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Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Mundo complexo

“Vivemos a era pós-industrial. Neste mundo o trabalho físico é feito pelas máquinas e o mental, pelos computadores. Ao homem cabe uma tarefa na qual é insubstituível: ser criativo, ter idéias.”

Domenico de Masi

 

Grandes intérpretes, de tempos em tempos, criam expressões para definir a época em que estão inseridos e as expressam por meio de declarações, livros, filmes ou qualquer outra forma de comunicação.

Quem não se lembra do genial Charles Chaplin no filme Tempos modernos com sua ao mesmo tempo ácida e engraçada crítica à divisão do trabalho? Ou do best-seller A terceira onda, de Alvin Toffler, que chegou a ser um dos mais requisitados conferencistas do mundo, descrevendo a evolução da humanidade como uma sucessão de ondas, a primeira demarcando a revolução agrícola, interrompendo o nomadismo que caracterizou os primeiros tempos do homem na terra, a segunda delimitando a revolução industrial e a terceira a passagem desta para a era dos serviços com forte apelo para a tecnologia digital?

Foram, sem dúvida, marcos que ilustraram verdadeiros divisores do tempo em suas respectivas épocas. Chegando aos tempos atuais, fiz uma comparação num de meus mais recentes artigos, intitulado Surfando no Mundo BANI, entre os Mundos VUCA e BANI, terminologias surgidas e muito exploradas no universo do marketing para se referir às constantes e aceleradas mudanças que ocorrem no complexo mundo contemporâneo.

Entre as manifestações suscitadas por esse artigo, chamou minha atenção o comentário do Prof. Jair Marcatti, que mencionou as diferentes terminologias utilizadas por intérpretes unanimemente respeitados, de diversas especialidades, ao se referirem à complexidade do mundo contemporâneo.

Passo, a seguir, a relatar algumas das terminologias sobre essa complexidade com seus respectivos autores.

Mundo VUCA, foi um acrônimo criado no início da década de 1990, baseado nas teorias de Warren Bennis e Burt Nanus, com as iniciais em inglês de volatilidade (volatility), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity).

Alguns anos depois, o antropólogo e futurista francês Jamais Cascio desenvolveu o conceito de Mundo BANI, formado pelas iniciais de frágil (brittle), ansioso (anxious), não-linear (nonlinear) e incompreensível (incomprehensible).

Enquanto Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo francês usou a expressão mundo complexo no livro Introdução ao pensamento complexo,  o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, no livro Modernidade líquida, afirmou que nossa época é caracterizada por relações sociais, econômicas e de produção frágeis, fugazes e maleáveis como os líquidos.

O francês Alain Touraine e, posteriormente, o italiano Domenico de Masi, sociólogos que se dedicaram à sociologia do trabalho, por sua vez, optaram pela expressão sociedade pós-industrial, ao passo que o filósofo francês Gilles Lipovetsky criou o termo hipermodernidade para delimitar o momento atual da sociedade humana.

Pesquisadores das universidades Harvard e MIT desenvolveram a abordagem da complexidade econômica, procurando nos auxiliar a compreender melhor o que está acontecendo e construir caminhos para recolocar os países na rota do crescimento.

Diante do exposto, arrisco-me a duas conclusões: 1ª) se não é fácil entender o mundo em que habitamos, o que dizer de viver em meio a tanta complexidade e tão alucinante mudança; 2ª) mesmo reconhecendo a validade desse contexto geral, parece-me claro que viver em alguns lugares é ainda mais difícil do que em outros. Que o digam, por exemplo, venezuelanos, cubanos, norte-coreanos, sírios, haitianos, ucranianos e outros povos obrigados, por diferentes razões, a buscar refúgio em terras distantes das suas.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências e indicações bibliográficas e webgráficas 

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

BOLOGNA, José Ernesto. Diálogos criativos: Domenico de Masi e Frei Betto. São Paulo: DeLeitura Editora, 2002.

FREITAS, Marcus Vinicius de. O sonho da migração. Diário de S. Paulo, 26 de julho de 2023. Disponível em https://spdiario.com.br/noticias/marcus-vinicius-de-freitas/o-sonho-da-migração.html.

LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia de Bolso, 2009.

LIPOVETSKY, Gilles e CHARLES, Sébastien. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Edições 70, 2011.

MACHADO, Luiz Alberto. Surfando no Mundo BANI. Disponível em https://www.souzaaranhamachado.com.br/2023/07/mundo-vuca-x-mundo-bani/.

MASI, Domenico de. O ócio criativo. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2004.

_______________ O trabalho no século XXI: fadiga, ócio e criatividade na sociedade pós-industrial. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2022.

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. 5 ed. Porto Alegre: Sulina, 2015.

TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Tradução de João Távora. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

TOURAINE, Alain. Crítica da modernidade. São Paulo: Vozes, 2012.

ZANON, Silvana Pretto. Surfando no Mundo BANI. Porto Alegre: Sulina, 2023.

Referência cinematográfica

Tempos modernos.

Direção, roteiro, produção e música: Charles Spencer “Charlie”  Chaplin

Elenco: Charlie Chaplin, Paulette Goddard, Henry Bergman, Al Ernest, Tiny Sandford…

Gêneros: Comédia, drama e romance.

Ano de lançamento: 1936.

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