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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Luciano Pires -
Download do Programa

E a Sika, líder mundial em impermeabilização, continua com aquela parceria que fez com o Café Brasil, pra você! Você acessa sikabrasil.com.br/cafebrasil e deixa uma sugestão para que eu faça um cartum. Pode ser sobre qualquer tema, já chegou um monte de sugestão. Se a sua sugestão for a escolhida você vai ganhar imediatamente um fone sem fio exclusivo da Sika para ouvir podcasts e também vai receber, pelo correio, o cartum original feito por mim. É a SIKA e eu e você em parceria!

E você ainda pode baixar um e-book sobre impermeabilização e tirar suas dúvidas. Que tal, hein?

Mas só vale se você estiver seguindo a SIKA no Instagram, em @sika_brasil!

Para participar e concorrer ao seu cartum acesse sikabrasil.com.br/cafebrasil.

Sika se escreve assim, ó: S.I.K.A: @sika_brasil.

Olha: existe uma disciplina chamada Psicologia Social, que é o estudo científico sobre como pensamos, influenciamos e nos relacionamentos uns com os outros. Ela nos ensina sobre a influência que outras pessoas exercem sobre nós. E também sobre manipulação. É nessa praia que vamos hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Segunda feira blues I
Carlos Maltz
Humberto Gessinger

Onde estão os caras que lutavam dia-a-dia sem perder a ternura jamais ?
Onde estão os caras que desmaterializavam moedas de dez mil reais ?
Onde estão os caras que desconheciam limites … universal e singular ?
Onde estão os caras que desenhavam novas cidades
Em guardanapos na mesa de um bar?

Onde estão as provas, onde estão os fatos ?
As boas novas eram só boatos ?
Onde estão os atos de bravura e rebeldia (ternura guerreada dia-a-dia) ?
Será que estamos sós ?

Onde estão os caras que pregavam no deserto ?
(o deserto continua lá)
Onde estão os caras que deixavam as portas abertas para a vida poder circular ?
Onde está o teatro mágico só para iniciados ?
Onde está o espaço não privatizado ?
Onde estão os caras que acenavam com a mão invisível um mercado para todos nós ?

Onde estão as provas, onde estão os fatos ?
As boas novas eram só boatos ?
Onde estão os caras que lutavam e cantavam ?( por um mundo ideal eles gritavam : ! não estamos sós ! )

Onde estão os caras que diziam que a guerra ia acabar ?
Onde estão os caras que diziam que a maré ia virar ?
Onde estão os caras que espalharam o vírus, prometeram a cura e viraram as costas ?
Onde está o outro ? onde está o diferente ? onde está o comum a toda gente?

Onde estão as provas, onde estão os fatos ?
As boas novas eram só boatos ?
Onde estão as provas, onde estão os fatos ?

Olha só, começo com os Engenheiros do Havaí e sua SEGUNDA FEIRA BLUES, uma canção que trata da busca por gente que faz acontecer, que muda as coisas, que influencia as pessoas e assim…muda o mundo…

O programa de hoje foi inspirado por um texto de Valéria Araujo, que eu não conheço, mas recebi pelo Whatsapp. Pra ficar nessa pegada do Blues,

Lalá, manda aí a Viola no blues com Marcus Biancardini e Jairo Reis…

O texto da Valéria Araújo diz assim, ó:

Gabriela Pugliesi, a blogueirinha fit, postou no seu instagram que não tem nada melhor do que: “acordar, meditar, alongar, fazer atividade física, ir pra crioterapia e depois fazer drenagem!” Numa segunda-feira. Não, ela não está de férias!

Ela recebe pra fazer atividade física, pra publicar as marcas que a patrocinam, pra divulgar a massagista, pra dizer que a vida é “mara” e que ela é muito feliz.

Ela também diz que cúrcuma e magnésio são “mara” e que fazem bem “pra tudo”. E aí, a Joana que é um nome fictício, vê isso.

Ela, Joana, acorda cedo, passa um café rapidinho, corre pro trabalho, come no refeitório do serviço, chega em casa depois das 19 hs, pega seu material de estudos e corre pro inglês. Volta, come qualquer coisa, e dorme porque “todo dia ela faz tudo sempre igual, se sacode às 6 hs da manhã”. Então, a Joana que é uma pessoa normal, começa a se sentir fracassada. Triste. Talvez seja falta de cúrcuma?

