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Luciano Pires -

Eu acho que você já deve ter sido questionado sobre qual é o seu propósito, não é? Afinal de contas, você está no mundo pra quê, hein? Que coisa é essa de propósitos? Será que todo mundo tem que ter um, hien? E se eu não tiver um, o que que eu faço? Eu me mato é? Vamos nessa onda hoje.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é o Jason, de Cornélio Procópio:

“Olá Luciano. tudo bem? Acabei de ouvir o podcast 489 – Âncora e… fantástico, cara! O livro que você citou, Rápido e devagar é realmente impressionante e é impressionante saber como que às vezes a gente se sabota, né. É disso que o livro trata basicamente. E falando um pouco sobre o podcast que você citou aí, não que eu não concorde com você, mas na verdade, eu não concordo com todo mundo, eu concordo muito contigo, faz alguns anos que eu sigo o Café Brasil, adoro teu trabalho, falo bem pra tofo mundo que eu posso, do que você faz. Mas, uma coisa que não ficou clara nesse podcast, talvez valha outro podcast, aí é você que vai definir isso, é que o papa não sonhava ser papa quando era criança. Ele cresceu com o propósito que um papa deve ter. O Neymar não sonhava ser… talvez até sonhava ser um jogador de futebol do Barcelona, mas ele é o Neymar porque ele tem um propósito muito claro de jogar bola. E não é ser grande ou não, que vai definir se você vai. É se você segue o teu propósito direito. Teu propósito talvez não te leve a ser papa, mas te leva a algum lugar muito bom. Tão próximo de ser papa quanto é possível chegar. Assim como o jogador de futebol. Às vezes o cara se apaixona por futebol ele vira um grande técnico, vai trabalhar com educação física, esportivo… então, tão importante quanto o objetivo que você tem, é saber qual o propósito que você tem, que te leva àquele objetivo. Essa história do propósito é muito importante que fique claro, porque às vezes a gente não entende isso. Eu mesmo não entendia isso direito. Hoje eu tenho isso muito mais claro pra mim. Então assim, cara… eu acho que, ter um propósito, clarifica muita coisa. Deixa muito  aquilo que a gente quer buscar. Isso sim vai nos dizer quais são os planos Bs possíveis, se estão alinhados ou não,com os nossos propósitos, simples assim.Você é um caso clássico disso que eu estou falando. Então assim, cara, parabéns pelo podcast, foi fantástico. Um grande abraço, é o Jason aqui de Cornélio Procópio, pertinho de Londrina, no interior do Paraná. Abraço. “

Valeu Jason! Veja que legal, eu estava trabalhando no texto deste programa quando seu comentário chegou… é aquela coisa da sincronicidade, não é? Ouça e depois me diga o que achou.

Muito bem. O Jason receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Atenção Cornélio Procópio! O bicho vai pegar… PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Ô Lalá! Estamos nós dois sozinhos de novo aqui, hein. Vamos nós dois então. Hoje com propósito, hein?!

Lalá e Luciano – Na hora do amor, use Prudence.

Vamos então começar o programa com a definição de “propósito”. Nos dicionários está assim: propósito é a intenção ou ânimo de fazer ou deixar de fazer algo. Propósito também pode ser entendido como um objetivo, algo que se quer conseguir e que requer esforço e sacrifícios para ser obtido. Pode ser uma meta relacionada ao desenvolvimento profissional, por exemplo: “Meu propósito é me formar, passar um período estudando no Canadá e depois iniciar minha carreira profissional”. Mas propósito também pode ser uma razão por trás de uma decisão difícil: “Tive que demitir 20% de meus empregados com o propósito de reduzir custos e sobreviver à crise”.

Mas essas definições não tratam do propósito que quero abordar neste programa. Quero aqui tratar num nível mais profundo, transcendental: o propósito como um sentido que você da à sua vida. É disso que o Jason fala no comentário dele.

Quem sou, de onde venho, para que estou aqui e até onde vou são algumas das perguntas que tentamos responder para encontrar o propósito de nossa existência. Normalmente não há uma resposta definitiva a esses questionamentos, que funcionam mais como um motor para nossas vidas: a simples perspectiva de encontrar a razão para estarmos aqui, basta para nos manter avançando.

Mas nem todos estão preocupados com isso. Na verdade, eu acho que uma minoria está preocupada em não passar pela vida apenas como um viajante, um visitante, um passageiro, repetindo um script escrito por seus antepassados, como se a vida fosse uma linha já traçada sobre a qual não podemos influir.

