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Alexandre Gomes - Iscas Conhecimento -

INFERÊNCIA ANALÓGICA ou RACIOCÍNIO POR ANALOGIA:

Esta é uma forma de inferência baseada na similitude. a conclusão de uma INFERÊNCIA ANALÓGICA pode ser apenas provável,

 

Se o argumento (inferência) for provado, então deixa de ser analógico. Pois a analogia é um modo de inferência que já levou a muitas descobertas científicas.

Por exemplo, Benjamin Franklin notou a similaridade entre as centelhas de uma máquina elétrica e os relâmpagos; e então arriscou a possibilidade de que um relâmpago é eletricidade. Essa conclusão foi a partir de uma analogia fácil de se perceber, mas que vamos descrever seguindo os métodos lógicos apresentados nas lições aqui.

Analogia de Benjamin Franklin:

       S¹                                                                              P

Centelhas de uma máquina elétrica são descargas elétricas.

Fórmula: S¹ é P, pois:

                      S¹                                                                                           M

Pois elas (as centelhas) são caracterizadas por movimento rápido e condutividade.  (S¹ é M)

 

            S²                                                       S¹                                                 M

O relâmpago se assemelha a essas centelhas na rapidez do movimento e na condutividade.

 

A semelhança entre S² e S¹ É o que cria a ligação analógica entre os dois fenômenos.

 

     S²                                                                P

ஃ O relâmpago é provavelmente uma descarga elétrica.

ou seja, S² é provavelmente P

Perceba que o valor de uma inferência analógica depende mais da IMPORTÂNCIA das semelhanças do que do número de semelhanças. Ou seja, basta uma semelhança que seja importante para a existência dos dois fenômenos observados, do que várias outras semelhanças entre outros fenômenos que fazem analogias sobre detalhes menos importantes.

A validade do raciocínio requer que o ponto de semelhança M, que no exemplo acima é a rapidez do relâmpago e sua condutibilidade de eletricidade, seja provavelmente uma PROPRIEDADE resultante da natureza de P (a descarga elétrica) e que não seja diferente de S¹.

 

Aristóteles observa que o raciocínio por analogia é uma inferência não do todo lógico até as suas partes (esse é o método da dedução), MAS de parte a parte, ou seja, comparando detalhes específicos em comum entre os dois fenômenos que estão sendo observados na inferência analógica; e quando ambas as partes se classificam sob o mesmo gênero (M) e uma das duas características (lembre-se da característica S¹ do exemplo acima) é por nós mais bem conhecida do que a outra característica (S²); conseguimos assim entender o que é o fenômeno que conhecemos menos sem o eventual risco de experimentá-lo para ter certeza.

Ou, é claro, alguém poderia se voluntariar a receber um raio e talvez depois ser capaz de descrever se o que sentiu foi igual ou parecido com um choque que se levaria das centelhas de uma máquina elétrica… Eu não seria esse voluntário.

 

Outro detalhe que nos escapa hoje sobre esse exemplo de Franklin é como o raio e a eletricidade eram compreendidos naquela época. Uma descarga elétrica era (e é até hoje) percebida pelo sentido do tato – ou seja, pela contração muscular. O brilho da centelha elétrica poderia ser visto e entendido pelas pessoas como apenas outra forma de manifestação da luz. Talvez isso seja um pouco difícil de imaginar hoje em dia, dada a associação evidente para todos nós, uma vez que a semelhança foi comprovada de outras formas depois do experimento de Benjamin Franklin.

 

OPOSIÇÃO MEDIATA:

Oposição mediata é a oposição entre duas proposições que juntas contêm três termos, sendo um termo comum a ambas proposições. Exemplo:

A testemunha está mentindo.

A testemunha está dizendo a verdade.

 

A OPOSIÇÃO MEDIATA combina as regras de oposição com as regras do silogismo. Uma vez que duas proposições mediatamente opostas TEM TRÊS TERMOS, e estes três termos podem tomar a forma de silogismo o qual, combinado com a oposição imediata, expressa claramente as relações de todas as proposições envolvidas.

e para esclarecer: mediato (ou mediata) significa indireto, remoto, algo que não é executado diretamente.

 

Agora, vamos ver a expansão do exemplo da testemunha acima.

X A testemunha está mentindo.         A testemunha não está mentindo.

 

Y Quem mente não diz a verdade

 

Z A testemunha não está dizendo a verdade.        Z¹ A testemunha está dizendo a verdade.

 

Veja o esquema acima como duas estruturas separadas de silogismos. Um silogismo de proposições X e Y, com uma conclusão Z; e outro silogismo de proposições X1 e Y, com conclusão Z¹. Dito isto, vamos à análise:

Sendo X a premissa menor, Y a premissa MAIOR e Z a conclusão do primeiro silogismo. Então X¹ simboliza a proposição contraditória de X, e Z¹ a proposição contraditória de Z.

 

Regras determinantes da VALIDADE de uma OPOSIÇÃO MEDIATA:

  1. O silogismo envolvido na relação de proposições opostas mediatamente DEVE SER formalmente válido
  2. A terceira proposição (a Y da expansão acima), a qual serve para estabelecer a OPOSIÇÃO MEDIATA entre duas outras deve ser materialmente verdadeira.

 

O exemplo a seguir mostrará quão fundamental para a OPOSIÇÃO MEDIATA genuína é a regra que diz que Y deve ser materialmente verdadeira.

X João estava em Itú no último domingo.      X¹ João não estava em Itú no último domingo.

 

Y Um homem que estava em Itú no último domingo não poderia ter estado em Recife no último domingo.

 

Z João não estava em Itú no último domingo.   Z¹ João estava em Itú no último domingo.

 

Note que pode até parecer razoável dizer que se João estava em Itú domingo passado, ele não poderia estar em Recife no mesmo dia. Porém, esse pensamento pode estar errado, pois nada impede João de ir ao aeroporto e viajar para a capital de Pernambuco, e estar em Recife no mesmo domingo. 

Se João fosse acusado de um crime cometido em Itú no último domingo, a primeira impressão poderia estabelecer um álibi, desde que a proposição Z¹ pudesse ser provada?

 

Temos aqui um silogismo válido, mas, para que as proposições X e Z¹ sejam validamente opostas como contrárias mediatas, é necessário também que Y seja MATERIALMENTE VERDADEIRA. Que no nosso exemplo acima, que se comprove que João não viajou de avião para Recife no domingo.

 

A proposição Y seria materialmente verdadeira há cem anos, mas não atualmente. Logo X e Z¹ não são validamente opostas como contrárias mediatas genuínas, mas apenas assim parecem ser, e ambas podem ser verdadeiras (X e Z¹) – afinal, basta uma viagem de avião para tornar X e Z¹ verdadeiras!

Se X e Z¹ fossem pontos em um debate, nenhum dos lados estariam em oposição, pois ambos poderiam estar certos e não saber de todos os fatos. E o fato que tornaram ambos certos seria um vôo de avião.

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