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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Vale muito a pena ver a história da qual somos ...

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Henrique Viana
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O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

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Deduzir ou induzir
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Veja a quantidade de gente que induz coisas, ...

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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Tradução automática feita pelo Google, de artigo de ...

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Café Brasil 797 – ‘Bora pra Retomada – com Lucia Helena Galvão
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Tenho feito uma série de lives que chamei de ‘Bora pra ...

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Café Brasil 796 – Maiorias Irrelevantes
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Outro daqueles acidentes estúpidos vitimou mais uma ...

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Café Brasil 795 – A Black Friday
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Uma vez ouvi que a origem do apelido Black Friday seria ...

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Café Brasil 794 – O Paradoxo da Tolerância
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Eu acho que você concorda que para ter uma sociedade ...

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Café Brasil 793 – LíderCast Antônio Chaker
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Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café na Panela – Luciana Pires
Café na Panela – Luciana Pires
Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Quadrinhos em alta
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Quadrinhos em alta Apesar do início com publicações periódicas impressas para públicos específicos, as HQs não se limitam a atender às crianças. Há quadrinhos para adultos, de muita qualidade, em ...

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Trivium: Capítulo 4 – Tipos e Regras de Divisão Lógica (parte 7)
Alexandre Gomes
Antes de tratar das regras da divisão lógica – pois pode parecer mais importante saber as regras de divisão que os tipos de divisão – será útil revisar alguns tópicos já tratados para ...

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Simplificar é confundir
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Alexis de Tocqueville escreveu que “uma idéia falsa, mas clara e precisa, tem mais poder no mundo do que uma idéia verdadeira, mas complexa”.   Tocqueville estava certo. Em todos os ...

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País de traficantes?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Não é segredo que o consumo de drogas é problema endêmico no País, bem como o tráfico delas. O Brasil não apenas recebe toneladas de lixo aspirável ou injetável para consumo interno, como ainda ...

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Cafezinho 442 – Por que cultura é boa?
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A cultura é boa porque influencia diretamente a forma ...

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Cafezinho 441 – Qual cultura é melhor?
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A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o ...

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Cafezinho 440 – Alta e baixa cultura
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Baixa cultura é aquela que me faz bater o pé, mexer a ...

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Cafezinho 439 – O melhor investimento da Black Friday
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Uma coisa é comprar um televisor. Outra é adquirir cultura!

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Me Engana Que Eu Gosto

Me Engana Que Eu Gosto

Luciano Pires -

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PIRES. Luciano. Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão um Brasil inteiro. São Paulo: Reino Editorial, 2015, 192 p.

 

Luiz Alberto Machado*

 

Em parte por dever de ofício, mas principalmente porque gosto, leio muito e assisto a muitas palestras. E procuro, tanto na escolha das leituras como das palestras, mesclar diferentes assuntos e áreas do conhecimento. Tenho firme convicção de que isso é fundamental não apenas para a construção do repertório individual, mas também para o desenvolvimento do potencial criativo.

Acreditando nisso, considero-me um privilegiado por ter a possiblidade de fácil acesso a livros e a eventos em que se apresentam especialistas de diversas áreas. Obviamente, nem tudo me agrada. Às vezes, fico decepcionado ao chegar ao final de um texto em que depositava enorme expectativa ou ao sair de uma palestra em que foi difícil permanecer acordado.

Com a experiência acumulada, constatei que qualquer combinação é possível: ótimos livros podem se transformar em filmes medíocres; grandes escritores podem ser palestrantes chatos e monótonos; verdadeiros ídolos do esporte, da música ou de qualquer outra área artística podem muitas vezes se mostrar um verdadeiro “porre” quando são entrevistados.

No caso específico das palestras, muitas vezes deparo-me com palestrantes que possuem muito conteúdo, porém preparam apresentações pobres e cansativas. Outras vezes, tenho oportunidade de ver apresentações animadas e muito bem elaboradas, mas quando se passa a peneira percebe-se que não sobrou quase nada de conteúdo.

Felizmente, com o Luciano Pires, tais riscos passam longe. Escrevendo ou palestrando, ele consegue aliar conteúdo e forma, transformando a leitura de seus livros ou a presença às suas palestras em ricas e agradáveis experiências.

Com Me engana que eu gosto, ocorre exatamente isso. Combinando linguajar acessível, fina ironia e muita – mas muita coragem e honestidade intelectual – Luciano vai pondo capítulo a capítulo o dedo nas feridas que fazem com que o Brasil, apesar de todo o potencial que possui, não saia desse rame-rame que caracteriza sua trajetória recente, agravada nos últimos anos pela podridão que foi muito bem definida pelo ministro Celso de Mello como “um projeto criminoso de poder”.

Ao contrário de muitos que se limitam a criticar “tudo aquilo que está aí” a partir da ótica simplista do “nós e eles”, Luciano vai além, deixando claro que o que vem ocorrendo nos governos do PT é triste, mas não tão diferente do que ocorre nos governos de outros partidos, inclusive do PSDB, que quando teve oportunidade de cerrar fileiras em torno de determinados princípios e valores, acovardou-se vergonhosamente, como no caso da defesa das privatizações.

Apesar de todos os problemas escancarados ao longo do livro, Luciano Pires conclui com uma contundente declaração de que acredita no País, dando exemplos vivos, nos dois capítulos finais, de que muita coisa boa acontece no Brasil e que esses exemplos bem sucedidos poderão se alastrar consideravelmente se a população brasileira continuar atenta, tendo a coragem de se indignar e de se manifestar, quer contra pessoas, quer contra partidos que não respeitem determinadas posições que ele defende – e muitos de nós também – e que estão explícitos na orelha do livro: o respeito à lei e à ordem, fundamentais para a existência dos direitos individuais e coletivos; a crença na iniciativa individual, nas privatizações, na democracia representativa e na propriedade privada; a certeza de que a lei deve prevalecer sobre a vontade das pessoas ou os interesses de grupos; a convicção de que não se deve fazer aos outros aquilo que não queremos que façam contra nós; o direito das pessoas terem suas opiniões e fazerem suas escolhas pessoais.

Se você concorda com isso ou pelo menos uma parte disso – afinal, como bem observou Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra” – siga minha indicação e boa leitura!

* Luiz Alberto Machado é economista pela Universidade Mackenzie e vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP.