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Luciano Pires -

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Há 25 anos colocando a inteligência a serviço do agro.  

Frodo é um hobbit do Condado, uma figura inocente e relativamente despreocupada que vive uma vida tranquila. Quando ele herda um anel poderoso e perigoso que precisa ser destruído para evitar que caia nas mãos de um senhor maligno chamado Sauron, Frodo embarca em uma jornada perigosa para destruir o anel.

Ao longo da jornada, Frodo enfrenta numerosos perigos e adversidades. Ele é perseguido por criaturas malignas, quase perde a vida em várias ocasiões, e o peso da responsabilidade do anel começa a afetar profundamente seu físico e sua psique. Apesar desses desafios extremos, Frodo cresce em muitos aspectos. Ele desenvolve uma profunda resiliência, uma compreensão mais aguçada da complexidade do bem e do mal, e um apreço maior pela vida e pela liberdade.

Além disso, a relação de Frodo com seus amigos e aliados se aprofunda, mostrando como traumas compartilhados podem fortalecer os laços interpessoais e promover uma compreensão mútua e um suporte emocional profundo.

No final da trilogia, embora Frodo consiga seu objetivo de destruir o anel, ele retorna ao Condado, mudado para sempre. Ele sente que não pode mais se encaixar na vida simples do Condado após tudo o que vivenciou. Eventualmente, ele parte para as Terras Imortais, um lugar de cura e paz, reconhecendo que sua jornada o transformou de maneiras que nunca poderia ter previsto.

A história de Frodo em “O Senhor dos Anéis” exemplifica o Crescimento Pós-Traumático através da maneira como ele é transformado pelas suas provações, aprendendo sobre sua própria força e a importância da comunidade e da compaixão, o que, por fim, o molda em um personagem mais complexo e profundo.

Crescimento Pós-Traumático é o tema do episódio de hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Fala Luciano, tudo bem? Aqui é o Mateus de Porto Alegre do Rio Grande do Sul. E Luciano, faz mais de dez anos que eu te ouço e muitas vezes já me veio à cabeça de te mandar um áudio, mas acabei que nunca mandei.

Dessa vez, eu estou a primeira vez te mandando um áudio pra te fazer um pedido, Luciano: eu queria que tu contasse um pouco, rapidamente, da tragédia que está acontecendo no Rio Grande do Sul. Acho que é uma forma, com o teu alcance aí, ajudar, fazer com que outras pessoas doem, pro meu estado e também queria compartilhar.

Eu estou aqui em São Paulo, e desde que eu vi essa tragédia acontecendo no meu estado, primeira sensação que me veio foi de impotência, de não estar lá, de ver meus amigos entrando na água pra salvar pessoas, de saber que na casa do meu tio tem dezesseis pessoas alojadas, dezesseis conhecidos. Não são amigos, são conhecidos que um vizinho do meu tio resgatou mais de cem pessoas em somente um dia.

E eu, aqui em São Paulo e fica aquela sensaçãov de “eu não consigo ajudar, eu não estou ajudando”. Fazer aqui, do meu lado, mesmo distante, mandar um pouco de dinheiro, motivar as pessoas ao meu redor, as pessoas aqui de São Paulo onde eu trabalho, a também doarem, dar uma dimensão do que está acontecendo no estado porque é muito difícil de ter essa noção quando a gente não é dali.

Acho que está funcionando, de uma certa maneira, no local que eu trabalho a gente conseguiu muitas e muitas doações, seja de dinheiro e de itens que a população está precisando. Chegou ao ponto até do fundador da empresa, por sinal uma empresa que nasceu no Rio Grande do Sul, mas hoje a sede dela é aqui em São Paulo, de emprestar o avião dele, deve estar chegando amanhã de manhã em Porto Alegre, um avião somente com leite pras crianças que dependem do leite materno.

Então acho que consigo ter um certo impacto aqui pra amenizar, digamos assim, essa sensação de impotência de quem é gaúcho e não está lá no estado podendo ajudar, tentar ajudar de uma maneira diferente.

Por isso que eu estou te mandando esse áudio, porque eu sei que você tem um alcance gigantesco e talvez isso faça com que mais pessoas ajudem o Rio Grande do Sul.

