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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Vale muito a pena ver a história da qual somos ...

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Henrique Viana
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O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

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Deduzir ou induzir
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Veja a quantidade de gente que induz coisas, ...

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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Tradução automática feita pelo Google, de artigo de ...

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Café Brasil 788 – Love, Janis
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Janis Joplin era uma garota incompreendida, saiu da ...

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Café Brasil 787 – Reações ao Cuzão
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O Café Brasil anterior, o 786 – O Cuzão, rendeu, viu? ...

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Café Brasil 786 – O cuzão.
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Cara, como é complicada a vida de podcaster, bicho! A ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café Brasil 766 – LíderCast Ilona Becskeházy
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E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Agronegócio, indústria e mudança de mindset
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Agronegócio, indústria e mudança de mindset “Quando adotamos um mindset, ingressamos num novo mundo. Num dos mundos – o das características fixas –, o sucesso consiste em provar que você é ...

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Menos Marx, mais Mises
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Menos Marx, mais Mises  “Apesar de ainda ser muito pouco conhecido entre os jovens brasileiros em comparação com Karl Marx, o nome do economista austríaco Ludwig von Mises se tornou um dos ...

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Você ‘tem fé’ no Estado democrático de direito?
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Hoje, num grupo de professores, um velho colega me escreveu que “tem fé” no “Estado democrático de direito” e na “separação dos poderes”. Mas com uma ressalva: ...

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Percepções diferentes na macro e na microeconomia
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Percepções diferentes na macro e na microeconomia “Na economia, esperança e fé coexistem com grande pretensão científica e também um desejo profundo de respeitabilidade.” John Kenneth Galbraith ...

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Cafezinho 423 – Capital social? Só se der lucro.
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Estamos perdendo aquilo que o cientista político e ...

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Cafezinho 422 – A política do ódio
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Não siga a maioria só porque é maioria. Não siga a moda ...

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Cafezinho 421 – A normose
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É confortante saber que somos normais, não é? Pois é. ...

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Cafezinho 420 – A regra dos 30
Cafezinho 420 – A regra dos 30
Pé quente, cabeça fria, numa boa. Mas cuidado porque ...

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Amadores e amadores

Amadores e amadores

Luciano Pires -

Eu estava trabalhando neste texto quando aconteceu a tragédia de Santa Maria. Acho que esta reflexão ganha mais importância ainda.

E lá vou eu palestrar mais uma vez para uma grande empresa, mais de mil pessoas na platéia. Chego ao maravilhoso teatro com três horas de antecedência para não dar margem a erros e vou direto testar o equipamento. Começo a ficar preocupado quando vejo a quantidade de gente da “equipe técnica”. Garotos e garotas, felicíssimos com seus intercomunicadores. A cada pergunta, um “isso é com o fulano”, “isso é com a fulana”… e chama no rádio. Tenho que esperar o teste da orquestra, que atrasou. O tempo passando, e nada. Quando me chamam, pedem desculpas, mas só o som poderá ser testado, pois estão com um problema no projetor etc e tal. Falta pouco mais de uma hora para o início do evento. Faço o que é possível e, sem testar a imagem, me retiro para o camarim onde fico sozinho, lendo, num estado zen, me preparando para arrasar.

Começa o evento, eu ouvindo o som abafado, e a coisa vai atrasando. Quarenta minutos de atraso e soltam a turma para o café. Eu entro depois do café. Uma menina esbaforida vem me chamar, estão precisando de mim no palco. Vou correndo. O computador não compartilha a imagem com o telão. Eu arrumo. A imagem está distorcida. Eu mexo nas configurações e nada muda, é claro que o problema é no projetor. E então ele vem… O técnico. Amador. Um garoto com seus 27 anos de idade. Eu olho de longe e o vejo chegando até meu laptop com dedos de ogro. Frio no estômago. E lá vai ele, mexer nas configurações como eu havia feito. Não adiantou eu dizer que já havia feito, ele faz de novo. E não resolve. Chamo o chefe dele. Amador. Mostro o problema, dou a dica do que pode ser e então vejo a expressão de “numsei”. Vou reduzindo o ritmo e volume da fala aos poucos, diante da expressão que deixava claro que nem o técnico, nem o chefe do técnico sabiam como arrumar a encrenca. Eram amadores. E o café terminando. Não há tempo de fazer mais nada. Meu “estado zen” foi pro saco. Resultado: a palestra no evento milionário, com iluminação milionária, cenário milionário e equipe milionária, tem uma projeção de merda.

Eu sou um amador em tudo o que faço. Palestro como um amador, escrevo como um amador, produzo meus vídeos como um amador. Mas amador não no sentido pejorativo e sim no de que amo o que faço. Faço com amor. Com paixão. E quem ama uma coisa, quer saber mais sobre ela, se aperfeiçoar, aprender, melhorar. Até virar amador profissional…

É impressionante a quantidade de amadores que encontro que, de posse de ferramentas ou métodos, se acham capazes de cumprir qualquer tarefa. Não é assim. Ferramentas e métodos nas mãos de quem não sabe o que fazer com eles são mais que inúteis. São perigosos. E vira-e-mexe me pego discutindo com o amador, o sabe tudo, sobre um problema que já enfrentei antes. Mas sabe como é, não sou o técnico…

Quando o amador é consciente de sua ignorância e tem a humildade de ouvir as sugestões de alguém que pode, veja bem, eu disse pode, dar alguma luz, é possível transformar um problema em aprendizado. Mas quando o amador não tem consciência – e às vezes se orgulha! – de sua estupidez, só existe conflito. E de quando em quando uma tragédia.

O Brasil é a República dos Amadores. Daqueles.

Luciano Pires