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A Manada

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Luciano Pires -

Othon Moacyr Garcia foi um filólogo, lingüista, ensaísta e crítico literário brasileiro. Em um de seus trabalhos escreveu que “ainda que cometamos um número infinito de erros, só há, na verdade, do ponto de vista lógico duas maneiras de errar: erramos raciocinando mal com dados corretos ou raciocinando bem com dados falsos.”

Vivemos numa sociedade em que a maior fonte de informação é a mídia que apresenta os dados superficialmente, conforme seus interesses. Fiar-se numa fonte assim é um risco.

Por outro lado a capacidade intelectual da sociedade tem sido reduzida num processo de emburrecimento infinito. Vivemos cada vez mais numa manada, copiando as decisões que o bovino ao lado tomou.

Surge então uma terceira maneira na equação de Othon Garcia: raciocinar mal com dados falsos…

Dentro da manada fazemos perguntas erradas, recebemos respostas erradas, realizamos diagnósticos errados e tomamos as ações erradas. Some-se a isso um altíssimo grau de cagaço e pronto! Olhe em volta!

Um amigo foi comprar um automóvel. Um Ford KA. Na concessionária, a informação: 45 dias para entrega. Não tem carro em estoque…

A Volkswagen, que no fim de 2008 cancelou o pagamento de horas-extras e concedeu férias coletivas escalonadas para seus 22 mil empregados, vai convocar sete mil funcionários para turno extra de trabalho no final de semana. Ela precisa adequar o volume de produção à demanda, que cresceu rapidamente. A situação nas demais montadoras não é diferente: ou você se adapta ao que tem na concessionária ou espera até sessenta dias.

Enquanto isso o segmento de carros importados ri à toa: saltou de 13,2% de participação de mercado em novembro para quase 20% em janeiro.

Se tudo andar mal com a indústria automotiva brasileira, voltaremos em 2009 aos patamares de 2007… Que foi simplesmente o segundo melhor ano da história dessa indústria no Brasil.

Que raio de crise é essa?

É a crise do pensamento estratégico, que morreu. Só restou o tático. Típico de manadas.

Deixe-me esclarecer com um exemplo simples: um arquiteto desenha um prédio maluco. É preciso que um engenheiro faça os cálculos estruturais para o prédio ficar em pé. E então os pedreiros erguem o edifício conforme os planos. A visão estratégica (objetivo) do arquiteto é sustentada pela técnica tática (logística) do engenheiro que é tornada realidade pela execução (operacionalização) dos pedreiros. Estratégia sem logística é desperdício. Execução sem logística é um desastre. O muro ficará torto e o prédio vai cair. E, se não cair, provavelmente terá custado infinitamente mais do que se seguisse uma estratégia.

A miséria intelectual, a asinidade estratégica e a vida em manada acabaram com os “arquitetos” na virada do milênio. E agora o cenário de crise está acabando com os “engenheiros”. Só restam “mestres de obra” e “pedreiros”. Atenção para as aspas, por favor.

Decisões? Só para curto prazo, para coisas que podem ser medidas e vistas. E dá-lhe simplismo. Tem que reduzir custo? Mande o povo embora. Corte os investimentos em comunicação. Transfira o poder para o departamento de compras, que vai escolher o mais baratinho. Deixe o dinheiro no banco que é mais seguro…

Infelizmente ninguém jamais medirá o custo dessas decisões. Eles não cabem numa planilha. E se coubessem a manada não entenderia.

Pois alguém já disse que “nenhum de nós é tão burro quanto a soma de todos nós.”

Nunca na história deste país vi uma verdade mais absoluta.