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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Luciano Pires -

Atenção! Tem água infiltrando, tem pintura manchando, tem fungo pegando: isso tudo é culpa da umidade, cara! Essa maldita umidade que nunca perdoa. Com ela vem também doenças respiratórias e em tempo de Coronavírus não é pra brincar não, cara! Se você tá brigando com a umidade, saiba que a maioria dos problemas são bem fáceis de resolver, viu? Se você encontrar quem sabe lidar com eles. Por exemplo a  SIKA – Líder Mundial de Impermeabilizantes.  Acesse @sika_brasil no Instagram e coloque lá suas dúvidas! Ou então diga simplesmente assim ó: ei, eu conheci a SIKA através do Café Brasil!

SIKA – S.I.K.A. – @sika_brasil.

Afinal de contas, o que é um educador, hein? É uma professora que ensina matemática? Talvez um padre que ensina religião, hein? Quem sabe um enfermeiro que ensina primeiros socorros? talvez um pai e uma mãe que ensinam como fazer o que é certo? É mais que isso, não é? Mas uma coisa independe do que o educador é: ele precisa ser honesto.

Vamos nessa hoje?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

O professor é aquele que pega os alunos e diz: eis o mundo. Eis aí o mundo. Vejam…vejam, explorem.

Sabe, quando eu era professor da UNICAMP, eu recebi um chamado telefônico de um jovem que queria uma entrevista comigo. Então ele apareceu lá em casa e sentamos, eu olhei pra ele e ele me disse: como é que o senhor planejou a sua vida pra chegar aonde o senhor chegou?

Esse jovem ele pensou que eu tinha o segredo, o mapa.

Aí eu disse pra ele: olha, eu cheguei aonde cheguei porque tudo que eu planejei deu errado.

Ensinar é o exercício de imortalidade. A gente ensina, a gente continua a viver na pessoa para a qual eu estou ensinando.

Você ouviu Rubem Alves, num vídeo do canal Rede Calejados Vocacionados Durante toda a vida, Rubem foi um educador. E essa visão do educador que continua a viver na pessoa para a qual está ensinando é poética, não é?

No livro Conversas com quem gosta de ensinar, Rubem diferenciou professores de educadores, com uma imagem interessante: professores são os eucaliptos plantados, enfileirados, comerciais e descartáveis. Educadores são os belos e raros jequitibás, que crescem espontaneamente.

Professor é uma profissão. Educador é uma paixão.

E ele também escreveu que o educador é aquele que diz para o aluno: veja! E o aluno olha e descobre um mundo que nunca viu…

Não é fabuloso isso?

Eu sei tudo, professor

Ouça
Você me diz que é muito cedo
Que eu tenho medo
E tenho muito que aprender
Sabe
Você que diz que eu não entendo
Está tremendo
Porque eu sei mais que você

Eu sei
Eu sei tudo
Eu sei tudo, professor
Eu sei tudo
Tudo, tudo
Sobre amor

Veja
Os outros estão nos olhando
Estão falando
Mas isso não importa não
Nunca
Compreenderão que eu sei de tudo
Porque estudo
Na escola do teu coração

Rararararara… e aqui temos a paraguaia Ermelinda Pedroso Rodríguez D’Almeida, que passou para a história da música popular brasileira como Perla, a fabulosa Perla, com aquele cabelão… aquele bocão… Aqui com Eu sei tudo, professor, que em 1977 era a mais tocada nas casas de tolerância do Brasil.

Aliás, essa canção é uma versão de Yes, Sir, I can Boogie, que a dupla vocal espanhola feminina Baccara transformou num baita sucesso em 1977.

Aliás, eu acho que o Lalá, tem ela aí…

Olha só, vai dizer que você não se frustra quando vai contar na maior animação algo para alguém e a pessoa diz: já vi, já li ou já conheço? O verdadeiro educador fica frustrado com a perda da oportunidade de ensinar. Os aventureiros se frustram com a perda da chance de se sentir mais que o outro… Ou então com a perda de uma venda…

Pois é.

Vivemos tempos fabulosos, quando o mundo ficou pequeno. A revolução tecnológica, especialmente nas mídias sociais, está mudando completamente o conceito de educar e de educador.

Houve um tempo, aquele dos meus pais e avós, e no meu caso, o meu tempo mesmo, em que eu só podia me abastecer de conhecimento através de livros, jornais, revistas e das pessoas com as quais eu mantinha contato direto. Não havia um aparelho maravilhoso para me dar acesso instantaneamente a qualquer tipo de conhecimento em qualquer lugar do mundo. Não havia o computador e o smartphones, essas máquinas infernais de colocar dúvidas na cabeça da gente.