Esse é o primeiro pedido, tá Luciano? E o segundo é que você faça um episódio sobre o Rio Grande do Sul, mas um episódio alegre, contando um pouco…eu gosto muito dos seus episódios musicais, falando talvez um pouco de duas músicas. Uma é por que que o gaúcho sabe de cor o hino do Rio Grande do Sul e a outra, eu diria que é, basicamente, o segundo hino que é a Querência amada.

Durante esses dias aqui, eu me vi pensando muitas vezes nessa música, a gente se reuniu com outros gaúchos, levando material de doação, enchendo os caminhões, e essas duas músicas me vinham o tempo inteiro na cabeça. Um sentimento de orgulho que a gente tem pelo nosso estado.

Então eu queria te fazer esse pedido aqui nesse momento, pra que a gente consiga levantar mais doações.

Um grande abraço, Luciano.”

Grande Matheus… olha, quando seu comentário chegou, o episódio anterior, o Definição de Gaúcho, já tinha ido ao ar. Então atendi seu pedido antes mesmo de recebe-lo. E o episódio de hoje é uma outra abordagem. Nossos irmãos gaúchos vão sair dessa. E eu espero que muito melhores do que quando entraram. É essa a pegada do Café Brasil de hoje.

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Claudio ganhará um livro… claro, vai ser em primeiríssima mão um exemplar de meu 11º. Livro, que acaba de ser lançado, o Mínimo Sobre o Medo. Faz parte da coleção O Mínimo, que a CEDET publica, da qual eu honrosamente passo a fazer parte. Ler sobre o medo, neste momento, é fundamental. É um livrinho para ser lido em menos de uma hora. Está à venda na livrariacafebrasil, onde colocamos mais de 15 mil títulos muito especiais. livrariacafebrasil.com.br.

Neste momento aqui do episódio eu sempre faço um chamado para que os ouvintes que gostam do Café Brasil, tornem-se assinantes. E este chamado deu resultado, viu? Nos últimos cinco meses a audiência reagiu e todo dia entravam um ou dois assinantes. Mas este mês aqui, parou. Aliás, o Brasil parou, em choque com os acontecimentos do Rio Grande do Sul. Mas as pessoas pararam tudo. Isso pode ser um problema.

Olha só. A gente ajuda, por exemplo, o Instituto a Casa do Jardim, entidade tocada pela Kátia Carvalho, que apareceu no LíderCast 130. E esta semana, é aqui em São Paulo, a gente recebeu um apelo deles, dizendo que as doações que ajudam a manter a casa, caíram quase a zero. Quero imaginar que as pessoas estão canalizando as doações para o Rio Grande do Sul, o que é compreensível. Mas não podem simplesmente abandonar as outras doações. Este é um momento de superação, que exige bem mais que transferir a doação de um lugar para o outro. É preciso apertar o cinto e fazer duas doações.

Meu apelo é: ajude o Rio Grande do Sul, sim, mas se você tem condições, não deixe de fora outras entidades que dependem de doações para sobreviver. O Insta do Instituto a Casa do jardim é @institutocasadojardim_.

E se você acha que também dá para assinar o Café Brasil, não se acanhe. Dá uma parada aí e acesse canalcafebrasil.com.br para se tornar um assinante. A gente espera.

O termo crescimento pós-traumático – CPT – é familiar a você?

O princípio fundamental é o seguinte: algo horrível acontece e, nas semanas e meses subsequentes, temos dificuldade em parar de pensar no acontecimento. Estamos traumatizados. Temos memórias intrusivas que surgem em nossa mente e aumentam nossa ansiedade porque evitamos lembrar da razão do trauma. Esses sintomas nos debilitam. Mas com o tempo, talvez anos depois, nos recuperamos desse trauma e nos tornamos pessoas melhores. Nos tornamos mais sábios, mais fortes e mais compreensivos em relação aos outros; nos tornamos mais próximos uns dos outros e nos tornamos mais compassivos com eles; mudamos nossa filosofia de vida, reavaliamos nossas prioridades e nos tornamos mais espirituais.

Em resumo, o trauma nos fez melhorar.

