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Luciano Pires -
Download do Programa

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Sika se escreve assim, ó: S.I.K.A: @sika_brasil.

Você é dos que acham que o mundo vai de mal a pior nas mãos de uma nova geração despreparada para os desafios morais da sociedade, é? Acha que no seu tempo é que era bom? Acha que vamos acabar com a humanidade? Bem, é sobre isso que vamos refletir neste programa, que a revisita ao Café Brasil 311, publicado lá em 2012.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Bang
Anitta

Vem na maldade, com vontade
Chega, encosta em mim
Hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim
Uh uh, uh uh, uh
Uh uh, uh uh, uh
Uh uh, uh uh, uh
Uh uh, uh uh (bang)
Bang (bang) dei meu tiro certo em você (bang)
Deixa que eu faço acontecer (vem)
Tem que ser assim pra me acompanhar, pra chegar
Então vem (vem), não sou de fazer muita pressão (não)
Mas não vou ficar na tua mão
Se você quiser não pode vacilar, demorar
E, pra te dominar, virar tua cabeça
Eu vou continuar te provocando
E, pra escandalizar
Dar a volta por cima
Não vou parar, até te ver pirando
Vem na maldade, com vontade
Chega, encosta em mim
Hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim
Uh uh, uh uh (bang)
Bang (bang)…

24k Magic
Bruno Mars
Philip Lawrence
Christopher Brody Brown

Tonight
I just want to take you higher
Throw your hands up in the sky
Let’s set this party off right

Players, put yo’ pinky rings up to the moon
Girls, what y’all trying to do?
24 karat magic in the air
Head to toe so player
Uh, look out!

Pop pop, it’s show time (show time)
Show time (show time)
Guess who’s back again?
Oh, they don’t know? (Go on tell ‘em)
Oh, they don’t know? (Go on tell ‘em)
I bet they know soon as we walk in (showin’ up)

Wearing Cuban links (ya)
Designer minks (ya)
Inglewood’s finest shoes (whoop, whoop)
Don’t look too hard
Might hurt ya’self
Known to give the color red the blues

Ooh, shit
I’m a dangerous man
With some money in my pocket
(Keep up)
So many pretty girls around me
And they waking up the rocket
(Keep up)
Why you mad? Fix ya face
Ain’t my fault y’all be jocking
(Keep up)

Players only, come on
Put your pinky rings up to the moon
Girls, what y’all trying to do?
24 karat magic in the air
Head to toe so player
Uh, look out! Uh

Second verse for the hustlas (hustlas)
Gangstas (gangstas)
Bad bitches and ya ugly ass friends (haha)
Can I preach? (Uh oh) Can I preach? (Uh oh)
I gotta show ‘em how a pimp get it in

First
Take your sip (sip), do your dip (dip)
Spend your money like money ain’t shit
(Whoop, whoop)
We too fresh
Got to blame it on Jesus
Hashtag blessed
They ain’t ready for me

I’m a dangerous man
With some money in my pocket
(Keep up)
So many pretty girls around me
And they waking up the rocket
(Keep up)
Why you mad? Fix ya face
Ain’t my fault y’all be jocking
(Keep up)

Players only, come on
Put your pinky rings up to the moon
Hey, girls, what y’all trying to do?
(What y’all trying to do?)
24 karat magic in the air
Head to toe so player
Uh, look out!

(Wooh)
Everywhere I go they be like
Ooh, so player
Ooh, everywhere I go they be like
Ooh, so player
Ooh, everywhere I go they be like
Ooh, so player, ooh

Now, now, now
Watch me break it down like (uh)
24 karat, 24 karat magic
What’s that sound?
24 karat, 24 karat magic
Come on now
24 karat, 24 karat magic
Don’t fight the feeling
Invite the feeling

Just put your pinky rings up to the moon
Girls, what y’all trying to do?
(What y’all trying to do?)
24 karat magic in the air
Head to toe so player, hey
Put your pinky rings up to the moon
Girls, what y’all trying to do? (Do)
24 karat magic in the air
Head to toe so player
(24 karat)
Uh, look out

(24 karat magic, magic, magic)

Mágica dos 24 quilates

Esta noite
Eu só quero te levar às alturas
Jogue suas mãos para o alto
Vamos começar essa festa direito

Apontem seus anéis de mindinho para a lua
Garotas, o que vocês estão tentando fazer?
A mágica dos 24 quilates está no ar
Um pegador da cabeça aos pés
Uh, cuidado!

