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Artigos Café Brasil
Deduzir ou induzir
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Veja a quantidade de gente que induz coisas, ...

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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Tradução automática feita pelo Google, de artigo de ...

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Palestra Planejamento Antifrágil
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Aproveite o embalo, pois além de ouvir a história, você ...

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Como se proteger da manipulação das mídias
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Descubra o passo a passo para se proteger das mentiras, ...

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Café Brasil 773 – Falando sobre nação – Revisitado
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O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido ...

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Café Brasil 772 – ComunicaAgro – Live com Tejon
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Um dia, descobri que grande parte dos ouvintes do ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café Brasil 770 – O Kit Para Detecção de Bobagens
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Michael Shermer é fundador da The Skeptics Society, a ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café Brasil 766 – LíderCast Ilona Becskeházy
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E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não ...

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Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
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Da mesma forma como o Youtube joga no colo da gente um ...

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Café Brasil 758 – LíderCast César Menotti
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Há muito tempo tínhamos a ideia de trazer para o ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
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Conhecendo a história do Brasil
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Conhecendo a história do Brasil… por meio dos que contaram a história “A história é a justiça imparcial, mas tem a mania de chegar tarde.” Roberto Campos[1] Em artigo intitulado Livros para ...

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Tributo a Jaime Lerner
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Tributo a Jaime Lerner Recebi, com enorme tristeza, a notícia do falecimento de Jaime Lerner, ocorrido em Curitiba, dia 27 de maio. Seu trabalho como urbanista é merecedor de reconhecimento tanto ...

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Macrotendências
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Macrotendências: mudanças em curso  “As mortes totais causadas pelo terrorismo em todo o mundo despencaram 59% desde seu pico em 2014. No Ocidente, a ameaça presente é menos da violência islâmica ...

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Criatividade, empreendedorismo e inovação
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Anterioridade e importância da criatividade para o empreendedorismo e a inovação “Existe criatividade sem inovação, mas não existe inovação sem criatividade”. Bill Shephard Joseph Schumpeter ...

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Cafezinho 394 – Seu trabalho não nos interessa
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Isso é o que eu chamo de “celebrar o fracasso”: ...

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Cafezinho 393 – Velhos Ranzinzas
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Se no reino animal é a degeneração física que torna os ...

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Cafezinho 392 – Eu vou matar a rainha
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Tem tanta mentira em volta da gente, que acabamos ...

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Cafezinho 391 – A suspensão da descrença
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'Suspender a descrença' é aceitar temporariamente como ...

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Apareceu a Margarida

Apareceu a Margarida

Luciano Pires -

O ano é 1978, e o local é o Bauru Tênis Club, o clube da classe média alta de minha terra natal. Naquela noite, a cidade estava em festa. A grande atriz Marilia Pera estava lá para apresentar um monólogo de Roberto Athayde chamado “Apareceu a Margarida”, que havia permanecido em cartaz por dois anos na capital.  A peça era um tremendo sucesso e nela a atriz dava uma aula de biologia usando palavrões para explicar o ser humano. Ocorre que, ao invés de colocar um esqueleto no palco, ela coloca um ator nu, de costas para a plateia. Na cenografia, que representava uma sala de aula, havia um quadro do coração de Jesus, aquela imagem clássica da figura de Jesus Cristo apontando para seu coração envolto numa coroa de espinhos. Essa imagem era comum nas salas de aula dos anos 40 aos 60 no Brasil. O ator nu está de frente para a imagem.

Assim que a cena começa, o empresário Sérvio Tulio Coube, de família tradicional na cidade, interrompe a peça ao subir ao palco e retirar a imagem do Sagrado Coração. Para ele, aquela cena era um desrespeito, e aquele quadro não deveria estar ali. Marilia Pera, indignada, vai na direção do empresário, segura o quadro e o que se vê em cena é um cabo de guerra. O delegado da cidade sobe ao palco para o deixa disso e os 1600 espectadores começam a vaiar. Marilia fica histérica. Ela jamais passara por uma situação semelhante. Uma hora depois o Jornal Nacional dá a notícia.  Marilia Pera disse ao promotor da peça, Paulo Neves: “Paulo, meus colegas não vão passar por isso que eu passei.” E Bauru ficou 10, 15 anos sem receber qualquer espetáculo que tivesse atores da Globo.

Eu já vivia em São Paulo, mas me lembro perfeitamente do escândalo e dos rótulos de “ cidade conservadora” que Bauru recebeu.

Em 2014 foi a vez do ator Ney Latorraca, no Rio de Janeiro. Ney, então com 70 anos de idade, teve de interromper a peça Entredentes, de Gerald Thomas, para repreender uma espectadora de 72 anos que passou 20 minutos fazendo comentários homofóbicos em voz alta na plateia. Ney comentou:

— Não sei se por causa do clima das eleições, não sei o que é, mas as pessoas perderam a noção. Acham que podem dizer o que querem, que liberou geral, que podem agredir.

Pois é.

Se a situação de 1978 se repetisse hoje, o empresário seria imediatamente tachado de “coxinha”, “fascista”, “reacionário” e “ elite branca”, você tem alguma dúvida?

Afinal, um espectador que não concorda com o que está sendo dito no palco, tem o direito de interromper uma peça? E se forem dois espectadores? Dez? Cem?

É claro que não… A menos que o artista no palco critique Lula ou Dilma.

Aí pode.

Se você acha que estou falando de liberdade de expressão, errou.

Estou falando de hipocrisia.