O que era limitado, tornou-se ilimitado, a ponto de ter gente apostando que muito em breve estaremos aprendendo através de máquinas. Através da inteligência artificial…

Olha, eu não duvido que será assim, não, viu? Aliás, já é assim em diversas áreas, especialmente para o conhecimento técnico, aquele onde um mais um dá dois. Aquele que o dinheiro pode comprar. Não quero nem pensar no que é que isso vai dar, cara…

Pois é, a facilidade de interações trazida pela tecnologia deixou o mundo muito mais complexo. A ponto de um mais um começar a dar 1,8…2,2… e tá tudo certo, cara.

É então que ganha um papel ainda mais importante o educador. Derrubam-se as barreiras profissionais geracionais. É a primeira vez na história que avós estão aprendendo com netos. Pais com filhos. E a quantidade de educadores informais no mercado é impressionante. Um celular, uma conta numa mídia social e… pronto! Virei educador.

E aquela definição do educador como o indivíduo muito experiente, com anos de estrada, começa a ser questionada.

Tem de ser velho para ser um educador?

Bem, não é apenas a idade que determina a capacidade de ser um educador. É principalmente a sua carga de experiência num assunto, tudo aquilo que você acumulou e que pode ser repassado para outras pessoas.

Como diz meu amigo Ricardo Jordão, você não precisa ser faixa preta para ensinar judô. O faixa amarela pode ensinar para o faixa branca.  O faixa verde pode ensinar para o amarelo. O faixa marrom ensina para o faixa verde, e assim vai.  Sempre alguém terá algo a ensinar para alguém que sabe menos. E ainda bem que a tecnologia trouxe acesso para todo mundo!

Mas se é assim, porque é que o mundo não está uma maravilha, hein?

“Bom dia. Aqui é a Célia de Florianópolis, tudo bom, pessoal? Ciça, Lalá, Luciano. Então, eu ouvi o 707 , Benefício da dúvida e estou ligando pra agradecer.

Eu estou passando agora, na verdade, tem tudo a ver com isso, porque meu filho tem 20 anos e ele está passando por uma crise existencial, de verdade. E me dá uma agonia, porque ele até desenvolveu um tipo de TOC, que ele fica assim: mas eu quero ter certeza, o que que a gente tem que confiar, afinal? Mas onde que a gente pode se escorar? Em que? O que que está certo? O que que está errado?

E é muito complicado porque eu sempre fui do tipo que fala: pode ser assim, mas pode ser assado, o que é bom pra um  pode não ser bom pra outro, e  no fim a tente tem que ouvir as outras pessoas e a gente pondera e vê o que que é melhor pra gente.  A gente em que estar apoiado nos nossos valores internos, nos nossos princípios, né? Aquilo que a gente tentou transmitir, que os pais transmitem pros filhos, que as escolas ensinam mas no fim das contas, a gente também tem uma linha, uma trajetória que é nossa, particular. E ele está muito inseguro. Talvez eu não seja a mãe mais adequada… talvez fosse melhor eu falar pra ele: vai por essa  direção. Mas eu não sou assim.

Enfim, achei que o episódio foi bacana nesse sentido. Eu já passei pra ele, né? Fora isso a gente está fazendo outras coisas, ele vai começar a fazer terapia, enfim, outras coisas aí que não  vem ao caso estar relatando. Mas pra ele ver o lado positivo da gente não ter certeza de tudo. Isso torna a gente mais maleável, mais flexível e mais aberto, pra aprender sempre, né?

É isso. Obrigada de coração e a gente volta a falar. Ah! E a música do Nando Reis é maravilhosa, né? Pra gente deixar de ficar encastelado dentro da gente e pra gente se distanciar daqueles que sabem tudo, que acham que sabem tudo, né? Obrigada gente. Bom dia”.

Célia, Célia…como é duro ser mãe, né? Pai também, viu? Quando você vê diante de si alguém que procura em você uma luz…e muitas vezes essa luz simplesmente não vem. Tem coisas na vida das quais a gente tem de ter certeza sim, como alguns valores fundamentais que não dá pra negociar, mas a maioria do que acontece conosco ao longo do dia, está longe de admitir certezas. E provavelmente essa é a beleza da vida, viu? Aliás, é nessa trilha que o programa de hoje tá indo.

Muito bem. A Célia receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br e avisar o filhão aí. Ele vai fazer a festa…

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. você já sabe, né? Que a causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Quando você compra um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, como um grande educador, o que é que você ensina?

Lalá – … bom, desse assunto eu entendo, hein? Que na hora do amor tem de usar Prudence.

Luciano – Muito bem

Olha só, com todo esse papo de tecnologia de mundo novo, nosso sistema educacional mudou muito pouco. Continua focado em formar mão de obra naquelas habilidades que o dinheiro pode comprar.

Antes que caia um disjuntor aí, deixa eu melhorar essa colocação.