Deixa a vida me levar
Serginho Meriti
Eri do Cais

Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida espero ainda minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez

E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho, lá vou eu

Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Opa! Agora atendendo a um pedido da Ciça, um pagodinho que virou sertanejo pop. Você ouve DEIXA A VIDA ME LEVAR com o paulista Marcos e o curitibano Claudio, que formam a dupla – é claro – Marcos e Claudio. Tem gente achando estranhas as escolhas musicais por aqui, mas o Café Brasil é isso mesmo viu, tem um pouco de tudo. Mesmo que você não goste, vale conhecer o que a turma anda cantando por aí. E tem mais uma coisa, cara. Imagina você na chácara, na piscina, aquela mulherada maravilhosa, você com um copo de caipirinha na mão, já é a oitava caipirinha, você quer ouvir alguma coisa diferente disso aqui, ó?

Como é mesmo então? Deixa a vida me levar… vida leva eu? Eu não! Quem leva a minha vida sou eu.

Buscar um propósito para nossa existência dá trabalho viu, pois representa uma decisão que repercutirá em todos os aspectos de nossa vida. Encontrar um propósito para sua vida é uma espécie de luz que ilumina um caminho pelo qual você seguirá até o fim. Uma vez encontrado o propósito, é impossível não segui-lo. Você entendeu o paralelo aqui ó? Dá pra viver sem propósito sim, mas o propósito ilumina o caminho.

Se você decide que seu propósito é ajudar as pessoas carentes, vai fazê-lo pelo resto da vida. Se você visualiza um futuro no qual somos livres para conhecer o mundo, por exemplo,  de nos conhecer a cada passo dado, será impossível manter-se preso a um lugar.

Há quem duvide disso, que julgue que somos nada mais que um acidente químico e biológico, que está aqui para cumprir um ciclo que, terminado, deu. É para fugir dessa perspectiva crua que passamos a acreditar na existência de um Deus, por exemplo, no amor, na amizade, nos talentos… Tudo isso vem para nos ajudar a dar um sentido à vida.

Um propósito.

É a sensibilidade de cada pessoa que ordenará as questões em sua vida, montando um sistema hierárquico que dirige suas vidas. Por isso somos tão diferentes, por isso nos juntamos a quem tem um nível de sensibilidade semelhante ao nosso.

Criamos escolas, centros de treinamento, academias que outorgam um certificado de aptitude aos estudantes, um documento que prova seu rendimento escolar. Mas isso é só um pequeno passo diante de questões muito maiores.

Quem disse que estou escolhendo o certo, hein? O que ficará depois que eu me for? Por que meu trabalho deve valer mais do que o daquele pobre pedreiro que se sacrificou para criar seus dez filhos a vida toda, hein? Será que ambos encontramos nosso propósito? cada questão, né?

Há um vídeo muito legal no Youtube chamado A surpreendente verdade sobre o que nos motiva no qual o escritor e consultor motivacional Daniel Pink trata daquela questão essencial: o que nos move. Vou colocar o link no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br,

Somos movidos pela recompensa? Pela punição?

No vídeo, Daniel fala de dois experimentos que colocam em questão a ideia de que se você recompensa alguém por algo, terá mais do comportamento que você quer. E se você pune alguém, terá menos do comportamento que você não quer.

O primeiro experimento acontece no Massachusetts Institute of Tecnology, o MIT, quando a um grupo de estudantes é dada uma série de desafios, desde a memorização de séries de dígitos até palavras cruzadas ou arremesso de uma bola ao cesto. Definiram então três níveis de recompensa: quem fizesse algo minimamente bem ganharia uma pequena recompensa em dinheiro; quem fosse mediano ganharia uma recompensa maior e quem tivesse um desempenho realmente bom ganharia uma enorme quantia em dinheiro.

Isso é familiar a você, hein? Claro que sim… é o típico esquema usado nas organizações, onde valorizamos quem desempenha melhor.

Feitos os testes, descobriu-se algo interessante: quando a tarefa exigia apenas habilidades mecânicas, quanto maior a recompensa, mais a pessoa se esforçava para desempenhar bem.

Mas quando as tarefas exigiam alguma habilidade cognitiva, a capacidade de raciocínio, o pensar, o julgamento e a tomada de decisão racionais, uma maior recompensa levava a um desempenho… menor.

E o Daniel diz assim: “O que é interessante é que as pessoas que fizeram esse estudo são economistas (…) das melhores universidades. E o que eles descobriram foi essa conclusão aparentemente contrária ao que todos nós aprendemos em economia, que é quanto maior a recompensa, melhor o desempenho. E agora estão dizendo que, para conseguir um bom desempenho em atividades cognitivas rudimentares, é preciso fazer diferente pois a noção de recompensas não funciona desse jeito? Parece um lance de esquerda e socialista, não parece? Seria um tipo de conspiração socialista esquisita?

