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Artigos Café Brasil
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Henrique Viana
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Deduzir ou induzir
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Café Brasil 798 – Raciocínios Perigosos – Revisitado
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Café Brasil 796 – Maiorias Irrelevantes
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Café Brasil 793 – LíderCast Antônio Chaker
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Trivium: Capítulo 5 – Proposições e sua Expressão Gramatical (parte 1)
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DEFINIÇÕES E DISTINÇÕES Proposição e relação de termos. A proposição AFIRMA uma relação de termos. Em uma estrutura de palavras compostas de: um sujeito, uma cópula e um predicado. Os termos ...

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A catástrofe circular da escola brasileira
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
A catástrofe circular da nossa escola: temos professores de fraca formação acadêmica, com salários miseráveis. Eles oferecem aos seus alunos pouca cultura e, por isso, não os elevam acima da ...

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Quadrinhos em alta
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Quadrinhos em alta Apesar do início com publicações periódicas impressas para públicos específicos, as HQs não se limitam a atender às crianças. Há quadrinhos para adultos, de muita qualidade, em ...

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Trivium: Capítulo 4 – Tipos e Regras de Divisão Lógica (parte 7)
Alexandre Gomes
Antes de tratar das regras da divisão lógica – pois pode parecer mais importante saber as regras de divisão que os tipos de divisão – será útil revisar alguns tópicos já tratados para ...

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Cafezinho 444 – Congestão mental
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Quanto de alimento intelectual você consegue entuchar ...

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Cafezinho 443 –  O crime nosso de cada dia
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A sociedade norte americana está doente. E eles somos ...

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Cafezinho 442 – Por que cultura é boa?
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A cultura é boa porque influencia diretamente a forma ...

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Cafezinho 441 – Qual cultura é melhor?
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A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o ...

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Escrever rasoavel é errado, mas…

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Luciano Pires -

Ando cismado com o “mas”, aquela conjunção coordenativa adversativa que liga duas orações ou palavras e expressa a ideia de contraste, de diferença. Olha só:

“FHC saneou o sistema bancário, corrigindo problemas históricos que impediam o desenvolvimento do Brasil, e Lula ampliou políticas sociais que fizeram com que o país evoluísse ao longo da primeira década do milênio.”

Agora com uma pequena mudança:

“FHC saneou o sistema bancário, corrigindo problemas históricos que impediam o desenvolvimento do Brasil, mas Lula ampliou políticas sociais que fizeram com que o país evoluísse ao longo da primeira década do milênio.”

Notou diferença? No primeiro enunciado, um ““e”” significa que FHC e Lula estão juntos no trabalho de desenvolvimento do país. No segundo enunciado, aquele “mas” anuncia que Lula é o único responsável pela evolução do Brasil. A diferença entre os dois enunciados é a troca do ““e”” pelo “”mas””.

“O brasileiro Neymar é o mais habilidoso jogador de futebol do mundo e o argentino Messi é o que mais faz gols.” Opa! Quero os dois no meu time!

“O brasileiro Neymar é o mais habilidoso jogador de futebol do mundo, mas o argentino Messi é o que mais faz gols.” Humm… Prefiro o Messi no meu time.

Eu tinha um colega de trabalho que respondia a todos os argumentos que ouvia com um “”Sim, mas...” Era irritante, ele nem precisava continuar, todos sabiam que o “sim” era apenas uma forma de atenuar a discordância anunciada pelo “mas”.

Mas o “mas” como oposto, como contraste, conhecemos de sobra. O problema é que nestes tempos de pandemia de mentiras, o “mas” vem ganhando outras dimensões. Passou a ser aquilo que chamo de Conjunção Coordenativa Escusativa.

De novo: Conjunção Coordenativa Escusativa. “Os mensaleiros meteram a mão no dinheiro público, mas foi por uma boa causa.” “O MST invadiu e destruiu a fazenda, mas aquelas terras são consideradas improdutivas.” “A corrupção no governo da Dilma é imensa, mas no governo de FHC também era.” Lula falou um monte de coisas censuráveis nas escutas, mas o juiz não podia tê-las divulgado.

O “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa prepara a escusa, a desculpa. Transfere responsabilidades para terceiros, justifica desmandos, atenua consequências e torna normal e aceitável aquilo que deveria ser rechaçado por imoral, ilegal e desonesto. E então temos o

“”roubou, mas quem não roubou antes?””,

““A boate pegou fogo, mas os que morreram sabiam que era um local arriscado””;

““A moça foi estuprada, mas estava usando uma saia curtíssima””;

““O sujeito morreu no assalto, mas estava usando um relógio Rolex e dirigindo com o vidro aberto””;

““Osama Bin Laden jogou dois aviões nas torres gêmeas, mas Bush invadiu o Afeganistão””;

““Ainda morrem presos políticos em Cuba, mas lá todas as crianças estão na escola””, e assim vai.

Entendeu? O ““mas”” como Conjunção Coordenativa Escusativa funcionando como uma espécie de compensação, que livra a cara dos criminosos.

Se você gosta de usar o “mas”, preste bem atenção para não usar como desculpa. Jamais perca de vista que quem escolhe, defende e protege o ruim porque antes era pior, continua escolhendo o ruim.

Mas tem gente que nem percebe…