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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Vale muito a pena ver a história da qual somos ...

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Henrique Viana
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O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

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Deduzir ou induzir
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Veja a quantidade de gente que induz coisas, ...

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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Café Brasil 792 – Solte o belo!
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Café Brasil 791 – Tempo Perdido
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Café Brasil 790 – Don´t be evil
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Existe uma preocupação crescente sobre o nível de ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
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O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
  Uma definição torna explícita a INTENSÃO* ou significado de um termo, a essência que este termo representa.   *  você deve ter estranhado a palavra INTENSÃO, imaginando que seria ...

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Enquanto isso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Em setembro do ano passado o STF julgou um processo muito interessante, sobre a propriedade do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi decidido que o palácio pertence ...

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Agronegócio, indústria e mudança de mindset
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Agronegócio, indústria e mudança de mindset “Quando adotamos um mindset, ingressamos num novo mundo. Num dos mundos – o das características fixas –, o sucesso consiste em provar que você é ...

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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Gritaria ideológica em rede social, sustentada em ...

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Cafezinho 429 – Minha tribo
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E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ...

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Cafezinho 428 – A cultura da reclamação
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O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua ...

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Cafezinho 427 – Política e histeria
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A histeria política é sintoma da perda total do ...

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A sabedoria que vem da mata

A sabedoria que vem da mata

Luciano Pires -

Lancei uma nova palestra chamada SustentHabilidade esta semana, num evento muito agradável onde cerca de 600 pessoas ouviram algumas provocações a respeito de um tema que tem sido abordado à exaustão nos últimos tempos: a sustentabilidade. A nada sutil inclusão de um “h” no título dava uma pista do conteúdo da palestra: eu não queria falar de sustentabilidade em si. Tem gente demais – e gente boa – falando a respeito e meu conhecimento sobre o assunto é apenas superficial. Por isso num momento da palestra eu disse que poderia estar falando de “inovhabilidade”, “flexihabilidade” ou “qualidhabilidade”. Minha intenção era falar sobre nossa capacidade (ou habilidade) de colocar em prática o que os belos discursos pregam.

E pelo retorno dos que assistiram, acho que consegui atingir meu objetivo.

Um momento que julgo ser de especial importância na palestra é o encerramento. Várias vezes bati na tecla de que temos muito a aprender com a  capacidade da natureza em manter o equilíbrio entre os infinitos elementos animais, vegetais e minerais que a compõem. Equilíbrio. E quem mais sabe do equilíbrio da natureza do que os índios?

Pois saí procurando e de cara encontrei uma famosa “carta do cacique Seattle”, dos EUA, que no século 19 teria escrito um manifesto lindíssimo sobre a relação do homem com a natureza. Mas bastou uma pequena investigação para descobrir que a tal carta é falsa. Foi escrita por um roteirista de cinema e depois distribuída como sendo de autoria do velho cacique.

Continuei a procura e acabei encontrando uma pérola aqui mesmo no Brasil. Mais especificamente num blog do Pará, o pelasruasdebelem . São as palavras de Kapjêre Jõpaipaire, um índio parkatêjê paraense. Conversando com a professora Marineusa Gazzetta, da UNICAMP, ele pronunciou algumas palavras que a impressionaram. Ela pediu permissão para anotá-las e divulgá-las. Leia com atenção e repare como a sabedoria está nas coisas mais simples:

“No verão esquenta e a água sobe; o corpo está quente e a água sobe; de noite esfria e volta de novo a água no corpo da gente. O calor da água está em tudo: em nós, na madeira, nas plantas e sobe e vai juntando. Forma nuvem. E quando está no dia da chuva, cai pra nós bebermos, para os animais, para as plantas…

A madeira (o mato) é nosso pai, dá a produção pro filho comer e defende a gente. A terra diz: ‘Eu sou a mãe de vocês; agora vocês têm que me gostar e me usar para viver.’ A terra é nossa mãe – cria a gente. A terra quer que a gente produza para comer. A terra – não sabemos de demarcação – não tem limite, é aberta. Índio anda 60 quilômetros num dia. Mato diz pro filho: ‘Olha, filho, eu vou me produzir pra você comer, mas você tem que me olhar e não deixar me prejudicar.’

O céu é nosso irmão mais velho. Ele manda na chuva e manda a chuva pra nós, pra beber, molhar as plantas, criar peixes, tomar banho, lavar…

A mata é um lençol para nós, por isso índio morava na mata. É saúde.

O sol é forte, traz doença e o vento carrega a doença pro mundo (não é só para o índio); a mata atrapalha o vento e não deixa passar a doença.

Agora não tem mais mata. Por isso está aparecendo muita doença.”

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Luciano Pires