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Artigos Café Brasil
O Lado Cheio
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Aqui é o lugar onde você encontrará análises sobre o ...

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Pelé e os parasitas.
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Meu herói está lá, a Copa de 1970 está lá, o futebol ...

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Branding a preço de banana.
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Quanto vale o branding? Pelo que estou vendo acontecer ...

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O Tigre Branco. Ou poderia ser Cidade de Budah…
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Um grande comentário sócio-político sobre a divisão em ...

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Café Brasil 764 – LíderCast Live – Gastronomia Viva
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Medidas restritivas desproporcionais impostas pelos ...

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Café Brasil 763 – A Agro é pop?
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Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil,  ...

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Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
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Da mesma forma como o Youtube joga no colo da gente um ...

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Café Brasil 761 – O viés nosso de cada dia
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Você já ouviu falar em autoilusão? A forma como nós ...

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LíderCast 217 – Amyr Klink
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Meu nome é Amyr Klink, tenho 65 anos e eu construo viagens.

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LíderCast 216 – Denise Pitta
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Empreendedora digital, dona do site Fashion Bubbles, ...

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LíderCast 215 – Marco Antonio Villa
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Historiador, professor, comentarista polêmico em rádio ...

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LíderCast 214 – Bianca Oliveira
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Jornalista e apresentadora, hoje vivendo na Europa, ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
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Três livros sobre corrupção e como combatê-la
Luiz Alberto Machado
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A corrupção e o desafio de combatê-la em três livros “Ao contrário da maioria dos crimes violento ou passionais, a corrupção em larga escala é um crime absolutamente racional, baseado na análise ...

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Richard Feynman desancando a universidade brasileira… de 1951
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Como acabar com o mito de que a educação brasileira dos anos 50 tinha boa qualidade…   Em 1951, o físico norte-americano Richard Feynman (que posteriormente ganharia o Nobel de Física) veio ...

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Exemplos positivos da sociedade
Luiz Alberto Machado
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Exemplos positivos da sociedade O início do outono foi marcado pela publicação de dois documentos apresentados por diferentes segmentos da sociedade com considerações críticas e sugestões para o ...

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Efeito da pandemia na economia mundial
Luiz Alberto Machado
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Efeito da pandemia na economia mundial “O PIB brasileiro se apresentou melhor do que o de muitos países da Europa, por exemplo. No início da pandemia, a expectativa era de que o PIB brasileiro ...

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Cafezinho 375 – As Mídias E Eu
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Dias 26, 27 e 28 de abril vai acontecer o DESAFIO AS ...

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Cafezinho 374 – Amizades perdidas
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Não brigue com seu amigo por causa da política. Depois ...

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Cafezinho 373 – oladocheio.com
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Venha para o lado dos que querem construir.

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Cafezinho 372 – (des)Equilíbrio
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Após anos de condicionamento recebendo más notícias, ...

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A selhófrica da pleita

A selhófrica da pleita

Luciano Pires -

Terminou o julgamento da chapa Dilma-Temer, acusada de ter usado dinheiro sujo na campanha eleitoral de 2014. Resumidamente: após a derrota naquelas eleições, o PSDB abriu um processo contra a chapa vencedora, do PT-PMDB, acusando-a de crimes de abuso de poder econômico e político, recebimento de propina e questionando se houve algum benefício à campanha por conta do esquema de corrupção que atingiu a Petrobras.  Durante o processo de recolhimento de informações, que durou pouco mais de um ano, diversos membros da Odebrecht confirmaram o pagamento de caixa 2 e o relator Herman Benjamin determinou perícias e quebras de sigilo telefônico para construir seu parecer. Além disso, prestaram depoimentos três empresários de gráficas acusadas de receber dinheiro sem prestar serviços, executivos do grupo Odebrecht e o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

No meio do caminho o PSDB percebeu que a coisa saiu do controle e quis abafar, trabalhando para que as contas da campanha fossem separadas entre Dilma e Temer na tentativa de isentar o atual presidente. Mas não colou.

O Ministro Herman Benjamin, relator do processo, produziu um relatório cristalino, arrasador, repleto de provas, e-mails e depoimentos, deixando claro que sim, houve propina na campanha. Sim, teve dinheiro pago no exterior. Sim, é assim desde sempre.

E fomos ao julgamento.  A maioria dos ministros do TSE excluiu as provas de caixa 2 da Odebrecht no financiamento da campanha presidencial e, por 4 votos a 3, absolveu tanto Dilma quanto Temer.

O relatório de Herman é cristalino, mas não vale. A justificativa é que a selhófica da pleita se lhefregou na lúgria. Sim, houve propina na campanha. Sim, teve dinheiro pago no exterior. Sim, é assim desde sempre. Mas a selhófica da pleita se lhefregou na lúgria.

Eu inventei a selhófrica da pleita e o lhefregar na lúgria num momento de suprema angústia, enquanto eu ouvia e não entendia nada do malabarismo retórico dos ministros tentando justificar o injustificável, torcendo a interpretação das leis e esfregando em nossa cara, os leigos, nossa ignorância. Veneráveis senhores, no ápice de suas carreiras, tratados como excelências guardiãs da honra e da justiça, tentando nos provar que azul é verde, fogo molha e frio esquenta.

Uma vez classifiquei esses absurdos como nonsense semântico. Nonsense é uma expressão que vem do inglês, que quer dizer algo sem sentido, sem nexo. Semântica é o estudo do significado, a arte da significação. Nonsense semântico é, portanto, algo como uma antonímia, um confronto de antônimos, uma verdade que quer dizer mentira, entendeu?

Mas neste caso é mais que simplesmente antônimos se anulando. É a selhófica da pleita que se lhefregou na lúgria, absolutamente ininteligível.

E se você não entendeu, tá perfeito, bem-vindo, bem-vinda ao Brasil.

O resultado desse julgamento é um balde de água fria em quem vislumbrava um movimento para colocar o país nos trilhos da justiça.

Não, com essa elite que aí está, não vai.

Terminei de assistir ao julgamento com uma famosa frase de Marx, o Groucho, na lembrança:

“Você prefere acreditar em mim ou em seus próprios olhos?”

Que dó de nós.