O Crescimento Pós-Traumático (CPT) é, portanto, um conceito psicológico que destaca como, mesmo diante de grandes desafios e sofrimentos, os indivíduos podem não apenas se recuperar, mas também evoluir de maneiras que não teriam sido possíveis sem enfrentar tais dificuldades.

Foi o que aconteceu com o Frodo. é o que eu espero que aconteça com os gaúchos.

Para um adulto, entender o Crescimento Pós-Traumático (CPT) significa perceber que experiências traumáticas, apesar de dolorosas e muitas vezes devastadoras, podem também ser um ponto de partida para um desenvolvimento pessoal profundo. Depois de um trauma, muitas pessoas relatam mudanças significativas em várias áreas da vida, como uma nova apreciação pelas pequenas alegrias do dia a dia, relações interpessoais mais profundas e significativas, uma sensação maior de força pessoal e, às vezes, uma revisão ou aprofundamento de suas crenças espirituais ou filosóficas.

Não é difícil lembrar de casos reais. Aqui mesmo no Café Brasil eu contei a história do Índio da Costa, um jovem playboy carioca que, após um acidente que quase o matou, decide ir para a política para causar impacto positivo na sociedade.

Ou então, o Rodrigo Nogueira (Minotauro), lutador de MMA que foi atropelado por um caminhão quando criança. Ele passou por várias cirurgias e longos períodos de recuperação, mas conseguiu se tornar um dos maiores nomes do esporte, servindo de inspiração para muitos.

Tem também o meu amigo José Luiz Tejon, que ainda criança sofreu queimaduras terríveis no rosto, que o obrigaram a viver anos sofrendo cirurgias e sendo olhado com o diferente na rua. Isso não o impediu de se transformar num baita profissional de marketing e num dos maiores palestrantes do Brasil.

E a Mara Gabrilli, hein? A deputada federal e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, ficou tetraplégica após um acidente de carro. Ela superou os desafios associados à sua condição e se tornou uma voz importante na política e na luta pela acessibilidade no Brasil.

Quem não lembra de Nelson Mandela, que depois de permanecer preso por 27 anos, se tornou a figura internacional que todos conhecem.

Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, que foi deportado para Auschwitz em setembro de 1942 e, posteriormente, transferido para outros campos de concentração nazistas. Frankl foi liberado em abril de 1945. Com base em sua experiência, escreveu seu best seller Em Busca de Sentido e fundou a Logoterapia.

Olha, eu aposto que você há de lembrar de muito mais gente que, após um trauma, saiu maior, mais forte e diferente.

Com o que acontece no Rio Grande do Sul, não há de ser de outra forma. Mas quem será que conseguirá sair melhor do que entrou nessa tragédia?

Volta por cima
Paulo Vanzolini

Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei

Quero ver quem dava
Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima

É claro que no programa de hoje tinha de ter o clássico Volta por Cima, do Paulo Vanzolini, não é? Numa deliciosa interpretação de Elza Soares, com direito à participação do rapper francês Pyroman. 

O Crescimento Pós Traumático não minimiza ou glorifica o trauma, mas reconhece a capacidade humana de encontrar sentido, crescer e até prosperar após experiências difíceis. Esse crescimento geralmente vem acompanhado por uma maior resiliência, permitindo às pessoas lidarem melhor com desafios futuros. Então, entender o CPT ajuda a gente a ter não apenas uma visão mais rica sobre a superação de adversidades, mas também sobre como essas experiências podem transformar profundamente uma pessoa, contribuindo para uma vida mais plena e introspectiva.

Olha, a gente Costuma imaginar que resiliência é mostrar uma força excepcional diante dos problemas, não é? Mas o Crescimento Pós Traumático é caracterizado por mais que isso, por mudanças psicológicas positivas e melhorias no desempenho acima dos níveis anteriores à crise. A gente nao volta a ser o que era, a gente fica melhor do que raIsso permite que a pessoa se adapte ao novo ambiente através de uma reestruturação mental. Sigcifica que você cresceu em relação a antes do trauma, em cinco aspectos. Quer conhece-los?