Ela não consegue acordar, meditar, alongar, treinar, fazer crioterapia e drenagem.

Enquanto a blogueira faz drenagem, ela já está na segunda reunião. Entregando o quarto relatório do dia. E nem 10 min de meditação ela consegue fazer!

E o que que essas blogueiras fazem pra humanidade, além de demonstrar uma vida fictícia que NINGUÉM normal pode ter, hein?

E aí vemos jovens cada dia mais depressivos, pessoas cada vez mais imediatistas, profissionais mais frustrados e, a vida real, que era pra ser a vida realmente boa, mesmo com os seus tropeços, vai sendo vista como uma vilã cruel.

Umas semanas atrás, um “coach de life style” se matou. 

Desses que tinham a vida plena na rede social. Mas a vida real, que é boa mesmo com seus percalços, pesou. E ele não aguentou. Vejam só: a maioria dos influenciadores digitais se consultava com ele.

E ele, hein? Se consultava com quem?

Em tempos de cúrcuma, magnésio, vida “mara”, água com limão de manhã, crioterapia, meditação e life style… eu fico com o churrasco, o arroz, que pode até ser com açafrão, com feijão, a vida em família, a religião, a atividade física moderada e um brigadeiro, que nunca matou ninguém de decepção.

Ah… agora é meu amigo Nuno Mindelis com Dizzy slow blues… sente a pegada aí….

Olha, a Valéria pega meio pesado no texto dela, mas o aspecto que que eu quero aproveitar é o da “prova social”. Esse é um princípio que usamos para determinar o que fazer, o que pensar, dizer ou comprar. Para decidir o que fazer, examinamos o que outras pessoas estão fazendo.

Já está mais do que demonstrado que não temos controle total sobre nossos pensamentos e comportamento. Pelo menos, não tanto quanto pensamos que temos. Sempre sofremos impacto e influência do ambiente, e especialmente de outras pessoas, sobre como devemos agir e até mesmo nos sentir.

Isso fica mais fácil de entender quando nos referimos a grupos de pessoas com pensamento parecido, que reforçam os pontos de vista uns dos outros, fazendo com que suas opiniões sejam consideradas as únicas corretas. Nossas crenças são sempre reforçadas quando nos rodeamos de pessoas que compartilham das mesmas crenças.

Aqui onde moro existem dezenas de barzinhos, que na sexta à tarde ficam repletos de pessoas tomando sua cerveja. Num cruzamento, existem três bares um em cada esquina. Um fica tão lotado que as pessoas se espalham pela rua, até atrapalhando o tráfego dos automóveis. O outro, imediatamente em frente, fica movimentado. E o terceiro, na esquina diagonal, fica às moscas. É curioso, são bares parecidos, com preços parecidos, mas um lota e o outro não.

Aí você chega naquele cruzamento para escolher em que bar vai ficar. Escolhe o que está às moscas ou que está movimentado, hein? É claro que vai no movimentado. Se todo mundo está indo, é porque ele deve ser o melhor.

Prova social.

Se a Gabriela Pugliesi, que é tão bela, magra, tão bem-sucedida diz que cúrcuma é legal, vou consumir cúrcuma.

Prova social.

Provas sociais são atalhos que usamos para decidir como agir.

“Luciano, boa noite. Hoje é quinta feira, eu estou em Orlando na Flórida, me chamo Lenise e ontem meu filho me enviou sobre o Café Brasil sobre doação de órgão. Ele me enviou o link e eu escutei hoje. Acabei de escutar. 

Tudo aquilo que você relata, é bem por aí. Meu filho foi transplantado no dia 23 de fevereiro de 2019, na Mill Clinic aqui no estado da Flórida em Jacksonville. E, quando escutando seu relato e lendo também, a gente sofre muito. É uma coisa que não é fácil. Ontem fizeram oito meses. Daniel já está numa boa, trabalhando. Mas foi uma coisa muito difícil, um período muito difícil. A Mill Clinic, eles são maravilhosos, maravilhosos. Não dá, não tem igual. É uma…

Mas, deixo aqui a minha mensagem. Doe. Doe tudo seu. Se não lhe serve mais, dê. Dê pra alguém que precisa. Meu filho tinha 39 anos quando fez o transplante. Agora está com 40 e… você não tem ideia. Eu agradeço muito, muito ao doador, não sei quem é, aqui nós não sabemos, não temos contato, à família dele toda. 

