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Meu Desaniversário

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Luciano Pires -

Charles Lutwidge Dodgson, um professor de matemática da universidade de Oxford, na Inglaterra, tinha vários talentos. Era um especialista em lógica e fotógrafo pioneiro. Viveu entre 1832 e 1898 no norte da Inglaterra. Mas entrou para a história como escritor, cujo pseudônimo ficou famoso: Lewis Carroll. Ele escreveu “Alice no país das maravilhas”, um livro maravilhoso de onde tirei um diálogo inesquecível que ocorre quando Alice encontra o Chapeleiro Maluco, a Lebre e o Ratinho numa comemoração:


Alice: Sim, sim, que bondade a sua. Sinto interromper seu chá de aniversário. Obrigada.
Lebre: Aniversário? Há, há! Não é chá de aniversário.
Chapeleiro: Claro que não! É chá de desaniversário.
Alice: Desaniversário? Não entendo.
Lebre: Só há um dia no ano em que você comemora seu aniversário.
Chapeleiro: Portanto, os outros 364 dias são desaniversários.
Alice: Então, hoje é meu desaniversário!
Lebre: Oh, que coincidência! E voltam a cantar…


Charles Dodgson/Lewis Carroll era um matemático que sabia dar asas à imaginação. Que visão de mundo maravilhosa essa de alguém que comemora todos os dias do ano em vez de um só, não é?

Muito bem. Hoje é meu desaniversário especial. Ontem, dia 25, foi meu aniversário. Agora tenho 12 anos de idade de espírito, 28 de cabeça e 53 de corpinho.
Trinta anos atrás alguém com 53 anos de idade era um respeitado senhor, um… velho. Hoje, não mais. Para ser aquilo que a sociedade designa como “velho” é preciso ter mais de 65 anos de idade. E imagino que dentro de poucos anos será preciso ter 70.
E me lembro que quando perguntaram ao físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano Galileu Galilei quantos anos ele tinha, a resposta foi: “Oito ou dez”. E explicou: “Quando me perguntam quantos anos de vida tenho, digo os anos que me faltam viver. Os que já vivi, não os tenho mais…”

E o filósofo alemão Arthur Schopenhauer fez uma reflexão profundamente incômoda sobre o mesmo tema: “A diferença fundamental entre a mocidade e a velhice é sempre esta: a primeira tem a vida na frente e a segunda, a morte. Por conseguinte, uma possui um passado breve e um amplo porvir, e a outra o inverso. Sem dúvida, o velho não tem mais do que a morte pela frente, mas o jovem tem a vida, e se trata de saber qual das duas perspectivas oferece mais inconvenientes, e se não é preferível ter a vida atrás e não na frente.”

Ter a vida atrás ou à frente? Pausa pra pensar. Releia o parágrafo, por favor.

Pois é…  Minha família é longeva. Calculo que devo viver até os 95 anos, portanto, tenho ainda 42 pela frente. E no ano que vem terei 41. E no outro, 40. E assim por diante, com cada vez mais vida para trás, até chegar o meu dia, quando espero me orgulhar dos anos que não terei mais. Por isso procuro gastar meus anos de vida fazendo algo que valha a pena. E dividir com você estas minhas reflexões têm sido um privilégio.


Muito obrigado.