Primeiro, Reconhecendo a Força Pessoal, que é quando uma pessoa passa por uma situação difícil ou traumática e, ao superá-la, descobre em si mesmo uma nova força e confiança. Não é só sobre encontrar uma capacidade de resistir que antes parecia inexistente, mas também sobre a pessoa começar a se ver de uma nova forma. Após enfrentar grandes dificuldades, muitas pessoas sentem uma sensação renovada de poder pessoal. Elas percebem que são capazes de lidar com desafios muito maiores do que imaginavam. Isso pode incluir superar perdas, lidar com a dor ou encontrar soluções em situações de intensa pressão. A partir dessas experiências, a autoestima se fortalece e a pessoa sente que pode enfrentar novos desafios com mais confiança.

Depois, Descobrindo Possibilidades e Oportunidades Desconhecidas, quando as pessoas são forçadas a sair de suas zonas de conforto devido a circunstâncias traumáticas ou desafiadoras. Esse aspecto do CPT mostra como, através do trauma, as pessoas podem abrir portas para novas trajetórias que antes pareciam invisíveis ou inacessíveis. Quando enfrentam situações extremas, como a perda de um emprego ou o fim de um relacionamento importante, muitos descobrem habilidades e interesses que nunca haviam explorado. Por exemplo, alguém que perde um emprego pode descobrir uma paixão por empreender e iniciar um negócio próprio. Alguém que passa por uma doença grave pode sentir-se inspirado a mudar completamente de carreira e dedicar-se a ajudar outros que enfrentam desafios similares. Essa descoberta não é apenas sobre encontrar novos hobbies ou carreiras, mas sobre uma expansão da própria identidade.

Então vem o Vivenciar Mudanças Positivas nos Relacionamentos, que é um componente vital do CPT. É quando as pessoas experimentam uma transformação significativa nas suas interações sociais após passarem por eventos traumáticos. Este aspecto destaca como as experiências difíceis podem, paradoxalmente, enriquecer a capacidade de uma pessoa de se conectar com outras pessoas de maneira mais profunda e significativa. Durante e após o trauma, muitas pessoas percebem uma alteração em sua sensibilidade em relação às necessidades e emoções dos outros. Isso resulta em maior empatia e compreensão. E melhora a qualidade das relações existentes, além de ajudar a formar novos vínculos baseados em uma compreensão mútua de vulnerabilidade e resiliência.

Então vem a Apreciação da Vida, que é um dos aspectos mais profundos do CPT. É quando as pessoas, após passarem por eventos traumáticos, desenvolvem um novo e profundo senso de gratidão e valorização pela própria existência. Após uma experiência traumática, como uma doença grave ou a perda de um ente querido, a percepção do valor e da fragilidade da vida pode mudar drasticamente. Isso provoca um aumento significativo na apreciação por coisas que antes eram consideradas normais. Pequenos momentos, como um pôr do sol ou uma conversa com um amigo, ganham um novo significado e são vividos com maior intensidade e presença. Esse senso renovado de apreciação pode motivar mudanças de comportamento e estilo de vida, fazendo com que as pessoas busquem experiências e relacionamentos que tragam verdadeiro significado e alegria.

Vem então a Mudança Espiritual e Existencial. Dentro do contexto do CPT, refere-se a uma profunda revisão e evolução nas crenças, valores e questionamentos sobre o propósito e o significado da vida, muitas vezes desencadeados por experiências traumáticas. Essa transformação pode surgir quando as pessoas enfrentam situações que desafiam suas noções prévias sobre justiça, mortalidade ou o sentido da existência. Isso pode levar a uma reavaliação de crenças espirituais ou filosóficas. O impacto dessas questões muitas vezes se estende para além da esfera pessoal, influenciando a maneira como os indivíduos se relacionam com os outros e com o mundo. Pode ocorrer um aumento da compaixão e uma maior abertura para diferentes perspectivas e culturas. Em suma, essa mudança permite que as pessoas redescubram e realinhem seus valores mais profundos, vivendo de maneira mais plena e significativa.

