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Repito sempre a seguinte frase do pianista, arranjador e compositor Cezar Camargo Mariano:

“Não é a gente que escolhe o instrumento, é o instrumento que escolhe a gente”.

E o saxofone escolheu o Cazé.

O Cazé era de uma família de músicos (até onde eu sei) todos eles saxofonistas. Eu cheguei a tocar com dois de seus irmãos. O Gerson tocou comigo na Banda Reveillon e o Pedrinho na Banda Manhathan.

Nunca tive o privilégio de tocar com o Cazé. Ele era um músico bastante requisitado. Tocava em várias bandas e vivia dentro de estúdios emprestando seu talento para jingles e discos de outros artistas.

Às vezes apareciam dois ou três compromissos para o mesmo dia e horário. Então ele escolhia o melhor dos três (o que melhor pagava, né?) e usava o expediente de mandar substitutos para os outros dois compromissos.

Os maestros ficavam putos com o Cazé!

O tempo todo esperando por ele e de repente no seu lugar aparecia um outro músico, às vezes não tão bom quanto o velho Cazé, e os arranjadores tinham que se virar mesmo assim.

Mas esse não era o grande defeito dele não. O Cazé bebia demais! (aliás, como quase todos na sua família).

Com o tempo a bebida foi acabando com a resistência física e com o fígado dele. E tudo isso foi refletindo em suas performances e na assiduidade aos seus compromissos.

Tinha um lugar que ele gostava muito de tocar que era o “Avenida Danças”. Lá você poderia encontrá-lo quase toda noite (em que não tinha um outro trabalho melhor), executando lindos solos em seu sax alto.

Era uma casa de amigos. Todos lá gostavam dele e preocupavam-se com seu estado de saúde.

Até que um dia, um casal de médicos que frequentava o Avenida Danças se ofereceu para tratar do nosso querido Cazé.

Foram feitos os exames e constatou-se que uma cirurgia era o mais indicado para o seu caso.

O Cazé de início relutou muito. Mas acabou cedendo à pressão da família, dos amigos e acabou marcando a data de internação.

Dia da operação. Sete horas da manhã.

Todos na sala de cirurgia devidamente paramentados, as enfermeiras a postos, o anestesista conferindo seus instrumentos os médicos colocando suas luvas, todos esperando o Cazé e, de repente… chega o Pedrinho, irmão dele!

O médico espantado perguntou:

– Cadê o Cazé?

– Pois é… Ele já estava se preparando pra vir pra cá quando o telefone tocou – começou a explicar o Pedrinho – era o arregimentador de um estúdio pedindo para o Cazé gravar um disco hoje de manhã.

– E aí? – perguntou o médico – ele não vem pra ser operado?

– Não vem não seu doutor – disse o Pedrinho colocando no chão uma mala que até então estivera em sua mão – mas como ele sabia que o senhor já tinha arranjado tudo pra hoje, ele achou melhor aproveitar e me mandar no lugar dele. Pois eu tenho o mesmo problema no fígado que ele tem!

Não sei se é verdade, mas dizem que Pedrinho ficou bom mesmo.

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