Estoure, estoure, é hora do show (hora do show)
Hora do show (hora do show)
Adivinha quem está de volta?
Oh, eles não sabem? (Então conte)
Oh, eles não sabem? (Então conte)
Eu aposto que eles saberão assim que chegarmos (nos exibindo)

Usando correntes Cubanas (é)
Casaco de pele feito por encomenda (é)
Os melhores sapatos Inglewood’s (whoop, whoop)
Não olhe muito
Talvez você se machuque
Sou conhecido por transformar tristeza em alegria

Ooh, merda
Eu sou um homem perigoso
Com um pouco de dinheiro no bolso
(Acompanhe)
Tantas garotas bonitas ao meu redor
E elas estão acordando o foguete
(Acompanhe)
Por que está bravo? Melhore essa cara
Não é minha culpa se todos tentam me imitar
(Acompanhe)

Apenas os pegadores, vamos lá
Apontem seus anéis de mindinho para a lua
Garotas, o que vocês estão tentando fazer?
A mágica dos 24 quilates está no ar
Um pegador da cabeça aos pés
Uh, cuidado!

Segundo verso para os malandros
Para os gangsters (gangsters)
Para as vadias idiotas e suas amigas horrorosas (haha)
Posso mandar a real? (Uh oh) Posso mandar a real? (Uh oh)
Eu tenho que mostrá-las como um cafetão faz isso

Primeiro
Tome um gole (vire), dê uma tragada (trague)
Gaste seu dinheiro como se dinheiro não valesse nada
(Whoop, whoop)
Nós somos a novidade
Graças a Jesus
#Abençoado
Elas não estão preparadas pra mim

Eu sou um homem perigoso
Com um pouco de dinheiro no bolso
(Acompanhe)
Tantas garotas bonitas ao meu redor
E elas estão acordando o foguete
(Acompanhe)
Por que está bravo? Melhore essa cara
Não é minha culpa se todos tentam me imitar
(Acompanhe)

Apenas os pegadores, vamos lá
Apontem seus anéis de mindinho para a lua
Ei garotas, o que vocês estão tentando fazer?
(O que vocês estão tentando fazer?)
A mágica dos 24 quilates está no ar
Um pegador da cabeça aos pés
Uh, cuidado!

(Wooh)
Todo lugar que eu vou eles estão dizendo
Ooh, pegador
Ooh, todo lugar que eu vou eles estão dizendo
Ooh, pegador
Ooh, todo lugar que eu vou eles estão dizendo
Ooh, pegador, ooh

Agora, agora, agora
Me assista detonar assim (uh)
24 quilates, a mágica dos 24 quilates
Que som é esse?
24 quilates, a mágica dos 24 quilates
Vamos lá, agora
24 quilates, a mágica dos 24 quilates
Não lute contra o sentimento
Abrace o sentimento

Apenas apontem seus anéis de mindinho para a lua
Garotas, o que vocês estão tentando fazer?
(O que vocês estão tentando fazer?)
A mágica dos 24 quilates está no ar
Um pegador da cabeça aos pés
Apontem seus anéis de mindinho para a lua
Garotas, o que vocês estão tentando fazer? (Fazer)
A mágica dos 24 quilates está no ar
Um pegador da cabeça aos pés
(24 quilates)
Uh, cuidado!