Recapitulando:

Reconhecer sua Força Pessoal
Descobrir Possibilidades e Oportunidades Desconhecidas
Vivenciar Mudanças Positivas nos Relacionamentos
Apreciar a Vida
Mudança Espiritual e Existencial

Essas podem ser as consequências de viver um trauma e experimentar o Crescimento Pós Traumático. Se na resiliência, você retorna ao estado anterior ou não sofre mudanças negativas após desastres, no Crescimento Pós Traumático você pode crescer e ser mais do que era antes.

Claro que eu não perco a deixa pra falar da minha mentoria MLA – Master Life Administration, que nada mais é do que um grupo de pessoas que tem como interesse o crescimento pessoal e profissional. Elas se juntam, a gente se encontra todo mês, uma vez é um encontro online a outra vez é um encontro presencial.

E a ali gente discute coisas da vida, eu levo palestrantes, a gente tem um relacionamento muito legal, tem um vinho maravilhoso, tem um almoço em família que é fantástico, e tem a presença de muita gente trazendo conteúdos importantes que ajudam a gente a reforçar a nossa capacidade de reforçar nossa capacidade de enfrentar os problemas da vida.

No MLA a gente forma um círculo de honra e confiança entre pessoas que buscam o bem comum. É um círculo de conspiradores.

E nós sempre temos vagas disponíveis. Se você se interessa em estar comigo, acesse mundocafebrasil.com e clique no link do Master Life – MLA para saber mais.

E se você é assinante do Café Brasil agora vem o conteúdo extra. Vou falar um pouco sobre como os maiores danos psicológicos de um desastre acontecem não no evento, mas após o evento. E da importância dos relacionamentos e do suporte social na recuperação e como eles podem mitigar os efeitos do estresse crônico.

Olha, como este tema é de utilidade pública, este episódio vai sair completo, para assinantes e não assinantes. Os não assinantes vão ouvir agora o conteúdo extra.

O Dr. Anthony D. Mancini, é um psicólogo clínico norte americano que estuda perda, trauma, resiliência e eventos estressantes da vida. Ele é professor associado de psicologia no campus de Pleasantville da Pace University e lidera o Laboratório de Trauma, Processos Sociais e Resiliência.

Ele escreveu um artigo interessante chamado “Quais são os danos psicológicos de um desastre?” Os maiores danos potenciais ocorrem não durante, mas depois que o desastre acontece. No artigo ele diz assim:

Muitas vezes, achamos que o maior dano psicológico ocorre durante o desastre em si. Quando vemos um prédio desmoronar ou o telhado da nossa casa ser arrancado, o terror dessa experiência nos atinge e nos preocupa por dias e semanas. Por isso, podemos ter lembranças invasivas, pesadelos vívidos, tristeza intensa ou irritabilidade. Podemos ficar agitados ao ver lembranças do desastre ou evitar situações que nos fazem lembrar dele.

Mas esses sintomas psicológicos geralmente duram pouco e deixam poucas cicatrizes a longo prazo. Temos habilidades, desenvolvidas pela evolução, para lidar e até prosperar depois de experiências altamente perturbadoras e emocionalmente negativas.

No entanto, os desastres acontecem em ondas, e o maior potencial de dano psicológico vem depois, diante de ameaças mais duradouras e abrangentes ao nosso bem-estar. Quando desastres nos tiram de nossas casas e nos impõem demandas crônicas, quando nos separam de familiares, amigos e apoios comunitários, os danos psicológicos podem ser maiores.

Habitação temporária, deslocamento geográfico ou reconstrução a longo prazo podem ter efeitos especialmente traiçoeiros. A escala de destruição após o furacão Katrina, por exemplo, exigiu um esforço de recuperação que durou anos. Estudos desse desastre encontraram um resultado altamente incomum: os sintomas psicológicos aumentaram, em média, ao longo do tempo. Normalmente, eles diminuem rapidamente no primeiro ano.

Isso não é surpreendente, dado o impacto imenso de Katrina nas vidas das pessoas. Reconstruir ou se mudar para outra cidade é altamente estressante, ainda mais quando isso afeta nossos recursos financeiros. Sabemos que o estresse crônico contribui substancialmente para a depressão e a ansiedade, incluindo tristeza, agitação, baixa autoestima, problemas para dormir e falta de prazer na vida.