Para os que acreditam nessas teorias da conspiração, vou apontar o grupo socialista e notoriamente de esquerda que financiou esse estudo: o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos. Portanto, foram os maiores entre os maiorais do capitalismo que concluíram algo bastante surpreendente e que parece desafiar as leis da física comportamental.”

Desconfiados, eles foram realizar o mesmo experimento no interior da Índia, onde os prêmios em dinheiro que eram dados em Massachusetts, representavam verdadeiras fortunas. E o resultado foi o mesmo.

Motivar as pessoas com recompensas monetárias só tem sentido quando se trata de desempenhar tarefas que não exigem complexidade de pensamento. Quando a tarefa é mais complexa, exigindo algo mais conceitual e pensamento criativo, esse tipo de incentivo não funciona.

Dinheiro é um fator motivador, sim. Mas não é tudo.

Motivo
Cecília Meirelles
Fagner

Eu canto, porque o instante existe
E a minha vida está completa
Não sou alegre nem sou triste, sou poeta
Não sou alegre nem sou triste, sou poeta

Irmão das coisas fugidias
Não sinto gozo nem tormento
Atravesso noites e dias no vento
Se desmorono ou se edifico
Se permaneço ou me desfaço
Não sei se fico ou passo

Eu sei que eu canto e a canção é tudo
Tem sangue eterno a asa ritmada
E um dia eu sei que estarei mudo, mais nada

Ah, que delícia, cara…. Você ouve MOTIVO, com Raimundo Fagner, belíssima canção de seu disco de 1978. A letra é baseada num poema de Cecília Meirelles chamado “Eu Canto”. As herdeiras de Cecília não gostaram e a gravadora teve que pagar uma indenização. Mas essa música faz parte de minha juventude e sempre me emociona, especialmente quando ele diz “atravesso noites e dias no vento / se desmorono ou se edifico / se permaneço ou me desfaço / não sei se fico… ou passo…”…

Muito bem. A conclusão a que Daniel Pink chega então é: o melhor uso para o dinheiro como motivador é pagar às pessoas o suficiente para que elas não pensem sobre o dinheiro mas sim sobre o trabalho.

Esse é Oswaldinho do Acordeão, com sua MOTIVAÇÃO.

Pagar às pessoas o suficiente para que elas deixem de pensar em dinheiro para pensar no trabalho. Sabe como é, hein? Chego no trabalho com a cabeça fria para me dedicar à minhas funções, sem ter de ficar pensando na conta de luz, na prestação da casa, do automóvel… que sonho né?

Quando isso acontece, surgem claramente três fatores que, segundo a ciência, levam alguém ao melhor desempenho, além da satisfação pessoal são: autonomia, mestria e propósito.

Autonomia é o desejo de nos autoguiar, dirigir nossa própria vida. Em muitos aspectos, as noções tradicionais de gestão entram em conflito com isso. Gestão é ótimo se você quer manter o controle hierárquico, mas se você quiser engajamento — que é o que se busca na força de trabalho atual, com pessoas fazendo coisas complicadas e sofisticadas — autonomia é melhor.

Você é o líder, hein? Então saia do caminho das pessoas que querem fazer coisas interessantes. Dê-lhes autonomia para criar.

A mestria é perícia; excelência e perfeição na realização de algo. É o prazer de desenvolver uma habilidade, de dar vazão a um talento. Tocar um instrumento musical , por exemplo. Se você não é um músico professional, que sentido tem passer horas e horas treinando o domínio do instrumento? Você não ganhar dinheiro nenhum com isso, pelo contrário, vai gastar tempo que poderia empregar em algo mais produtivo. Aliás, se bobear você paga para um professor ensinar! Tocar um instrumento musical , do ponto de vista econômico, é algo irracional.

Tocamos por que então?Tocamos porque é divertido. Porque é um prazer ver a musica surgir da ponta de nossos dedos, de nosso lábios, de nossas mãos. Porquê é gratificante. ;E não porque dá dinheiro…

Veja o que está acontecendo no mundo: profissionais altamente qualificados dedicam horas produtivas de seus dias para projetos que não vão gerar um tostão para eles, pelo simples prazer de ajudar, de fazer parte de algo maior. Foi assim que nasceu a Wikipedia. O Sistema Linux. E tantos outros projetos grandiosos baseados no trabalho voluntário das pessoas que o fazem pelo prazer de fazer, sem buscar qualquer recompensa. Fazem pela satisfação de comprovar sua mestria num determinado assunto.