Muito interessante a sua matéria, muito obrigada. Gostei muito. Muito mesmo. Um abraço. Boa noite”.

Putz…Denise, imagino que barra é para uma mãe acompanhar seu filho sendo transplantado. E imagina a barra ainda maior lá do outro lado, da família que doou os órgãos. Olha, muito boa sorte para seu filho, viu? Se meu programa e sua mensagem influenciaram uma, só uma pessoa, a explicitar que quer doar seus órgãos, já teremos cumprido nossa missão por aqui. Grande abraço.

Muito bem. Olha, se a Denise mandar um endereço aqui no Brasil vamos enviar o KIT DKT para seu filho Daniel! Assim ele pode comemorar em grande estilo o sucesso do transplante. O Kit vai recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Muito bem. Hoje tem visitante aqui, o João, ouvinte. Lalá, traz o João aqui, vem cá. Na hora do amor, qual o segredo pra influenciar o parceiro ou parceira?

João – Ah, é um preservativo Prudence.

Lalá – Ah,não. Eu prefiro um gelzinho.

Luciano – Muito bom!

Vivemos num mundo complexo, com muitos estímulos vindo de todo lado, muitas demandas, muitas escolhas a serem feitas. Precisamos de atalhos. E os profissionais sabem disso.

Você já deve ter sacado como funciona nas mídias digitais, por exemplo, a famosa Fórmula de Lançamento, não é?Uma sequência de providências que, se tomadas, promovem a venda de produtos ou serviços? É a Fórmula de Lançamento que está por trás das dezenas de e-mails que você recebe toda semana oferecendo soluções definitivas para problemas que você nem sabia que tinha. Mas só se você comprar agora, pois o carrinho fecha à meia noite. E têm poucas vagas restantes. E é uma oportunidade única. E o preço é de ocasião. Tá acabando, só até a meia noite, olha o que as pessoas estão dizendo… A Gabriela Puglise tem, pô!

Aquilo é uma máquina de influência

Repare que os vendedores não precisam mais convencer você de que seus produtos são bons. Eles só precisam mostrar que outras pessoas acham que são bons.

Ora, se é popular é porque é bom. Se o boteco tá cheio é porque é o melhor, se todo mundo vai assistir o Coringa é porque o filme é bom, se 12 milhões estão seguindo o humorista, vou seguir também, pouco importa se o que ele produz vai enriquecer minha vida. Se a Pugliese diz que usa, vou usar também…

Somos animais sociais, só sobrevivemos porque somos capazes de nos juntar em tribos. Por isso queremos fazer parte dos grupos. Por isso confiamos nos sinais de popularidade e copiamos o comportamento da maioria dos integrantes do grupo. Isso é confortável, mostra que somos criatura adaptáveis. Foi assim que escapamos de perigos nos temíveis e incertos tempos antigos, quando ser banido do grupo, significava morte.

Essa a nossa herança.

Susan Boon, professora de psicologia da Universidade de Calgary, fez uma pesquisa com 200 estudantes, sobre seu relacionamento com celebridades. Com as Gabrielas Puglieses da vida. Os estudantes que mostraram sentimentos muito fortes com relação a seus ídolos, quando perguntados sobre a influência desses ídolos sobre seu comportamento, responderam que não era muito forte não, a ponto de mudar suas atitudes.

Mas quando questões específicas foram formuladas, 60% deles admitiram que um ídolo influenciou suas atitudes e valores pessoais, incluindo a ética no trabalho e visões sobre a moralidade. Metade dos entrevistados afirmou que seus ídolos os inspiraram a praticar certas atividades, incluindo esportes, tornar-se vegetariano ou… fumar maconha.

Entendeu? No genérico, achamos que somos donos de nossas ideias e comportamento. No específico, a maioria imita o que seus ídolos fazem.

