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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Luciano Pires -

Xiiiii! Tem água infiltrando aí ó, tem pintura manchando, tem fungo pegando… e você já sabe o que que é, né? É a tal da umidade. E a umidade é um horror, cara! Ela estraga a parede, estraga o teto, o piso, a pintura, traz doenças respiratórias. Cara! A umidade não perdoa! E pra lidar com ela você tem que tratar com quem sabe, né? Quem tem um jeito pra resolver. Olha! Quem sabe é a SIKA – Líder Mundial de Impermeabilizantes.  Acesse @sika_brasil no Instagram,  coloque lá suas dúvidas! Ou então diga simplesmente, que conheceu a SIKA através do Café Brasil!

SIKA – S.I.K.A. – @sika_brasil.

O programa de hoje é a revisita a um episódio publicado láááááá em 2011, num outro Brasil. Mas que permanece muito, mas muito atual. Vamos falar dos donos da verdade, aquela turma que tem opinião sobre tudo e que se convence que suas opiniões são incontestáveis.

Você conhece gente assim?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

O dono da verdade
Zé Rodrix

Eu conheço uma figura
Você deve conhecer
Mas se você não se lembra
Veja só como ele é:
Ele diz que sabe tudo
Ele diz como é que deve ser
Ele tem a solução pro seu problema
Ele só não sabe resolver
Ele é o dono da verdade
Ele de tudo quer saber
Ele é o dono da verdade
Não faz e não deixa ninguém fazer
Ele chega de mansinho
Fingindo que nada quer
Mas só espera uma chance
Pra tentar lhe convencer
E ele diz que tem certeza
E ele diz que não pode falhar
Ele é o cara que acende a fogueira
Você é que na certa vai se queimar
Ele é o dono da verdade…
Ele escolhe a hora certa
Pra ensinar a coisa errada
Você faz o que ele manda
E no fim só dá mancada
E ele diz: não é bem isso
E ele diz: você não entendeu
E quando você vai pedir ajuda
Ele diz que o problema é todo seu
Ele é o dono da verdade…

E começando no embalo de Zé Rodrix e o seu O DONO DA VERDADE,

eu lembro que foi Santo Agostinho que um dia disse: “Se me engano, chego à conclusão que existo, pois aquele que não existe não se pode enganar e, precisamente porque me engano, sinto que existo”.

A gente deveria torcer para estar enganado e perder nas discussões em que entramos, pois assim sairíamos com ideias novas. Quando ganhamos a discussão, permanecemos como entramos…

Um texto chamado “O benefício da dúvida”, de Ferreira Gullar, é fundamental para a discussão de hoje….

Ô Lalá: bota aí no fundo  DÚVIDA, de Luiz Bonfá e Tom Jobim, com os violões fabulosos de Sérgio Assad e Yamandu Costa.

Difícil é lidar com donos da verdade. Não há dúvida de que todos nós nos apoiamos em algumas certezas e temos opinião formada sobre determinados assuntos. Isso é inevitável e necessário. Se somos, como creio que somos, seres culturais, vivemos num mundo que construímos a partir de nossas experiências e conhecimentos. Há aqueles que não chegam a formular claramente para si o que conhecem e sabem, mas há outros que, pelo contrário, têm opiniões formadas sobre tudo ou quase tudo. Até aí nada demais. O problema é quando o cara se convence de que suas opiniões são as únicas verdadeiras e, portanto, incontestáveis. Se ele se defronta com outro imbuído da mesma certeza, arma-se um barraco.

De qualquer maneira, se se trata de um indivíduo qualquer que se julga dono da verdade, a coisa não vai além de algumas discussões acaloradas, que podem até chegar a ofensas pessoais. O problema se agrava quando o dono da verdade tem lábia, carisma e se considera salvador da pátria. Dependendo das circunstâncias, ele pode empolgar milhões de pessoas e se tornar, vamos dizer, um “fuhrer”.