E o Daniel continua: “O que se pode ver cada vez mais é a ascensão daquilo que podemos chamar de propósito motivador. Muitas e muitas organizações buscam um tipo ainda maior de propósito, o propósito transcendente. Em parte porque isso faz com que as pessoas trabalhem melhor, em parte porque é uma forma de atrair os melhores talentos. O que estamos vendo agora é que, quando o incentivo para apenas lucrar não anda junto de um propósito motivador, coisas ruins começam a acontecer. Às vezes ruins eticamente, mas acontecem coisas realmente ruins também, péssimas! Como produtos de baixa qualidade. Serviços toscos. Lugares pouco inspiradores para se trabalhar. Enquanto o incentivo para lucrar for a coisa mais importante e estiver distante de propósitos motivadores, as pessoas não farão bons trabalhos. Mais e mais organizações estão percebendo isso, alterando as noções do que é lucro e do que é propósito.”

Eeeee…. Cantando aí mentalmente o não, não quero ser um pocotó, né? Rererere…. eu também viu…

Propósito motivador. Quando encontramos o nosso, derrubamos obstáculos, encontramos caminhos, fabricamos oportunidades onde só existe conflito. O meu propósito, por exemplo, surgiu lá em 2003, a partir do momento em que percebi que poderia haver uma missão nobre ao ensinar as pessoas. Mas eu não queria ser um professor, não queria dar aulas de geografia, matemática ou português. Descobri que eu queria ensiná-las e desenvolver sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. Veio daí o conceito da “despocotização”, o Brasileiros Pocotó, o Café Brasil, o palestrante, o escritor e o podcaster. E felizmente consegui algo que é um sonho: transformar esse propósito numa forma de ganhar a vida.

Trabalho com aquilo que eu amo fazer e ainda sou pago por isso!

Não é um sonho, hein?

Levanto de manhã pensando assim: hoje vou mudar a vida de alguém. Sento-me na minha sala e começo a escrever. A desenhar. A gravar. A montar uma palestra. Com um  propósito claro: isto que estou fazendo vai causar impacto na vida de alguém. Vai acender uma luz. Vai apontar um caminho. Esse é meu propósito. É ele que me faz trabalhar 16, 18 horas por dia e ainda sentir falta de fazer mais um pouquinho. É ele que me dá satisfação, que me dá a sensação de estar vivo, de ser útil, de servir pra alguma coisa.

É ele que me dá a certeza de que, quando chegar a minha hora, algumas pessoas além de meus parentes e amigos, sentirão falta de mim.

É ele, o propósito e não o dinheiro que ganho, os prêmios que recebo, os tapinhas nas costas, que me dá a certeza de que terá valido a pena.

Isso, meu caro é muito mais do que simplesmente dar lucro.

Mas que fique claro: definir um propósito não é algo que surge assim, de uma hora pra outra. O meu propósito sempre foi difuso, só o encontrei definitivamente aos 47 anos de idade. Mas vale aqui um exercício simples, só para aquecimento, vai:

Primeiro: o que é que você ama fazer, e que faria mesmo que não fosse pago para isso? Geralmente as pessoas ganham a vida com alguma atividade que não é aquela que elas amam fazer. O que é que você TEM que fazer e não importa como, hein?

Segundo: o que é que as pessoas dizem que você faz muito bem? Existe algo que você faz tão bem que as pessoas dizem que deveria ser sua profissão, hein? E essa coisa, dá prazer a você?

Terceiro: o que é que você desejaria fazer, experimentar, conquistar antes de morrer hein? De forma que quando chegar sua hora você se sentirá satisfeito? Veja bem, não estou querendo saber de experiências pontuais como “saltar de paraquedas” ou “conhecer o Taj Mahal”. Falo de realizações. Escrever um livro? Formar crianças? Orientar profissionais? Palestrar? Sei lá. Eu, por exemplo, já sei escrever é algo que quero fazer para o resto da vida.

Veja só, fiz três perguntinhas pra você que são um tímido início para um processo sofisticado, de grande responsabilidade, que exige muita reflexão, experiências, coragem e generosidade. Três perguntinhas que já botarão seus miolos pra ferver…

Encontrar seu propósito, a força que fará você dizer “valeu a pena” é algo grandioso, revelador e que mudará sua vida. De novo: só encontrei o meu aos 47 anos de idade…

A busca por um propósito exige mergulhar em seus medos, no desconhecido, dizer “sim” a novas experiências, quebrar velhos hábitos e compreender que a vida é um exercício contínuo de aprendizado.

