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Luciano Pires -

Barbara: Você já ouviu falar sobre “zona de conforto”, Babica?

Babica: Eu não, Bárbara. O que é isso?

Bárbara: A zona de conforto é um lugar imaginário onde estamos acostumados com as coisas que fazemos e não temos que enfrentar coisas novas ou desafiadoras.

Babica: Como assim?

Bárbara: Imagine que você come o mesmo almoço todos os dias, brinca com os mesmos brinquedos e assiste aos mesmos desenhos animados. Você já sabe o que esperar e conhece tudo isso, então isso é confortável. Mas ao fazer isso, você não pode experimentar novos sabores, descobrir novos brinquedos legais ou assistir a desenhos diferentes que você pode finalmente gostar.

Babica: Seria bom para mim sair de minha zona de conforto?

Bárbara: Sim, pode ser muito bom! Isso é o assunto da discussão de hoje, Babica. Sou a Bárbara Stock…

Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que mora dentro do celular dela.

Bárbara: Somos apresentadoras do Café Com Leite Podcast.

Babica: Um podcast destinado às famílias que têm crianças inteligentes….

Bárbara: …e pais que se importam! Vamos começar?

Babica: Vamooooooos!

____________________________

Bárbara: Era uma vez um sábio chinês e um discípulo em uma terra distante.

Babica: Bárbara, por que o sábio sempre é chinês?

Bárbara: Ótima pergunta, Babica! Como a China tem uma longa tradição de sabedoria e filosofia, histórias de sábios chineses são comuns. Grandes pensadores como Confúcio e Lao-Tsé tiveram um impacto significativo na cultura e no modo como as pessoas pensam sobre a vida e o comportamento humanos. Essas figuras são famosas por suas lições de vida reflexivas e profundas.

Babica: Entendi… Espero um dia encontrar um sábio brasileiro.

Bárbara: Vamos buscar.

Um dia, o Sábio e seu discípulo observaram uma casa ao longe. Ao se aproximar, perceberam que a casinha era habitada apesar da extrema pobreza. Um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada viviam naquela área desolada, sem plantações nem árvores.

Babica: Coitadinhos…

Bárbara: O sábio e o discípulo, com fome e sede, pediram abrigo por algumas horas e foram bem recebidos. Ao comer, o sábio disse ao chefe da família: “Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês conseguem sobreviver?”

A resposta do homem foi: “O Senhor vê aquela vaca? Tiramos o nosso sustento dela. Ela nos dá leite, que bebemos e cozinhamos para fazer coalhada e queijo. Quando sobra alguma coisa, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outras comidas. É a forma como vivemos.”

Babica: Era a vaquinha que dava sustento a todos!

Bárbara: Sim. O sábio saiu agradecendo a recepção e assim que caminharam alguns passos, disse ao discípulo: “Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá para baixo”.

Babica: O quê? O Sábio mandou matar a vaquinha? Mas que ridículo, Bárbara!

Bárbara: O discípulo não acreditou. E disse: “Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!”

Babica: E o Sábio?

Bárbara: Repetiu: “Vá lá e empurre a vaca no precipício.”

Babica: E o discípulo fez isso?

Bárbara: Sim, indignado, porém resignado, o discípulo voltou ao casebre, sem que ninguém visse, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca estatelou-se lá embaixo.

Babica: Ah, Bárbara, eu acho que não quero mais ouvir essa história, não! Coitadinha da vaquinha!

Bárbara: Então, Babica, mas essa história não aconteceu de verdade. É só uma história para ensinar pra gente algumas lições.

Babica: Quais lições? Jogar a vaquinha do barranco? Eu, hein?

Bárbara: Espere que você vai ver. Alguns anos se passaram, e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo.

Babica: Mas é claro!

Bárbara: Num certo dia de primavera, moído pela culpa, o discípulo abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira.

Babica: E o que ele encontrou?

Bárbara: Ao fazer a curva da estrada, ele não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais as conquistas. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com aquela família? Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.

Babica: O que aconteceu com eles?

Bárbara: Eram eles mesmos, Babica. Mas estavam tão bem que o discípulo nem os reconheceu!