Brrr! Que medo! Você ouviu um trecho de um discurso de Adolf Hitler como eu nunca havia ouvido ainda. Ele tranquilo, falando com o público que até ri dele. Eu mandei esse trecho pra um amigo que entende alemão e ele fez uma pequena tradução. Diz que Hitler faz menção a um suposto plano do judaísmo mundial e internacional para exterminar as raças e povos europeus. Mas quem será exterminado, será o judaísmo mundial. Hitler diz que haviam rido dele e de suas profecias, mas que agora, os muitos que haviam rido já não riem mais e os poucos que ainda riem, em breve também não o farão mais.

E continuando com o texto de Ferreira Gullar.

As pessoas necessitam de verdades e, se surge alguém dizendo as verdades que elas querem ouvir, adotam-no como líder ou profeta e passam a pensar e agir conforme o que ele diga. Hitler foi um exemplo quase inacreditável de um líder carismático que levou uma nação inteira ao estado de hipnose e seus asseclas à prática de crimes estarrecedores.

A loucura torna-se lógica quando a verdade torna-se indiscutível. Foi o que ocorreu também durante a Inquisição: para salvar a alma do desgraçado, os sacerdotes exigiam que ele admitisse estar possuído pelo diabo. Se não admitia, era torturado para confessar e, se confessava, era queimado na fogueira, pois só assim sua alma seria salva. Tudo muito lógico. E os inquisidores, donos da verdade, não duvidavam um só momento de que agiam conforme a vontade de Deus e faziam o bem ao torturar e matar.

É inconcebível o que os homens podem fazer levados por uma convicção e, das convicções humanas, como se sabe, a mais poderosa é a fé em Deus, fale ele pela boca de Cristo, de Buda ou de Maomé. Porque vivemos num mundo inventado por nós, vejo Deus como a mais extraordinária de nossas invenções. Sei, porém, que, para os que creem na sua existência, ele foi quem criou o tudo e a todos, estando fora de discussão tanto a sua existência quanto a sua infinita bondade e sapiência.

A convicção na existência de Deus foi a base sobre a qual se construiu a comunidade humana desde seus primórdios, a inspiração dos sentimentos e valores sem os quais a civilização teria sido inviável.

Em todas as religiões, Deus significa amor, justiça, fraternidade, igualdade e salvação. Não obstante, pode o amor a Deus, a fé na sua palavra, como já se viu, nos empurrar para a intolerância e para o ódio.

Não é fácil crer fervorosamente numa religião e, ao mesmo tempo, ser tolerante com as demais. As circunstâncias históricas e sociais podem possibilitar o convívio entre pessoas de crenças diferentes, mas, numa situação como do Oriente Médio hoje, é difícil manter esse equilíbrio.

Ali, para grande parte da população, o conflito político e militar ganhou o aspecto de uma guerra religiosa e, assim, para eles, o seu inimigo é também inimigo de seu Deus e a sua luta contra ele, é sagrada. Não é justo dizer que todos pensam assim, mas essa visão inabalável pode ser facilmente manipulada com objetivos políticos.

Isso ajuda a entender por que algumas caricaturas – publicadas inicialmente num jornal dinamarquês e republicadas em outros jornais europeus – provocaram a fúria de milhares de muçulmanos que chegaram a pedir a cabeça do caricaturista. Se da parte dos manifestantes houve uma reação exagerada – que não aceita desculpas e toma a irreflexão de alguns jornalistas como a hostilidade de povos e governos europeus contra o Islã, – da parte dos jornais e do caricaturista houve certa imprudência, tomada como insulto à crença de milhões de pessoas.

Mas não cansamos de nos espantar com a reação, às vezes sem limites, a que as pessoas são levadas por suas convicções. E isso me faz achar que um pouco de dúvida não faz mal a ninguém. Aos messias e seus seguidores, prefiro os homens tolerantes, para quem as verdades são provisórias, fruto mais do consenso que de certezas inquestionáveis.


“Olá Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite. Sou o Cleiton Reis aqui de Uberaba.

Luciano: depois de muitos e muito anos, pra falar a verdade três anos, eu resolvi e criei coragem de tentar mandar um áudio pra você. É claro que isso tudo foi potencializado depois do fatídico dia 7 de fevereiro em Uberaba. Eu posso dizer que foi um divisor de águas na minha carreira, na minha vida e até mesmo como um ponto de admiração adicional em relação a tudo que eu já acompanhava que você fazia.

