 como na de Bolsonaro em 2018.

De qualquer forma, a recente disputa tupiniquim entre a “torre” e a “praça” continua, e o STF adota a mesma estratégia que hierarquias do passado usaram: calar os nódulos principais das redes – os perfis mais influentes – reduzindo assim a conectividade dos nódulos restantes. Na Trento do séc. XVI, a Contrarreforma compilou o Índice dos Livros Proibidos; ao passo que, no Brasil do séc. XXI, Alexandre de Moraes estabeleceu uma lista de perfis digitais a serem apagados e a encaminhou a Apple, Deezer, Amazon, Meta, Google, Spotify, TikTok e Twitter.

Além disso, o Concílio de Trento também criou uma série de ordens religiosas – como a Companhia de Jesus – para catequizar novos fiéis, enquanto a PGR (Procuradoria Geral da República) concebeu um cursinho de democracia de quatro aulas com o intuito de converter os vândalos de 8 de janeiro. Por trás dos decretos da justiça brasileira e da Igreja Católica, tão distantes no tempo e no espaço, está a conclusão de que o monopólio do uso da força pela torre não é o suficiente para uma vitória sobre a praça. Afinal, toda hierarquia sempre se sustenta, em última instância, sobre um único e frágil pilar: o da legitimidade.

Não à toa imperadores e faraós da antiguidade tentavam se identificar com deuses ou como descendentes de deuses, o que culminou na teoria do direito divino das monarquias europeias a partir da Idade Média. Pelas mesmas razões, os estados atuais criaram toda uma iconografia (moeda, bandeira, hino nacional, etc.) e mitologia que servissem como base para a sua religião secular: o nacionalismo.

Quando a praça põe em xeque esses símbolos, a reforma da torre é o único caminho seguro. Afinal, como prenunciado pela depredação de 8 de janeiro, as redes não são garantia de proteção contra a anarquia que pode suceder a ruína da ordem hierárquica.

É compreensível, portanto, que a hierarquia busque se proteger, condenando aqueles que atacam suas doutrinas, como é o caso da punição de Moraes sobre os perfis que afrontam as doutrinas democráticas. O problema é que, nesse caso, “democracia” não é só um conceito abstrato demais para ser cristalizado e atacado, como também é um conceito que evolui no tempo. Da “Democracia Ateniense” à “Democracia Jeffersoniana”, por exemplo, muita coisa mudou.

É por isso que essa mesma democracia tem que estar apta a ser criticada por ela mesma. Emudecer as críticas ao processo democrático nas redes sociais, sejam críticas válidas ou tacanhas (como de fato são muitas das opiniões de Monark e de outros influenciadores), é impedir a evolução desse processo e garantir a sua atrofia; é acabar com o sistema de feedback que faz a democracia ser o que é.

Portanto, o grande debate por trás do aniversário de um ano da invasão das sedes dos Três Poderes não deveria ser sobre o con trole das redes sociais ou sobre a regulação da internet, como querem pautar políticos e jornalistas. A história nos mostra que basta alguns poucos influenciadores na praça, munidos apenas de fofocas, para desestabilizar o poder vigente e aparentemente absoluto da torre.

O verdadeiro debate do aniversário de 8 de janeiro deve ser sobre a crise de legitimidade que corrói o alicerce que sustenta a República Federativa do Brasil e todas as suas instituições, inclusive o STF e a grande imprensa. Afinal, como escreveu Ferguson, “tecnologias vêm e vão”; o que realmente fica (e importa) é a boa ou a má governança.

Que porrada, cara!

Começamos 2024 com tudo na minha Mentoria MLA – Master Life Administration, que é um programa de treinamento contínuo. A gente reúne pessoas interessadas em crescer pessoal e profissionalmente que se encontram todo mês. Um mês virtualmente e outro mês presencialmente.

E essa reunião presencial é uma delícia, a gente passa o dia inteiro, cara, leva palestrantes, bate papo sobre temas que estão sendo discutidos na sociedade, agora, de tremenda importância, de uma forma muito aberta.

É um círculo de honra e de confiança. Pessoas que buscam o bem comum, um círculo de conspiradores.

Temos vagas disponíveis ainda, se você se interessar em estar conosco, acesse mundocafebrasil.com e clique no link do MLA para saber mais a respeito.

E se você é assinante do Café Brasil agora vem o conteúdo extra. Vou explicar melhor o que essa coisa de Nacionalismo, e depois, quais as diferenças entre a Democracia Atenienese e a Jeffersoniana. Quem ouvir vai ampliar o repertório.

Que tal o texto do Renato, hein? Tem algumas pegadinhas ali naquele texto, tem umas coisas que eu não concordei. mas tudo bem. Como conceito foi muito legal, falar da torre e da praça. Ele é bem provocativo.