Bem, eu não acho que seja ruim ser influenciado não. Eu nem acho que se você copia os comportamentos de pessoas que admira, está praticando algo ruim. Aliás, sem qualquer evidência científica, eu até acho que a maioria das influências são boas!

A questão toda é ficar antenado para perceber quando essa influência passa a ser manipulação. Aquele momento em que você é levado a fazer coisas quer você não necessariamente quer.

É ai que o bicho pega!

A DTI Digital é um dos apoiadores do Café Brasil, e está influenciando a gente  a ser…. ágil! Sua empresa é ágil, é? Cada empresa precisa descobrir o seu próprio caminho para ser ágil! Não existe um único modelo, mas existem princípios, e é isso que os Agilistas trazem para você. Descubra por onde começar a ser ágil, ouvindo o podcast Os Agilistas, que você encontra em todas as plataformas. E pode seguir pelo instagram no @osagilistas. Ou então acessando a dtidigital.com.br.

Vai, meu, se mexe! Seja ágil como um agilista!

E vamos lá, com mais blues. Agora é o pessoal do Brasil Papaya, que lá de Florianópolis destrói tudo com o seu delicioso Mamão Blues, de Eduardo e Renato Pimentel… sente aí a pegada ó…

Influenciar e manipular são parecidos, os dois termos envolvem “produzir um efeito em outra pessoa sem precisar usar força aparente”.

A origem do termo influenciar vem do francês influence, que quer dizer “emanação das estrelas, afetando o destino de alguém” e também do latim influens, que quer dizer “fluindo”. Tem a ver com ser inspirado por alguém e aspirar ser como alguém. A gente se sente bem na presença desse alguém. É claro que nem toda influência é boa, mas a gente tem de dizer claramente “má influência” para esclarecer que o efeito não é positivo.

Já manipular vai um pouco adiante. Você nunca ouviu falar em “má manipulação”, não é? Manipular é ter controle sobre os outros, pela habilidade de influenciar seu comportamento e emoções para que ajam em favor do manipulador. O manipulador tende a jogar com os medos, a inveja, que é outra forma de medo, ou então a culpa dos outros. Quem cai nas garras de um manipulador sente-se pressionado, preso.

Quando se pensa em manipulação, o que vem à cabeça é alguém preocupado exclusivamente com seus próprios interesses. Quanta gente manipuladora você conhece, hein? Do bebê que aprende a hora exata de chorar à cunhada que faz de tudo um drama ou então ao vitimizador profissional.

Manipuladores, até mesmo inconscientemente, tentam mudar seu ponto de referência a partir do qual você toma decisões. Por exemplo, você é uma pessoa que vive seguindo uma regra, o seu ponto de referência que diz assim ó:  “sou uma pessoa que trabalha duro e acredito que consigo equilibrar minha vida profissional com minha vida pessoal, trabalhando durante as horas normais do expediente.” Esse é o seu ponto de referência. É a partir dele que você baliza suas escolhas e decisões.

Aí seu chefe chega e diz para você assim: “…os funcionários mais valorizados, aqueles que conseguem as promoções, são os mais dedicados à empresa, e que não tem problemas em trabalhar além do horário ou nos finais de semana, se necessário.”

Pronto. Será que diante dessa afirmação de seu chefe, você ainda se considerará um ótimo empregado, hein? Seu chefe está tentando mudar seu ponto de referência, colocando você numa posição dividida. Obedeço a minha regra, mesmo que ela vá contra a ética, ou a falta de ética da empresa? Mesmo que isso faça com que eu não seja valorizado pela empresa? Afinal, eu só trabalho na hora do expediente, cara? E portanto não serei considerado um bom funcionário?

Você percebeu o que o manipulador faz?

Você se acha de bem com a vida até que aquela propaganda mostre que só gente magra está de bem com a vida. Você se acha uma pessoa feliz até que aquele anúncio mostre que só quem tem aquele cartão de crédito é feliz. Você se acha uma pessoa saudável até que alguém diga que saudável é quem consome cúrcuma… É claro cara, eu estou exagerando, talvez você não assim seja tão influenciável, mas milhões de pessoas são. Especialmente se quem fala é a Gabriela Pugliese…

Bem, o que fazer então, hein? Olha, a possibilidade de ser influenciado é inversamente proporcional à quantidade de informação que você detém. Em outras palavras: quanto mais ignorante sobre um determinado tema, mais influenciado você pode ser.