Naquele evento, onde O meu Everest foi apresentado, eu posso te garantir que mudou a vida, mudou a minha vida e por tudo o que eu ouvi e recebi de feedback dos participantes, mais de cem convidados que estiveram na palestra, mudou a vida deles também.

Então, eu começo te agradecendo por uma tarde tão enriquecedora e ao mesmo tempo que nos faz refletir muito, muito, muito,muito sobre nossos sonhos e gravei: sonhos com datas sempre se tornarão metas. Mas a gente precisa de ter acabativas e não só iniciativas. 

Então, muito obrigado por proporcionar esse momento. E ao final do evento tivemos um cafezinho, no rescaldo dos quitutes, né Luciano? E você falava pra mim e pra minha esposa a respeito dos episódios 600 e 700, God save the Queen e Girl power.

Na semana seguinte, em viagem pro Nordeste, viagem longa de avião, tive oportunidade de ouvi-los e foi outra porrada, mais uma porrada em meus pensamentos. Impressionante, Luciano. Transformador. Eu me senti em 1981, quando em vida, eu tinha apenas 6 anos. Obrigado, mais uma vez, por esse episódio que mais do que o aspecto musical, é impressionante como coisas assim potencializam os nossos sentimentos e emoções, né?

Então Luciano, obrigado. Obrigado por esses momentos, pelas oportunidades de reflexão que você cria pra todos nós que te ouvimos. E fico muito feliz de ter vivenciado, de ter tido a oportunidade de conhece-lo pessoalmente, como eu te disse no início, a minha vida ela teve um ponto de inflexão, transição de carreira… tudo isso faz parte desses pensamentos e acabei de ouvir a participação sua num bate papo com o Patrick Santos. E é engraçado, há muitos anos eu falo que a partir dos 55, eu quero deixar de trabalhar por obrigação e trabalhar por esporte… que não  deixa de ser uma transição.

Mas eu estou convencido, viu Luciano? Depois dessa rotina de Luciano Pires que eu vivenciei ao vivo e depois com conteúdos adicionais, eu já decidi antecipar pros 50, tá? E realmente, quando você fala que a bolsa escrotal ela vai endurecendo, a partir dos 45, eu to chegando nisso, viu? Com 43, acho que eu posso fazer muito ainda pra pessoas que eu cuido, os meus liderados, adoro ajudar a transformar a vida das pessoas, mas eu quero ser realmente um pássaro que voe mais e mais e mais e eu te agradeço por tudo isso.

Essas reflexões não seriam possíveis sem esse trabalho primoroso que você faz e eu espero que seja longo, muito longo o Café Brasil. Grande abraço pra você e esteja certo, nós criaremos o segundo evento e você voltará pra Uberaba pra comer pão de queijo, tá bom?  Muito obrigado e um grande abraço”.

Que lega, cara… o Cleiton mandou esse depoimento logo depois de assistir uma de minhas palestras. Eu sempre fico com um misto de orgulho e vergonha quando percebo que alguém foi de alguma forma influenciado por algo que eu disse ou que eu mostrei. Eu já pensei nisso muito. Ora, se o trabalho que eu faço é exatamente para dar às pessoas elementos para que olhem para a vida sob perspectivas diferentes, por que que eu não fico simplesmente satisfeito? Porque essa constatação de que alguém foi atingido, traz uma carga de responsabilidade gigantesca. E isso é impactante, sabe? Por isso, se você tem a oportunidade de estar diante de um microfone, falando para pessoas, pense muito antes de abrir a boca. Pode ser que alguém acredite em você…

Cleiton, vou aí buscar esse pão de queijo, viu? E com goiabada cascão!

Grande abraço, meu caro.

Muito bem. O Cleiton receberá aquele KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE… a jiripoca vai piar cara! Lá dentro vem, géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT, você já sabe, distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, e contempla assim a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o mais legal, é a causa da DKT: ela reverte grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta e assim ajuda a evitar a gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil,

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, qual é a única coisa sobre a qual você não tem dúvidas?

