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Artigos Café Brasil
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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
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A devassa

A devassa

Luciano Pires -

Mas que crise econômica, que corrupção, que nada! Parem tudo! A Sandy disse que é possível ter prazer anal! Pô, não foi qualquer uma não, foi a Sandy!  A do Júnior, cara! A filha do Chitãozinho e Xororó! E o assunto ferveu nas mídias sociais, virou tema de acaloradas conversas na hora do cafezinho e quadros e enquetes em programas de televisão.

Sandy, a devassa, parou o Brasil.

A coisa explodiu quando a revista Playboy apresentou a capa da sua edição de agosto de 2011 com um ensaio fotográfico com Adriane Galisteu e uma chamada muito sugestiva:  Entrevista Sandy – “É possível ter prazer anal.”

Era só o que faltava! A doce Sandyzinha que todos vimos crescer, falando em prazer anal? Aliás, esse é um daqueles temas que tocam fundo, sem trocadilho. E uma lição valiosíssima para entender como é que os profissionais da comunicação fazem para ganhar nossa atenção. Impossível ler a frase da Sandy e ficar impassível! Pois fui atrás da entrevista e achei o trecho fatídico. Veja só:

Playboy – Dizem que as mulheres não gostam de sexo anal. Você concorda com isso?

Sandy – Então… Não tem como não responder isso sem entrar numa questão pessoal. Mas, falando de uma forma geral, eu acho que é possível ter prazer anal. Sim, porque é fisiológico. Não é todo mundo. Deve ser a minoria que gosta.

Ora, ora, então a Sandy não é uma militante do sexo anal! Sua resposta foi até bem diplomática, algo como nem contra nem a favor, muito pelo contrário. Mas será que a danadinha pratica, hein? Olha a continuação da entrevista:

Sandy –…Deve ser a minoria que gosta.

Playboy – Uma minoria na qual você se inclui?

Sandy – Não vou dizer. Essa é uma pergunta que me faria por em prática minhas aulas de boxe (risos).

Ora essa! Então ela não disse que gosta. Não disse que é bom. Não disse que as pessoas devem praticar. Ela apenas disse que isso é uma questão pessoal, que não falaria sobre suas preferências, mas que acha que é possível ter prazer anal e que uma minoria deve gostar. Ponto. Não consigo imaginar uma resposta melhor. 

Quem me lê há tempos já sabe da minha “Teoria dos 4 Rês”: notícias sem a menor relevância, passadas por pessoas sem qualquer responsabilidade, são recebidas por nós sem nenhuma reserva e recebem ressonância desproporcional. Os profissionais da comunicação sabem trabalhar as informações, signos, ritmos, como ninguém, para nos capturar pela emoção. Marotamente pinçada para fora do contexto, a frase “eu acho que é possível ter prazer anal” transformou-se numa confissão, e a Sandy virou devassa.

Abre o olho, meu. É assim que a coisa funciona.

Luciano Pires

Quer mais? Ouça os Podcasts Café Brasil 252 – A Arte de Iludir em http://portalcafebrasil.com.br/dlog/a-arte-de-iludir

e Café Brasil 260 – Vulgarizaram a Vulgaridade em http://www.pof.com/pt_landerd.aspx?dating=pt_ldrD468OSad1&gclid=CKyksYbogasCFdgS2godZ2k90Q