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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Vale muito a pena ver a história da qual somos ...

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Henrique Viana
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O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

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Deduzir ou induzir
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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Café Brasil 792 – Solte o belo!
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Pax Aeterna
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É preciso lançar pontes.
Maquiavel é, com alguma freqüência, considerado o primeiro cientista político moderno: nas suas análises, ele teria sido um dos primeiros a rejeitar tanto uma concepção metafísica da natureza ...

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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
  Uma definição torna explícita a INTENSÃO* ou significado de um termo, a essência que este termo representa.   *  você deve ter estranhado a palavra INTENSÃO, imaginando que seria ...

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Cafezinho 432 – O vencedor
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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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A nomenklatura e o mensalão

A nomenklatura e o mensalão

Luciano Pires -

Logo após o surgimento da União Soviética em 1922, Vladimir Lenin definiu os atributos das pessoas que poderiam ser apontadas para cargos de direção no governo soviético: confiabilidade, atitude política, qualificações profissionais e habilidade administrativa. E, evidentemente, filiação ao Partido Comunista. Assim, montava-se uma lista de candidatos que recebia o nome de Nomenklatura, do latim Nomenclatura, que quer dizer “lista de nomes”. Até os anos oitenta, quando Mikhail Gorbachev conduziu as reformas que implodiram a União Soviética, ser Nomenklatura significava pertencer a uma elite poderosa, que decidia em muitos casos até mesmo sobre a vida e morte das pessoas, e que gozava de benefícios com os quais o cidadão comum nem mesmo podia sonhar. A Nomenklatura era, assim, uma nova classe social, privilegiada, invejada, poderosa e organizada.

Para ascender dentro da Nomenklatura o indivíduo precisava ter um padrinho. Em retribuição, o promovido mantinha as políticas do padrinho. Essa relação de dependência dava à Nomenklatura a homogeneidade de adoção de regras que foi fundamental à manutenção da política de ferro e fogo da União Soviética.

A elite da Nomenklatura tinha abaixo de si os “apparatchik”, os “agentes do aparato”, indivíduos que desempenhavam tarefas burocráticas nos níveis mais baixos, de não liderança. Não eram pessoas especialmente habilidosas nas tarefas para as quais eram apontadas, pois suas nomeações atendiam interesses políticos. O resultado foi a caríssima, imensa, quase inexpugnável burocracia soviética, repleta de puxa-sacos e que, entre outros problemas, funcionava como um estado policial. “Cuidado com o que você diz. Seu vizinho pode ser um apparatchik e você vai dançar”. Naquela União Soviética, ser Nomenklatura ou apparatchik era dureza. Cair em desgraça era ser apagado da história. Literalmente.

Quando Gorbachev tentou reformar o estado, o castelo soviético ruiu, deixando viúvas por todo o mundo. Especialmente na América do Sul.

Bem, mas o que é que o mensalão tem a ver com isso? É simples. Troque “União Soviética” por “PT” e “soviético” por “petista”, e você verá que o modelo é o mesmo: uma elite de dirigentes cheia de privilégios, apadrinhamento, indicações políticas, apparatchik, burocracia e um estado cada vez mais gordo e ineficiente. Mas diferente da União Soviética de Lenin, Stálin, Krushev e Brezhnev, aqui os poderosos podem bastante, mas não podem tudo. Nas democracias existem outros poderes, existe ainda alguma liberdade, existe uma constituição.

E não é que membros importantes da Nomenklatura petista foram condenados à prisão? Vê-los de braço erguido e com o punho cerrado naquela famosa saudação socialista, deixou os apparatchiks assanhados, disparando para todos os lados. Mas eles deviam é estar comemorando. Tivessem sido condenados naquela União Soviética, ou Cuba, ou Coréia do Norte, provavelmente Dirceu, Genoíno e Delúbio seriam despachados para um Gulag. Ou fuzilados.

Mas aqui é o país tropical, do homem cordial. Logo mais estarão livres, leves e soltos, tratados como heróis da resistência e de volta à ação.

No Brasil, ser Nomenklatura é moleza.

Luciano Pires