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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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Café Brasil 935 – O que faz a sua cabeça?
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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Durante o mais recente encontro do meu Mastermind MLA – ...

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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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Café Brasil 932 – Não se renda
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Em "Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith", ...

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LíderCast 329 – Bruno Gonçalves
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LíderCast 328 – Criss Paiva
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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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O convidado de hoje é Yuri Trafane, sócio da Ynner ...

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Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Café² – Live com Christian Gurtner
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Rubens Ricupero
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Vida longa ao Real!
Luiz Alberto Machado
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A Lei de Say e a situação fiscal no Brasil
Luiz Alberto Machado
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A Lei de Say e o preocupante quadro fiscal brasileiro   “Uma das medidas essenciais para tirar o governo da rota do endividamento insustentável é a revisão das vinculações de despesas ...

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Protagonismo das economias asiáticas
Luiz Alberto Machado
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Protagonismo das economias asiáticas   “Os eleitores da Índia − muitos deles pobres, com baixa escolaridade e vulneráveis, sendo que um em cada quatro é analfabeto − votaram a favor de ...

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Cafezinho 633 – O Debate
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A partir do primeiro debate entre Trump e Biden em ...

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Sua identidade não vem de suas afiliações, ou de seus ...

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Cafezinho 631 – Quem ousa mudar?
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Cafezinho 630 – Medo da morte
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Na reunião do meu Mastermind na semana passada, a ...

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O Taxista De Araxá

O Taxista De Araxá

Luciano Pires -



O TAXISTA DE ARAXÁ


Ilustração por Eldes – www.eldes.com



Recentemente fui para Araxá, num evento da Associação Brasileira da Indústria de Massas. Conheci o Tropical Grande Hotel, inaugurado em 1944 por Getúlio Vargas. Fiquei deslumbrado ao entrar no grande saguão do hotel, com aquela arquitetura dos anos 30. Uma pérola, esquecida, e praticamente fora do circuito turístico brasileiro.



Na volta para o aeroporto, uma surpresa. No trajeto, o taxista me falou de sua vida. Com 46 anos de idade, aparenta 56, e me sensibilizou ao dizer:



“Doutor, a primeira vez que calcei um sapato foi aos dezesseis anos. Quando garoto, na roça, eu ouvia a campainha de uma bicicleta e ficava imaginando se um dia teria uma. Pois saí da roça e fui cuidar da vida, com uma mão na frente e outra atrás. Trabalhei muito, honestamente. Hoje tenho três carros e este celular. Cada vez que o celular toca, eu choro. Ao lembrar de onde vim e até onde cheguei”.



Nas últimas semanas tenho vivido as contradições de ser brasileiro. Fui ao Rio de Janeiro palestrar na nova sede do SESC, vizinha da Cidade de Deus, aquela do filme que fez sucesso. Na entrada do belo conjunto de prédios do SESC, uma grande maquete do complexo escolar que estão construindo ao lado. Coisa de primeiro mundo. Uma escola de nível médio com tudo aquilo que estamos acostumados a ver nos filmes estadunidenses. Ali, no Rio, ao lado da Cidade de Deus…



Depois, em Águas de São Pedro, palestrei no Encontro Estadual de Supervisores do Magistério. Mais de trezentas pessoas discutindo os meios de elevar o nível da cultura e da educação brasileira. Ninguém conformado…



Em seguida, Aracajú, na reunião anual da Fundação Brasil Criativo. Mais de 400 pessoas discutindo como melhor utilizar os processos criativos no nosso dia a dia, na educação e no trabalho. E já era o sétimo encontro em Aracajú!



A próxima palestra foi na APAS, a feira da Associação Paulista de Supermercados em São Paulo. Centenas de estandes, mais de 60 mil visitantes, a economia brasileira em todo seu esplendor num evento de primeiro mundo.



Depois, Rio Claro, palestrar para mais de 500 pessoas num evento organizado para proporcionar àquela comunidade o contato com novas idéias, novos processos.



Em seguida foi a Bienal do Livro, no Rio. Meu texto “Mar de Letras” já disse o que vi e senti ali.



Pois é…



Nas últimas semanas conheci projetos brasileiros capazes de orgulhar qualquer cidadão de primeiro mundo. Conheci pessoas interessadas em fazer acontecer. E tive a certeza que olhar o Brasil pela ótica dos políticos, da mídia interessada nos deslizes e daqueles que desertaram da luta, é burrice.



Só um olhar me interessa. O das pessoas que estão fazendo acontecer, num movimento silencioso que aos poucos vai moldando uma nova cultura, um novo Brasil.



O Brasil do taxista de Araxá.