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Dois Brasis

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Luciano Pires -

 

DOIS BRASIS


 


Meu amigo Nuno Mindelis diz que o Brasil não é um, mas dois. Existe um Brasil que consome as porcariadas que a mídia dissemina e que os marqueteiros inventam para ganhar dinheiro. É um Brasil pobre de espírito, conformado em ser dirigido. Um Brasil ignorante, que faz dessa ignorância fonte de poder e lucro. Um Brasil onde regras têm pouco significado, onde o que vale é tirar proveito, é a malandragem. O Brasil dos Pocotós.


O outro Brasil é composto de gente que exerce seu poder de escolha. É um Brasil intelectualizado naquilo que essa palavra tem de mais importante: a sede pelo conhecimento. Um Brasil que tem bom gosto, que consome cultura, que respeita regras e que em nada difere de outros países mais “desenvolvidos”.


O Brasil dos Pocotós é gigantesco. Foi construído ao longo de 500 anos e reproduz-se numa velocidade impressionante, pela combinação de uma educação deficiente com uma mídia alienada e burra que dissemina a ignorância. O segundo Brasil é menor. Resistiu ao longo do tempo e tornou-se privilégio da elite que tem mais facilidades para adquirir o conhecimento. Mas nesse Brasil privilegiado, vivem também brasileiros de poucas posses, que conseguiram extrair de sua educação os valores que lhes possibilitam praticar um julgamento consciente entre o que é ou não é capaz de agregar valor ao seu crescimento intelectual.


Uma reflexão interessante, não é? Deve ter seus críticos, mas é instigante.


Pois ando suspeitando que o Brasil despocotizado é maior do que parece…


Ainda não recuperado do impacto da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, fico sabendo que foram abertas as inscrições para a 11ª edição da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Você sabia que esse evento existia? Não? Pois saiba que 4.500 vagas, disponibilizadas pela Internet, esgotaram-se em 40 minutos. Quatro mil e quinhentas vagas para um evento de literatura esgotadas em 40 minutos! Parece ingresso pra show de Zezé di Camargo e Luciano…


Isso imediatamente me remeteu a um filósofo contemporâneo, chamado Ludwig Wittgenstein, que disse: “O mundo do homem feliz é diferente do mundo do infeliz”. Eu dou uma ajeitada e transformo em “O Brasil do homem feliz é diferente do Brasil do infeliz”.


Mas é o mesmo Brasil! Como pode ser diferente? Simples: o mundo, e por conseqüência o Brasil, é uma interpretação que fazemos da realidade, baseados nos nossos conhecimentos e experiências. Cada um vê o mundo – e o Brasil – conforme seu repertório. Em outras palavras: o Brasil que você vê vem do seu interior e não lá de fora… Conforme você vai vivendo, provando novas experiências, enriquecendo seu repertório, essa imagem do Brasil vai mudando…


Pense nisso. Não é assustador? Repentinamente perceber que a escolha é sua? E que essa escolha não depende de dinheiro, de padrinhos ou de poder? Depende de sua atitude?


Em qual Brasil você vive, hein? O amargo Brasil dos pocotós ou aquele outro mais…Nutritivo?


Aliás, a pergunta correta é outra.


Em qual Brasil você ESCOLHEU viver?