(A mágica dos 24 quilates está no ar, a mágica, a mágica)

Rararara… que delícia! Esse é o som do Nossa Toca, com Bang da Anitta, misturada com 24k Magic, do Bruno Mars… que ótimo, cara! O Nossa Toca é um canal de música no Youtube em que o produtor e apresentador Giba Moojen, junto com os diretores Leonardo Felippi e Rodrigo Schaefer, recebem artistas para criar experiências musicais, trazer sons autorais… e cara: é muito bom!

Quando publiquei a versão deste podcast em 2012, eu disse que o texto a ser lido era de autoria do escritor moçambicano Mia Couto, e que eu o adaptar para o português falado no Brasil. Bem, o nome do texto é “Um dia isto tinha que acontecer”, e não, não é de Mia Couto. Eu não achei o autor, mas achei as polêmicas que o texto gerou.

Eu vou trazê-lo novamente, pois é um texto que fala da falta de ação e de vontade individual. Que trata do choque de gerações – eu vou falar disso mais adiante. Considerando-se que hoje em dia se fala em mudança de geração a cada dez anos, é interessante ouvir um texto que falava praticamente de uma geração anterior…

Se você ficar nervoso com o que ouvirá, respire fundo e continue. Faz bem ouvir o que a gente não gosta, até para refletir contra o que foi ouvido.

Ao fundo você ouve o instrumental de Ritmo Perfeito, da Anitta. Manda bala aí, Lalá:

Está em apuros a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está em apuros a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) em apuros são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (atualmente entre os 40 e os 60 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós a Revolução dos Cravos de 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre, mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, carteiras de motorista e o primeiro automóvel, tanques de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.

Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego não deram certo, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada. Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estarem fazendo o melhor. O dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho que garante o salário com que se compra (quase) tudo.

E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram em apuros.

“Olá Luciano, bom dia, boa tarde, boa noite, aqui é Paulo Castro de Rezende, Rio de Janeiro. 

Acabei de ouvir seu episódio 693 sobre Influenciadores e manipuladores e é muito interessante essa reflexão, a diferença entre influenciar e manipular. Eu, particularmente, me preocupo muito sobre isso. Eu, no auge dos meus 46 anos de idade, eu tenho um casal de filhos, o Felipe de nove anos e a Letícia de sete anos.  É um tema que eu fico constantemente pensando sobre isso, porque por mais que… nós sempre tivemos influência na nossa vida, né? Desde pequeno, desde cedo, televisão, propaganda e tudo mais, mas hoje as crianças vivem uma outra realidade, a mídia é totalmente diferente, né? Obviamente por causa da internet, coisa que não existia antes. 

Então, o que os meus filhos vêem na TV, não tem nada a ver com o que a gente via na TV quando a gente era pequeno. Basicamente, porque, imagina o seguinte: na minha casa, por exemplo, não se assiste televisão aberta. Ninguém acessa rede Globo. Ninguém. Absolutamente ninguém. Nenhuma TV de casa, o pessoal não sabe nem como é que faz pra acessar a TV aberta. A TV fechada, por assinatura, eu cancelei porque ninguém assistia, então não tem nenhum serviço de televisão na minha casa. Das quatro televisões de casa, elas só servem pra assistir três coisas: ou é Netflix, ou Youtube, ou contratar um filme, alugar ou comprar um filme. E as crianças preferem 100% do tempo Youtube, por preferência delas. Elas só não assistem 100% do tempo Youtube, porque a gente não deixa. A gente acha que não é sadio, não é saudável. E essa é a minha preocupação, né?

Então, vou deixar aqui pra você uma sugestão de continuação desse tema, né? Fazer o programa dois aí dele, falando sobre os influenciadores digitais na vida das crianças, que essa é a minha maior preocupação. Obviamente pra mim, eu sempre tenho o olhar crítico, né? Pra saber quando eu estou sendo influenciado ou manipulado, a famosa fórmula do sucesso aí que você citou, mas como eu tenho acesso à informação e eu leio muito, a minha maior preocupação é com os meus filhos. Quanto que um influenciador digital desse tem referência na vida deles, né?

