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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Henrique Viana
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Deduzir ou induzir
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
  Uma definição torna explícita a INTENSÃO* ou significado de um termo, a essência que este termo representa.   *  você deve ter estranhado a palavra INTENSÃO, imaginando que seria ...

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Enquanto isso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Em setembro do ano passado o STF julgou um processo muito interessante, sobre a propriedade do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi decidido que o palácio pertence ...

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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Cafezinho 428 – A cultura da reclamação
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O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua ...

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Levi Do Porto

Levi Do Porto

Luciano Pires -

E lá estava eu, na cidade do Porto, em Portugal. Linda, surpreendente. Participei de um evento no prédio da Alfândega, uma área portuária muito antiga que foi revitalizada e transformada em local para eventos. Conversando com os locais, a pergunta óbvia:

– Que idade tem a cidade do Porto?

– Ah, não tenho certeza. Mas parece que já existia algo por aqui 400 anos antes de Cristo…

Olha só: 400 anos antes de Cristo! Quando o Brasil foi descoberto Porto já tinha 1.900 anos! Vi ruazinhas medievais, prédios antigos maravilhosos, tudo reformado, impecável. E para todo lado aquela arquitetura portuguesa típica, dos azulejos, das casas geminadas, das fachadas com janelões e balcões. Ali estão nossas origens. E, também surpreendentemente, hospedei-me num dos hotéis mais modernos que já conheci. Mas o mais interessante aconteceu durante o jantar que se seguiu à palestra que realizei para cerca de 200 pessoas. Um “gajo” vem na minha direção. Não esperei o cumprimento habitual, já soltei a gracinha:

– Diga, ó pá.

– Olá Luciano. Sou brasileiro.

Claro. Tava demorando. Para todo lado existem brasileiros em Portugal. Todos com histórias interessantes. O nome dele é Levi Costa. Paulista do ABC. Quatorze anos atrás, aos 19 anos, Levi pegou um avião apenas com um terninho e uma gravata. Sem dinheiro e sem conhecer ninguém, foi para Portugal, direto para a cidade do Porto. Hospedou-se numa pousadinha no centro da cidade. Era janeiro. Dos quase 30 graus de São Paulo, foi parar nos 5 graus de Portugal. Ficou uma semana sem sair do quarto. Até aventurar-se a procurar um emprego. E começou assim uma história que envolve passar fome, transferir-se para Lisboa, voltar para o Porto, casar com uma portuguesa e conseguir emprego numa revenda de automóveis onde trabalhou por cerca de 6 anos.

– Fui pegando os macetes.

Um dia Levi percebeu que havia atingido o teto. Não havia mais perspectiva de crescimento. Largou o emprego e atirou-se em sua segunda loucura: com o mínimo de capital que tinha, abriu uma loja de automóveis. E hoje tem 30 carros, é figura conhecida na cidade, viaja ao Brasil uma ou duas vezes por ano, comprou um apartamento na cidade de São Paulo e está feliz da vida. Esse é o Levi do Porto. Um sujeito simpático, humilde, batalhador, corajoso e orgulhoso com tudo que conseguiu. Um brasileiro. Como milhares de outros que vivem no exterior e que construíram o futuro a partir do zero. Meu avô fez a mesma coisa, ao inverso. Veio para o Brasil em 1913, aos 15 anos, com uma mão na frente e outra atrás. Ao falecer, com quase 102 anos de idade, tinha construído uma vida exemplar. Do zero. Refleti sobre quais atributos fizeram o Levi do Porto ter sucesso em sua empreitada. Simpatia. Coragem. Dedicação. Vontade de trabalhar. Humildade. Persistência. Inteligência… Essas coisas básicas que quase todos temos. E que deixam nervosos alguns brasileiros que não admitem que o primeiro passo para o sucesso é querer. Mas é claro que não basta querer. Tem que ter sorte. A sorte do Levi do Porto, que nunca optou pela lógica, pelo consenso, pela segurança. Agora, cá entre nós, na história do Levi, quanto você acha que foi sorte e quanto foi trabalho, hein? Eu tenho minha opinião. E para coroar a visita à cidade do Porto fui apresentado a uma poeta portuguesa já falecida, natural daquela cidade: Sophia de Mello Breyner Andresen. Abro o site dela e dou de cara com um poema chamado “Porque”, que por coincidência (ou não?), explica a saga do Levi.


Porque


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.


Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.


Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Viu só? Na poesia de Sophia, a pista para entender o Levi do Porto. Que em Portugal é conhecido como Levi do Brasil, um brasileiro que deu certo.
Pois é… Eles existem.