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CONCESSÕES



Conversando com meu amigo, o músico Sérgio Sá, eu comentava sobre uma constatação triste. Dizia que eu havia separado os primeiros CDs de Djavan, Fagner e Simone e que ao ouvi-los, ficara entusiasmado com a proposta, a “rusticidade” das músicas e interpretações. Havia naqueles CDs uma originalidade, uma experimentação, um tipo de conteúdo que se perdera nos trabalhos seguintes. A cada CD lançado por esses artistas, senti uma perda. Até se transformarem em grandes estrelas da MPB, insossas, com uma pálida lembrança do que foram um dia.


O Sérgio me explicou o que acontecia: concessões.


Cada um desses artistas, ao surgir, tinha um trabalho próprio, uma identidade, um talento que o projetou, despertando o interesse dos fãs e das gravadoras. Com a chegada do sucesso, vieram os produtores. Os marqueteiros. As idéias das gravadoras para mais sucesso.


 


– “Não fale isso, fale aquilo…”.


– “Vista-se assim e assado…”.


– “Não grave isso, grave aquilo…”.


 


E assim foi, aos poucos, descaracterizada a proposta inicial de cada artista. Em nome de um “gosto médio” que catapultaria as vendas dos CDs.


Pois foi assim.


De dezenas de milhares passaram a vender centenas de milhares – até milhões – de CDs. Viraram estrelas. Cantando um nhém-nhém-nhém, mas estrelas…


Pois não é difícil ver o mesmo fenômeno acontecendo em outras áreas.


Ou vocês acham que o que aconteceu com o PT naquela eleição de 2002 foi diferente? Apoiadas nas propostas iniciais de mudança da sociedade, aquelas pessoas que pareciam lutar um ideal transformaram-se no grupo do poder. E surpreendentemente, em nome de um “gosto médio”, entraram no jogo político que sempre combateram…


Não me interessa discutir aqui as ideologias certas ou erradas, mas a descaracterização total da proposta inicial, pelas concessões.


Ou vai dizer que aquela “Carta ao Povo Brasileiro” não era uma entrega ao “gosto médio?”.


Li recentemente uma biografia de Charles Chaplin e o que mais me chamou a atenção foi que ele escrevia, dirigia, produzia, musicava e interpretava seus filmes. Daí o resultado genial. Era 100% do talento do artista. Sem concessões.


Não havia um comitê nivelando por baixo, buscando o “gosto médio”.


Essa ditadura do comitê está acabando com a expressão artística, política, social da humanidade. Ela exige concessões. E mais concessões. E concedendo, deixamos de ser nós mesmos… Passamos a ser os outros.


E aí fica fácil, muito fácil, perder a identidade. O valor.


No entanto, é impossível viver em sociedade sem concessões. Não dá. Quem faz assim – na verdade tenta – são os terroristas, os ermitões.


Vida em sociedade implica no exercício diário da política, da negociação, da concessão.


Mas tenho minhas dúvidas…


Não pode haver democracia na manifestação artística.


“Gosto médio” não existe.


Portanto, avalie, reflita, valorize suas concessões, pois cada uma delas vai levar embora um pouquinho de você. Cada uma delas vai violentar um pouquinho a sua proposta inicial. Cada uma delas vai tentar te empurrar para o “gosto médio”.


E lembre-se sempre:


– “Gosto médio” não tem gosto.