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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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A ilusão de transparência é uma armadilha comum em que ...

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Café Brasil 932 – Não se renda
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Café Brasil 931 – Essa tal felicidade
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LíderCast 328 – Criss Paiva
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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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LíderCast 325 – Arthur Igreja
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Café na Panela – Luciana Pires
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Vida longa ao Real!
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Vida longa ao Real!   “A população percebe que é a obrigação de um governo e é um direito do cidadão a preservação do poder de compra da sua renda. E é um dever e uma obrigação do ...

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A Lei de Say e a situação fiscal no Brasil
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Protagonismo das economias asiáticas
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Protagonismo das economias asiáticas   “Os eleitores da Índia − muitos deles pobres, com baixa escolaridade e vulneráveis, sendo que um em cada quatro é analfabeto − votaram a favor de ...

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Criatividade, destruição criativa e inteligência artificial
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Cafezinho 632 – A quilha moral
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Cafezinho 631 – Quem ousa mudar?
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Cafezinho 629 – O luto político
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E aí? Sofrendo de luto político? Luto político é quando ...

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Quando eu crescer

Quando eu crescer

Luciano Pires -

Meu filho completou 26 anos! E durante aquelas viagens no tempo que – a cada aniversário – os pais fazem com seus bebês, revivi o momento em que, aos 19 anos de idade, diante do vestibular, ele teve que escolher o que seria “quando crescesse”. Até então eu havia dito que era cedo para definir o futuro, mas que ele deveria conversar com profissionais, visitar pessoas, fazer testes de aptidão, usar todos os recursos para avaliar as oportunidades de carreira profissional.

É claro que ele não fez nada daquilo. Seguiu o coração e um dia disse:

– Pai, tá decidido. Quero fazer Artes Plásticas.

Hein? Artes plásticas? Visualizei-o com trinta e cinco anos, cara de cinquenta, barbudo, de papete e bolsa a tiracolo, vendendo pulseirinhas na praia… Meu filho, pô! Meu investimento! Artista plástico? No Brasil? O coitado vai passar fome!

– Artes plásticas? Você tem certeza?
– Tenho, pai. É isso que quero fazer.

Enquanto eu segurava pelos cabelos a mãe dele, que havia saltado pela janela do segundo andar, contei até dez e disse o melhor que pude:

– Muito bem. Se é isso que você quer, vamos encarar. Não tenho a menor idéia se daqui a cinco ou dez anos você será artista, gerente de banco, dono de Pet Shop ou executivo de multinacional, mas uma coisa eu sei: você vai ter que cursar a melhor escola de artes plásticas do Brasil.

Ao transitar do emocional para o racional durante aquele “contei até dez”, me lembrei de um caro amigo, o Sidney, que se formou engenheiro químico e nunca mais olhou para uma tabela periódica. Foi trabalhar em vendas, transformando-se num grande executivo global, presidente de empresas multinacionais.
Recordei-me de outro amigo, o Marco, que se formou em agronomia e nunca trabalhou no ramo. Hábil em economia e finanças, tornou-se consultor especializado em franquias e venda e aquisição de empresas. E um dia me disse:

– Luciano, foi minha formação em agronomia que permitiu que eu tivesse uma visão de negócios completamente diferente dos outros consultores.

Lembrei-me também do suporte que recebi de meu pai em 1974 quando, aos 18 anos de idade, decidi sair de Bauru para estudar Comunicação Visual na capital. Até hoje não consigo explicar para minha mãe que raio de profissão é essa, mas foi com um diploma de “comunicador visual” que construí uma bem sucedida carreira de vinte e seis anos como executivo de uma multinacional de autopeças. Algo que nunca imaginei aos 19 anos…

Respeitando a carreira que escolhi seguir, meu pai preocupou-se em garantir que eu tivesse a melhor formação possível. Ele sabia que o resto viria como conseqüência.  

Muito bem. O Dani formou-se em artes plásticas na melhor escola e hoje, aos 26 anos de idade, trabalha com produção de vídeos, dando vazão à criatividade, atendendo clientes de grandes corporações e fazendo planos.

Quer saber? Não há o que pague o orgulho que sinto por ter apoiado seus sonhos.

Luciano Pires