Você prefere comprar um preservativo que é 95% eficiente ou um que tem 5% de falhas, hein? Você compra carne que tem 80% de magreza ou prefere a carne que tem 20% de gordura?

Pô meu! 95% de eficiência e 5% de falha é a mesma coisa! 80% de magreza e 20% de gordura é a mesma coisa! Pois é. Mas pesquisas já demonstraram que as pessoas preferem o primeiro cenário. Palavras usadas de forma diferente, cenários e situações modificadas têm uma enorme influência na pessoa que é manipulada.

Se você já recebeu uma ligação telefônica de uma financeira, de um banco, de uma companhia de telefonia celular, de uma seguradora, sabe perfeitamente o que é um roteiro manipulador. A pessoa do outro lado da linha vai seguir uma fórmula padrão: tentar fazer que você acredite que tem um problema – e para isso falará dos problemas que todo mundo tem; tentará mostrar que ela tem uma solução única; forçará você a concordar com ela e em seguida tentará de todas as formas que você feche um negócio naquele exato momento, ou então aquela super oferta perderá a validade. E se você piscar, faz o empréstimo, compra a linha de celular, aumenta o pacote da TV a cabo ou então compra um seguro que você não precisa.  Preste atenção. É pura tentativa de manipulação.

O que fazer então? Vamos lá.

Preste sempre atenção a como você está se sentindo. Se a sensação for de desconforto, acenda o sinal amarelo. Alguém pode estar tentando mudar o seu ponto de referência, provocando você para que sinta que está fazendo algo errado.

Ouça atentamente. Talvez a outra pessoa esteja apenas tentando mostrar a você um outro ponto de vista.

Mantenha controle sobre sua perspectiva. Sua perspectiva, seu ponto de vista, é tão válido quanto o de qualquer outra pessoa. Você ficou na dúvida, é? Busque mais informações, peça um tempo antes de tomar qualquer decisão.

Reflita e valide. Será que eu preciso mesmo de cúrcuma? Será que isso serve pra minha vida? Será que a Gabriela Pugliese está tentando me empurrar um comportamento que não serve pra mim? Ou ela acredita realmente que aquilo faz bem?

Deixe clara sua posição. Se é com um interlocutor presente, diga o que você está pensando e deixe claros seus argumentos. Se é com um influenciador do Instagram com quem você não concorda, simplesmente ignore. Não faça só porque é modinha.

Pronto. Nada disso garante que você escapará da cúrcuma da Pugliese, mas pelo menos você será um manipulado consciente.

 

Asa branca
Humberto Teixeira

Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Entoce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Que tal, hein? Olha esse som! ASA BRANCA, o clássico composto por Humberto Teixeira, na levada do mineiro José Geraldo Rodrigues, o Zé Pretim, que a partir do Mato Grosso do Sul nos encanta com seu blues brasileiros. É assim que encerramos mais esta edição do podcast Café Brasil. Música nordestina influenciando o blues… ou será o contrário?

Então? Ficou clara a diferença entre influenciar e manipular, hein? Olha! Tanto a influência como a manipulação fazem parte da natureza humana. A influência inspira. Ela está presente em todos os lados. A manipulação também. Você manipula e é manipulado pessoalmente, através da mídias sociais, pelas propagandas e pelos discursos de quem quer que você faça algo. Até gente que faz podcast quer manipular você…

Cabeça fria é o nome do jogo. Informação. Reflexão. Relação custo x benefício. Nada disso é capaz de livrar você de um manipulador profissional, mas é como eu disse há pouco: ao menos você saberá que está sendo manipulado. Em e vez de trouxa, será só um otário.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Olha: lançamos agora os aplicativos para IOS e Android. Tá ficando uma festa, cara! , Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/693.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Arthur Schopenhauer

Nada é mais prejudicial ao pensamento próprio  do que uma influência muito forte de pensamentos alheios.