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Iscas Intelectuais
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Nem tudo está perdido

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

De tanto a gente rezar, de vez em quando o governo dá uma dentro. Não que Temer seja grande coisa (tai a dupla caipira da JBF que não nos deixa mentir), mas por pior que seja, ainda é bem melhor que a mamulenga e o cachaceiro que o antecederam. Crendeuspai.

Temer – pelo menos – não espolia o Brasil em nome de uma ideologia que já se provou fadada ao desastre desde que foi doutrinariamente criada por um desocupado alemão, fugitivo da polícia, que reclamava da burguesia mas vivia às custas dela em Londres. É, Marx… malandrão.

Sobre lulismo e discos voadores, a síntese suprapartidária é a mesma: Para quem acredita, qualquer argumento é válido; para quem não acredita, nenhuma prova serve. Com a diferença que, quanto ao lulismo, ninguém duvida de sua existência, embora alguns encarem a tragédia de seus 14 anos de governo como nossa finest hour, mal parafraseando o grande Winston Churchill. As provas da desonestidade e da demência vermelhoide que se abateram sobre nós (de 2002 até a demissão por justíssima causa da mamulenga) são incontestáveis, mas para um lulista tudo é possível – principalmente quando se trata de torcer a verdade até que ela se adapte às mentiras que ele propaga. Como o caso da base aeroespacial de Alcântara.

Já tratamos do assunto aqui, com todos os detalhes: http://portalcafebrasil.com.br/iscas-intelectuais/perdidos-no-espaco/

O acordo aeroespacial que mantivemos com os EUA até 2001 era extremamente vantajoso para o Brasil, tanto do ponto de vista financeiro quanto tecnológico, sem mencionar os enormes ganhos estratégicos. Portanto, nada mais óbvio que a lulada dar fim num negócio lucrativo e vantajoso no lixo; afinal, não se pode negociar com uzamericano. Eita, maldito ranço comunistoide dessa gente, cujo cérebro nebuloso vive aos tropeços em 1960.

Resumo da fatura, já analisado no link acima: Entramos numa gelada sem tamanho ao cancelar a parceria com os EUA e engatar outra, absurda, com a Ucrânia. Deu no que deu. Um desastre completo, em todos os níveis, culminando com o terrível acidente em agosto de 2003, que vitimou nossa nata aeroespacial deixando 22 mortos brasileiros e outros tantos ucranianos. Enfim, a base de Alcântara foi destruída e esquecida, abandonada, e o projeto espacial brasileiro foi aniquilado. A Ucrânia nunca nos indenizou pelo prejuízo extraordinário e ficou tudo por isso mesmo. Até uns dias atrás. Ufa. Restou vida inteligente no Brasil, mesmo depois da praga de gafanhotos vermelhos, que preferem um prejuízo lindamente ideológico a um lucro que demonstre a demência de suas ideias anacrônicas.

De janeiro até agora, a União tentou restabelecer parte do antigo e excelente acordo com os americanos; as previsões mais modestas falam sobre ganhos anuais acima de 1,5 bilhões de dólares. Com injeção de técnicos gabaritados, tecnologia de ponta e investimentos relevantes, vão pôr a base para funcionar outra vez, depois de praticamente arrasada pelo estúpido consórcio Ucrânia/lulismo, digno de camisa de força: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/04/1872858-acordo-sobre-base-de-lancamento-de-alcantara-vai-ao-congresso-em-maio.shtml

França, Rússia e Israel planejam seguir os passos dos EUA e também formar parcerias aeroespaciais com o Brasil: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/eua-usarao-centro-de-alcantara-lancar-foguetes-no-maranhao-diz-ministro.ghtml

Mas, como nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que vem de Lênin, a lulada resolveu desenterrar umas mentiras e enterrar outras verdades pra jogar areia vermelha em cima desse acordo que nunca deveria ter sido desfeito; tudo repercutido fiel e roboticamente pelos blogs sujos e revistas como Karta “das” Kapital: O arranjo não passa de outro golpe maligno do grande satã imperialista yankee, unido à extrema direita fascista, para dominar a América Latina, invadir a Amazônia, roubar nosso petróleo, nosso nióbio, a receita do pão de queijo, prender Lula e depenar o Zé Carioca. Ou seja, as maldades de sempre q eles cometem por puro deleite, babando, rindo histericamente e esfregando as mãos como vilão de desenho animado.

A nota mais ridícula da reação da turma do quanto-pior-melhor fica por conta da onipresente teoria conspiratória, um vício entre eles: Afirmam que o terrível acidente de 2003 foi, na verdade, sabotagem dos maldosos americanos para desestabilizar o Brasil e conquistar espaço para uma base militar no coração do País e blá-blá-blá. Inacreditável… nem os próprios ucranianos aventaram à época essa paranoia ridícula, e nem mesmo Lula e sua gangue chegaram a tanto, mas a lulada (em 2003 ou agora) não se importa com fatos, e sim com versões que lhes forem convenientes.

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