Lalá – Ora… que na hora do amor, tem de usar Prudence.

Luciano – Muito bem!

Certeza é ilusão
Paulo Padilha

Certeza é truque
Certeza é ilusão
Certeza é miragem
Certeza é ficção
Certeza é mito
Certeza é mentira
Certeza é blefe
Certeza é tentação
Certeza é marketing
Certeza é apelação
Certeza é papo
Certeza é palavrão
Certeza é nada
É o mesmo que não
Certeza é jogo sujo
Certeza é golpe baixo
Certeza é cara de pau
Certeza é bobagem
Certeza é figura de linguagem
Certeza certeza mesmo só no fim
Leve sua certeza para longe de mim
Certeza é o contrário
Certeza mesmo só existe no dicionário
Certeza é só no dicionário

Uau… essa é CERTEZA É ILUSÃO, do paulista Paulo Padilha, com ele mesmo. Você prestou atenção na letra, hein?

Num programa anterior eu falava das leis, perfeitas no papel e imperfeitas na aplicação, tarefa conduzida pelos homens. E citei Albert Einstein, que afirmou que eram três as forças que movimentavam a humanidade: o medo, a estupidez e a ignorância. E eu acredito piamente nele.

Mas acho que temos que acrescentar umas subcategorias aí, por exemplo, aquelas que os pensadores indianos classificaram como “grupo dos seis inimigos”: a luxúria, a raiva, a ganância, a arrogância, a ilusão e a cobiça.

Krishna, um mensageiro de Deus que viveu na índia há 5 mil anos declarou que a luxúria, a raiva e a ganância são os três portões para o inferno… E não tem jeito: onde existir um ser humano existirá essa coleção de valores negativos que fazem parte de nosso ser.

É no exercício do medo, da estupidez, da ignorância, da luxúria, da raiva, da ganância, da arrogância, da ilusão e da cobiça que se encontra a raiz da intolerância, da incapacidade de conviver com os que pensam diferente da gente.

Bem e no nosso universo profissional, hein? Olha! Eu canso de conhecer gente em cargos de poder nas organizações, que administra seus negócios e suas equipes, baseada em meias verdades. Ou meias mentiras. Gente que, para quem não a conhece, parece ser profundamente conhecedora de verdades absolutas, firme e confiável.  Tem sido triste ver equipes lideradas por esses aloprados corporativos, incapazes de fazer julgamentos baseados em fatos, em evidências. Essas pessoas normalmente superestimam o poder, não aprendem com as falhas, não conseguem realizar as ações necessárias, relevam as dificuldades… Trabalham baseadas em suas percepções da realidade. E normalmente limitam-se a repetir as soluções que funcionaram no passado.

Daí a sensação cada vez mais presente de que estamos experimentando uma invasão dos pocotós profissionais, gente que está nivelando por baixo as organizações. Implementando a covardia. Deixando de lado a nobre atividade do pensar, em troca da adoção das fórmulas prontas e acabadas. Dos modismos corporativos.

Essa gente é um problema. Agarra-se às meias verdades, sem perceber que está agarrando também meias mentiras…

Pior. Sem perceber a diferença entre uma e outra….

No Podsumário O Poder do Mau, que está publicado para assinantes do Café Brasil Premium, conto que a psicóloga Tereza Amabile, conduziu uma experiência que, como dizem os gaúchos, é de cair os butiá do bolso…

Tereza colocou cada pessoa escolhida para o experimento, em frente a uma audiência, pedindo para que ela avaliasse o trabalho de alguém.

Agora preste atenção: quando a pessoa achava que tinha um status mais alto que a audiência e se sentia intelectualmente segura, era generosa na avaliação. Mas quando a pessoa se sentia intelectualmente insegura com status menor que a audiência, era muito mais provável que fizesse uma avaliação negativa.

O crítico tentava aumentar seu status empregando a estratégia do “ser brilhante e cruel”. Ser cáustico não traria novos amigos, mas poderia angariar respeito, mesmo que a crítica fosse injusta.

