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Luciano Pires -

 

No filme Piratas do Caribe tem uma cena em que os maiores piratas estão votando, só que todo mundo vota em si mesmo, menos o Jack que vota em quem ele confia.

Ele era um cara que entendia de psicologia… No filme Attack on Titan, na cena em que Levi tem que decidir quem é que tomaria o soro pra sobreviver e virar titã, tem que usar a razão para fazer a melhor escolha para o futuro da humanidade

Mas a história mostra que muitos desses homens e mulheres puros e honestos, quando conquistam o poder, passam por horríveis transformações. Belos, transformam-se em monstros. Aconteceu assim com os reis, tão bonitos, tão honestos, antes de terem a coroa na cabeça e a espada na mão.

Uma vez no poder, se transformaram em tiranos.

Meu nome é Bárbara Stock e você está no Café Com Leite, um podcast feito para crianças inteligentes! Junto comigo, meu avatar, a Babica, que mora no meu celular

Babica: Oie! Olha eu aqui outra vez!

Babica, quem você tem pra gente hoje?

Babica: Hoje quero trazer o comentário da Ana Beatriz.

Bárbara comenta

Bárbara: Se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11 93723-7711. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal, que você mesmo escolherá!

Medieval times

Bárbara: Então! No episódio anterior nós falamos sobre como as sociedades começaram a se organizar para acabar com as guerras e a violência. E chegamos ao ponto em que o povo, unido, começou a escolher pessoas para governar os países. Reis. Muitos dos quais, depois que colocaram a coroa na cabeça, viraram tiranos.

Babica: Ah, deixa eu explicar uma coisa! Tiranos são as pessoas que, sem se importar com o povo, impõem a sua vontade sobre os outros, passando por cima das leis e da justiça.

Bárbara: Isso mesmo! Muitos reis se esqueceram do povo e passaram a pensar só neles e em seus amigos.  Ora, se eram eles que faziam as leis, se eram eles que tinham a espada na mão, não havia ninguém que os punisse. Eles cometiam suas maldades protegidos pela impunidade.

Babica: Isso! Impunidade é a sensação que a gente tem quando alguém culpado por um crime ou uma ação ruim, não recebe nenhum castigo. Fazem coisas erradas e não são punidos!

Bárbara: Pois é… Os reis sabiam que não havia ninguém para puni-los, então agiam como tiranos. Sabiam que não aconteceria nada com eles.

Tendo poder para fazer as leis, eles as fizeram só em seu benefício, leis que obrigavam o povo a pagar impostos pesados, mesmo que não tivessem dinheiro. Opa! Falei em imposto? Quer explicar, Babica?

Babica: Claro! Imposto é um dinheiro que o povo tem de pagar ao governo para administrar o país em que o povo vive. Seria tão bom de todo o dinheiro dos impostos fosse usado para o bem do povo…. Mas não foi isso que os reis tiranos fizeram. Usaram o dinheiro do povo para si mesmos.

Bárbara: Eles construíram palácios com jardins, gramados e piscinas, deram banquetes e festas. E não só para eles, mas para todos aqueles que eram os amigos do rei e não se importavam mais se o povo também tinha o que comer, mesmo que pagasse seus impostos.

Babica: Essas pessoas que frequentavam o castelo do rei eram chamadas de corte. Eram os cortesãos. Que por estarem próximos do rei, se aproveitaram para ficar ricos, enquanto o povo, pagando impostos e mais impostos, ficou cada vez mais pobre, mais sofrido.

https://www.youtube.com/watch?v=K2maH-XVEGQ

Bárbara: Aprenda isso: as pessoas mais cheias de boas intenções, quando têm o poder e o dinheiro na mão, podem esquecer das boas intenções. Muitas ficam deslumbradas com o poder, com um monte de gente elogiando, pedindo favores, e passam a pensar só nelas e em suas famílias. O poder e o dinheiro podem corromper quem tem a mente fraca. Foi assim durante muitos séculos. Até que o povo perdeu as esperanças.