Pesquisas sobre desenvolvimento do QI descobriram que crianças que crescem em ambientes pobres, com pais não educados, têm o QI menos desenvolvido que aquelas que crescem em ambientes mais abastados. Cara! Isso é óbvio, não é? Quem tem mais grana tem mais educação.

Mas aí vem o pulo do gato: nos ambientes mais abastados, para aumentar o QI, não importa se as famílias são de classe média ou alta. Não importa se os pais passam o dia ouvindo Mozart, contratam tutores para os filhos, têm bibliotecas maravilhosas, levam as crianças para o teatro ou se são muito bem-sucedidos em suas carreiras. Não existe nada de bom que eles possam fazer para aumentar o QI de seus filhos.

O fator essencial foi tirá-los de um ambiente negativo para a educação. Depois que as necessidades básicas da educação foram obtidas, nenhum recurso que o dinheiro pode comprar causará impacto no QI das crianças. Em outras palavras, o desenvolvimento do QI não tem a ver com as coisas boas que a riqueza traz, mas com a saída do ambiente de pobreza educacional. Dali para a frente, QI é questão de genética.

Resolver necessidades básicas de educação o dinheiro pode comprar. Estamos falando de saúde, escolas e professores bem treinados para todo mundo.

Mas para que isso aconteça, alguém tem de tomar a decisão de canalizar o dinheiro para resolver esse problema básico. Mas ué… se é só isso, porque ainda não foi resolvido? Falta dinheiro para a educação? Os 120 bilhões de dólares anuais do MEC não são suficientes, hein? Bem, se é isso, é só questão de negociar mais dinheiro, não é?

Não, não é. A questão está em gastar melhor, com eficiência e em ações que realmente façam a diferença.

E a decisão de gastar melhor, com eficiência e em ações que realmente façam a diferença, o dinheiro não pode comprar. Tem de ter alguém que enxergue mais longe que um mais um.

E o problema não é só do Brasil, veja isto: os Estados Unidos lançaram por volta de 2018, não tenho certeza bem a data, o projeto Educate to Inovate, educar para inovar.  Eles visavam a ampliação do ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática, para que os estudantes possam pensar criticamente em ciências, tecnologia, engenharia e matemática, e assim aumentar a qualidade do ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. E então não serem mais ultrapassados por outras nações.

A educação dirigida para que arrumem um emprego nessa sociedade que lhes rodeia.

Mas e as artes, hein? A linguagem e o pensamento crítico nas disciplinas que tratam da dinâmica da convivência em sociedade, hein? Que tratam das coisas que o dinheiro não pode comprar?

Se isso não está nos currículos, estará onde, hein?

Dei essa baita volta para falar da importância do educador, aquele que vai muito além do professor em sala de aula. Que vai além da experiência acumulada em determinada área. Que vai além daquilo que o dinheiro pode comprar.

E é aí que o tempo de estrada começa a mostrar o seu valor.

O educador que fará a diferença, tem de ser um modelo para seus educandos. Modelo de comportamento, de escolhas morais, de respeito e capacidade de viver em sociedade. O educador tem de ser um pouco psicólogo, sociólogo, antropólogo, para interagir com as questões emocionais dos educandos. Tem de tratar como sagrada a responsabilidade sobre seus educandos.

O educador tem de ser um facilitador para a resolução de problemas. Precisa ser capaz de responder rapidamente a situações imprevisíveis que surgem durante a relação com o educando. Por isso tem de ir muito além da ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O educador tem de ser um pensador, não um mero repetidor. Ter a habilidade de ouvir os educandos e transformar o processo de educar numa relação de aprendizado recíproco. Eu ensino e aprendo com quem aprende comigo.

O educador tem de respeitar a inteligência de seu público. Aquele indivíduo que está sendo ensinado não é uma folha em branco. Não é um zero à esquerda, um ignorante crônico, um vácuo a ser preenchido. Não.

Quem chega até o educador já vem com milhares de horas de experiência de vida.

Cara, me lembro quando eu tinha 9 ou 10 anos e um colega aparecia na escola com um catecismo, aquela história em quadrinhos pornográfica desenhada por Carlos Zéfiro! Era um acontecimento, cara! A molecada escondida, saboreando aquelas ilustrações proibidas! Cara… e quando aparecia uma aula de educação sexual, era outro acontecimento também.

Hoje o moleque de 9 ou 10 anos acessa um site de pornografia em seu smartphone e observa todo tipo de experiência real, com imagens sons e cores.

Compare a bagagem desse moleque com aquele eu era eu lá em 1966…

Existe uma inteligência que evolui como um todo na sociedade. E cabe ao educador captar isso no ar… e respeitar a sua audiência.

Meu amigo Eduardo Carmello publicou um post em sua página do Facebook, que é uma porrada, cara! É uma espécie de manifesto do educador honesto. Ouça só:

Eu subi a barra para você ser melhor e aprender a lidar com a complexidade. Você reclamou, se ofendeu e exigiu baixar a barra para que também conseguisse passar. Afinal, é você que está pagando.