Como combater formas crônicas de estresse? A maneira mais eficaz é a mais simples: nossos relacionamentos com os outros. Na medida em que acreditamos que nossos amigos e familiares nos ajudarão a superar algo, podemos mitigar o impacto psicológico do estresse crônico. E a boa notícia é que possuímos uma espécie de sistema imunológico contra desastres que nos aproxima e nos impulsiona a “cuidar e fazer amigos” sob ameaça, segundo a psicóloga Shelley Taylor.

De fato, após um desastre, procuramos nossos vizinhos, conversamos com estranhos e doamos sangue. Cuidamos dos outros e somos mais confiantes. Como disse a ativista Dorothy Day, que viveu o Grande Terremoto de São Francisco em 1906: “O que mais me lembro do terremoto foi o calor humano e a gentileza de todos depois.” De fato, o desastre muitas vezes traz à tona nosso melhor lado, e esse ambiente social mais benevolente pode até melhorar o funcionamento psicológico para alguns.

Mas o que acontece quando fontes essenciais de apoio são cortadas? Acontece que aquelas interações sociais do dia a dia—as rotinas familiares, o clube do livro semanal ou a partida de tênis, de golfe, de vôlei, a festa de jantar ou o churrasco no quintal—são cruciais para nossa adaptação psicológica ao estresse.

Após o furacão Andrew, pessoas que se sentiam integradas em uma rede social apresentaram níveis mais baixos de depressão. E após o furacão Katrina, pessoas que permaneceram na mesma cidade tiveram taxas menores de ansiedade e depressão do que aquelas que foram deslocadas geograficamente, provavelmente porque mantiveram suas fontes de apoio. Quando combinamos os resultados de muitos estudos, uma técnica chamada meta-análise, descobrimos que a falta de apoio percebido dos outros pode ser o maior preditor de sintomas de estresse pós-traumático.

Em resumo, os ecos de um desastre podem reverberar no futuro, mas isso acontece com mais força quando nos sentimos isolados de fontes de apoio e sozinhos em nossos esforços para reconstruir.

O que isso significa para os esforços de recuperação? Ajudar as pessoas a permanecerem em suas comunidades pode trazer benefícios psicológicos. Os formuladores de políticas devem focar atenção especial nas pessoas deslocadas, disponibilizando recursos para atender às necessidades de saúde mental. Intervenções comunitárias também podem ajudar as pessoas a manter relacionamentos—um recurso crítico—e fornecer assistência para navegar nas burocracias, para reduzir a carga do estresse.

O potencial trauma de um desastre não é a experiência avassaladora do evento em si, mas o gotejamento contínuo de suas consequências e seu efeito corrosivo em nossos relacionamentos.

Querência amada
Teixeirinha

Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Da província de São Pedro
Padroeiro da querência
Oh, meu Rio Grande
De encantos mil
Disposto a tudo pelo Brasil
Querência amada dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais
Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande
Te quero tanto, torrão gaúcho
Morrer por ti me dou o luxo
Querência amada
Planície e serra
Dos braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra
Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de farrapo
Deus é gaúcho
De espora e mango
Foi maragato ou foi chimango
Querência amada
Meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil

Que paulada, né? Esse hino chama-se Querência Amada, é do Teixeirinha, aqui interpretado por Carlos Magrão, que vem lá de Campo Novo, no Rio Grande do Sul, para nos emocionar. 

Cara, e o que é que o Frodo Bolseiro em “O Senhor dos Anéis” tem a ver com a tragédia do Rio Grande do Sul, hein? Ambos consideram como eventos traumáticos podem ser catalisadores de transformação e crescimento. Como Frodo, os moradores do Rio Grande do Sul, enfrentando alagamentos devastadores, são submetidos a testes severos de resiliência física e mental. Ambos os cenários exigem uma capacidade de superação que muitas vezes revela novas forças e habilidades em cada indivíduo.

Durante essas adversidades, tanto Frodo quanto os afetados pelos alagamentos descobrem uma coesão comunitária fortalecida e uma nova apreciação pela vida, aspectos que antes poderiam ser considerados como certos. As experiências não só testam suas capacidades mas também promovem um profundo crescimento pessoal. Como resultado, tanto Frodo quanto muitos dos que sobrevivem aos alagamentos percebem que suas vidas foram irrevogavelmente alteradas. Frodo, sentindo-se deslocado, busca paz nas Terras Imortais, enquanto os sobreviventes dos alagamentos podem buscar novos começos ou adaptar suas vidas de maneira que reflitam as duras lições aprendidas.