Quando eu vejo a minha filha assistindo um programa de uma Luluca que não diz nada e assiste várias vezes o mesmo episódio, eu fico preocupado. Quando eu vejo o meu filho assistindo um Felipe Neto, que esse sim leva muito conteúdo péssimo pra ele, me deixa preocupado. Por outro lado também, eu fico pesquisando, olha só o ponto que a gente chega: eu fico pesquisando no Youtube canais pra eu indicar pros meus filhos assistirem, canais que eu considero que são… que não são ruins. Não vou nem falar que são bons, mas que não são ruins pra eles. 

Enfim, uma sugestão minha aí é… excelente tema e continuar mais sobre esse aspecto, ponto de vista de crianças com os influenciadores digitais que a gente tem agora, que a realidade das crianças hoje, não vou falar que é pior, nem melhor, é simplesmente diferente da nossa quando éramos crianças, mas pra gente, pros pais, é um pouco difícil saber lidar com isso, né? Como que você vai reprimir uma coisa que é  novidade pra gente, né? A gente tem que ter um olhar crítico de saber se aquilo que eles estão assistindo é construtivo ou não, e saber até que ponto a gente pode simplesmente proibir, né? 

Enfim: fica aí uma sugestão de tema pra você. Um abraço a todos”. 

Grande Paulo, a ideia foi dar a largada mesmo numa série de podcasts tratando dessa questão dos influenciadores e manipuladores. Este programa aqui hoje faz parte, Trata da responsabilidade da geração passada sobre a futura. E pelo que ouvi, você é um pai vivendo essa preocupação. Continue assim, meu caro, você é a referência para seus filhos. Não dá para isolá-los do mundo, mas dá para orientá-los sobre os melhores caminhos do mundo.

Muito bem. O Paulo  receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT, você já sabe, distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, qual recado você tem para as próximas gerações?

Lalá – Na hora do amor, use Prudence.

Luciano – Muito bem.

Os pais em apuros não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem baladas e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra de graça nem se consome fiado.

Os pais em apuros deixaram de ir ao restaurante para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os centavos para pagar as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga e alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo em apuros, que já não aguentam, que começam a ter de dizer ‘não’.

É um ‘não’ que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades, mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que coleciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em lugar nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.

Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, estupidamente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades e características não encaixam no retrato coletivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam em apuros, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados acadêmicos, porque, que inveja! que chatice!, são nerds, bobos que só estorvam os outros e, oh, injustiça!, já são capazes de conseguir bons salários e subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente!

Novos e velhos, todos estamos em apuros. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso fracasso?

E a DTI Digital é um dos apoiadores do Café Brasil, e está ensinando a gente  ser…. ágil! Sua empresa é ágil, é? Cada empresa precisa descobrir o seu próprio caminho para ser ágil! Não existe um único modelo, mas existem princípios, e é isso que os Agilistas trazem para você. Descubra por onde começar a ser ágil, ouvindo o podcast Os Agilistas, que você encontra em todas as plataformas. E pode seguir pelo Instagram no @osagilistas. Ou então acessando a dtidigital.com.br.

Vai, meu, se mexe, aí vai! Seja ágil como um agilista!

Que reflexão pesada a desse texto de 2012, não é mesmo, hein? O Lalá até reclamou aqui que o texto é estranho, mas é um texto originalmente escrito em português de Portugal, que eu adaptei. Por isso tem umas estranhezas. Mas é impactante a forma como ele serve pra nós aqui no país tropical, não é?

E aí, hein? Ficou nervoso com o texto? É um jovem que não se reconhece nele? Que bom! Talvez você faça parte daquela exceção que o autor comenta que existe, sim.  Olha. Eu comungo com o autor aquela sensação de que existe uma culpa sim, e é da geração anterior à essa que aí está: os pais que tudo permitiram… Mas se você é daqueles que acha que o mundo está caminhando para o fim e que a próxima geração é composta de idiotas,  eu tenho três considerações a fazer. Na verdade, três enunciados que encontrei nas pesquisas para montar aquele programa de 2012 e que passei a usar em minhas palestras. Eu não sei até onde os enunciados são verdadeiros, mas a reflexão proposta é muito interessante.

