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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Durante o mais recente encontro do meu Mastermind MLA – ...

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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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A ilusão de transparência é uma armadilha comum em que ...

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Café Brasil 932 – Não se renda
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Em "Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith", ...

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Café Brasil 931 – Essa tal felicidade
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A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi um ...

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LíderCast 328 – Criss Paiva
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A convidada de hoje é a Criss Paiva, professora, ...

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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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327 – O convidado de hoje é Pedro Cucco, Diretor na ...

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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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O convidado de hoje é Yuri Trafane, sócio da Ynner ...

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LíderCast 325 – Arthur Igreja
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O convidado de hoje é Arthur Igreja, autor do ...

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Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Live inaugural da série Café Com Leite Na Escola, ...

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Café² – Live com Christian Gurtner
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O Café², live eventual que faço com o Christian ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Vida longa ao Real!
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Vida longa ao Real!   “A população percebe que é a obrigação de um governo e é um direito do cidadão a preservação do poder de compra da sua renda. E é um dever e uma obrigação do ...

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A Lei de Say e a situação fiscal no Brasil
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A Lei de Say e o preocupante quadro fiscal brasileiro   “Uma das medidas essenciais para tirar o governo da rota do endividamento insustentável é a revisão das vinculações de despesas ...

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Protagonismo das economias asiáticas
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Protagonismo das economias asiáticas   “Os eleitores da Índia − muitos deles pobres, com baixa escolaridade e vulneráveis, sendo que um em cada quatro é analfabeto − votaram a favor de ...

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Criatividade, destruição criativa e inteligência artificial
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Criatividade, destruição criativa e inteligência artificial   “O capitalismo é, essencialmente, um processo de mudança econômica (endógena). O capitalismo só pode sobreviver na ...

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Cafezinho 632 – A quilha moral
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Sua identidade não vem de suas afiliações, ou de seus ...

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Cafezinho 631 – Quem ousa mudar?
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O episódio de hoje foi inspirado num comentário que um ...

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Cafezinho 630 – Medo da morte
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Na reunião do meu Mastermind na semana passada, a ...

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Cafezinho 629 – O luto político
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E aí? Sofrendo de luto político? Luto político é quando ...

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Tudo por dinheiro

Tudo por dinheiro

Luciano Pires -

Tenho seis livros escritos e editados, dos quais quatro são “comerciais”, ou seja, estão (ou deveriam estar) à venda nas livrarias. Para cada um deles tenho uma história terrível sobre o relacionamento entre editoras x distribuidoras x livrarias. O sistema de edição e distribuição de livros no Brasil é ultrapassado, caro, burro e está piorando, pois a distribuição fica cada vez mais concentrada nas mãos de menos gente, mais poderosa. O resultado é um produto caro, com distribuição deficiente e com uma péssima remuneração aos autores, além da discutível capacidade de escolha de conteúdos relevantes. Basta ver a lista dos dez mais da Veja…

Se você não sabe, de cada livro vendido nas livrarias por R$ 35, o autor recebe em média R$ 3,5. Do restante, cerca de R$ 4 ficam na gráfica que imprimiu e R$ 8,5 remuneram a editora, que produz o livro e teoricamente faz o marketing. E cerca de R$ 19 ficam no sistema de distribuição, especificamente nas livrarias que vendem os livros ao público. Ah, sim, e se você receber pelo correio ainda pagará em torno de R$ 10 pelo frete. E o livro terá custado R$ 45.

Então vamos lá: do livro que você recebeu em casa pelo Correio, o escritor fica com 7,8%. Quem produziu o livro fica com 28%. E quem distribuiu fica com 64%. É neste cenário que um livro que vende 4.500 cópias num ano é considerado best-seller num país com 200 milhões de habitantes…

Muito bem. Essa conta perversa prometia ser eliminada com o surgimento dos e-books. A tecnologia traria um ganho fantástico ao eliminar todo o processo de impressão, com custos de mão de obra, tinta e papel, além do custo da logística com correios, eliminação de estoques e brutal redução de espaço útil nas lojas. Custo de distribuição praticamente zero, que maravilha! Previa-se uma revolução! Houve quem apostasse que os preços dos livros cairiam por volta de 60%!

Pois os e-books foram lançados e a tal revolução não chegou. Aguardei com interesse a vinda da poderosa Amazon para o Brasil, que prometia quebrar de vez os paradigmas do mercado editorial. A negociação com as editoras foi demorada e ficou fácil prever que teríamos um não-acontecimento. Não deu outra. Chegou a Amazon e os livros normais vendidos a R$ 35 agora são oferecidos como e-books por R$ 25, com o autor recebendo R$ 2,5 por cópia vendida. A esperada redução significativa não aconteceu…

Não dá para compactuar com isso. Não dá para assistir as mesmas práticas deletérias sendo transportadas do mundo analógico para o digital. Não dá para continuar tendo o autor como o elo mais frágil, mal remunerado e desimportante da cadeia. Isso é desestimulante, brochante. Por isso tomei a decisão de comprar uma briga que vai me custar caro. Estou colocando os livros que escrevi e cujos direitos eu possuo para e-book, à venda em meu site www.portalcafebrasil.com.br praticamente pela metade do preço dos e-books que “eles” estão oferecendo. No meu site não haverá intermediários, não haverá custos extras. Venderei muito menos do que venderia através dos canais tradicionais, mas ganharei como autor muito mais por exemplar vendido. E entregarei um produto mais barato para os leitores, num nível de preços que acho justo: quase 1/3 do preço do livro em papel, que é aquilo que imaginei que seria proporcionado pela tecnologia.

Quer saber? Quem me importa é quem me lê, quem está em busca de ideias, de conhecimento, de inspiração, de provocação. É para esses que eu devo satisfação.

Os outros gostam menos de livros que de dinheiro.

Luciano Pires