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Artigos Café Brasil
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Sem treta
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O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
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Enquanto isso
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O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua ...

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Jabuticaba Elétrica

Jabuticaba Elétrica

Luciano Pires -

Jabuticabas só existem no Brasil, mas não são só as jabuticabas que só existem no Brasil… Passei o Natal e ano novo numa chácara e para animar as festas montei uma traquitana com caixa de som, DVD , Ipod e outras coisas. O trambolho tinha quatro cabos de força. Para poder ligar tudo era necessário uma régua elétrica ou… um benjamim! Sabe? Aquela pecinha (também chamada de “tê”) que permite que você ligue mais de um cabo de força à tomada? E que chama benjamim por causa do Franklin? Ta bem, sei que tem que tomar cuidado, que não é recomendado, etc. Deixa eu terminar minha história?

Pois o trouxa aqui sai pela cidade à procura do benjamim, como fiz a vida inteira. Só para descobrir que benjamins não existem mais.

Desde o começo de 2009 o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), baixou uma norma padronizando os plugues e tomadas elétricas e adotando um sistema de pinos que só existe num lugar no mundo: aqui. Uma jabuticaba.

Pausa. Entra em ação o PLPUP – Programa Luciano Pires de Utilidade Pública, tentando explicar, em caipirês, o que se passa. Fiz eletrônica no colégio, mas não entendo nada do assunto. Só pesquisei. Ó:

As concessionárias fornecem energia para nossas casas por meio de dois fios: o neutro e o fase. É pelo fase que a tensão elétrica é transmitida. O neutro não tem tensão, é neutro. A rede elétrica de nossas casas é toda interligada e os vários aparelhos nela plugados estão, portanto, interconectados, o que causa algumas variações elétricas. Por exemplo, os computadores – que contêm vários componentes eletrônicos em seu interior – costumam ter uma certa “fuga” de energia, que se aloja em suas extremidades metálicas. É a tal carga eletrostática. Você já deve ter tomado alguns choques bem leves ao colocar a mão no computador, não é? Pois bem, essas pequenas “fugas” de energia costumam transmitir alguma “sujeira elétrica” por aquele fio neutro que deveria ter tensão zero, o que pode provocar problemas em equipamentos delicados. Por isso existe o “fio terra”, um terceiro fio (geralmente verde) que está conectado a uma estaca de cobre fincada na terra. Ele elimina toda “sujeira” elétrica dos componentes, descarregando a tal energia eletrostática para a terra.

Vários equipamentos têm plugs com três pinos, normalmente dois chatos e um redondo, que é o terra. Mas como o Brasil não tinha o aterramento como norma, nossas tomadas não têm onde encaixar o pino terra. Muita gente quebra-o ou coloca um adaptador, deixando-o livre. Assim podemos ligar os equipamentos de três pinos às nossas tomadas-padrão de dois furos. Mais uma das gambiarras brasileiras.

Então o Conmetro adota um padrão brasileiro, bem criativo. Resultado: os aparelhos com três pinos não mais se conectarão nas tomadas. Os aparelhos importados com dois pinos chatos no padrão americano, também não. E os benjamins ficam proibidos. E os adaptadores não existem ou são complexos e caros. A saída?  Trocar as tomadas de casa. E os plugs dos aparelhos!  



Vamos lá então… Digamos que não exista algum interesse comercial por trás dessa mudança e que ela foi implementada por exclusivo foco no bem estar dos brasileiros. Quanto tempo vai levar para surgir uma indústria de adaptadores-pirata vendidos nos camelôs? Fabricados de qualquer jeito aqui, no Paraguai ou na China? Neutralizando qualquer boa intenção técnica do Conmetro?

Como sempre, nosso problema não é o que fazer. É como fazer. Num mundo que caminha para a simplificação, o Brasil, que não aprende com o passado (lembra do Pal-M?) insiste nas jabuticabas.

Adivinha quem paga a conta?

Claro que não é o Benjamin. É o Mané aqui. E aí…