Já cansei de ver e sentir esse tipo de crítica de gente que evidentemente não tem café no bule para falar mal do que está avaliando, mas mesmo assim o faz. Muitas vezes me pego tentando encontrar uma explicação para essa má vontade. O experimento da Tereza Amabile me deu pistas para compreender uma série de questões que andam me atormentando, cara!

Uma delas: porque tanta gente parte para as agressões nas mídias sociais, hein? Eu achava que era para combater uma ideia que fosse divergente, especialmente no campo político, mas agora estou me convencendo que é para se sentir mais do que o outro.

A maioria dos que criticam com acidez, ofendendo, se fazendo de sabe tudo, não está interessada em provar sua verdade, mas em aumentar seu status por parecer mais intelectualmente elevado do que realmente é.

O sabe tudo, só sabe um pouco.

Você quer aprender muito então, hein? Saiba que o Itaú Cultural tem três podcasts muito legais para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

No podcast Escritores-Leitores, traz autores brasileiros falam de seu processo criativo. No podcast Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam de seu trabalho. E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas.

Cara! Em todos os três podcasts são profissionais falando de sua área de atuação e trazendo pra vocês detalhes do dia a dia de cada um deles. E são fascinantes!

Acesse itaucultural.org.br, Agora você tem cultura entrando por aqui:

Pelos ouvidos…

Bem, qual é a saída então pra não parecer um arrogante sabe tudo que sabe só um pouco, hein? Olha! Eu só conheço uma, que mesmo assim tem limitações, viu? É o conhecimento, que permite eliminar ou reduzir os efeitos da ignorância, o que já é um excelente começo.

E eu estou falando de uma ignorância em especial, aquela relacionada à inteligência emocional.

Escapando da ignorância emocional lidamos melhor com a verdade e podemos controlar o medo, exercitar a humildade, escapar das ilusões e ter a capacidade de escolher se seremos ou não gananciosos, arrogantes, cobiçosos e raivosos. Percebeu?

Ter consciência de nossos defeitos é o primeiro passo e para isso temos que lutar contra a ignorância emocional. Por isso alimentar a dúvida é um exercício de fitness intelectual, sacou?

Ouça o Café Brasil 706 – Humildade Intelectual, que já é um começo.

Se eu puder aconselhar, lá vai, ó: mergulhe no aprendizado da lógica. Não para se tornar um chato, mas para ter a capacidade de ligar causa com consequência e assim perceber os donos da mentira pelo cheiro.

Uma dica: eu tenho um livrinho de cabeceira que é uma delícia. Chama-se SENSO CRÍTICO, de David W. Carraher e foi editado em 1983. Usa linguagem simples e exemplos do dia a dia para nos ensinar os princípios do raciocínio e da argumentação.  Se bobear, você encontra até gratuitamente na internet.

Aliás, na internet tem explicação pra tudo, cara….

… na verdade, o ponto central é o seguinte: os cegos do castelo, o que que é isso? É uma espécie … imagem entre a cegueira de se enxergar a si próprio, enxergar o que mais você quer, se distanciar do individualismo, da  vida auto centrada… há inúmeras possibilidades de dizer sobre isso…

Os cegos do castelo
Nando Reis

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço
E vou a pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou

Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou

E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou

Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou

É assim então, ao som de Os cegos do castelo, do Nando Reis, que caminhamos para terminar o programa de hoje.

Olha, eu disse há pouco que uma saída era o conhecimento, mas que ele tinha limitações, não é? Pô, por que limitações, hein? Porque eu conheço um monte de gente com conhecimento, ilustrados, gente com muita experiência de vida e que…se acha, cara. É insuportável. Falta a essa gente aquela tal inteligência emocional, que é a que coloca o conhecimento nos trilhos corretos.

Mas isso é assunto para outro programa.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente se você assinar o cafebrasilpremium.com.br. Cara! Se você gosta do Café Brasil aqui, que é de graça, imagine lá onde tem que pagar… O volume de conteúdo é imenso, tem coisas muito legais que vão proporcionar a você o tal do MLA – Master Life Administration. Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, editado como um e-book em PDF… tem de ser assinante do Premium, cara!

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase de Wilson Mizner, dramaturgo e escritor norte-americano:

Respeito a fé, mas é a dúvida que educa.