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A sabedoria que vem da mata

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Luciano Pires -

Lancei uma nova palestra chamada SustentHabilidade esta semana, num evento muito agradável onde cerca de 600 pessoas ouviram algumas provocações a respeito de um tema que tem sido abordado à exaustão nos últimos tempos: a sustentabilidade. A nada sutil inclusão de um “h” no título dava uma pista do conteúdo da palestra: eu não queria falar de sustentabilidade em si. Tem gente demais – e gente boa – falando a respeito e meu conhecimento sobre o assunto é apenas superficial. Por isso num momento da palestra eu disse que poderia estar falando de “inovhabilidade”, “flexihabilidade” ou “qualidhabilidade”. Minha intenção era falar sobre nossa capacidade (ou habilidade) de colocar em prática o que os belos discursos pregam.

E pelo retorno dos que assistiram, acho que consegui atingir meu objetivo.

Um momento que julgo ser de especial importância na palestra é o encerramento. Várias vezes bati na tecla de que temos muito a aprender com a  capacidade da natureza em manter o equilíbrio entre os infinitos elementos animais, vegetais e minerais que a compõem. Equilíbrio. E quem mais sabe do equilíbrio da natureza do que os índios?

Pois saí procurando e de cara encontrei uma famosa “carta do cacique Seattle”, dos EUA, que no século 19 teria escrito um manifesto lindíssimo sobre a relação do homem com a natureza. Mas bastou uma pequena investigação para descobrir que a tal carta é falsa. Foi escrita por um roteirista de cinema e depois distribuída como sendo de autoria do velho cacique.

Continuei a procura e acabei encontrando uma pérola aqui mesmo no Brasil. Mais especificamente num blog do Pará, o pelasruasdebelem . São as palavras de Kapjêre Jõpaipaire, um índio parkatêjê paraense. Conversando com a professora Marineusa Gazzetta, da UNICAMP, ele pronunciou algumas palavras que a impressionaram. Ela pediu permissão para anotá-las e divulgá-las. Leia com atenção e repare como a sabedoria está nas coisas mais simples:

“No verão esquenta e a água sobe; o corpo está quente e a água sobe; de noite esfria e volta de novo a água no corpo da gente. O calor da água está em tudo: em nós, na madeira, nas plantas e sobe e vai juntando. Forma nuvem. E quando está no dia da chuva, cai pra nós bebermos, para os animais, para as plantas…

A madeira (o mato) é nosso pai, dá a produção pro filho comer e defende a gente. A terra diz: ‘Eu sou a mãe de vocês; agora vocês têm que me gostar e me usar para viver.’ A terra é nossa mãe – cria a gente. A terra quer que a gente produza para comer. A terra – não sabemos de demarcação – não tem limite, é aberta. Índio anda 60 quilômetros num dia. Mato diz pro filho: ‘Olha, filho, eu vou me produzir pra você comer, mas você tem que me olhar e não deixar me prejudicar.’

O céu é nosso irmão mais velho. Ele manda na chuva e manda a chuva pra nós, pra beber, molhar as plantas, criar peixes, tomar banho, lavar…

A mata é um lençol para nós, por isso índio morava na mata. É saúde.

O sol é forte, traz doença e o vento carrega a doença pro mundo (não é só para o índio); a mata atrapalha o vento e não deixa passar a doença.

Agora não tem mais mata. Por isso está aparecendo muita doença.”

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Luciano Pires