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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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Protagonismo das economias asiáticas
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Criatividade, destruição criativa e inteligência artificial
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Facefamily

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Luciano Pires -

Esta semana tive uma experiência deliciosa. Minha mãe, aos 80 anos de idade, criou uma página no Facebook! E no mesmo instante os filhos, netos e sobrinhos começaram a aparecer na página da dona Helena. Uma prima publicou uma foto dos primos, cerca de 40 anos atrás lá em Bauru. Uma foto deliciosa, a molecada de pés no chão e roupa suja, com expressões de… crianças. Imediatamente publiquei outra foto que tiramos quatro anos atrás, na comemoração de 80 anos de meu pai, com as mesmas pessoas, na mesma ordem. Em minutos a família estava curtindo, outras pessoas comentando, um acontecimento! Criado num lampejo, usando a tecnologia das redes sociais.

Confesso que nunca entendi direito essas tais redes. Afinal, para que serve o Facebook? O Twitter? Aquela história de “seguidores”, “curtir”, “compartilhar”, tinha cara de coisa de desocupados. Com o tempo fui me familiarizando, aderindo e descobrindo essa nova “mídia” que toma de assalto a humanidade. Como a televisão, o cinema, o rádio e os jornais e revistas, as redes sociais servem para transmitir informações de forma indireta para as pessoas. Mas diferente das mídias tradicionais, que tem mão única, as sociais tem mão dupla. A informação vai e vem, permitindo o diálogo e o controle das informações que queremos receber.

Quando faço uma comparação rápida entre o número de pessoas com as quais eu me relacionava quanto tinha 25 anos de idade (1981) e o número que pessoas que hoje fazem parte de meu círculo de contatos, chega a ser absurdo. Em 1981 eram 10, 20 ou no máximo 30 familiares, amigos e colegas de trabalho, pessoalmente, por telefone ou por carta. Hoje – graças às redes sociais – consigo dialogar com 10 mil pessoas, bastando apertar o “enter”. Fascinante!

Pois é. Mas ter 3.000 seguidores no Facebook não significa “manter relações” com 3.000 pessoas. As mídias sociais continuam sendo apenas mídias: uma forma indireta, ainda nascente, de trocar informações. É então que surge a mágica do Facebook: ele começa a unir familiares. Primos, tios, irmãos que não se veem há anos surgem repentinamente com um pedido de amizade na sua página. Em minutos você está dentro da pagina daquele parente, apreciando as fotografias e revendo pessoas com as quais tinha perdido o contato. É fascinante. E o Facebook passa a desempenhar uma função social que só ele – graças à tecnologia – pode desempenhar: o agregador familiar.

É claro que nada substitui um encontro pessoal, os olhos nos olhos, o tocar e os gestos, expressões e entonação da voz. Mas quando a distância – ou a preguiça – impedem que isso aconteça, as redes sociais aparecem! Sorte de quem souber aproveitá-las!

O desafio é dar aos encontros superficiais das redes sociais a mesma profundidade que eu dava naquelas cartas que eu escrevia 30 anos atrás para meus 10 amigos.

Bem, a foto que eu publiquei é a que você vê ilustrando este texto. Eu sou o garoto de camiseta listrada na parte de cima. E apareço na parte de baixo, 80 quilos depois… Concluí que não estou nem melhor nem pior. Estou diferente.

Fascinante.

Luciano Pires