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Chiquinho Rodrigues -

Usando a lente e a analogia do Veríssimo percebi que exite gente Long Playing, gente Compacto Simples, gente Cd, gente Vídeo laser e até gente Dvd.

Não tem nada a ver com caráter! Também não tem nada a ver com a tecnologia empregada ou o tamanho de cada uma dessas mídias.

Pois há pessoas pequenas como um Dvd que você sabe, só de olhar, que dentro têm uma grande história com um grande elenco e um menu repleto de opções: trailer, extras, making of e até comentários do diretor.

E pessoas grandes tipo um enorme vídeo laser que se revelam chatas, pesadas, sem conteúdo, ultrapassadas e que a gente precisa ficar trocando de lado para aguentá-las ou sabe-las por inteiro.

Embora tamanho não queira dizer nada… gente vídeo laser não é necessariamente melhor que gente compacto  simples.

Algumas pessoas se apresentam como grandes álbuns Long Playing!

Possuem linda capa e contra capa, são estéreos, Hi-Fi, têm doze faixas, plástico protetor, mas podem estar lhe escondendo algo… Seus sulcos interiores podem estar gastos e intocáveis.

O conteúdo pode ser duvidoso, de mau gosto e ela terá sempre dois lados para se mostrar e confundi-lo.

Já uma pessoa que seja do tipo gente compacto simples de vinil, pode sim ter seu lado B, porém se apresenta em uma modesta embalagem e seu conteúdo simples será sempre, sem surpresas, aquele sucesso contido em sua única faixa.

É muito melhor conviver com alguém do tipo gente-CD, que traga dentro de si um repertório de tudo aquilo que a gente gosta e esteja sempre em nossa cabeceira pronto para ser tocado, do que conviver com alguém que se pareça com o DVD duplo do show ao vivo do Fagner!

Existem pessoas que não se contentam em ser apenas um vinil chato tomando poeira e espaço na prateleira de nossas vidas.

Elas são autênticas coleções em DVD da obra do porra do Oswaldo Montenegro tocado bem alto por um maldito vizinho filho da puta!

Seis horas de Oswaldo Montenegro com direito a convidados especiais como: Ministro Gil, anazalado Belchior, Mauricio Mattar, Fabio Junior, Neuzinha Brizola, Belo, (que salada!), Sérgio Reis, Reginaldo Rossi, Sidney Magal, Wando e o Tiririca!

É fascinante quando alguém que você não imaginava ser mais do que uma simples canção em um 45 RPM, de repente se revela uma sinfonia em digital regida por Von Karajan!

É sempre arriscado prejulgar.

As capas dos discos, como a aparência das pessoas, também nos enganam.

Um álbum pode ter uma capa interessante e dentro conter a banda Calypso!

Um álbum pode ser branco e conter Beatles.

Algumas pessoas se sentem como discos que existem apenas para fazer parte de uma coleção. E não para ser tocados!

Como aquela camisa que você comprou por impulso e jamais usou. E que de vez em quando você experimenta novamente, se olha no espelho e logo desconsidera. Não empresta, não dá essa camisa para ninguém e acaba colocando-a de volta no guarda-roupa para rescender a naftalina o resto da vida.

No fundo somos todos gente vinil.

Sempre espremidos em uma prateleira a espera de sermos descobertos ou revisitados. Somos como canções que marcaram a vida de alguém e que precisamos, para nossa própria subsistência, ser ouvidos novamente.

Aí um dia o telefone toca e é o chamado da saudade.

Você reconhece a voz e ambos tentam reviver antigos sucessos. Porém você percebe então com tristeza que durante esse tempo todo você foi para ela apenas a quarta faixa do Lado B.

No entanto, para você ela foi sempre a primeira do Lado A.

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