Basta parecer melhor e fazer campanha de marketing para ganhar prêmios com quantidade de likes. Sua justificativa é que é assim que a maioria faz. É mais fácil e não demora tanto.

Eu subi a barra para você saber nadar em águas mais profundas e turbulentas. Para saber responder perguntas inteligentes e ajudar a resolver problemas cabeludos. Grandes e reais problemas, daqueles que não se resolvem somente com post-its na parede.

Daqueles que você se esfola junto, que dá frio na barriga cara, que faz perder a respiração de tanto medo.

Eu subi a barra para você ser comum num mundo especial e ético. E não para ser especial num mundo comum, onde muitos se vangloriam por serem malandros e espertos. Onde você não se engana com medalha de participação e, portanto, não cria estratégias para ganhar dinheiro enganando outros.

Eu subi a barra para você ser excelente. Para não se contentar com 74% de desempenho e com alguém te bancando, obrigando-o a fazer isso eternamente. Para fortalecer sua Identidade diante da turbulência. Para produzir e expandir continuamente a sua dignidade e inteligência. Não tomar dos outros o que não é teu, assim como não transferir suas responsabilidades a eles.

Subir a barra é uma questão de consciência e respeito ao seu desenvolvimento. É não exigir receber medalha de ouro para entregar de bronze.

Bem. A esta altura você já sabe que o Itaú Cultural tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas, não é?

Tem o podcast Escritores-Leitores, autores brasileiros falam de seu processo criativo. Tem o podcast Toca Brasil, onde artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam de seu trabalho. E tem o podcast Mekukradjá, onde escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas.

Acesse itaucultural.org.br , Agora você tem cultura entrando por aqui, ó:

Pelos ouvidos…

Olha: o Eduardo Carmello é um educador de verdade. Ele sabe que precisa estar sempre um degrau mais alto, para puxar para cima as pessoas. E sabe que se não puxar para cima, estará simplesmente gastando o tempo dos outros. Não desafiará sua inteligência. Repetirá aquelas fórmulas do mais do mesmo, sendo apreciado por quem não quer se incomodar.

Cara, para crescer, você tem de se incomodar. E o educador é aquele que incomoda, que desafia, que diz aquilo que você não quer ouvir e assim desafia você a refletir, argumentar e descobrir novos mundos.

É mais ou menos o que eu tento fazer neste podcast, com esta voz chata e pastosa, estes temas pentelhos, esses textões, essas músicas velhas, que me garantem no Cafezinho no Youtube, por exemplo, números fabulosos de 300 visualizações, cara. Trezentas… Num post inteligente no Facebook, consigo 100 curtidas. É tudo inho. Tudo pequenininho.

Seria muito mais fácil se eu ficasse ainda mais na superfície, fazendo memes, piadinhas e usando o google trends para definir os assuntos que vou abordar, não é? Daria muito mais audiência.

Pois é. Mas aí eu não seria um educador. Seria um animador de audiência.

 

Boomerang blues
Renato Russo

Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde você vai ter de viver

Não me entregue o seu ódio
Sua crise existencial
Preliminares não me atingem
O que interessa é o final
E não me venha com problemas
Sinta sozinho o seu mal

Por que tentar tentei demais
E você só me usou
Eu tentava ajudar
E você só me queimou
Mas é errando que se aprende
Minha boa vontade se esgotou

Os aborígenes na Austrália
Com o boomerang vão caçar
O boomerang vai e volta
E só fica quando consegue acertar
E eu sou como um boomerang
Quando eu acerto é pra matar

Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes
Mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta
E o sangue ruim do seu coração

Eu só não entendo como fui cair
Dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Você tentou roubar
Mas o boomerang agora é meu

Hummmm…. Boomerang Blues, de Renato Russo, com Zélia Duncan, é com ele que vamos saindo espertos, viu? Tudo que vai, volta.

E voltando pro Rubem Alves que abriu este programa. Eu quero ficar eterno na mente das pessoas que aprendem comigo. Desde que essa eternidade seja boa, honesta, um impacto positivo na vida das pessoas.

Você sabe por que, hein?

Porque eu respeito estupidamente a sua inteligência. Não tô aqui pra jogar seu tempo de vida fora.

Mas tem gente que está, viu? E faz um puta sucesso…

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa você já sabe que tem muito mais, especialmente se  você assinar o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Cara! Aquilo nasceu pra ajudar a gente a ser um grande educador, viu? Lá você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br. Vamos com um cafezinho ao vivo?

O resumo deste programa, em PDF, editado como um e-book é pra assinantes do Café Brasil Premium, cara!

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase dela: Perla. Especialmente pra você que se acha um educador:

Você que diz que eu não entendo
Está tremendo
Porque eu sei mais que você,