Os reis, que haviam sido objetos da admiração do povo, tornaram-se alvos do seu desprezo. O povo ficou bravo vendo o rei no luxo e riqueza, enquanto as pessoas do povo passavam fone e necessidades. O perfume do rei se transformou em fedor. Não, os reis não costumavam pensar no bem do povo.

Babica: Aí o povo pensou: “Ué? Não fomos nós que escolhemos o rei? Se ele está no trono é só porque nós queremos! Ele não está no trono pela vontade dos deuses! Se fomos nós que o colocamos no trono, temos o direito de tirá-lo de lá”.

Bábara: Isso! O povo então se enfureceu, saiu às ruas, pegou em armas e tirou o rei do trono. Com tiro, porrada e bomba!

Som de guerra e confusão

Bárbara: Mas por causa do ódio do povo contra o rei, esse direito de tirar os reis dos tronos, logo se transformou em crueldade.

Babica: Ah, e a esse movimento do povo reunido para tirar o rei, deu-se o nome de re-vo-lu-ção.

Bárbara: Isso mesmo, Babica. Revolução. Fazer uma revolução é romper com as coisas, parar com tudo, trocar o rei ou o sistema de governo. Num período da história do mundo, mais de 230 anos atrás, tivemos o que foi chamado de Revolução Francesa.

O rei e a rainha da França foram retirados do poder e guilhotinados, ou seja, suas cabeças foram cortadas!

Babica: Nossa…

Bárbara: Mas tem mais, Babica. Na Rússia, pouco mais de 100 anos atrás, os revolucionários mataram toda a família do rei, inclusive as crianças.

Babica: Nossa, Bárbara, que coisa horrível!

Bárbara: Pois é, Babica. É isso que acontece quando as pessoas têm ódio. Elas querem descontar nas outras, e se for um monte de gente com ódio, fica incontrolável e acaba mesmo em tragédia.

Babica: É… ódio… eu queria saber mais sobre esse sentimento.

Bárbara: Ah, pode deixar que um dia a gente vai falar disso aqui no Café Com Leite. Bom, com a revolução, tudo voltou ao que era antes. Não havendo um rei, não havia quem ditasse leis e as fizesse cumprir, para a paz do povo.

Mas o povo havia aprendido uma lição: poder por toda a vida, como o que era dado aos reis, produz tirania e corrupção.

Babica: Acho que é muito perigoso dar poder absoluto para uma pessoa só, não é?

Bárbara: É, Babica. O poder sobe à cabeça das pessoas, que passam a agir com crueldade. Isso não te faz lembrar Death Note?

Babica: Faz sim! Quando Kira decide utilizar o Death Note que encontrou para matar todas as pessoas malvadas do mundo, não é?

Bárbara: É sim! Ele foi visto como um deus, um salvador. Mas foi ficando cada vez mais claro que ele utilizava escolhas pessoais e egoístas para definir quem eram as pessoas boas, que deviam viver, e quem eram as más, que deviam morrer. Quanto mais o poder subia à sua cabeça, mais pessoas inocentes morriam, pelo simples fato de não concordarem com as opiniões de Kira.

Babica: por isso que é tão importante ter leis e regras. Lembra do exemplo do futebol? Como um jogo de futebol hoje é possível? Jogadores, campo, bola – tudo bem. Mas não basta. Tem de haver regras. Mas como se estabelecem regras?

Bárbara: Ah, Babica, primeiro as pessoas interessadas se ajuntam e fazem um “contrato”. “Contrato” é um documento que contém as regras do jogo que todos devem obedecer. Todas as relações entre os seres humanos são reguladas por contratos. O casamento é um contrato, a compra de uma casa é um contrato, a matricula de um aluno numa escola se faz por meio de um contrato. Quando um povo inteiro quer estabelecer as regras de sua convivência, esse contrato tem um nome: “Constituição”. Que nem sempre é cumprida.

Babica: Ah, é? E quem fez a constituição?