Babica: Uau! Como isso aconteceu?

Bárbara: O discípulo, incrédulo, afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo. A mulher mais feliz, e as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, ele se dirigiu ao homem e perguntou:

Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?”

Babica: Aiiiii, que mistério!

Bárbara: O homem disse: “Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.”

Babica: Quando a vaquinha morreu eles perderam o sustento e tiveram de se virar?

Bárbara: Isso mesmo! Sem a vaquinha eles tiveram de sair de sua zona de conforto.

Babica: Mas que zona de conforto é essa onde eles eram miseráveis?

Bárbara: Então, Babica, zona de conforto não quer dizer necessariamente um lugar bom e confortável. É um lugar onde as pessoas se acostumam a ficar.  Essa história nos ensina que a zona de conforto e a rotina podem destruir nossa criatividade. Às vezes, precisamos enfrentar grandes desafios para descobrir nosso verdadeiro potencial.

Babica: Então, às vezes, perder algo que achamos importante pode nos levar a encontrar novas e melhores maneiras de viver?

Bárbara: Exatamente, Babica. Às vezes, é preciso, abre aspas,”jogar a vaquinha no precipício”, fecha aspas, antes que alguém ou algo o faça por nós.

Babica: Abre aspas, fecha aspas?

Bárbara: Sim. Coloquei o “jogar a vaquinha no precipício” entre aspas para mostrar que isso é uma metáfora. Um jeito diferente de dizer que temos de nos livrar das coisas que não nos deixam evoluir.

Babica: Não gosto. Não gosto, não gosto, não gosto.

Bárbara: Sei, seu problema é a vaquinha. Mas que lições podemos tirar dessa história?

Babica: Eu acho que a primeira lição é sobre sair da Zona de Conforto. A família dependia totalmente da vaquinha e não procurava outras maneiras de melhorar de vida, estava acomodada. Até que a vaquinha desapareceu. Às vezes, estamos tão acostumados com nossa rotina e conforto que não nos desafiamos a tentar coisas novas.

Bárbara: Isso mesmo. A outra lição é sobre enfrentar os desafios. A perda da vaquinha forçou a família a buscar novas soluções e desenvolver habilidades que nem sabiam que tinham. Desafios podem nos fazer crescer e descobrir novas capacidades.

Babica: Tem também uma lição sobre desenvolver Criatividade e Resiliência, não é?

Bárbara: É sim. Sem a vaquinha, a família precisou ser criativa e resiliente para sobreviver, encontrando novas formas de sustento e eventualmente prosperando. Criatividade e resiliência são essenciais para superar dificuldades.

Babica: Acho que também podemos aprender sobre agradecer e valorizar os desafios. O que parecia um desastre acabou sendo uma oportunidade disfarçada. A perda da vaquinha foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para a família.

Babica: É mesmo.  Enfrentar e superar adversidades ajuda no crescimento pessoal. A família se desenvolveu muito após a perda da vaquinha, mostrando que o crescimento pessoal muitas vezes vem após passarmos por dificuldades. Então, a história mostra que desafios e mudanças podem ser bons para a gente.

Bárbara: Isso mesmo, Babica. Desafios nos tiram da nossa zona de conforto e nos obrigam a pensar e agir de novas maneiras. Isso pode levar a descobertas importantes sobre nós mesmos e a melhorias em nossa vida. Portanto, da próxima vez que algo parecer difícil ou assustador, lembre-se da família que perdeu a vaquinha e como isso acabou sendo uma bênção disfarçada.

Babica: Bárbara, a história é ótima! As lições são muito interessantes. Mas não tinha de jogar a vaquinha no precipício, não é?

Bárbara: Fique tranquila que é só uma história, Babica.

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Bárbara: Olha, de onde veio esta história, tem muito mais! De quando em quando vamos contar outras. E você que está nos ouvindo, precisa conhecer o Podcast Café Com Leite!

Babica:Isso mesmo! Em podcastcafecomleite.com.br

Bárbara:Café Com Leite! O podcast para famílias com crianças inteligentes…

Babica:… e pais que se importam!

As duas: tchaaaaaaaaauuuuu!