Então, vamos lá: mesmo que o livro “A Praça e a Torre” do Niall Ferguson tenha sido bem recebido por muita gente, não faltam críticos à sua obra. Primeiro, tem gente que acha que Ferguson olha as coisas por uma lente que dá mais valor para a Europa do que pra outros lados, o que a gente chama de eurocentrismo. Isso quer dizer que, em vez de adotar uma visão mais global, com atenção igual para todas as partes do mundo, ele acaba focando mais na Europa e nas suas influências pelo globo. Olha, eu não vi problema nehum, a simbologia entre a praça e a torre não muda pela visão pseudo eurocêntrica do autor.

Além disso, alguns leitores sentem que Ferguson dá uma aliviada quando fala de certos grupos ou ideias mais à direita, enquanto não perde a chance de criticar o que vem da esquerda. Isso faz com que algumas pessoas achem que ele não está sendo 100% imparcial ou justo na hora de analisar os fatos históricos e as ideologias. Bem, esperar o quê da esquerda, que sempre quer o monopólio do chororô?

Agora, mesmo com essas críticas, o valor do livro não pode ser ignorado. Ferguson trouxe para a mesa diversas questões novas para a gente pensar, especialmente sobre como as redes sociais e as conexões entre as pessoas influenciaram e continuam influenciando os grandes acontecimentos do mundo. Ele abre um caminho para que possamos entender melhor essas forças globais, que muitas vezes ficam escondidas por trás dos eventos históricos e das mudanças na sociedade.

Olha, essa capacidade do livro de fazer a gente pensar e questionar mais profundamente sobre o papel dessas redes na história e no que está rolando hoje em dia é algo que realmente se destaca, mesmo que, como sempre, tenhamos de filtrar um pouco as opiniões do autor para chegar lá.

Lembrando: o nome do livro é “A Praça e a Torre: Redes, Hierarquias e a Luta pelo Poder Global” do escocês Niall Ferguson, que você encontra onde? Na livrariacafebrasil.com.br.

Eu te amo meu Brasil
Eustáquio Gomes de Farias

As praias do Brasil ensolaradas (Lá lá lá lá…)
O chão onde o país se elevou (Lá lá lá lá…)
A mão de Deus abençoou
Mulher que nasce aqui
Tem muito mais amor
O Céu do meu Brasil tem mais estrelas (Lá lá lá lá…)
O Sol do meu país, mais esplendor (Lá lá lá lá…)
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar amor (Todo mundo agora)
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil
As tardes do Brasil são mais douradas (Lá lá lá lá…)
Mulatas brotam cheias de calor (Lá lá lá lá…)
A mão de Deus abençoou
Eu vou ficar aqui
Porque existe amor
No carnaval, os gringos querem vê-las (Lá lá lá lá…)
Num colossal desfile multicor (Lá lá lá lá…)
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar amor (Todo mundo agora)
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil
Adoro meu Brasil de madrugada (Lá lá lá lá…)
Nas horas que eu estou com meu amor (Lá lá lá lá…)
A mão de Deus abençoou
A minha amada vai comigo aonde eu for
As noites do Brasil tem mais beleza (Lá lá lá lá…)
A hora chora de tristeza e dor (Lá lá lá lá…)
Porque a natureza sopra
E ela vai-se embora
Enquanto eu planto amor
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil 

É assim então, ao som de Eu Te Amo Meu Brasil, que vamos saindo pensativos. Essa canção foi composta por Dom (nome artístico de Eustáquio Gomes de Farias), da dupla Dom & Ravel, e apresentada ao grupo Os Incríveis, que buscavam material para o seu disco homônimo para ser lançado no final do ano de 1970.

Como a Seleção Brasileira de Futebol tinha acabado de conquistar a Copa do Mundo daquele ano, a banda acreditou que era uma boa ideia lançar uma canção que fizesse ligação com aquele clima festivo em relação ao país. A canção foi um tremendo sucesso, mas ficou irremediavelmente ligada ao regime Militar e acabou prejudicando tanto a carreira de Dom e Ravel quando a dos Incríveis. Era o cancelamento já rolando solto nos anos setenta…

Muito bem. Você entendeu o recado do texto do programa de hoje? Ah, acha que a gente exagerou? Bem, então você NÃO entendeu o recado…

Reitero aqui meu convite: junte-se aos conspiradores do Café Brasil em: canalcafebrasil.com.br. Escolha seu plano e venha para o barco.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito, muito, muito mais. E se você gosta do podcast, imagine só uma palestra ao vivo. Cara, eu já tenho  quase de mil e duzentas no currículo. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase do texto de Renato Correa, que merece ficar marcada:

A história nos mostra que basta alguns poucos influenciadores na praça, munidos apenas de fofocas, para desestabilizar o poder vigente e aparentemente absoluto da torre.