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KKK…

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Não, esse “KKK” não pertence à gíria interneto-uatizapiana que traduz gargalhadas. Na verdade, significa tristeza – não riso. E por dois motivos. Um deles é a banalização do mal na menção vazia, desnecessária, à Ku Klux Klan, KKK para os íntimos.

A banalização do mal, aquela já explicada, digerida e exposta por tantos escritores, filósofos e psicólogos. Hannah Arent propôs o debate sobre o tema de forma talvez prototípica e ao mesmo tempo definitiva, por mais paradoxal que pareça a afirmação. Arent (filósofa alemã, 1906-1975) expôs a chaga do fenômeno, a banalidade em si, a recusa do caráter humano, de cada um que nega reflexão mínim sobre seus atos. Referindo-se às pessoas ruins, muito ruins, obviamente, tais como assassinos em massa (na concepção legítima da palavra). Dos seus polêmicos livros e estudos, respeitados e até criticados por quem não os compreende na profundidade, brota o compreensível espanto diante da placitude de quem admite os crimes mais brutais sem nem ao menos enrubescer, encarando-os no máximo como um mero acidente de trabalho; com a naturalidade de quem chupa um Chicabon, parafraseando o grande Nélson Rodrigues. Ela calca sua tese, chamemos assim, no julgamento (real) do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann em Israel, 1961/1962. Hannah foi talvez a única a compreender a absurda placidez, a calma, um quase misto de indignação e tédio apresentados por Eichmann ao defender-se das acusações de genocídio judeu durante a 2ª guerra mundial. Em sua versão dos fatos, era apenas uma espécie de “funcionário” do 3º Reich cumprindo sua função de organizar a matança do máximo possível de judeus. Só faltou reclamar da ausência de sua foto na parede como Funcionário do Mês na lanchonete da morte. E isso nos leva ao segundo motivo.

O outro motivo: Não dá mais para suportar a banalização da banalização. É assustador como palavras tão carregadas de morte na História humana como “nazista”, “genocida”, “fascista” “racista” e outras surgem de lábios pretensamente cândidos com a maior naturalidade. Lábios que juntam palavras desconexas para justificar essa insânia. Lábios geralmente movidos por ideologias baseadas justamente em genocídio real e não metafórico, gravado na Era Contemporânea por monstros psicopatas sem o menor respeito à humanidade, como Stalin, Trotski, Lênin, Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Muamar Kadafi e outros personagens extremamente sanguinários a agir no imenso palco do teatro humano. Faltariam palavras para descrever suas atrocidades.

Entretanto, há os que se julgam tão puros, tão limpos, tão elevados em sua suposta magnitude do bem, em seu pretenso monopólio da virtude, a ponto de acusar qualquer adversário justamente dos crimes que seus ídolos cometeram. Com o Chicabon a lambuzar suas mãos de marionete.

Recentemente, Lula comparou as festividades dos 200 anos de Independência com uma reunião da Ku Klux Klan (em seu linguajar trôpego, saiu um “cuscuz klan” hilário, os memes voaram), organização criminosa criada nos EUA ao fim de sua guerra civil (1861/1865) para perseguir e assassinar a população negra recém liberta da escravidão. Essa foi a leitura de Lula do povo nas ruas no último 7 de setembro: Um bando de assassinos racistas. Inacreditável. A alegação? De que “não havia” negros nas ruas. Havia sim, e havia gente de todos os tipos e classes sociais.

Porém, em seu nababesco casamento, ocorrido em 18 de maio, não consta que houvesse entre os convidados pessoas negras, pobres ou índios, nem a miscigenação ostentada por Lula em seus palanques, como adornos particulares de seu alegado amor ao próximo, manequins vivos na vitrine de sua loja de horrores. No fim, as ditas minorias servem apenas para seu arrivismo teatralizado. Na vida real, saboreia as delícias mundanas, as finas iguarias adquiridas a peso de ouro da tal elite branca milionária que ele afirma odiar, sua plateia amiga, escolhida a dedo para embalar o matrimônio opulento sem culpa nenhuma; culpa, essa ingrata que só serve para ser lançada nos inimigos, inocentes ou não. Lula brande “vítimas” como troféus a serem expostos numa miscigenação cênica, ou usadas como escudo protetor, escondendo-se atrás dessa parede humana formada por inocentes úteis. Absolutamente lamentável, mas esperado, quanto mais vindo de quem acusa milhões de brasileiros de serem assassinos racistas pelo simples fato de pensarem diferente dele.

Em nome da verdade, e até por respeito aos milhões de vítimas do real genocídio nazi-fascista, ocorrido de meados dos anos 30 até 1945, e do genocídio comunista iniciado em 1917, perdurando até hoje em lugares como Coreia do Norte e China, é hora de encerrar esse showzinho macabro e guardar o Chicabon para outra hora, minimamente apropriada.

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