O primeiro enunciado é este aqui ó:

“Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus.”

O segundo enunciado:

“Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível.”

Terceiro enunciado:

“Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.”

Que tal, hein? Pesados, não é?

Então deixe eu contar quem é que disse cada um deles….

O primeiro foi dito por Sócrates, 400 anos antes de Cristo. O segundo foi dito por Hesíodo, 720 anos antes de Cristo. E o terceiro estava escrito num vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia, que tinha mais de 4000 anos de idade…

Aonde quero chegar,, hein? A próxima geração sempre será mais ignorante, mais irresponsável, mais intelectualmente pobre, mais medíocre, mais burra que a anterior. Há mais de 4000 anos que pensamos assim… E você acha que algum dia isso vai mudar, hein?

Aos 63 anos de idade, já considero que vivo no mundo dos meus filhos. A realidade de hoje é a deles, a palavra é a deles, a energia é a deles. As baladas, a moda, a música, a conversa é a deles. E esse mundo deles não me serve muito bem, viu? Eu fui educado para um outro mundo, aquele que construí quando tive entre 20 e 45 anos de idade. Lamento por muito do que meus filhos estão perdendo, mas invejo o muito que eles estão tendo e que eu jamais tive.

Uma coisa, no entanto, não vai mudar: eu, como meu pai e como meu filho, tenho um cérebro. Sinto frio, fome, dores, amores, calor. Se eu me cortar, eu sangro. Exatamente como os caras que 4000 anos atrás escreveram naquele vaso de argila.

A burrice sempre existiu e sempre atraiu a maior parte das pessoas que compõe aquilo que chamamos de “o povo”. O povo, do qual fazemos parte eu e você, é médio, é conformado, é ignorante e por isso precisa tanto de líderes. Mas basta dar uma olhada na história para verificar que, mesmo com a tentação da burrice e ignorância, cada geração obteve conquistas tecnológicas, morais e sociais fabulosas, que levaram a humanidade a um estágio de conforto, conhecimento e harmonia muito superior ao que existia 4000, 1000, 500 ou 100 anos atrás. Ou você acha que vivemos pior do que viviam nossos avós?

A visão idílica de que “antes é que era bom” só serve para quem tem saudades de um passado que… passou. Não tem aplicação prática e não serve para construir o futuro. Serve pra ensinar. Mas se ninguém aprender com ele, né? O futuro é dos meninos e meninas que nós, mais velhos, criamos e que agora são os donos do mundo que está aí.

E assim então, ao som de Tiago Iorc fazendo um cover de Bang, da Anitta… e levando a nova geração à loucura… que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

Toda geração acha que a geração que vem depois é muuuuito pior do que a sua. Mas nenhuma geração acha que a culpa é dela mesma…

Se algum dia idealizamos um mundo melhor, deveríamos ter pensado nas pessoas que estávamos desenvolvendo para construir e cuidar dele. A nova geração nos ensinou a sermos pais, educadores, formadores, mentores. Aprendemos com a garotada que aí está, e quem acha que o resultado foi ruim, tem parte na culpa de todos nós, que fomos maus professores!

Mas olha, observando o comportamento de meus filhos, acho que cumpri meu papel. Tenho visto uma moçada muito interessante aparecendo, com ideias, propostas e atitudes que me enchem de orgulho. São minoria? Claro que são.

Mas nos últimos 40 mil anos, quando é que não foram, hein?

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. E agora, meu amigo, com aplicativos para IOS e Android. Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/694.

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Para terminar, uma frase de Robert Baden-Powell:

Deixe o mundo um pouco melhor do que o encontrou.