Muito bem. Mas e se eu não encontrar esse propósito, hein? E se eu descobrir que é impossível ganhar a vida com o meu propósito? Eu não serei um infeliz? Eu me mato, hein?

Não precisa. Tem muita gente que não quer saber disso, decide viver a vida sem buscar incessantemente um propósito, apenas curtindo e… vivendo. Dá pra fazer assim, sim.

Mas com um propósito, fica muito mais fácil. É mais gostoso. É o propósito que dá o deleite…

Bem, até eu encontrar o meu propósito, ganhei a vida como executivo de marketing, fazendo algo diferente do que faço hoje, mas que me trazia muito prazer. Eu tinha certeza que não faria aquilo pelo resto da vida, mas enquanto fiz, eu fiz o melhor. E se eu tivesse escolhido ser um escriturário, talvez estivesse tratando de ser o melhor escriturário de todos e tendo prazer com isso. E se não tivesse prazer, buscaria outra área, outro emprego, sei lá. O fato e eu repito, é que descobri meu propósito aos 47 anos de idade, quando eu já trabalhava há cerca de 30 anos. E ainda permaneci na empresa por mais 5 anos. Só mergulhei de cabeça no Café Brasil aos 52 anos de idade.

Para mim aqueles 35 anos até mergulhar naquilo que eu amo fazer foram os anos de aprendizado, de preparo, de empenho. Por causa deles hoje eu desempenho, e acho que faço isso muito bem.

Lembra? Tempo, meu amigo, tempo minha amiga. Saber separar o que o tempo faz com você do que o que você faz com o tempo é o segredo. Tem uma frase de David Bowie com a qual eu quase terminei o programa passado que diz assim, ó: Conforme envelhecemos, as questões reduzem-se a duas ou três. Quanto tempo ainda tenho? E o que farei com o tempo que me resta?

O nome disso é escolha. E ela é sua.

Hoje é dia de ver
Rael da Rima

Hoje é dia de ver, de se organizar
Não basta querer, tem que saber chegar
Então “cê” pensa um pouco com esse mundo louco
Talvez não tenha outro dia não

Então começa mais um dia, sempre a mesma correria
Em algum momento parecia aquele Show de Truman
Sempre as mesmas notícias, traficantes e polícias
Terroristas, extremistas, bombas do Talibã
E todo mundo atrás do troco, mal se vê, se falam pouco
Cada um com um fone louco, vendo Face ou Instagram
No ritmo acelerado com a sensação de sugado
E aquilo que tem sonhado cê deixou pra amanhã, não

E aí? Cadê você, cadê você?
Não disse que ia lutar
Tentar mudar suas maus maneiras de ser?
Que ia parar de fumar, que ia parar de beber
Que ia voltar a estudar, mas isso não acontece
E quanto mais o tempo passa você sente
Que ele nunca cansa, mas dá uma canseira na gente
E pra qualquer missão, você sente a pressão
Perde o foco e noção, vem a percepção
Que já não tem a mesma mente
Não, não, não, não, não
É um fato natural, mas não tão mau nem chato
Lembra que cê aprendeu com o tempo que perdeu
Problemas todos temos, demos, mas alguns trazemos
Meu, é hora de se permitir, hora de admitir
Se errou se redimir, sem rancor sem reprimir
Sua verdades, seu desejo, sua vontade
Vida é velocidade, mas não é tarde

E aí? Não é sermão não
É só uma ideia, certo chapa?
Vai dar moleza pra fraqueza irmão?
(Talvez não tenha outro dia não)
Se errou vai lá perde perdão pra sua mãe
Pro seu amigo, pro seu irmão
Não tem amanhã
Aqui é hoje
E aquele curso lá que você falou que ia ver, cê foi?
É, tempo não cansa, mas da mó canseira na gente

Hoje é dia de ver, hoje é dia de ver
Hoje é dia de ver, hoje é dia de ver

E é assim, ao som de HOJE É DIA DE VER com rapper paulistano Rael da Rima que vamos saindo de mansinho. Mansinho nada, no embalo…

Com o macambuzio Lalá Moreira na técnica, a sorumbática Ciça Camargo na produção e eu, que quero ajudar você a encontrar seu propósito, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Se você está na busca por esse propósito, ou se encontrou o seu, como fez o Jason, por favor escreva na área de comentários deste programa no portalcafebrasil.com.br.

Estiveram conosco o ouvinte Jason, Raimundo Fagner, Marcos e Claudio e Rael da Rima.

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar a nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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Pra terminar, o propósito de ninguém menos que Steve Jobs:

Eu quero reverberar no Universo