Bárbara: um grupo de pessoas que foram escolhidas pelo povo para escrever esse contrato. Na Constituição diz “O poder pertence ao povo”, entendeu? Não é de um rei absoluto, mas é do povo, que durante algum tempo empresta o poder para alguém dirigir as coisas. Essa foi a regra fundamental. Com justiça absoluta.

E quer ver que coisa legal?

Babica: quero!

Bárbara: esse contrato, que chamamos Constituição, é feito para ajudar o povo a governar. A palavra “povo” em grego é “demos”, e a palavra “governar” é “kratein”.

Babica: demos kratein?

Bárbara: Isso. Demos Kratein. Daí vem a palavra “democracia”: o governo do povo, para o povo. Não é legal?

Babica: Puxa! Agora entendi o que essa tal democracia que a gente tanto fala. É o governo do povo para o povo.

Bárbara: Isso mesmo. Assim como o governo daquele rei maldoso era uma tirania, agora vivemos uma de…

Babica: …mocracia.

Bárbara: quer coisa mais bonita? Em qualquer jogo multiplayer, em uma partida cooperativa – é impossível ganhar sozinho, não é? Isso faz com que o jogador seja obrigado a jogar em equipe, montando seu time. Democracia é jogar em equipe, pensando no bem de todos, não apenas nos ganhos individuais.

Quem só pensa em si, sem pensar nos outros, não é um democrata.

Babica: Ah, então dá pra dizer que no meio online a ferramenta de “reportar” foi usada para ajudar a manter algo parecido com a democracia?

Bárbara: isso mesmo! Alguns jogadores estavam se comportando mal, causando um mal estar na comunidade que está jogando. Com a ferramenta reportar, é possível apontar quem está jogando fora das regras, para que esses jogadores sejam controladas, mantendo a harmonia da comunidade.

Babica: hummmmmm…

Bárbara. É. Mas acontece que as coisas são mais fáceis na explicação do que na realidade. É fácil sonhar com o vôo. É difícil fazer um avião. É fácil sonhar com o ideal democrático. Mas é muito difícil transformá-lo numa máquina que funcione. É muito, mas muito difícil criar um sistema político em que seja o povo que exercita o poder, sabe?

Babica: Imagino! É sobre isso que a gente vai conversar nos próximos episódios?

Bárbara: Exatamente! Aos poucos vamos entender por que a política é tão importante, e por que não podemos simplesmente dizer que não gostamos dela. Você já sabe,. Não é? Quem não gosta de política…

Babica: … será governado por quem gosta.

Bárbara: Isso mesmo. E já sabe, né? Se você gostou até aqui, mande um recado em áudio pelo whatsapp 11 93723-7711. Se seu recado for escolhido, vamos publicá-lo no podcast e você ainda vai ganhar uma camiseta de presente, Que tal?

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Bárbara: Algumas crianças são diferentes. Não olham nos olhos, não falam “oi”, preferem ficar sozinhas. Algumas nem falam e nem gostam de serem tocadas. Provavelmente elas têm autismo. Por isso agem diferente das outras crianças.

Babica: E muitas vezes, é difícil se comunicar com elas.

Bárbara: Isso mesmo, Babica. Mas existe um aplicativo chamado Matraquinha, que ajuda crianças e adolescentes com autismo a transmitirem seus desejos, emoções e necessidades.

Babica: Eu já vi! É muito legal! Emocionante, até.

Bárbara: Pois é. Se você conhece alguma criança com autismo, diga para os responsáveis por ela acessarem matraquinha.com.br . Isso pode mudar a vida dela e da família dela.

Babica: matraquinha.com.br

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Meu nome é Bárbara Stock…

Babica: O meu é Babica!

Bárbara: Somos suas companheiras neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Lalá Moreira e a direção é do Luciano Pires e colaboração de roteiro de Milena Campello.

Babica, o que é que você trouxe pra gente hoje?

Babica: Ah, pra terminar, uma frase muito interessante, do cantor e compositor Bob Dylan:

“Quantos ouvidos o homem deve possuir até que possa escutar o choro do povo?”