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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

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Café Brasil 935 – O que faz a sua cabeça?
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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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Café Brasil 932 – Não se renda
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LíderCast 329 – Bruno Gonçalves
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LíderCast 328 – Criss Paiva
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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Café² – Live com Christian Gurtner
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Cafezinho 633 – O Debate
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Cafezinho 630 – Medo da morte
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A grande brochada

A grande brochada

Luciano Pires -

Estamos vivendo um momento importante na história do Brasil com o julgamento do Mensalão. Surpreendentemente os nobres juízes estão condenando cada um dos réus, demonstrando a independência que precisamos para que a república funcione como deve ser: de forma justa. E começa agora a fase do julgamento onde o bicho vai pegar: os réus do núcleo político começam a ser julgados. Em especial José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, a trinca de figurões do PT.

O retrospecto do julgamento não é bom para os réus. A manter-se a lógica, teremos uma condenação histórica que servirá como uma lição para a sociedade brasileira, de que o poder não é absoluto e de que ainda há juízes em Brasília. Mas é outro retrospecto que me incomoda.

Em minha palestra O Buraco da Fechadura trato do jeitinho brasileiro, nossa maior qualidade e maior defeito ao mesmo tempo. E mostro que o Brasil tem uma história repleta de anjos e demônios, fazendo um retrospecto de certos fatos recentes:

Em 1984, fomos às ruas com mais de 300 mil pessoas pelas Diretas Já, o nosso anjo salvador. Entusiasmados vimos o demônio da Câmara não aprovar a emenda. Brochamos.

Em 1985 elege-se o primeiro presidente civil após anos de governo militar: Tancredo Neves, o anjo salvador. E vem o demônio para matá-lo antes da posse. Brochamos.

Assume José Sarney, que lança o anjo sob a forma do redentor Plano Cruzado. Que logo vira o demônio dos oitenta e seis por cento de inflação ao mês. Brochamos.

Aí vem a Constituinte. O anjo Ulisses Guimarães conduz o povo às ruas e a gente muda tudo. Para ver o demônio nos dar uma montanha confusa de leis que tornam o país quase inviável. Nova brochada.

Surge então o anjo salvador: Fernando Collor de Mello. Que vira demônio e dá no que deu. Brochamos.

Então vem FHC, o anjo que coloca o país nos trilhos em seu primeiro mandato, para virar o demônio do segundo, abrindo caminho para a oposição. Nova brochada.

E então chega Lula, o anjo e seus comerciais. E traz com ele o demônio do Mensalão, da corrupção institucionalizada. Brochamos mais uma vez…

Que coisa! Parece sina: grandes mobilizações populares criando uma expectativa imensa que é depois transformada em decepção. E olha que eu só comecei em 1984. Se olhar antes tem mais.

Por isso estou acompanhando o julgamento do Mensalão com um entusiasmo contido. Comemoro cada pequena vitória, mas controlo imensamente minhas expectativas sobre o que vem pela frente. Enquanto lidaram com banqueiros, assistentes e políticos de menor expressão nossos juízes aplicaram a lei como deve ser. Mas chegou a hora dos tubarões e a partir de agora minha expectativa é zero.

Não, não é pessimismo. É apenas um pequeno truque que aprendi com o pioneiro da ciência da informação Saul Gorn, que um dia disse:

“Sempre espere ficar desapontado. E você não ficará.”

To me poupando de outra grande brochada