Este paralelo destaca a incrível capacidade humana de não apenas enfrentar, mas também evoluir através de adversidades, transformando profundamente as perspectivas e trajetórias de vida tanto em mundos fictícios quanto mundos reais.

Heroes
David Bowie

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be Heroes, just for one day

And you, you can be mean
And I, I’ll drink all the time
‘Cause we’re lovers, and that is a fact
Yes we’re lovers, and that is that

Though nothing, will keep us together
We could steal time,
just for one day
We can be Heroes, for ever and ever
What d’you say?

I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing, nothing will keep us together
We can beat them, for ever and ever
Oh we can be Heroes, just for one day

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive us away
We can be Heroes, just for one day
We can be us, just for one day

I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns, shot above our heads
(over our heads)
And we kissed, as though nothing could fall
(nothing could fall)

And the shame, was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes, just for one day

We can be Heroes
We can be Heroes
We can be Heroes
Just for one day
We can be Heroes

We’re nothing, and nothing will help us
May be we’re lying,
then you better not stay
But we could be safer, just for one day

Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh, just for one day

Heróis

Eu, eu serei rei
E você, você será rainha
Embora nada os afaste
Nós podemos vencê-los, apenas por um dia
Nós podemos ser heróis, apenas por um dia

E você, você pode ser mau
E eu, eu vou beber o tempo todo
Porque somos amantes, e isso é um fato
Sim, somos amantes, e isso é que

Embora nada, nos mantenha juntos
Nós poderíamos enganar o tempo,
apenas por um dia
Nós podemos ser heróis, para todo o sempre
O que você diz?

Eu, eu gostaria que você pudesse nadar
Como os golfinhos, como os golfinhos podem nadar
Embora nada, nada vai nos manter juntos
Nós podemos vencê-los, para todo o sempre
Oh, nós podemos ser heróis, apenas por um dia

Eu, eu serei rei
E você, você será rainha
Embora nada nos afaste
Nós podemos ser heróis, apenas por um dia
Nós podemos ser nós, apenas por um dia

Eu, eu me lembro (eu me lembro)
De pé, junto à parede (na parede)
E as armas, dispararam acima de nossas cabeças
(sobre nossas cabeças)
E nós nos beijamos, como se nada pudesse cair
(nada pudesse cair)
E a desonra, estava do outro lado
Oh nós podemos vencê-los, para todo o sempre
Então poderíamos ser heróis, apenas por um dia

Nós podemos ser heróis
Nós podemos ser heróis
Nós podemos ser heróis
Só por um dia
Nós podemos ser heróis

Nós não somos nada, e nada vai nos ajudar
Talvez estejamos mentindo,
então é melhor não ficar
Mas poderia ser mais seguro, apenas por um dia

Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh, apenas por um dia

Muito bem. Eu decidi encerrar este episódio com “Heroes” de David Bowie, canção lançada em 1977, escrita durante a sua estadia em Berlim Ocidental, no contexto da Guerra Fria.

A canção foi inspirada por um casal que Bowie observou se encontrando perto do Muro de Berlim, representando a resiliência e o amor em tempos difíceis. O refrão “We can be heroes, just for one day” destaca a ideia de que qualquer um pode ser heroico, mesmo que apenas por um momento. Escolhi esta canção em homenagem às centenas, milhares de heróis que estamos conhecendo durante estes dias difíceis no Rio Grande do Sul. Muito obrigado a você que se importa.

Reitero aqui meu convite: junte-se aos conspiradores do Café Brasil: canalcafebrasil.com.br. Escolha seu plano e venha para o barco.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito, muito, muito mais. E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo. E eu já tenho mais de mil e duzentas no currículo. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para encerrar, que tal Renato Russo?

Quando tudo nos parece dar errado
Acontecem coisas boas
Que não teriam acontecido
Se tudo tivesse dado certo