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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Henrique Viana
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O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

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Deduzir ou induzir
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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A aparente contradição entre desemprego e escassez de mão de obra
Luiz Alberto Machado
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Esclarecendo a aparente contradição entre desemprego e escassez de mão de obra “Antes, as habilidades não eram tão amplas. Hoje, o profissional precisa conhecer e estudar a fundo vários assuntos. ...

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Pax Aeterna
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É preciso lançar pontes.
Maquiavel é, com alguma freqüência, considerado o primeiro cientista político moderno: nas suas análises, ele teria sido um dos primeiros a rejeitar tanto uma concepção metafísica da natureza ...

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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
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O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Cafezinho 432 – O vencedor
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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Gênios por natureza

Gênios por natureza

Luciano Pires -

Ao final de minha palestra “Geração T”, um dos jovens perguntou se a pessoa nasce gênio ou estuda para se transformar em gênio. Respondi com uma história de dois gênios. O primeiro é o inglês Eric Clapton, um dos maiores guitarristas de blues em atividade. O sujeito é tão bom que por volta de 1966, quando tocava na banda John Mayall & The Bluesbreakers, os fãs pixavam pelas ruas de Londres a inscrição “Clapton is God”. Com uma carreira já cinquentenária, Eric continua nos brindando com sua arte, tirando da guitarra sons deliciosos. Eric é um gênio e assisti a uma entrevista na qual ele conta uma história que nos apresenta ao segundo gênio. Enquanto dirigia na região de Detroit ele ouviu no rádio, pela primeira vez, um guitarrista que tocava de forma assombrosa: Stevie Ray Vaughan, o maior guitarrista do blues rock que já ouvi. Mas é quando Eric Clapton explica o que sentiu quando viu Stevie Ray Vaughan tocar, que temos uma noção de genialidade:

“Quando toco, vou pensando na sequência de acordes. Penso para concluir que daqui tenho que ir para ali, o que leva uma fração de segundo. Stevie Ray Vaughan não pensa! Ele muda de um acorde para o outro como se a guitarra fosse uma extensão de seu corpo, sem pensar no que vem em seguida. É algo natural, instintivo!”

Eric Clapton estudou para se tornar um gênio. Stevie também estudou, mas nasceu com “algo mais” que habilidade, o que fez dele um gênio capaz de assombrar um deus da guitarra! Meu amigo, outro gênio da guitarra, Nuno Mindelis, disse que quando sobe no palco, “uma coisa” toma conta dele. “É uma espécie de autismo”. Ele integra-se à guitarra, tocando de uma forma que nem ele entende.

Gênios que estudam para se tornar gênios, gênios que nascem gênios e estudam para desenvolver sua capacidade. E citei para o jovem que perguntou, outro gênio por natureza: Neymar. Admiro os gênios, mas sei que a genialidade cobra um alto preço. Ela consome uma energia brutal, que faz com que a pessoa se torne um anormal em certos traços da personalidade. Um não toma banho. Outro tem manias com cores. Outro bate na mulher. Muitos se suicidam. Outros mergulham em vícios. Genialidade é desequilíbrio…

E eu disse para o garoto: “O gênio é um anormal, alguém que está fora da média e que não responde aos mesmos estímulos dos normais (ou medíocres). O mais importante é refletir sobre suas forças e habilidades para definir onde é que você deve investir. Em muitos pontos você ficará apenas bom, o que já é uma conquista, mas em outros poderá chegar até as raias da genialidade.”

Concluí a explicação com uma frase de Simone de Beauvoir que resume o assunto: “Não nascemos gênios, nos tornamos gênios”.

Pois é. Mas dá tanto trabalho e incomodação que a maioria prefere ficar na média.

Luciano Pires

PS: se você quer ver Stevie Ray Vaughan no auge da genialidade, vá até aqui: http://portalcafebrasil.com.br/livre/artes/steve-ray-vaughn