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Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

A carência de lideranças políticas e o enfrentamento da pandemia

“Um líder é alguém que sabe o que quer alcançar e consegue comunicá-lo.”

Margaret Thatcher

Poucos conceitos passaram por transformações tão profundas nas últimas três ou quatro décadas como o de liderança. Nessa trajetória de mudança, as características típicas de um líder tradicional cederam lugar a outras que são – em certos aspectos – diametralmente opostas.

Até o início da década de 1980, qualquer descrição de um grande líder, independentemente do segmento a que pertencesse, passava por um indivíduo extremamente carismático, que irradiava poder, tinha o hábito de dar ordens e de se fazer obedecer e, por fim, que era expansivo, falante, com grande facilidade de comunicação. Em decorrência dessas características todas, o líder era alguém que se destacava dentro do grupo em que estava inserido. Poucas figuras corporificam tão bem esse tipo de líder como a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher que, não por acaso, tornou-se mundialmente conhecida como “a Dama de Ferro”.

Na transição para os anos 90 uma mudança começou a se tornar cada vez mais nítida. Na área da gestão, o trabalho em equipe passou a ser muito valorizado e empresas e instituições passaram a exigir de seus profissionais além da criatividade, do espírito de iniciativa e do conhecimento específico, a capacidade de trabalhar em equipe. A partir desse momento, mais do que pelas características já mencionadas, o líder passa a ser cada vez mais valorizado pelo exemplo pessoal. Independentemente de sua personalidade, o líder é alguém que inspira confiança nos companheiros por sua reconhecida competência.

Por fim, a partir do inicio deste século, a liderança deixa de ser vista como um atributo de pessoas dotadas de um tipo muito particular de personalidade e de alguém que se destaca individualmente, e passa a ser vista como um atributo de quem se coloca a serviço de uma empresa, de uma organização ou de uma coletividade, consciente de que ao invés de se destacar sozinho, seu destaque será consequência natural do sucesso obtido pelos membros da equipe liderada por ele.

Este tipo de líder, muito cobiçado atualmente pelas empresas, ficou bem caracterizado por James Hunter, no livro O monge e o executivo, best-seller que permaneceu por anos entre os mais vendidos tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Este líder é espiritualizado, coopera com os colegas e tem por hábito servir à equipe, estimulando e procurando extrair o melhor de cada um de seus integrantes.

Tal mudança, observada tanto na vida corporativa como nas equipes esportivas, não foi constatada – pelo menos na mesma proporção – na esfera política, na qual prevalece a situação em que o líder se destaca individualmente, ainda que muitas vezes ele favoreça a projeção de determinados membros de seu ministério ou de sua equipe.

A explicação desse fenômeno se deve em grande parte à necessidade de reconhecimento pessoal, que se expressa em sucessivas eleições, nas quais a possibilidade de vitória depende da aprovação da gestão que se encerra.

Considerando, pois, essa característica dos líderes políticos, a história registra exemplos de nomes que conseguiram grande projeção, nacional ou internacional, pelo êxito na solução dos problemas locais e, não raras vezes, pela capacidade de construir alianças importantes diante de ameaças de dimensões regionais ou globais.

Sem muito esforço de memória e sem recuar muito no tempo, veem-me à cabeça figuras como Mahatma Gandhi, Margaret Thatcher e Nelson Mandela. Outras lideranças ganharam destaque em momentos de grave conflagração, como foram os casos de Winston Churchill e Charles de Gaulle, por ocasião de guerras, e de Franklin Roosevelt, por ocasião da grande depressão. Não posso deixar de incluir nessa relação líderes revolucionários, com capacidade de mobilizar enorme contingente de pessoas em torno de um ideal, como Lênin, Mao Tsé-Tung e Fidel Castro, ainda que os resultados obtidos em longo prazo tenham ficado muito longe do pretendido.

Focalizando o presente, uma das coisas que a grave situação gerada pela disseminação da pandemia do coronavírus está mostrando é a enorme carência de grandes líderes vivida no Brasil e no mundo. Se, no Brasil, picuinhas e interesses individuais se sobrepõem às necessidades da população com frequentes demonstrações de despreparo e destempero por parte do presidente da República e de diversos governadores, no mundo constata-se a falta de um grande líder que consiga promover uma ação coordenada mobilizando governantes de diversos países diante de um desafio que assume dimensão global.

Ao contrário do que ocorreu em crises anteriores, quando governantes de diferentes países se reuniram em busca de uma estratégia coordenada de ação para combater os efeitos da crise, o que se vê atualmente é um verdadeiro “salve-se quem puder”, cada um procurando solucionar apenas seus próprios problemas.

Essa falta de grandes líderes políticos é um fator a mais para tornar difícil o enfrentamento da crise em que nos encontramos.

Iscas para quem quiser se aprofundar

Referências e indicações bibliográficas

GUSMÃO, Marcos. Aprenda a servir. Você S/A, Edição 82, abril 2005, pp. 32 – 35.

HUNTER, James. O monge e o executivo. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

LACERDA, Renata de. O líder espiritualizado. Você S/A, Edição 82, abril 2005, pp. 22 – 27.

WESS, Robert. Segredos de liderança de Átila, o huno. São Paulo: Best Seller, 1989.

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