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Artigos Café Brasil
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Deduzir ou induzir
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A aparente contradição entre desemprego e escassez de mão de obra
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Iscas Econômicas
Esclarecendo a aparente contradição entre desemprego e escassez de mão de obra “Antes, as habilidades não eram tão amplas. Hoje, o profissional precisa conhecer e estudar a fundo vários assuntos. ...

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Pax Aeterna
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Maquiavel é, com alguma freqüência, considerado o primeiro cientista político moderno: nas suas análises, ele teria sido um dos primeiros a rejeitar tanto uma concepção metafísica da natureza ...

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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
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O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Cafezinho 432 – O vencedor
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Gritaria ideológica em rede social, sustentada em ...

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Cafezinho 429 – Minha tribo
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E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ...

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I See You

I See You

Luciano Pires -

O filme Avatar, que está estourando os recordes de bilheteria, tem um enredo tão antigo quanto a história da Humanidade. Um soldado é enviado para aprender os costumes dos inimigos e facilitar que eles sejam derrotados. Mas se apaixona por uma inimiga e muda de lado. Um dos momentos fascinantes é quando o soldado aprende a saudação dos inimigos: “I see you”. “Eu vejo você”. Esse “ver” não quer dizer “enxergar”, mas conectar-se com o interior do outro. É muito bonito.

Lembrei-me do “I see you” quando pensei em escrever um texto sobre o Haiti. Puxa, mas todo mundo já escreveu sobre o terremoto! Então o Cônsul Geral do Haiti em São Paulo surge dizendo que a tragédia foi boa, pois assim o mundo prestaria atenção neles…

Pois é. Como são insignificantes nossos vizinhos miseráveis, não? Só sabemos deles quando uma tragédia acontece. Foi preciso um terremoto gigante pra gente dizer aos haitianos:

– I see you.

Finalmente o mundo olhou pra eles. Mas como é que olhamos pra eles?

A televisão já nos treinou para as tragédias, portanto imagens de corpos soterrados, resgates dramáticos e brigas por comida até chocam, mas já não estarrecem. São parte de uma estética familiar. Na revista Veja sobre o terremoto, por exemplo, entre a foto do corpo abandonado de uma criança sobre um pneu e a foto dos destroços de um prédio, havia um milionário encarte de seis páginas de uma montadora, em papel especial e cheio de cores: compre um carro novo!

Será que vemos o Haiti como um espetáculo?

E o calhorda embate político ideologizando a tragédia e suas conseqüências? O mundo contra os Estados Unidos – e seria contra quem? – que teriam enviado para o Haiti soldados e dinheiro demais, além de tomar conta da coordenação. E o que deveria ser uma ajuda humanitária sem coloração política transformou-se em mais um embate contra o imperialismo ianque. Pergunto se àquele garoto que perdeu a família e está passando fome, essa discussão interessa.

Será que vemos o Haiti como ferramenta política?

Poucos dias após a tragédia a Embaixada do Haiti em Brasília recebeu pedidos de mais de 200 brasileiros interessados em adotar uma criança. Tenho uma infinita admiração por quem escolhe adotar um filho, mas não consigo deixar de pensar que, pretinho por pretinho, o Brasil tem milhares. E branquinhos. E pardinhos. Todos vivendo sua tragédia particular, precisando de comida, de um lar, de educação e de amor. Mas nenhum deles tem a sorte – olhe só, “sorte”- de um terremoto como tiveram os órfãos do Haiti.

Será que vemos o Haiti como uma oportunidade?

Pois é. Nossos vizinhos miseráveis são irrelevantes, só sabemos deles quando uma tragédia acontece.

Diferente dos Na’vi do Avatar, nosso “I see you” para os haitianos não é o de um ser que conecta-se com outro.

É o do telespectador que, no intervalo comercial, tem certeza que a tragédia só acontece com os outros.