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Indignite aguda

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Luciano Pires -

Em 2009 fui contratado para palestrar num grande evento, contratação cheia de exigências, mas pagando muito bem e rapidamente. Convites impressos, divulgação feita, faltando três dias para o evento fui informado de que o tempo para a palestra, que é de 90 minutos, seria de 30 minutos. Como assim 30 minutos? Eu tinha no contrato, em letras vermelhas, que o tempo de duração da palestra é 90 minutos! Trinta minutos é muito pouco para o tema escolhido.

Liguei para ver o que aconteceu e conversei com uma menina de 25 anos de idade, assistente de alguma coisa, que estava mais preocupada com o buffet do que com o conteúdo da palestra. Tentei argumentar, mas logo percebi que era melhor deixar como estava, pois não adiantava reclamar. Aliás, não tinha nem para quem reclamar! Mas não me conformei… Encontrei um amigo e comentei com ele a minha indignação:

– Vão gastar uma bala de dinheiro entre cachê, transporte aéreo, hospedagem e alimentação para eu falar 30 minutos? Não me conformo!

E meu amigo:

– Estão pagando bem? Então vai, faz e fica quieto!

E chegou o dia do evento. Desorganizado, atrasado, com meia dúzia de pessoas no auditório e a certeza de que os promotores realmente se preocuparam mais com o buffet e a decoração milionária do que em encher o auditório de gente interessada. Jogaram dinheiro fora. Não perdi a chance de comentar com os outros dois palestrantes sobre o absurdo da situação. E o que você acha que ouvi?

– Tão pagando muito bem! Faz o seu e fica quieto!

E os dois fizeram suas micro-palestras e não se importaram com mais nada. Enquanto isso eu sofria, pois sabia que tinha deixado de fora da palestra coisas legais e importantes que em 30 minutos não poderiam ser passadas ao público. Estava preocupado com o ritmo, com o humor, com o conteúdo. Queria entregar 120% do que foi contratado. Os outros dois? Nem aí… O cliente pagou bem, tá tudo bem.

Pois vira e mexe essa situação se repete. Será que tenho algum problema? Não consigo me conformar quando vejo coisas erradas! Não consigo ligar o botão do “dane-se” e agir como se nada tivesse acontecido. Não consigo não expressar minha indignação com o desperdício de recursos, com a falta de competência, com a perda de tempo. Não estou naquele evento “por eles”, mas por mim! E por mais que eu tenha feito um bom trabalho, que a avaliação tenha sido excelente, que o cliente tenha ficado satisfeito, aquele sapo não desce. E sou acometido por um surto de indignite aguda.

Mas sou exceção. Os três com quem falei sobre o evento disseram a mesma coisa: se o cliente paga, faça o seu e fica quieto!

Até faço, sabe? Mas sofro antes, durante e depois.

De mim o cliente só comprou a palestra. A consciência não está à venda.

Luciano Pires